SEMINÁRIOS EM CIÊNCIA DO SOLO

FUNCIONALIDADE ESTRUTURAL DO SOLO EM EXPERIMENTO DE LONGA DURAÇÃO

4ª-feira, 10/OUT, 14h, Sala PG 08/FAGRO

Tiago Stumpf da Silva
Engenheiro Agrônomo (UFPel), MSc em Ciência do solo (UFRGS)

Orientador: Renato Levien

Resumo:

O uso do solo com atividades agrícolas em áreas nativas ou florestais modificam as propriedades químicas, físicas e biológicas do solo. Dentre as propriedades físicas, os sistemas de manejo afetam de diferentes formas a organização da estrutura do solo. Estudos pontuais com indicadores estáticos de avaliação da estrutura, em alguns casos não identificam com clareza as características de funcionamento do solo e, por vezes, não se correlacionam com a produtividade das culturas. Atualmente, áreas que vinham sendo manejadas em preparos com revolvimento e escarificação do solo estão adotando o sistema plantio direto (ou variações dele) com impactos na funcionalidade estrutural do solo ao longo do tempo. A funcionalidade do sistema poroso do solo pode ser avaliada por meio de seu volume, pela forma como os poros são distribuídos, além da capacidade de transmitir ar e água. O objetivo do trabalho é avaliar por análises dinâmicas (fluxos) a organização e continuidade dos poros, em um experimento de longa duração, conduzido por 17 anos na Estação Experimental Agronômica da UFRGS, em três sistemas de manejo: 17 anos de plantio direto, 4 anos de plantio direto (após 13 anos de preparo reduzido) e 4 anos de plantio direto (após 13 anos de preparo convencional), com três sistemas de culturas: soja, milho e braquiária. Os resultados preliminares mostram que área cultivada com milho apresentou melhores condições de funcionalidade do solo. O sistema de manejo com 4 anos de plantio direto sobre o preparo reduzido apresentou maior produtividade de soja e matéria seca de braquiária. Esses resultados apontam a importância de experimentos de longa duração em avaliar a reorganização estrutural do solo após adoção do plantio direto sobre diferentes históricos de manejo.