{"id":606,"date":"2024-12-26T10:33:29","date_gmt":"2024-12-26T13:33:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/?p=606"},"modified":"2024-12-26T11:26:52","modified_gmt":"2024-12-26T14:26:52","slug":"nave-espacial-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/2024\/12\/26\/nave-espacial-terra\/","title":{"rendered":"Nave Espacial Terra?"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Amanda Patron<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Figura 1: Matjaz Tancic.&nbsp; <em>Mars on Earth<\/em>. 2019. Fotografia<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfq7zs0uJFPvqGPlO2jkIw4s3E1Bz46GlfoeD41qY2iMH9BpaXqwtUhKvFDspAtrV-Ubqv5srb39pHE1Z8VRAi4_U5mC2kud6m2yL7jz30USpPu4O3VIAX4-x14Q6O6i9b_UiiUGVFymfpo_M-XfcM?key=xkfAcx26RKIJybALPG_X4KHd\" width=\"605\" height=\"403\"><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: PH Museum<\/p>\n\n\n\n<p>Muito tem se falado no \u201cfim do mundo\u201d, seja a partir de suas poss\u00edveis causas e consequ\u00eancias, seja de maneira fatalista, como se s\u00f3 nos restasse decidir o que faremos com os \u00faltimos anos que possu\u00edmos. Esses discursos s\u00e3o usualmente empregados como uma forma de den\u00fancia pol\u00edtica, e buscam expor os perigos cada vez mais evidentes do capitalismo tardio e seus \u201ctent\u00e1culos\u201d: o extrativismo desenfreado, a falta de preocupa\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica e os diversos procedimentos tecnol\u00f3gicos que os acompanham constantemente, e que t\u00eam acarretado na polui\u00e7\u00e3o colossal do planeta Terra. De certo, pesquisadores e militantes, cada qual com suas pr\u00e1ticas, t\u00eam investido consideravelmente na difus\u00e3o de tais reflex\u00f5es, a fim de colaborar para o avan\u00e7o das pautas ecol\u00f3gicas e anticapitalistas antes que tudo esteja, de fato, perdido.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, vejo poucas reflex\u00f5es acerca do que far\u00edamos no caso do eventual desastre vir a acontecer. Embora possa parecer, nesse primeiro momento, um exerc\u00edcio barato de \u201cfuturologia\u201d, penso que \u00e9 preciso, tamb\u00e9m, direcionarmos nossos esfor\u00e7os para esse outro espa\u00e7o-tempo poss\u00edvel. Digo isto porque, justamente, \u00e9 tamb\u00e9m no controle de qual mundo poder\u00edamos construir (ou reconstruir) que reside meu problema. N\u00e3o me volto para tal discuss\u00e3o pensando na imagina\u00e7\u00e3o de futuros poss\u00edveis mas, sim, em pe\u00e7as do tempo presente que j\u00e1 est\u00e3o dispostas no tabuleiro do espa\u00e7o-tempo, de frente para quem apenas aguarda o momento exato para dar o xeque-mate.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, espalhados pelo globo, cinco projetos sendo desenvolvidos \u2012 especificamente por iniciativas privadas \u2012 para investigar, treinar e desenvolver \u201cmicro-sociedades\u201d capazes de sobreviver em Marte, ou, at\u00e9 mesmo na Terra, se as condi\u00e7\u00f5es de vida e a natureza mudarem drasticamente. Os <em>Space Colony Research Centers<\/em> [Centros de Pesquisa de Col\u00f4nias Espaciais], comumente chamados de \u201cbases-col\u00f4nias\u201d, real\u00e7am uma problem\u00e1tica j\u00e1 dada desde o in\u00edcio do colonialismo: abordam o poss\u00edvel colapso do planeta com ferramentas exclusivas (e excludentes), ao mesmo tempo em que escondem v\u00ednculos alicer\u00e7ados no colonialismo