{"id":579,"date":"2024-12-12T21:56:59","date_gmt":"2024-12-13T00:56:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/?p=579"},"modified":"2024-12-26T09:50:52","modified_gmt":"2024-12-26T12:50:52","slug":"instituto-yvy-maraey","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/2024\/12\/12\/instituto-yvy-maraey\/","title":{"rendered":"Instituto Yvy Maraey"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: <em>Mariana Wartchow<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Palavras-chave: Arte, Natureza, Instituto Yvy Maraey, Ecologia, Sustentabilidade, Resid\u00eancia Art\u00edstica<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"532\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-580\" style=\"width:677px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO1.jpg 532w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO1-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO1-528x297.jpg 528w\" sizes=\"(max-width: 532px) 100vw, 532px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A\u00e7ude no Instituto Yvy Maraey,\u00a0<br>foto: Mariana Wartchow, 2024.<br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>O Instituto Yvy Maraey (ou \u201cterra sem males\u201d, em guarani) \u00e9 uma propriedade rural com 10 hectares, localizada no extremo Sul da cidade de Porto Alegre. \u00c9 um centro de produ\u00e7\u00e3o e pesquisa em arte e ecologia, sem fins lucrativos. Ele nasceu a partir de um grande sonho: a viv\u00eancia da arte com a natureza, o pensamento calcado em novas formas de intera\u00e7\u00e3o com o meio ambiente: agricultura org\u00e2nica, autosustentabilidade, preserva\u00e7\u00e3o da natureza em todas suas formas de vida. Queremos propor, nesse espa\u00e7o, projetos inovadores, art\u00edstico-culturais-ambientais, que promovam, em suma, o crescimento humano.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Nascido a partir de um sonho antigo, o Instituto Yvy Maraey foi fundado sob a inspira\u00e7\u00e3o do artista e arquiteto Irineu Garcia, na zona rural de Porto Alegre, como forma de aproximar arte e natureza atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas, encontros e di\u00e1logos entre diversos agentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Fonte: <\/strong><a href=\"http:\/\/www.institutoyvymaraey.org.br\">http:\/\/www.institutoyvymaraey.org.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um Instituto sem fins lucrativos, localizado em \u00e1rea rural na zona sul de Porto Alegre-RS, estando pr\u00f3ximo da cidade, mas em uma \u00e1rea com caracter\u00edsticas rurais. Apresenta uma paisagem de campo muito caracter\u00edstico do Rio Grande Sul, com \u00e1rvores, a\u00e7ude, \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o nativa, presen\u00e7a de pequenos animais silvestres, aves, gado, cavalos, galinhas, c\u00e3es e gatos, em combina\u00e7\u00e3o com um ambiente de arte e produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, com casa, ateli\u00ea, muitas esculturas e instala\u00e7\u00f5es que conversam com o local.<\/p>\n\n\n\n<p>O espa\u00e7o \u00e9 voltado para resid\u00eancias art\u00edsticas, compartilhamentos e trocas que relacionam os temas da arte e preserva\u00e7\u00e3o natural, j\u00e1 tendo recebido eventos nacionais e internacionais. Estabelecendo parcerias de apoio e est\u00edmulo para trocas dentro do universo da arte em conex\u00e3o ao natural.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele fica aos cuidados do artista Irineu Garcia, presidente do Instituto, e da cr\u00edtica de arte Maria Am\u00e9lia Bulh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciou suas atividades em 2015, com o primeiro evento de compartilhamentos, onde diversos artistas t\u00eam a oportunidade de produzir e trocar reflex\u00f5es. Esta proposta se repetiu em 2016, 2018 e 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa de Resid\u00eancias art\u00edsticas se inicia em 2019, com a Resid\u00eancia internacional Ka\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Irineu fala sobre seu sonho de um lugar de partilhas entre artistas, sendo que essa situa\u00e7\u00e3o coletiva e de trocas acompanhou muito sua forma\u00e7\u00e3o, desde o in\u00edcio da sua forma\u00e7\u00e3o no Uruguai e depois ao longo dos anos em que participou de simp\u00f3sios com a viv\u00eancia coletiva de artistas. \u201cDesde aquela \u00e9poca, sentia a necessidade de um lugar alternativo, onde os artistas pudessem compartilhar experi\u00eancias de forma mais horizontal, como vivenciara no Uruguai. Estava lan\u00e7ada a semente de um desejo\u201d. (Irineu Garcia, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um local que estimula os sentidos pela natureza ali presente, com suas varia\u00e7\u00f5es conforme os hor\u00e1rios do dia e clima. A presen\u00e7a de muitas obras de arte integradas ao ambiente natural, cria uma conversa e aproxima\u00e7\u00e3o contemplativa de conex\u00e3o entre o processo art\u00edstico, natureza e import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o. Os animais que vivem no local, sejam dom\u00e9sticos ou selvagens, ampliam a rela\u00e7\u00e3o com os seres para al\u00e9m dos humanos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"525\" height=\"296\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-581\" style=\"width:798px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO2.jpg 525w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO2-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cavalos no campo do Instituto, foto Mariana Wartchow, 2024.