{"id":4338,"date":"2019-02-06T13:45:19","date_gmt":"2019-02-06T13:45:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/?p=4338"},"modified":"2025-10-24T11:40:36","modified_gmt":"2025-10-24T11:40:36","slug":"vozes-da-africa-em-uma-complexa-sinfonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/2019\/02\/06\/vozes-da-africa-em-uma-complexa-sinfonia\/","title":{"rendered":"Vozes da \u00c1frica em uma complexa sinfonia"},"content":{"rendered":"<header class=\"entry-header\">\n<p class=\"entry-meta\">Publicado em\u00a0<time class=\"entry-time\" datetime=\"2013-03-09T05:57:57+00:00\">mar\u00e7o 9, 2013 no Sul 21<\/time><\/p>\n<p>Acostumados a receber grandes exposi\u00e7\u00f5es de artistas europeus e norte-americanos, \u00e9, provavelmente, com curiosidade que o p\u00fablico se aproxima da mostra \u201cWilliam Kentridge: Fortuna\u201d, o artista sul-africano mais conhecido nos circuitos internacionais. O t\u00edtulo remete \u00e0 ideia de engenharia da sorte, em que coexistem as possibilidades em aberto e a previsibilidade determinada. A mostra apresenta obras de um extenso per\u00edodo que vai de 1989 (in\u00edcio de sua carreira) at\u00e9 2011, cobrindo diferentes gamas de sua complexa e prol\u00edfera produ\u00e7\u00e3o.\u00a0A brasileira Lilian Tone \u00e9 curadora assistente do Departamento de Pintura e Escultura do\u00a0Museum of Modern Art, New York, e foi a respons\u00e1vel pela sele\u00e7\u00e3o de31 esculturas, 32 desenhos, 26 filmes e anima\u00e7\u00f5es, 115 gravuras e duas v\u00eddeo-instala\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em esta mostra. Segundo palavras do artista, ele queria \u2013 \u201calgo que demonstrasse o excesso do est\u00fadio, o fato de que h\u00e1 sempre muitas coisas acontecendo, uma abund\u00e2ncia\u2026Um ambiente que mostraria a abertura dessas coisas alterando-se\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4339 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Other-faces-3-Cr\u00e9dito-William-Kentridge.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Other-faces-3-Cr\u00e9dito-William-Kentridge.jpg 567w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Other-faces-3-Cr\u00e9dito-William-Kentridge-300x232.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Desenho para o filme\u00a0<em>Other Faces<\/em><br \/>\n[<em>Outras faces<\/em>] 2011,<br \/>\ncarv\u00e3o e l\u00e1pis de cor sobre papel.<br \/>\n80 x 140 cm.<br \/>\nCole\u00e7\u00e3o particular<br \/>\nCr\u00e9dito: William Kentridge<br \/>\n(obra in\u00e9dita no Brasil)<\/h6>\n<p>Partindo da premissa de explorar as diferentes facetas da obra de Kentridge, evidenciando seu processo, a curadora organizou esta que \u00e9 a mais completa cole\u00e7\u00e3o de obras do artista apresentada na Am\u00e9rica Latina. A exposi\u00e7\u00e3o, que se encontra na\u00a0<a href=\"http:\/\/iberecamargo.org.br\/\">Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo<\/a>\u00a0, em Porto Alegre, at\u00e9 26 de maio, esteve anteriormente no\u00a0<a href=\"https:\/\/ims.com.br\/\">Instituto Moreira Sales<\/a>, no Rio de Janeiro, e poder\u00e1 ser vista, ainda, na Pinacoteca do Estado de S\u00e3o Paulo, entre 29 de agosto e 17 de novembro. Paralelamente \u00e0s mostras est\u00e1 sendo apresentado o livro hom\u00f4nimo\u00a0\u2013 \u201cWilliam Kentridge: Fortuna\u201d -, com um portf\u00f3lio de todos os trabalhos que fazem parte da exposi\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de um texto da curadora Lilian Tone, uma an\u00e1lise de Kate McCrickard, uma