moderno (Ferdinand, 2022). Isto \u00e9, como aponta Malcom Ferdinand, em <em>Uma ecologia decolonial<\/em>, a cria\u00e7\u00e3o de uma base-col\u00f4nia evidencia a crise ecol\u00f3gica e ambiental do planeta Terra concomitante ao apagamento das estruturas que levaram \u00e0 tal crise. S\u00e3o, antes de mais nada, situadas \u201cfora-do-mundo\u201d (Ferdinand, 2022) e servem, sim, ao desenvolvimento cient\u00edfico mas servem, ainda mais, a uma pretens\u00e3o de universalidade do humanismo ocidental, ou seja, separam deliberadamente o mundo em que vivemos do mundo que j\u00e1 foi criado, e voltam, assim, seus olhares para um outro mundo-novo. Portanto, admitem o fracasso das pr\u00e1ticas colonialistas no mundo atual e, simultaneamente, \u201cprofetizam\u201d um mundo-outro cujas mesmas pr\u00e1ticas nocivas fundamentam sua fabrica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, os movimentos feitos para que seja fact\u00edvel sair da Terra rumo a outro planeta s\u00e3o formados por um conjunto de quest\u00f5es complexas e contradit\u00f3rias, que, embora possam partir de aspira\u00e7\u00f5es sociais \u201cconscientes\u201d, acabam constantemente pautados e controlados por um aglomerado de interesses pol\u00edticos ligados ao militarismo, nacionalismo, \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de capital financeiro e ao progresso tecnol\u00f3gico das grandes empresas do norte global. Al\u00e9m disso, sabemos que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o, tida como minoria, jamais se beneficiou dos \u00eaxitos tecnol\u00f3gicos (Patron, 2023). E na Corrida Espacial n\u00e3o foi diferente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, devemos recobrar o que Marshall McLuhan afirmou em 1974 sobre o lan\u00e7amento do sat\u00e9lite Sputnik (1957) \u201cfoi o marcador do fim da natureza e, por consequ\u00eancia, do come\u00e7o da ecologia. Isto \u00e9, a pr\u00f3pria Terra havia se tornado, naquele momento, um objeto t\u00e9cnico\u201d (Hui, 2020).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de tal asser\u00e7\u00e3o, aproveito para retomar a refer\u00eancia que d\u00e1 t\u00edtulo a este texto, o conceito de \u201cEspa\u00e7onave Terra\u201d, de Buckminster Fuller (1895 \u2012 1983). Fuller acreditava que todos os seres humanos formam uma \u00fanica tripula\u00e7\u00e3o na Terra, e que, para a nave funcionar com sucesso, seria necess\u00e1rio que todos trabalhassem em conjunto. Ademais, ao idealizar tamb\u00e9m que a tecnologia deveria melhorar a vida das pessoas, Buckminster Fuller esperava que, eventualmente, os recursos do planeta fossem \u201cequitativamente divididos e as pessoas no mundo todo alcan\u00e7assem um alto padr\u00e3o de vida, com acesso \u00e0 moradia e transportes\u201d. Fica evidente, em seus escritos, uma preocupa\u00e7\u00e3o para com os altos \u00edndices de pobreza no mundo (Patron, 2023), pois, os governos que possuem or\u00e7amentos abundantes frequentemente preferem investir em tecnologias militares, como \u00e9 o caso dos Estados Unidos e tamb\u00e9m Israel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As idealiza\u00e7\u00f5es de Fuller ensaiam o que Yuk Hui veio a chamar de <em>tecnodiversidade <\/em>(2020).