• Monthly Highlight — Archimedes’ screw
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O Pa­ra­fu­so de Ar­qui­me­des, ou bomba de pa­ra­fu­so, é uma tec­no­lo­gia muito an­ti­ga para trans­por­te de lí­qui­dos ou grãos de um ponto mais baixo a outro mais ele­va­do. O apa­ra­to bá­si­co con­sis­te de um gran­de pa­ra­fu­so in­se­ri­do em um tubo justo. Exis­tem ou­tras for­mas sim­ples de mon­tar seu pró­prio pa­ra­fu­so de ar­qui­me­des, como uma man­guei­ra ao redor de um eixo, for­man­do um tubo es­pi­ral.


Funcionamento

A ponta in­fe­ri­or do me­ca­nis­mo deve ser in­se­ri­da no lí­qui­do a ser trans­por­ta­do. Ao girar o eixo do pa­ra­fu­so, o fuso em­pur­ra o ma­te­ri­al tubo acima, le­van­do o ma­te­ri­al até a ex­tre­mi­da­de de saída. O fluxo de ma­te­ri­al de­pen­de da frequên­cia de giro do fuso e da mon­ta­gem es­pe­cí­fi­ca, como dis­tân­cia de passo do fuso, in­cli­na­ção do tubo e es­pa­ço in­ter­no. O vídeo a se­guir mos­tra uma ani­ma­ção bas­tan­te ilus­tra­ti­va do fun­ci­o­na­men­to desta má­qui­na.


História

Ape­sar de ser atri­bui­da a Ar­qui­me­des, os pri­mei­ros re­gis­tros de má­qui­nas com este tipo de sis­te­ma de trans­por­te são do Egito An­ti­go e datam de três sé­cu­los antes de Cris­to. Foi Di­o­do­ro da Si­cí­lia, his­to­ri­a­dor grego que viveu entre 90 a.C. e 30 a.C., que atri­buiu a in­ven­ção desta má­qui­na a Ar­qui­me­des, pois foi este que in­tro­du­ziu esta téc­no­lo­gia na Gré­cia após uma vi­si­ta ao Egito.

Há pes­qui­sa­do­res que su­ge­rem que bom­bas de pa­ra­fu­so si­mi­la­res se­ri­am uti­li­za­das para ir­ri­gar os Jar­dins Sus­pen­sos da Ba­bilô­nia, re­pre­sen­ta­dos nesta obra cri­a­da por Mar­tin He­ems­kerck no sé­cu­lo XVI, uma das sete ma­ra­vi­lhas do mundo an­ti­go que teria exis­ti­do no sé­cu­lo VI a.C.. Esta afir­ma­ção se apoia em uma in­ter­pre­ta­ção de uma ins­cri­ção cu­nei­for­me as­sí­ria, cor­ro­bo­ra­da pelo his­to­ri­a­dor grego Es­tra­bão, que des­cre­veu os Jar­dins sendo ir­ri­ga­dos por gran­des pa­ra­fu­sos.

Ao longo da his­tó­ria, a bomba de pa­ra­fu­so evo­luiu muito, com a al­te­ra­ção da força mo­to­ra ma­nu­al, para ani­mal ou me­câ­ni­ca uti­li­zan­do de ca­ta­ven­tos ou rodas d’água, até mo­to­res mo­der­nos. Seus usos tam­bém foram va­ri­a­dos, como ir­ri­ga­ção de par­tes mais altas, dre­na­gem de minas, dre­na­gem de pôl­ders na Ho­lân­da, entre ou­tros. Hoje, esta mesma téc­ni­ca ainda é uti­li­za­da para tra­ta­men­to de es­go­tos e trans­por­te de grãos, assim como o pro­ces­so re­ver­so é uti­li­za­do em pe­que­nos ge­ra­do­res de ener­gia hi­dro­e­lé­tri­ca.

Pes­qui­sa: Ga­bri­el Cury Per­ro­ne; Fí­si­co UFRGS / No­vem­bro 2019


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