Notas para pensar as crises ambientais a partir do mundo colonial e da Arte Contemporânea


Por: Maria Amelia Bulhões

Figura 8-Daiara Tukano. “Kahtiri E’õrõ-espelho da vida. Plumária e espelho convexo”, 2020. Exposto na 34ª Bienal de São Paulo, 2021. Disponível em: https://www.daiaratukano.com/bio. Acesso em: 19/06/2024

 

Figura 4-Vista da obra “Floresta de infinitos”(2023), de Ayrson Heráclito e Tiganá Santana na 35ªBienal de São Paulo–coreografias do impossível© Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo. 2023. Disponível em:https://35.bienal.org.br/participante/ayrson-heraclito-e-tigana-santana/. Acesso em: 18/06/2024.

Diante das crises climáticas e perspectivas de fim de mundo exploradas por muitos autores, este estudo, inspirado pelas discussões de Malcom Ferdinand e Ticio Escobar, aborda formas como a arte contemporânea reage às crises ecológicas e aos impactos da colonialidade. Malcom Ferdinand propõe a ecologia decolonial, uma visão que questiona a exploração ambiental sob a lógica da expansão colonial europeias, enquanto Ticio Escobar introduz o conceito de aura latente, refletindo como essa questão estética pode ser abordada nas práticas artísticas contemporâneas, e em sua experiência com as culturas originárias no Paraguai.  Ambos podem ser considerados atualizações das teorias marxistas adaptadas ao contexto contemporâneo. Neste diálogo crítico, destaco artistas visuais como Grada Kilomba, Ayrson Heráclito, Daiara Tukano e Glicéria Tupinambá. Suas obras representam posicionamentos contra as estruturas coloniais e exploram novos olhares para o presente e para o futuro.

Figura 1- Ayrson Heráclito. “O Sacudimento da Maison des Esclaves em Gorée: Díptico I”, 2015. Impressão fotográfica sobre papel algodão, 130 x 460 cm. Disponível em: https://www.portasvilaseca.com.br/wp/wp-content/uploads/2020/07/Ayrson_Heraclito_Blau_Projects.pdf. Acesso em: 19/06/2024.

 

Leia o texto completo AQUI!

 

12-9553 (1)
Compartilhar