&nbsp; Isto \u00e9, pensar em estrat\u00e9gias divergentes acerca do desenvolvimento tecnol\u00f3gico, ressituando seu suposto surgimento, sua (igualmente suposta) \u201cevolu\u00e7\u00e3o\u201d linear, seus usos e aplica\u00e7\u00f5es. As bases-col\u00f4nias, justamente, possu\u00edam potencial de subvers\u00e3o em suas idea\u00e7\u00f5es, pois poderiam servir \u00e0 quebra de paradigmas como o nacionalismo e a no\u00e7\u00e3o cada vez mais presente de tecnocracia. Contudo, acabaram por se tornar espa\u00e7os de escassez para os trabalhadores, al\u00e9m de continuamente utilizarem recursos naturais em fun\u00e7\u00e3o do progresso de suas pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2019, o artista Matjaz Tancic (Ljubljana, 1982), visita e fotografa bases-col\u00f4nias em diversos pa\u00edses como a China, Jap\u00e3o, Estados Unidos e Pol\u00f4nia, a fim de observar como as pessoas que habitam esses locais vivem. <em>C Space<\/em>, localizada no Deserto de Gobi, na China, \u00e9 uma das instala\u00e7\u00f5es investigadas por Tancic. Por ser uma base de simula\u00e7\u00f5es anal\u00f3gicas, os treinamentos na <em>C Space <\/em>s\u00e3o realizados por meio de intera\u00e7\u00f5es reais entre pessoa e paisagem (Patron, 2023), ou, melhor, entre indiv\u00edduo e espa\u00e7o, seja ele artificial ou natural. Por vezes, os espa\u00e7os s\u00e3o, na verdade, uma simbiose entre os tr\u00eas, o que pode convergir com o entendimento de ecologia proposto por Hui. As rela\u00e7\u00f5es humano-artificial, humano-natural e artificial-natural perpassam todas as imagens na s\u00e9rie de Tancic; um embaralhamento notado pelo artista, sim, mas produzido muito anteriormente, como apontam tanto Ferdinand (2022) quanto Hui (2020). E, todavia as bases-col\u00f4nias possam existir em n\u00e3o-lugares, elas mant\u00eam e refor\u00e7am diversas l\u00f3gicas da quest\u00e3o do colonialismo ecol\u00f3gico (inclusive na forma como s\u00e3o chamadas).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXd-V-k3Rsr3zLEk0rPVu2FSCVD3wqvYOCfHGRxjK1Xg7QpmhDeB_NZqWmg0nG96Ucp39Cg3jITueQE594MXWx_qCaudKArCwFnFk7Wnng2pSOejUDm4uNxPhDko-8pg73o7d5CLb0Gjlezt_rzipEY?key=xkfAcx26RKIJybALPG_X4KHd\" width=\"545\" height=\"363\"><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Figuras 2 e 3:&nbsp; Matjaz Tancic. <em>Mars on Earth<\/em>. 2019. Fotografia<img decoding=\"async\" alt=\"Interface gr\u00e1fica do usu\u00e1rio, Aplicativo, Word, Site\n\nDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXeJLhw0w0bksocyh8c9tWVbyqNDOE-kLLyzb8SL5MGoE9Jz6lagThFGkO0ZpaoeiyWeBzTPSULROT1_kautn-1Q0jln3VvGgsvq3XZ6veND-OXknCpaBP257Krsmf7Cv_fRezx1U_uHqCZGhUSjL4Y?key=xkfAcx26RKIJybALPG_X4KHd\" width=\"974.2581337146943\" height=\"545.5232338496411\"><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Fonte: PH Museum<\/p>\n\n\n\n<p>Figura 4: Matjaz Tancic. <em>Mars on Earth<\/em>. 2019. Fotografia<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Janela de vidro\n\nDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente com confian\u00e7a baixa\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXeNu94bTzGUvnn5iD08sZHVT2chJfsOpFEjsPgrbgDQmt3Cmz5PM0bKYY6v-ZggdDsfEtG92QyGKc8scRc82-xOLvPRRMcxVwIy_9tktGb7xPFHLl-JdxG-bbrhWBccLz3-uWMbSy6DgzAIJnNp1AU?key=xkfAcx26RKIJybALPG_X4KHd\" width=\"605\" height=\"403\"><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: PH Museum<\/p>\n\n\n\n<p>Para o artista, esta \u00e9 uma \u201cnova corrida espacial, mas o resultado final provavelmente ser\u00e1 colaborativo\u201d e completa que est\u00e1 interessado \u201cnos jogadores menos conhecidos, mas n\u00e3o