{"id":604,"date":"2024-12-26T10:29:55","date_gmt":"2024-12-26T13:29:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/?p=604"},"modified":"2024-12-26T11:25:33","modified_gmt":"2024-12-26T14:25:33","slug":"a-amazonia-tecnologica-da-artista-hadna-abreu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/2024\/12\/26\/a-amazonia-tecnologica-da-artista-hadna-abreu\/","title":{"rendered":"A Amaz\u00f4nia tecnol\u00f3gica da artista Hadna Abreu"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Gisele Neves Riker <strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 novidade o desenvolvimento de obras de arte utilizando a ci\u00eancia e a tecnologia como elementos essenciais na cria\u00e7\u00e3o. Do Renascimento at\u00e9 os dias atuais, diversas abordagens cient\u00edficas, t\u00e9cnicas de engenharia, mec\u00e2nica e tecnologias se fizeram presente nas pesquisas, experimenta\u00e7\u00f5es e cria\u00e7\u00f5es de in\u00fameros artistas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No s\u00e9culo XV a produ\u00e7\u00e3o de Leonardo da Vinci j\u00e1 carregava caracter\u00edsticas cient\u00edficas, embora a metodologia de formula\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00f5es de hip\u00f3teses s\u00f3 fosse desenvolvida nos s\u00e9culos posteriores. Suas incr\u00edveis inven\u00e7\u00f5es como as m\u00e1quinas voadoras inspiradas no voo dos animais e os rob\u00f4s articulados, demonstram sua fascina\u00e7\u00e3o pela engenhosidade.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos anos, artistas como Marcel Duchamp, Alexander Calder, Francis Picabia, Man Ray e Bruno Munari, tamb\u00e9m apresentaram em suas obras a vertente de entrela\u00e7ar arte, ci\u00eancia e tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Zanini reflete sobre a consolida\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia de utilizar movimentos el\u00e9tricos nos objetos art\u00edsticos:<\/p>\n\n\n\n<p>As tend\u00eancias luminocin\u00e9ticas e cin\u00e9ticas reanimaram-se desde o final da d\u00e9cada de 1940, abrangendo elevado n\u00famero de artistas e de realiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o compar\u00e1veis com o cen\u00e1rio da primeira parte do s\u00e9culo. Havia-se valorizado o objeto mecanizado, tradicionalmente situado em plano secund\u00e1rio ou simplesmente ignorado no quadro hist\u00f3rico maior da arte. D\u00favidas, entretanto, permaneciam. Era frequente a resist\u00eancia \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o do movimento el\u00e9trico no objeto art\u00edstico. Temia-se a vulgariza\u00e7\u00e3o nas limita\u00e7\u00f5es do que se tornaria um determinismo imposto pela m\u00e1quina, e era corriqueira a falta de melhores condi\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. (ZANINI, 2018, p.79)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Percebe-se nas palavras de Zanini o receio dos artistas em introduzir esta nova linguagem nas produ\u00e7\u00f5es, acreditando que n\u00e3o poderiam mais voltar atr\u00e1s e se utilizar de t\u00e9cnicas tradicionais para criar, temendo assim se tornarem dependentes da tecnologia. No Brasil desde a d\u00e9cada de 40 Abraham Palatnik , artista e especialista na mec\u00e2nica dos motores explos\u00e3o, realizava estudos e experimenta\u00e7\u00f5es em luminocin\u00e9ticas, estimulado pelo seu mentor, o cr\u00edtico de arte M\u00e1rio Pedrosa .&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aparelho cinecrom\u00e1tico em constru\u00e7\u00e3o, 2004<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"252\" height=\"307\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXeYlM-T3dXf9xoQc2hpxsDtCuJndW_MtkHpQEYLVswgGETxGVSqIXPbqMLB69KuaJ0Zb5j1Ij1lY-YsuQCNKMO525b819s_uyTBRGQGFuNc4SZIgrRzpnziuxdwwrN8NVOQDMC1JB8JlB1dOmZqnEE?key=e6siyCphbHWbQITVkY8cJOxh\"><\/p>\n\n\n\n<p>Foto: Vicente de Mello Fonte: Cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o Abraham Palatnik: A reinven\u00e7\u00e3o da pintura \u2013 Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo<\/p>\n\n\n\n<p>Esbo\u00e7os de Aparelhos