DEFESA DE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO DE

JÚLIA DE ASSIS

            Engenheira Agrônoma (UFRGS)

 

 

Orientadora: Profa. Amanda Posselt Martins

 

Título: “FRAÇÕES DE FÓSFORO NO SOLO EM SISTEMA INTEGRADO DE PRODUÇÃO DE GRÃOS E OVINOS DE CORTE DE LONGO PRAZO

 

Data: 18/03/2020, às 08:30h, na Sala de Reuniões do Departamento de Solos da Faculdade de Agronomia/UFRGS

 

Banca Examinadora:

-Prof. Tales Tiecher – PPG Ciência do Solo/UFRGS;

-Profa. Carolina Bremm - PPG Zootecnia/UFRGS; e

-Prof. Edicarlos Damacena de Souza – UFR (através de videoconferência/Skype).

 

 

Resumo:

O sistema integrado de produção agropecuária (SIPA) é uma alternativa para a intensificação sustentável da produção de alimentos. No Sul do Brasil, um dos modelos mais utilizados de SIPA é aquele com produção de grãos no verão e a inserção do animal em pastejo no inverno, em áreas que até então eram subutilizadas durante esta época do ano. Estudos sobre frações de fósforo (P) no solo em SIPA ainda são escassos, sobretudo aqueles que avaliam o efeito de diferentes manejos na fase lavoura e na fase pastagem e em profundidade no solo. No entanto, diferentes manejos podem acarretar diferentes graus de labilidade do P no solo e, consequentemente, de disponibilidade para a nutrição das plantas. Neste contexto, o objetivo do trabalho foi determinar as frações de P presentes no solo, medida em classes de labilidade, em diferentes sistemas de cultivo da lavoura no verão (rotação soja/milho e monocultura soja/soja) e intensidades de pastejo (moderada e leve) e métodos de pastoreio (contínuo e rotativo) na pastagem de inverno, ao longo do perfil (até 40 cm) de um Plintossolo, em um sistema integrado de produção de grãos e ovinos de corte de longo prazo no Sul do Brasil. O experimento foi conduzido desde 2003 no município de Eldorado do Sul/RS, sendo a coleta de solo realizada no ano de 2017. Os resultados obtidos demostraram que o manejo da fase lavoura com o sistema de monocultura soja/soja incrementou a fração lábil do P, em comparação ao sistema de rotação soja/milho, independentemente do manejo da fase pecuária. O manejo da fase pecuária também teve efeito sobre as frações de P, independentemente do manejo da fase lavoura. A intensidade de pastejo leve aumentou os teores de P lábil no solo na camada de 0 a 5 cm, em comparação com a intensidade de pastejo moderada e independentemente do método de pastoreio. Por sua vez, os métodos de pastoreio (contínuo ou rotativo) não interferiram na labilidade ou nos teores de P no solo. O manejo do sistema que prioriza maior qualidade no resíduo aportado e intensidades de pastejo que conciliem a produção animal e a quantidade ideal de matéria seca para a devida cobertura do solo são sistemas mais eficientes em ciclar nutrientes e, no caso do P, torná-lo mais disponível às plantas. Tais manejos são importantes pois podem diminuir os custos de produção, com a redução e/ou maior eficiência do uso de fertilizantes fosfatados.