menos dedicados [&#8230;]: os vision\u00e1rios idiossincr\u00e1ticos, muitas vezes sem dinheiro, trabalhando nas \u00e1reas cinzentas da lei, que est\u00e3o desenvolvendo tecnologias para viagens e explora\u00e7\u00e3o espacial\u201d (Tancic, 2019). Ao voltar seu olhar para o \u201ccomum\u201d em meio ao \u201cincomum\u201d, as imagens de Tancic evidenciam os problemas do progresso tecnol\u00f3gico desenfreado, isto \u00e9, o artista inverte, justamente, as posi\u00e7\u00f5es de comum e incomum, o que pode acarretar em uma reflex\u00e3o acerca das estruturas que nos cercam. Os humanos s\u00e3o parte do meio, tanto que por vezes parecem consumidos pelo seu entorno (figuras 2 e 3), visual e literalmente, constru\u00e7\u00e3o que \u00e9 realizada pelo artista em fun\u00e7\u00e3o do enquadramento das imagens. E quando, por exemplo, observamos um rob\u00f4 do modelo VITA (que auxilia m\u00e9dicos e cirurgi\u00f5es a realizar tarefas de forma remota) \u201cposando\u201d para o fot\u00f3grafo (figura 4), podemos questionar se isso tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9, de alguma maneira, o ser humano sendo consumido pelo meio?<\/p>\n\n\n\n<p>De todas as fotografias da s\u00e9rie, me debru\u00e7o um pouco mais sobre aquelas (figuras 4 e 5) que, aparentemente, menos se relacionam com o tema do trabalho de Tancic: as pinturas rupestres datadas de 2 mil anos AEC, localizadas no C\u00e2nion <em>Horsehsoe<\/em> em Utah, Estados Unidos. O c\u00e2nion \u00e9 palco \u201cde uma das manifesta\u00e7\u00f5es mais antigas dos seres humanos e, tamb\u00e9m, das manifesta\u00e7\u00f5es mais voltadas para o futuro, abrigando tanto as pinturas rupestres como a <em>Mars Desert Research Station<\/em>, base-col\u00f4nia em Utah que simula a coloniza\u00e7\u00e3o do planeta vermelho\u201d (Patron, 2023); e a imagem de um \u201csaco preto\u201d estendido no ch\u00e3o, ou seja, o saco espec\u00edfico para cad\u00e1veres e, a seu lado parte do corpo de uma pessoa em trajes de astronauta, estirado, como se estivesse morto. A segunda imagem mostra o treinamento m\u00e9dico realizado em uma das bases-col\u00f4nia em Los Angeles, nos Estados Unidos. Relembro o que observei quando escrevi sobre este trabalho na disserta\u00e7\u00e3o de mestrado: \u201ca fotografia das pinturas rupestres e a fotografia do \u2018cad\u00e1ver\u2019, s\u00e3o as que nos lembram, de fato, que ainda estamos na Terra. Ambas exp\u00f5em o mundano, aquilo que n\u00e3o poderia ser mais terrestre: como a passagem do tempo, a efemeridade dos seres humanos frente \u00e0 natureza, e a pr\u00f3pria morte\u201d (Patron 2023). Por fim, tendo em mente que um dos principais motivos que levaria \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o de outro planeta pela \u201chumanidade\u201d \u00e9, ela mesma ser, hoje, incapaz de impedir o fim do seu pr\u00f3prio mundo, me pergunto: ao \u201cconquistar\u201d a natureza e, qui\u00e7\u00e1, a morte em si, o que nos impediria de destruir mundos novos?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXc2au6uboVvhQj7Szi3on_wmkX-bL7an5z63aDqO1BniHZOikI1BeqURMbhti78XS3wRPh9z_N1oOaN9DodSPC237lu99hpOWO-NIgjur9jgkV_5PSKREeq-ICaj06lwJNn3D1mvSI7BPJGckwppr8?key=xkfAcx26RKIJybALPG_X4KHd\" width=\"605\" height=\"400\"><\/p>\n\n\n\n<p>Figuras 5 e 6: Matjaz Tancic. <em>Mars on Earth<\/em>. 