cinecrom\u00e1ticos 1950\/60 15 x 20,1 cm &#8211; Arquivo do artista<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"213\" height=\"302\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfgpmqHcblgZ9MphJktlEhZsMpQtsuGRqxQqz5wD2fGpVhE4VAgi0VO7RJ26tNT_FzF7zsB8OXF8iMrAvxbtmqqj19VG0jjDnfNy_TM5I4wGRxp2Fx1QWcJgZss6LKA0i6eOA2dRsa376pmUP6Tkg?key=e6siyCphbHWbQITVkY8cJOxh\"><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o Abraham Palatnik: A reinven\u00e7\u00e3o da pintura \u2013 Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo<\/p>\n\n\n\n<p>Essas investiga\u00e7\u00f5es geraram a produ\u00e7\u00e3o <em>Azul e roxo em primeiro movimento. <\/em>Obra em formato de caixa, acomoda 101 l\u00e2mpadas pintadas \u00e0 m\u00e3o, elas se movem em tempos diferentes por meio de um sistema complexo de roldanas conectadas atrav\u00e9s de 600 metros de fio a um pequeno motor el\u00e9trico, uma placa de resina cobre a caixa formando uma tela transl\u00facida no objeto, sendo poss\u00edvel ao espectador observar o jogo de luz, cor e movimento apresentado por Palatnik.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rio Pedrosa batizou estas cria\u00e7\u00f5es de Aparelhos Cinecrom\u00e1ticos. A produ\u00e7\u00e3o de Abraham embora fruto de \u201cexperi\u00eancias de poder intuitivo\u201d foi pioneira no uso da tecnologia como parte da obra.&nbsp; Atrav\u00e9s de seus estudos de f\u00edsica, mec\u00e2nica e eletromagnetismo o artista ressignifica elementos do universo das m\u00e1quinas apropriando-se de fios el\u00e9tricos, l\u00e2mpadas, cilindros, roldanas, engrenagens, motores e im\u00e3s. Todos estes componentes conectados funcionam a favor da arte. Palatnik fundou assim, a vertente tecnol\u00f3gica da arte brasileira.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Caminhos de Hadna Abreu&nbsp;<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Muitos anos se passaram desde o surgimento da Arte Cin\u00e9tica. Essa inclina\u00e7\u00e3o de criar pela tecnologia e transform\u00e1-la em elemento inevit\u00e1vel na arte n\u00e3o cessou e in\u00fameros artistas deram continuidade as experimenta\u00e7\u00f5es, utilizando procedimentos tecnol\u00f3gicos variados, pautados pela engenharia, eletr\u00f4nica e a ci\u00eancia nas suas cria\u00e7\u00f5es.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Procuramos registrar aqui os caminhos percorridos por uma jovem artista visual manauara nesse universo tecnol\u00f3gico. Hadna Abreu \u00e9 o primeiro nome a ser citado nas rela\u00e7\u00f5es entre objetos art\u00edsticos e tecnologia no Amazonas. Licenciada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Amazonas, atua na cena art\u00edstica desde 2009 participando de exposi\u00e7\u00f5es em Manaus, S\u00e3o Paulo e Bahia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Artista de muitas t\u00e9cnicas, Abreu desenha, pinta, modela e ilustra. Institui\u00e7\u00f5es como o Centro de Estudo Integrado da Biodiversidade Amaz\u00f4nica (CENBAM), Instituto Nacional de Pesquisa da Amaz\u00f4nia (INPA) e o Instituto Socioambiental (ISA) publicaram livros com suas ilustra\u00e7\u00f5es. Come\u00e7ou a criar obras que apresentam os aspectos da Amaz\u00f4nia entrela\u00e7ando tecnologia e ci\u00eancia recentemente, mas desde crian\u00e7a realiza seus estudos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Suas pesquisas com tecnologia come\u00e7aram em 2015 ao exibir na exposi\u00e7\u00e3o <em>Imagin\u00e1rium<\/em>, uma aquarela com um ponto de luz integrado ao desenho de um autorretrato.\u00a0 Uma folha seca de \u00e1rvore tamb\u00e9m comp\u00f5e a obra, fixada a pequena aquarela cria uma sombra que interage com o desenho, tornando-o escuro o suficiente para o pequeno led vermelho localizado em um dos pontos do autorretrato, sobressair.