sele\u00e7\u00e3o de dez textos escritos por Kentridge e uma cronologia selecionada.Explorando meios expressivos b\u00e1sicos (carv\u00e3o, um ou dois past\u00e9is, borracha e peda\u00e7o de camur\u00e7a), seu trabalho explora um imag\u00e9tica que se aproxima das vertentes expressionistas. O uso predominante do preto em seus diferentes tons, com poucos detalhes em vermelho ou azul, e de um desenho fortemente marcado favorece a articula\u00e7\u00e3o entre a forma e o conte\u00fado. Seus temas s\u00e3o os grandes dramas da sociedade sul-africana dividida pelo\u00a0<em>apartheid<\/em>, vistos pelo olhar sens\u00edvel do artista e transversalmente cruzados por suas mem\u00f3rias pessoais. A monocromia aliada ao tra\u00e7o forte e tosco s\u00e3o os recursos perfeitos para a abordagem destes temas t\u00e3o agressivos, duros e melanc\u00f3licos. Utilizando elementos visuais recorrentes, ele constr\u00f3i uma iconografia bastante pessoal, fazendo com que cada detalhe da imagem aponte para um conjunto de ideias e poss\u00edveis imagina\u00e7\u00f5es. Frases ou palavras impressas sobre as imagens conduzem informa\u00e7\u00f5es e orientam leituras, mas a ambiguidade \u00e9 a t\u00f4nica. \u00c9 imposs\u00edvel o espectador ficar imune aos in\u00fameros e diversos sentimentos que essa obra instaura, e nada melhor do que uma mostra de grande porte para permitir um mergulho no complexo e profundo universo deste artista.<img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4340 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Felix-in-Exile-from-Drawings-for-Projection-WK_Felix_TR2275.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"437\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Felix-in-Exile-from-Drawings-for-Projection-WK_Felix_TR2275.jpg 567w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Felix-in-Exile-from-Drawings-for-Projection-WK_Felix_TR2275-300x231.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">[Felix no ex\u00edlio (da s\u00e9rie Desenhos para proje\u00e7\u00e3o)]1994,<br \/>\nfilme de anima\u00e7\u00e3o em 35 mm transferido para v\u00eddeo [cor, som], 8:43 min. Edi\u00e7\u00e3o: Angus Gibson.<br \/>\nCria\u00e7\u00e3o sonora: Wilbert Sch\u00fcbel.<br \/>\nM\u00fasica: Philip Miller, \u201cTrio para cordas para Felix in Exile\u201d [int\u00e9rpretes: Peta-Ann Holdcroft, Marjan Vonk-Stirling e Jan Pustejovsky]; Motsumi Makhene, \u201cGo Tlapsha Didiba\u201d [interpretado por Sibongile Khumalo].<br \/>\nCole\u00e7\u00e3o do artista, cortesia de Marian Goodman Gallery, Nova York, e Goodman Gallery, Johannesburgo<br \/>\nCr\u00e9dito: William Kentridge<\/h6>\n<\/header>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"1170\" height=\"878\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vF5cngcXqSs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Esse artista apresenta uma obra coesa em termos de conte\u00fados e recursos formais, ao mesmo tempo em que explora uma diversidade complexa no uso dos meios art\u00edsticos. Transitando por desenho, gravura, objeto escult\u00f3rico, v\u00eddeo, e v\u00eddeo-performance, realiza uma mixagem que evidencia um processo de cria\u00e7\u00e3o completamente anticonvencional. Um processo que mant\u00e9m coer\u00eancia interna, deixando \u00e0 dist\u00e2ncia a clareza e a objetividade, para estabelecer constantes muta\u00e7\u00f5es em uma obsessiva tentativa de captar a passagem do tempo, no fazer e desfazer das imagens.