2019. Fotografia<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXcc6-i0-Yxt66SYPJKCEUgFP1zddYsZIq25t8F_pt840dtuOFN-w8uZAO_Nbirr5sijQlzNHvggSwunN17gkqVJmB9Lz75DBrtQgK3BcjvlJqf6NOXhOIzrq3ntQ0eOD6r1cS6sWCRPRM8P6qazdA?key=xkfAcx26RKIJybALPG_X4KHd\" width=\"605\" height=\"401\"><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: PH Museum<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>FERDINAND, Malcom. <em>Uma ecologia decolonial: pensar a partir do mundo caribenho<\/em>. S\u00e3o Paulo: Ubu Editora, 2022. Trad. Let\u00edcia Mel. 320 p.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FULLER, Buckminster. <em>Grunch of Giants<\/em>. Paris: St. Martins, 1983.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>What is Spaceship Earth<\/em>?<em> <\/em>Stanford Libraries. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"https:\/\/exhibits.stanford.edu\/bucky\/feature\/what-is-spaceship-earth\">https:\/\/exhibits.stanford.edu\/bucky\/feature\/what-is-spaceship-earth<\/a>&gt; \u00daltimo acesso em 11 jul. 2024<\/p>\n\n\n\n<p>HUI, Yuk. <em>Tecnodiversidade<\/em>. S\u00e3o Paulo: Ubu Editora, 2020. Trad. Humberto do Amaral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>192 p.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>_________. Entrevista concedida \u00e0 Viento Sur. 25 ago. 2020. Trad. Cepat. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/602272-a-tecnodiversidade-implica-pensar-divergencias-no-seio-do-desenvolvimento-tecnologico-entrevista-com-yuk-hui\">https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/602272-a-tecnodiversidade-implica-pensar-divergencias-no-seio-do-desenvolvimento-tecnologico-entrevista-com-yuk-hui<\/a>&gt; \u00daltimo acesso em 11 jul. 2024<\/p>\n\n\n\n<p>PATRON, Amanda. <em>O Futuro est\u00e1 Presente<\/em>: sobre imagens da explora\u00e7\u00e3o espacial na arte contempor\u00e2nea. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Artes Visuais, com \u00eanfase em Hist\u00f3ria, Teoria e Crt\u00edcia de Arte) \u2012 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2023. 143 p.&nbsp;TANCIC, Matjaz. <em>Mars on Earth<\/em>. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"https:\/\/phmuseum.com\/projects\/mars-on-earth\">https:\/\/phmuseum.com\/projects\/mars-on-earth<\/a>&gt; \u00daltimo acesso em 11 jul. 2024<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Amanda Patron Figura 1: Matjaz Tancic.&nbsp; Mars on Earth. 2019. Fotografia Fonte: PH Museum Muito tem se falado no \u201cfim do mundo\u201d, seja a partir de suas poss\u00edveis causas e consequ\u00eancias, seja de maneira fatalista, como se s\u00f3 nos restasse decidir o que faremos com os \u00faltimos anos que possu\u00edmos. Esses discursos s\u00e3o usualmente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":625,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[49,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/606"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=606"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/606\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":607,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/606\/revisions\/607"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/625"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=606"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=606"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artenaturezatecnologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=606"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}