{"id":508,"date":"2023-02-23T16:49:11","date_gmt":"2023-02-23T19:49:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ampare\/?page_id=508"},"modified":"2023-04-03T16:01:01","modified_gmt":"2023-04-03T19:01:01","slug":"teste","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ampare\/teste\/","title":{"rendered":"Repara\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando pensamos em repara\u00e7\u00e3o, perguntamo-nos se \u00e9 poss\u00edvel reparar o sofrimento vivenciado por um trabalhador em seu ambiente de trabalho. O debate sobre essa quest\u00e3o no Brasil ainda \u00e9 incipiente, e faltam estudos, legisla\u00e7\u00e3o e debate que possibilitem chegarmos a uma perspectiva reparativa. Em virtude disso, infelizmente, o pa\u00eds ainda carece de metodologias efetivas para implementar a repara\u00e7\u00e3o em inst\u00e2ncias de apura\u00e7\u00e3o. No nosso pa\u00eds, a repara\u00e7\u00e3o tem uma natureza compensat\u00f3ria da dor que afligiu a v\u00edtima, pois se baseia, sobretudo, na indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais \u00e0 v\u00edtima e na perda financeira para o ofensor e\/ou a institui\u00e7\u00e3o. No caso do servi\u00e7o p\u00fablico, cabem tamb\u00e9m san\u00e7\u00f5es disciplinares e censuras \u00e9ticas ao ofensor. Para esse tipo de repara\u00e7\u00e3o, um processo de jun\u00e7\u00e3o de provas e <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ampare\/assedio-moral\/onde-denunciar\/\"><strong>den\u00fancia<\/strong><\/a> precisa ser iniciado, o que exige grande esfor\u00e7o da v\u00edtima, j\u00e1 fragilizada pela viol\u00eancia, e muitas vezes isolada socialmente. Nesse momento, uma rede de apoio no ambiente de trabalho \u00e9 essencial. H\u00e1 uma tend\u00eancia \u00e0 banaliza\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno do ass\u00e9dio moral, por isso torna-se imprescind\u00edvel fazer uma correta identifica\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ampare\/assedio-moral\/identificando\/\"><strong>conduta assediadora<\/strong><\/a>. Nesse sentido, canais que podem ser buscados para orienta\u00e7\u00e3o s\u00e3o a <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ouvidoria\/\"><strong>Ouvidoria da UFRGS<\/strong><\/a>, a<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/governanca\/integridade\/comissao-de-etica\/\"> <strong>Comiss\u00e3o de \u00c9tica<\/strong><\/a> e a Corregedoria. Para receber orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, pode-se buscar o Sindicato ou o <a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/saju\/\"><strong>Servi\u00e7o de Assessoria Jur\u00eddica Universit\u00e1ria (SAJU)<\/strong><\/a>. Servidores docentes e t\u00e9cnico-administrativos podem tamb\u00e9m buscar acolhimento psicossocial na <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/das\/divisao-de-promocao-da-saude\/\"><strong>Divis\u00e3o de Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade (DPS\/DAS\/SUGESP)<\/strong><\/a> para orienta\u00e7\u00f5es e fortalecimento de recursos emocionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema de uma repara\u00e7\u00e3o de natureza compensat\u00f3ria \u00e9 que ela tende a afirmar que o passado pode ser esquecido e a promover uma amn\u00e9sia do reconhecimento da viol\u00eancia ocorrida. A consequ\u00eancia, muitas vezes, \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno da viol\u00eancia, talvez n\u00e3o da mesma rela\u00e7\u00e3o entre assediador\/assediado, mas de uma cultura organizacional permeada pelo ass\u00e9dio moral. \u00c9 necess\u00e1rio, para construir um futuro diferente, a repara\u00e7\u00e3o se pautar em princ\u00edpios restaurativos. Para isso, a institui\u00e7\u00e3o deve fazer o correto e formal reconhecimento das situa\u00e7\u00f5es de ass\u00e9dio moral. Uma segunda estrat\u00e9gia pode ser tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os institucionalizados de escuta (c\u00edrculos restaurativos) das v\u00edtimas, na tentativa de repara\u00e7\u00e3o. Rede de apoio, confian\u00e7a e coopera\u00e7\u00e3o s\u00e3o elementos fundamentais para restaurar as v\u00edtimas e a pr\u00f3pria cultura da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, ao N\u00facleo AMPARE cabe divulgar informa\u00e7\u00f5es pertinentes para o enfrentamento do ass\u00e9dio moral e promover espa\u00e7os de reflex\u00e3o e debate sobre esse fen\u00f4meno, estimulando, consequentemente, a preven\u00e7\u00e3o de condutas de ass\u00e9dio moral dentro da Universidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando pensamos em repara\u00e7\u00e3o, perguntamo-nos se \u00e9 poss\u00edvel reparar o sofrimento vivenciado por um trabalhador em seu ambiente de trabalho.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"colormag_page_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"footnotes":""},"class_list":["post-508","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ampare\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/508","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ampare\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ampare\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ampare\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ampare\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=508"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ampare\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/508\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":820,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ampare\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/508\/revisions\/820"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ampare\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=508"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}