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"301\" height=\"277\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXdO4VROZgMigc7ntnaS0gpSXrt-ARD9uYp2B2iRBRuXg1v3Ys66O0dbcRKt___MFXKL9gstQzi0AVitz4ofKDL37k6w0FFBWh56MtssVnhcThaUG5QHYJFxtcwskJeqGIl4Wy5bYkBNhshvuISJ2j0?key=e6siyCphbHWbQITVkY8cJOxh\"><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Despertei &#8221; (2015) , primeira aquarela com<\/p>\n\n\n\n<p>ponto de luz integrado ao desenho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foto: Anna Loyde. Fonte: Acervo pessoal da artista.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua afinidade com a aquarela e ilustra\u00e7\u00f5es bot\u00e2nicas, Hadna foi convidada a ilustrar o livro <em>Brilhos na Floresta<\/em> dos pesquisadores Noemia Kazue Ishikawa, Takehide Ikeda, Aldevan Baniwa e Ana Carla Bruno. O livro publicado em 2019 apresenta uma nova esp\u00e9cie de cogumelos bioluminescentes da Amaz\u00f4nia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este momento de estudos e descobertas foi um marco na produ\u00e7\u00e3o de Hadna pois ao ilustrar a pesquisa sobres estes seres raros e incr\u00edveis seres que emitem luz ao escurecer, a artista se depara com suas grandes paix\u00f5es: Amaz\u00f4nia, Arte, Ci\u00eancia e Tecnologia. \u00c9 na exposi\u00e7\u00e3o coletiva <em>Contos de Uma Amaz\u00f4nia Fant\u00e1stica (2018<\/em>)&nbsp; que Hadna une suas paix\u00f5es e inspirada pelos fungos que brilham no escuro, a artista cria a s\u00e9rie <em>Anamap\u00f6 <\/em>palavra ind\u00edgena da l\u00edngua Baniwa que em portugu\u00eas significa cogumelo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao escurecer, seja naturalmente ou se criando uma sombra sob a tela, as aquarelas se iluminam e emanam uma luz verde bem parecida com as que s\u00e3o emitidas pelos cogumelos bioluminescentes. Utilizando sensores de luz a artista apresenta duas obras em uma, devido a sua mudan\u00e7a de cor. A s\u00e9rie oportuniza o espectador a interagir com a obra, tornando-se testemunha da transforma\u00e7\u00e3o da cor aquarela para a cor luz.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Anamap\u00f6<\/em> &#8211; Aquarela com sensor de luz.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"368\" height=\"370\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfmRk1ii9do1qTpVdjh7FwcKj-2-t-ch8J2IdeiMLGMETQaVztQg69vozOcx9Z4E_Cb41hBwoU81A3KM-BCIoZqMrnuTr_tqc9bRupQF3QQ39SkYz6jx8OMKYzXG0PxtkahgABs_zAjK7HIRwj2Iw?key=e6siyCphbHWbQITVkY8cJOxh\"><\/p>\n\n\n\n<p>Foto: Anna Loyde. Fonte: Acervo pessoal da artista.<\/p>\n\n\n\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas com componentes eletr\u00f4nicos pode ser presenciada na obra <em>5 cm<\/em><em><sup>3<\/sup><\/em><em> de Amaz\u00f4nia <\/em>que integra o Acervo Rotativo de obras em pequenos formatos. A obra foi apresentada na Exposi\u00e7\u00e3o Amazona<em> <\/em>(2020) que aconteceu no Adelina Instituto em S\u00e3o Paulo. A obra interativa em formato de cubo, agrega al\u00e9m da aquarela inspirada nos pequenos e fascinantes fungos bioluminescentes e insetos da Amaz\u00f4nia, sensores luminescentes e sonoros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Com o desejo de reproduzir o comportamento dos fungos bioluminescentes que emanam luz, e o som da floresta ao escurecer, a artista cria um objeto art\u00edstico interativo que ao ser manuseado criando-se uma sombra artificial com as m\u00e3os, suas luzes e sons s\u00e3o acionados.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas componentes eletr\u00f4nicos s\u00e3o essenciais nesta produ\u00e7\u00e3o: o fotoresistor, um sensor de luz que funciona conforme a intensidade de luz que incide sobre ele, o dimmer, dispositivo que controla a corrente el\u00e9trica e regula assim a intensidade da luz e a bateria recarreg\u00e1vel. Outros processos s\u00e3o utilizados pela artista como planificar o cubo em uma placa de pvc para servir de suporte tanto dos componentes (placas, fios el\u00e9tricos, entrada usb, mini cart\u00e3o <em>sd<\/em>) no interior da caixa quanto das pequenas aquarelas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cubo em processo de finaliza\u00e7\u00e3o. Cubo em processo de constru\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Acervo pessoal da artista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A