Ágora Planetária


Data:4/jun/2011, 12h26min

Ágora planetária

 

Visitar exposições de arte pode ser bem divertido e agradável além de nos oferecer alguns momentos de parada em nossa vida cotidiana tão apressada. Descobrir este prazer pode começar com pequenas incursões a um ou outro dos muitos espaços da cidade que nos oferecem esta experiência visual e sensitiva. Li uma vez que a arte afofa a alma e gostei muito da imagem. Já tive em alguns momentos a clara percepção de sentir minha alma mais macia e fértil para novas idéias e para um viver mais criativo.

Uma boa oportunidade para vivenciar essa experiência encontra-se em Agora/Ágora: criação e transgressão em rede. Ágora era a praça central das antigas cidades gregas, um local de debates e tomadas de decisões da comunidade. Partindo desta ideia de espaço de trocas e de vivência coletiva, a mostra aponta para as possibilidade criativas e transgressivas da arte e da internet como uma espécie de Ágora planetária.

A mostra pode ser visitada em dois espaços complementares, sendo um deles on-line . Segundo a organização da plataforma na internet, eles se propõem como um lugar de agenciamento e criação, que destaca e incentiva projetos e idéias que usam criticamente as tecnologias de rede. Valoriza ações orientadas para o desenvolvimento social autônomo e para atitudes que põem em xeque o uso meramente funcional dos recursos trazidos pela comunicação via web. Quatro grandes grupos de trabalhos on-line são assim organizados: Fluxo de Idéias, Artivismo,Tecnologia Social e Microassaltos.

Os trabalhos apresentados se caracterizam por serem criados especificamente com os recursos da internet, por existirem on-line e por serem realizados a partir de programas específicos de composição de páginas na rede, reunindo diferentes recursos multimídias como sons, textos, gráficos, imagens fixas e em movimento e outros. O uso da internet tem se tornado cotidiano em nossa sociedade, o jornal Sul 21 é um exemplo de possibilidade de utilização deste meio. A participação da arte no ciberespaço, além de divulgar trabalhos e eventos, tem sido muito incrementada pela realização de propostas artísticas que utilizam os recursos tecnológicos da rede e solicitam a participação dos internautas. São experiências bastante ricas e inovadoras; vale a pena se aventurar nestes espaços.

Uma boa dica é acessar os sites correlatos à exposição e ter uma idéia mais detalhada do que está exposto, para poder desfrutar mais da experiência da visita física. Você pode saber mais sobre a exposição e ver alguns vídeos na internet aqui ou também aqui.

A exposição que se encontra no Santander Cultural, rua 7 de setembro,1028, apresenta trabalhos que em sua maioria envolvem vídeos e instalações; mas pinturas e esculturas também podem ser vistas, o que me parece interessante por abrir conexões entre os diferentes meios de expressão disponíveis aos artistas hoje. Todas as obras em seu conjunto buscam refletir de forma criativa e visualmente ousada sobre os fenômenos da vida contemporânea, estabelecendo relações entre o campo da arte e o cotidiano. Lá encontram-se distribuídos pelo magnífico prédio do antigo Banco da Província do RS, os trabalhos de Ana Holck (Rio de Janeiro,1975), Bogdan Perzynsky (Polônia, 1954), Caio Reisewitz (São Paulo, 1967), Frantz (porto Alegre, 1963), Giselle Beiguelman (São Paulo, 1962), Perry Bard (Canadá, 1944), Raquel Kogan/Lea Van Steen (São Paulo, 1955,1965), Rejane Cantoni/Eduardo Crescenti (São Paulo, 1964,1954), Romulo Vieira Conceição (Salvador,1968), Saint Clair Cemin (Cruz Alta,1951), Toby Christian ( Inglaterra, 1983) e Wagner Morales (São Paulo,1971). Para um melhor aproveitamento da visita à exposição no Santander Cultural, sugiro buscar na internet informações sobre os artistas participantes.

Além das exposições abertas à visitação, haverá também um ciclo de debates com entrada franca, nos dias 16, 17 de junho, 01,07,14,25 de julho e 04 de agosto, na sala Multiuso do Santander Cultural, onde pode-se obter um folheto com todas as informações necessárias.

 

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Você também pode ler esse texto no Sul 21 ou no El País

 

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