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Pensando sobre o processo art\u00edstico em rela\u00e7\u00e3o com a natureza e preserva\u00e7\u00e3o, trago Bruno Latour para a reflex\u00e3o, onde a nossa aliena\u00e7\u00e3o por nos sentirmos separados do mundo natural, onde se utiliza para humano o que o distingue da natureza.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>A pr\u00f3pria express\u00e3o \u201crela\u00e7\u00e3o com o mundo\u201d demonstra at\u00e9 que ponto estamos, por assim dizer, alienados. A crise ecol\u00f3gica \u00e9 com frequ\u00eancia apresentada como a descoberta eternamente retomada de que \u201co homem pertence \u00e0 natureza\u201d. Uma express\u00e3o que parece simples, mas que, de fato, \u00e9 muito obscura (e n\u00e3o apenas porque \u201co homem\u201d \u00e9 obviamente tamb\u00e9m \u201ca mulher\u201d). A ideia \u00e9 que os humanos enfim compreenderam que fazem parte de um \u201cmundo natural\u201d ao qual devem aprender a se conformar? Com efeito, na tradi\u00e7\u00e3o ocidental, a maior parte das defini\u00e7\u00f5es do humano enfatiza at\u00e9 que ponto ele se distingue da natureza. Isso \u00e9 o que se quer exprimir, mais frequentemente, com as no\u00e7\u00f5es de \u201ccultura\u201d, de \u201csociedade\u201d ou de \u201cciviliza\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>. <\/p>\n<cite>(Bruno Latour, 2020)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Oportunidades de ambientes que reduzam essa aliena\u00e7\u00e3o e oportunizem pr\u00e1ticas ou experi\u00eancias que nos tragam de volta sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento, da qual fomos afastados culturalmente s\u00e3o muito importantes, o Instituto se apresenta como um local com essa pot\u00eancia. Assim como a rela\u00e7\u00e3o ritual e do sagrado que envolvem arte e natureza em uma perspectiva irreligiosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o ritual se mostra com a \u201c\u00e1rvore dos desejos\u201d, \u00e9 um exemplo desse mundo m\u00e1gico criado no local, onde v\u00e1rias pessoas que estiveram no local deixam penas ali encontradas, acompanhadas de seus desejos, presas ao tronco rugoso de uma grande \u00e1rvore do local.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"227\" height=\"289\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-582\" style=\"width:346px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tronco da \u201c\u00e1rvore dos desejos\u201d<br>\u00a0foto: Mariana Wartchow, 2024.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>O estabelecimento de um universo da Arte, \u00e0 parte da realidade do dia-a-dia, como um campo irreligioso do sagrado, vivido por seus membros e reconhecido pela sociedade como um todo, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel pela ades\u00e3o profunda que cada obra \u00e9 capaz de criar no espectador. Isso porque ela diz da individualidade do artista, mas diz tamb\u00e9m da individualidade daquele que a contempla, ou a experimenta de alguma forma, estabelecendo um tipo de viv\u00eancia compartilhada. Para realizar esta tarefa, de estabelecer um novo campo de sagrado, a imagem art\u00edstica necessita realizar um trajeto n\u00e3o linear, uma forma de desvio e de retorno. Diferentemente da imagem publicit\u00e1ria, ela n\u00e3o pode evaporar o sentido nem esvaziar a reflex\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, ela deve conduzir o espectador a ver e ao mesmo tempo tomar consci\u00eancia de que algo lhe escapa, dar-se conta de que \u00e9 imposs\u00edvel captar-lhe todas as nuances. <\/em><\/p>\n<cite>(Maria Am\u00e9lia Bulh\u00f5es, 2003, p.58)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Percebo o Instituto como uma forma de desvio e de retorno, ali a natureza mobiliza o encontro e a arte acompanha, um microuniverso se apresenta com essa rela\u00e7\u00e3o \u00edntima que traz novos significados existenciais e de partilha social, no sentido de compartilhar. Malcom Ferdinand traz a \u201cgrande partilha\u201d da modernidade, falando da separa\u00e7\u00e3o que coloca a humanidade acima da natureza. Ent\u00e3o precisamos ir contra essa partilha homem-natureza, mas a favor de uma partilha entre as pessoas que as conectem com tudo que lhes envolve, precisamos relembrar e ativar a percep\u00e7\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Por um lado, a fratura ambiental decorre desta \u201cgrande partilha\u201d da modernidade, a oposi\u00e7\u00e3o dualista que separa natureza e cultura, meio ambiente e sociedade, estabelecendo uma escala vertical de valores que coloca \u201co Homem\u201d acima da natureza. Ela se revela por meio das moderniza\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, cient\u00edficas e econ\u00f4micas de dom\u00ednio da natureza, cujos efeitos s\u00e3o mensurados pela dimens\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o da Terra, da perda de biodiversidade, das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e \u00e0 luz das desigualdades de g\u00eanero, das mis\u00e9rias sociais e das vidas descart\u00e1veis geradas.<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><\/p>\n<cite>(Malcom Ferdinand, 2022)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Irinei constantemente traz quest\u00f5es sobre o ambinete que lhe envole nos trabalhos, seja na escolha de materiais, como pedras da cidade, ou \u00e1rvores retiradas da cidade, ou sobre o lixo, tomando a arte como esse campo de di\u00e1logo e conscientiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"234\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-583\" style=\"width:737px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO4.jpg 567w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO4-300x124.