obra <em>5 cm<\/em><em><sup>3 <\/sup><\/em><em>de Amaz\u00f4nia<\/em> convida o espectador a acolher um peda\u00e7o cheio de vida da fascinante e m\u00e1gica Amaz\u00f4nia. Pelo gesto de criar com as m\u00e3os uma pequena cobertura afim de que os sensores de luz e sons sejam acionados realizamos uma a\u00e7\u00e3o de abra\u00e7ar este recorte po\u00e9tico e tecnol\u00f3gico da floresta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Relaciono o processo art\u00edstico dessa artista com o pensamento do fil\u00f3sofo chin\u00eas Yuk Hui quando critica a maneira como percebemos a tecnologia:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA maneira como vemos a tecnologia enquanto for\u00e7a exclusivamente produtiva e mecanismo capitalista voltado ao aumento da mais-valia nos impede de enxergar seu potencial decolonizador e de perceber a necessidade do desenvolvimento e da manuten\u00e7\u00e3o da tecnodiversidade.\u201d (Hui, 2020)<\/p>\n\n\n\n<p>Hadna jovem artista coexiste com a tecnologia e n\u00e3o alimenta receios da inova\u00e7\u00e3o. Consegue falar do natural unindo t\u00e9cnicas art\u00edsticas tradicionais com seus experimentos tecnol\u00f3gicos. Sua percep\u00e7\u00e3o da tecnologia como aliada para criar objetos art\u00edsticos fortalece a tecnodiversidade defendida por Hui, moldando assim seu estilo de criar que explora as possibilidades da tecnologia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Abreu tamb\u00e9m enxerga o potencial decolonizador da tecnologia apontado por Yuk Hui. Apresenta uma Amaz\u00f4nia real pelos olhos de uma mulher nortista e reivindica seu lugar de artista amaz\u00f4nida oferecendo ao mundo sua vis\u00e3o singular de um espa\u00e7o que pode ser tocado e cuidado, diminuindo as dist\u00e2ncias criadas pelo pensamento colonial de uma Amaz\u00f4nia inacess\u00edvel e intoc\u00e1vel. Ao inv\u00e9s de enxergarmos a Amaz\u00f4nia pelo olhar a\u00e9reo dos sat\u00e9lites onde somente o verde das copas das \u00e1rvores predomina Hadna captura os olhares para dentro da mata apontando pequenas delicadezas inteligentes da floresta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5 cm c\u00fabicos de Amaz\u00f4nia <\/strong>&#8211; T\u00e9cnica mista \u2013 5 x 5 x 5 cm \u2013 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Cat\u00e1logo da Exposi\u00e7\u00e3o Amazona \u2013 Adelina Instituto.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais de 60 anos separam o primeiro Aparelho cinecrom\u00e1tico de Palatnik do pequeno cubo com componentes eletr\u00f4nicos de Abreu, por\u00e9m, a semelhan\u00e7a entre os dois artistas \u00e9 inevit\u00e1vel. Ambos se utilizam de fios e conex\u00f5es montadas em caixas para reformular a pintura, transformando a tecnologia em aliada para criar objetos art\u00edsticos com efeitos de luz. Palatnik nos deixou em maio de 2020 aos 92 anos, v\u00edtima de Covid-19, com suas experi\u00eancias cin\u00e9ticas difundiu os caminhos das artes visuais entrela\u00e7ando arte, ci\u00eancia e tecnologia. Acreditamos que a incr\u00edvel jornada de Abraham Palatnik influenciar\u00e1 ainda a produ\u00e7\u00e3o de Hadna Abreu que tem muitos caminhos a percorrer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias&nbsp;<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>DOMINGUES, Diana. <strong>Arte, ci\u00eancia e tecnologia: passado, presente e desafios<\/strong>. 1<sup>a <\/sup>ed. S\u00e3o Paulo: Editora UNESP, 2009.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>ZANINI, Walter. <strong>Walter Zanini: vanguardas, desmaterializa\u00e7\u00e3o, tecnologias na arte\/organiza\u00e7\u00e3o Eduardo de Jesus.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2018.<br>HUI, Yuk.&nbsp;<strong>Tecnodiversidade.<\/strong>&nbsp;S\u00e3o Paulo: Ubu Editora, 2020.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Gisele Neves Riker &nbsp; N\u00e3o \u00e9 novidade o desenvolvimento de obras de arte utilizando a ci\u00eancia e a tecnologia como elementos essenciais na cria\u00e7\u00e3o. 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