{"id":1382,"date":"2011-06-25T17:36:53","date_gmt":"2011-06-25T17:36:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/?p=1382"},"modified":"2014-12-17T00:47:06","modified_gmt":"2014-12-17T00:47:06","slug":"sul21-marestesia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/2011\/06\/25\/sul21-marestesia\/","title":{"rendered":"Marestesia"},"content":{"rendered":"<h4><span class=\"text\" style=\"color: #333300;\">Data:25\/jun\/2011, 17h43min<\/span><\/h4>\n<h3 style=\"color: #9d0006;\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>Marestesia<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/13.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1397\" src=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/13-1024x575.png\" alt=\"1\" width=\"620\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/13-1024x575.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/13-300x168.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/13.png 1366w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"color: #5b5b5b;\"><span style=\"color: #333300;\">Hoje, trataremos de uma exposi\u00e7\u00e3o de pequeno porte, intimista e que pede ao espectador um mergulho em seu universo po\u00e9tico. Literalmente um mergulho, uma vez que seu tema \u00e9 o mar. Marestesia, como o pr\u00f3prio nome sugere, nos prop\u00f5e a experi\u00eancia da estesia (percep\u00e7\u00e3o sensorial, faculdade de sentir; sensibilidade, sentimento do belo) a que o mar induz. Ela est\u00e1 sendo apresentada na Galeria de Arte da Funda\u00e7\u00e3o ECARTA (institui\u00e7\u00e3o do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS, na Av. Jo\u00e3o Pessoa, 943), aberta de ter\u00e7a a sexta das 10h \u00e0s 19h, s\u00e1bados das 10h \u00e0s 20h e domingos das 10h \u00e0s 18h.<\/span><\/h4>\n<h4 style=\"color: #5b5b5b;\"><span style=\"color: #333300;\">A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 composta por dois v\u00eddeos de Nelton Pellenz e pequenas imagens fotogr\u00e1ficas, organizadas como cadernos ou livros, de Dirnei Prates. Os dois artistas trabalham juntos h\u00e1 bastante tempo no coletivo Cine \u00c1gua, estabelecendo uma rela\u00e7\u00e3o entre cinema e artes visuais, e que tem a \u00e1gua como fio condutor das ideias. Eles realizam propostas em v\u00eddeo, fotografia, instala\u00e7\u00f5es e interven\u00e7\u00f5es urbanas. Participam e organizam mostras de cinema expandido em espa\u00e7os pouco ortodoxos, tendo recebido in\u00fameros pr\u00eamios por seu trabalho. O coletivo Cine \u00c1gua disp\u00f5e de um\u00a0<a style=\"font-weight: bold; font-style: inherit; color: #9d0006 !important;\" href=\"http:\/\/cineagua.blogspot.com\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #333300;\">blog<\/span><\/a>, onde podem ser vistos v\u00e1rios v\u00eddeos, assim como no\u00a0<a style=\"font-weight: bold; font-style: inherit; color: #9d0006 !important;\" href=\"http:\/\/www.portacurtas.com.br\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #333300;\">site<\/span><\/a>. Vale a pena visitar e conhecer um pouco mais do trabalho destes artistas. No You Tube tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel assistir v\u00e1rios v\u00eddeos de Nelton Pellenz e Dirnei Prates e, observar a qualidade t\u00e9cnica e po\u00e9tica de seu trabalho, que encantou unanimemente o j\u00fari de sele\u00e7\u00e3o das exposi\u00e7\u00f5es para os espa\u00e7os da Funarte em 2010.<\/span><\/h4>\n<h4 style=\"color: #5b5b5b;\"><span style=\"color: #333300;\">A fotografia e o v\u00eddeos introduziram-se no contexto das artes visuais em um longo processo que, no caso da fotografia remonta ao final do s\u00e9culo 19, e, no caso do v\u00eddeo, ao final da d\u00e9cada de 60. Ambos os meios estiveram originalmente associados \u00e0s correntes de vanguarda, e serviram de base para muitos experimentos t\u00e9cnicos, formais e expressivos. Mesmo que estes recursos t\u00e9cnicos encontrem-se, hoje, amplamente dispon\u00edveis, com c\u00e2maras port\u00e1teis de uso dom\u00e9stico, pr\u00e1ticas e de f\u00e1cil utiliza\u00e7\u00e3o, a manuten\u00e7\u00e3o de seu car\u00e1ter experimental ainda permeia o uso da fotografia e do v\u00eddeo no campo das artes visuais. Tend\u00eancia esta que Prates e Pellenz exploram, na expans\u00e3o de suas ferramentas e de seus repert\u00f3rios conceituais, para construir uma po\u00e9tica original e envolvente.<\/span><\/h4>\n<h4 style=\"color: #5b5b5b;\"><span style=\"color: #333300;\">Na exposi\u00e7\u00e3o Marestesia, dois v\u00eddeos s\u00e3o apresentados, simultaneamente em uma sala escura. Um, em tons de azul, prop\u00f5e a experi\u00eancia do pleno mar. Tendo sido filmado a partir do lugar onde as ondas batem, eles oferecem uma visualidade de mar adentro, totalmente envolvida por \u00e1gua. O outro, mais noturno, em tons de marrom terroso, evoca \u00e1guas paradas, apresentando imagens de uma rua inundada, onde, em impercept\u00edveis momentos, algumas sombras se movimentam. Os livros da exposi\u00e7\u00e3o se apresentam em duas vers\u00f5es: \u2013 o primeiro, min\u00fasculo, apresenta in\u00fameras imagens de um farol e, quando folheado rapidamente, da a sensa\u00e7\u00e3o de que o mar se movimenta. O outro apresenta nadadores no mar e, com o movimento das folhas, altera as imagens, tamb\u00e9m sugerindo movimento. Em seu conjunto, as obras partem do registro de situa\u00e7\u00f5es corriqueiras, que assumem o papel de um invent\u00e1rio de deslocamentos pelo litoral, tendo sempre como foco o mar e o movimento.Bastante singela em sua montagem, a mostra encanta pela capacidade de envolvimento do espectador a que se prop\u00f5e e que efetivamente alcan\u00e7a.<\/span><\/h4>\n<h4 style=\"color: #5b5b5b;\"><span style=\"color: #333300;\">Precisamos evitar uma postura colonizada de pensar sempre que arte \u00e9 o que vemos fora daqui, nos grandes centros culturais do pa\u00eds e do mundo. Dedicar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o local, de qualidade e muito rica em sua diversidade, em pequenas mostras, pode ser uma maneira prazerosa de oferecer ao nosso olhar a oportunidade de devaneios po\u00e9ticos, t\u00e3o raros em nosso atribulado cotidiano.<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #800000;\"><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/comentario11.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1385 alignleft\" src=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/comentario11.png\" alt=\"comentario1\" width=\"717\" height=\"144\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/comentario11.png 717w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/comentario11-300x60.png 300w\" sizes=\"(max-width: 717px) 100vw, 717px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><\/h4>\n<h4><\/h4>\n<h4><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong><span style=\"color: #800000;\">Voc\u00ea encontra esta coluna no site do SUL21\u00a0<a href=\"http:\/\/www.sul21.com.br\/jornal\/marestesia\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #800000;\">Aqui.<\/span><\/a><\/span><\/strong><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Data:25\/jun\/2011, 17h43min Marestesia &nbsp; &nbsp; Hoje, trataremos de uma exposi\u00e7\u00e3o de pequeno porte, intimista e que pede ao espectador um mergulho em seu universo po\u00e9tico. 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