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Irineu Garcia em seu ateli\u00ea, local que tamb\u00e9m conta a hist\u00f3ria de anos de trabalho.<br>\u00a0Foto: Mariana Wartchow, 2024.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>O ateli\u00ea conta com um pr\u00e9dio com dimens\u00f5es amplas e estruturas para a realiza\u00e7\u00e3o dos trabalho, a \u00e1rea externa tamb\u00e9m conta com estruturas para o trabalho com pedras em grandes dimens\u00f5es e toda a \u00e1rea que envolve como s\u00edtio tamb\u00e9m se torna um amplo ateli\u00ea para dar suporte e estimular a cria\u00e7\u00e3o. Os visitantes que participam dos eventos tamb\u00e9m utilizam todo esse espa\u00e7o extremamente favor\u00e1vel para suas cria\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"551\" height=\"310\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-584\" style=\"width:944px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO5.jpg 551w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO5-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO5-528x297.jpg 528w\" sizes=\"(max-width: 551px) 100vw, 551px\" \/><\/figure><\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"441\" height=\"364\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-585\" style=\"width:722px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO6.jpg 441w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO6-300x248.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 441px) 100vw, 441px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">S\u00e9rie de esculturas de Irineu Garcia em processo de instala\u00e7\u00e3o.<br>\u00a0foto: Mariana Wartchow, 2024.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Outros artistas que estiveram no local deixaram trabalhos que se integraram ao local.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"391\" height=\"261\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO7.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-586\" style=\"width:775px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO7.jpg 391w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO7-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 391px) 100vw, 391px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Obra de Rumen Dimitrov, artista da Bulg\u00e1ria, que integrou a Resid\u00eancia Art\u00edstica ka\u00e1.<br>\u00a0Foto: Mariana Wartchow, 2024.\u00a0<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"443\" height=\"249\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO8.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-587\" style=\"width:809px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO8.jpg 443w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/FOTO8-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 443px) 100vw, 443px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Instituto Yvy Maraey<br>foto: Mariana Wartchow, 2024.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><span id=\"docs-internal-guid-362ac325-7fff-09be-d7e1-f99cf083f62f\"><p dir=\"ltr\" style=\"line-height:1.295;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:8pt;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: Tahoma, sans-serif; color: rgb(48, 49, 51); background-color: transparent; font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; vertical-align: baseline;\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/span><\/p><\/span><br><\/p>\n\n\n\n<p>Site do Instituto Yvy Maraey: <a href=\"http:\/\/www.institutoyvymaraey.org.br\/\">http:\/\/www.institutoyvymaraey.org.br\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E-book Ka\u00e1: Arte e Natureza \/ organizadores Maria Am\u00e9lia Bulh\u00f5es e Denis Rodriguez. \u2013 Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.institutoyvymaraey.org.br\/publicacao-publication\/\">http:\/\/www.institutoyvymaraey.org.br\/publicacao-publication\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>BULH\u00d5ES, Maria Am\u00e9lia. 0 imagin\u00e1rio da Arte: mitos e ritos na contemporaneidade. Salvador, EBA\/UFBa, v. 1 p\u00e1g 57-65n\u00b0 5,2\u00b0 Semestre 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>FERDINAND, Malcolm. Uma ecologia decolonial: pensar a partir do mundo caribenho. S\u00e3o Paulo: Ubu editora, 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>LATOUR, Bruno. Diante de Gaia \u2013 oito confer\u00eancias sobre a natureza no Antropoceno. S\u00e3o Paulo: Ubu Editora, 2020.<br><br>Instituto Yvy Maraey: Arte e Natureza em Harmonia<\/p>\n\n\n\n<p><span id=\"docs-internal-guid-362ac325-7fff-09be-d7e1-f99cf083f62f\"><p dir=\"ltr\" style=\"line-height:1.295;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:8pt;\"><\/p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Mariana Wartchow Palavras-chave: Arte, Natureza, Instituto Yvy Maraey, Ecologia, Sustentabilidade, Resid\u00eancia Art\u00edstica O Instituto Yvy Maraey (ou \u201cterra sem males\u201d, em guarani) \u00e9 uma propriedade rural com 10 hectares, localizada no extremo Sul da cidade de Porto Alegre. \u00c9 um centro de produ\u00e7\u00e3o e pesquisa em arte e ecologia, sem fins lucrativos. 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