<\/p>\n<p>Utilizando papel, carv\u00e3o e uma c\u00e2mera, Kantridge desenvolveu um processo de trabalho bem simples, que denomina \u201ccinema da idade da pedra\u201d. Ele vai trabalhando em cima de um \u00fanico desenho \u2013 fazendo e desfazendo as imagens \u2013 ao mesmo tempo em que vai gravando quadro por quadro. A partir dessa ideia b\u00e1sica, o artista experimenta todos os recursos poss\u00edveis na cria\u00e7\u00e3o de anima\u00e7\u00f5es que se tornaram refer\u00eancia internacional. Um trabalho multifacetado, que estabelece fortes conex\u00f5es entre as artes visuais e o cinema. No v\u00eddeo abaixo, \u00e9 poss\u00edvel observar detalhadamente esse\u00a0<em>modus operandi<\/em>\u00a0e seus impressionantes resultados.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"1170\" height=\"878\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5_UphwAfjhk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Entretanto, mesmo sobre bases simples, ele \u00e9 altamente experimental e estudioso dos processos construtivos da visualidade. Um artista que explora todas as possibilidades dos meios, filmando imagens projetadas sobre espelho, gravando imagens duplicadas ou triplicadas, mostrando de tr\u00e1s para frente as imagens gravadas etc\u2026 Ele parece brincar com o olhar do espectador, que, se cuidadoso na sua observa\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 acompanhar e se deliciar com as ousadias do artista. Kentridge une uma pr\u00e1tica das mais antigas e tradicionais do campo das artes visuais \u2013 o desenho \u2013 com o desenvolvimento tecnol\u00f3gico que lhe oferece uma c\u00e2mara de m\u00e3o, para gravar e construir seus instigantes v\u00eddeos. Dominando os signos b\u00e1sicos da anima\u00e7\u00e3o, consegue com poucos recursos criar uma narrativa que se desdobra entre realidade e imagina\u00e7\u00e3o. O uso de sons, ru\u00eddos e m\u00fasicas (cantadas ou n\u00e3o) est\u00e1 completamente integrado ao desenvolvimento dos v\u00eddeos, evidenciando sua forte liga\u00e7\u00e3o com o teatro e a \u00f3pera.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"1170\" height=\"658\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/m1oK5LMJ3zY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">History of the Main Complaint (from Drawings for Projection)<br \/>\n[Hist\u00f3ria da queixa principal (da s\u00e9rie Desenhos para proje\u00e7\u00e3o)]<br \/>\n1996, filme de anima\u00e7\u00e3o em 35 mm transferido para v\u00eddeo [cor, som], 5:50 min. Edi\u00e7\u00e3o: Angus Gibson.<br \/>\nCria\u00e7\u00e3o sonora: Wilbert Sch\u00fcbel.<br \/>\nM\u00fasica: Claudio Monteverdi, \u201cArdo\u201d.<br \/>\nCole\u00e7\u00e3o do artista, cortesia de Marian Goodman Gallery, Nova York, e Goodman Gallery, Johannesburgo<\/h6>\n<p>O artista perpassa diferentes meios expressivos, principalmente os mais tradicionais como o desenho e a gravura, nesta \u00faltima experimentando v\u00e1rias t\u00e9cnicas como lin\u00f3leo, \u00e1gua-forte, litografia e fotogravuras, dando uma dimens\u00e3o contempor\u00e2nea a essas t\u00e9cnicas tradicionais. Explora as possibilidades da impress\u00e3o sobre diversos materiais, como p\u00e1ginas da Enciclop\u00e9dia Brit\u00e2nica ou outros pap\u00e9is impressos, trabalhando em diferentes formatos, desde os pequenos aos de grande porte (264cmx110cm). Utilizando, ainda, pap\u00e9is rasgados, ele ainda recupera a tradi\u00e7\u00e3o do teatro de sombras tanto em colagens como em gravuras ou em anima\u00e7\u00f5es. O importante \u00e9 que, ao mesmo tempo em que experimenta diferentes e mixados meios expressivos, ele mant\u00e9m um repert\u00f3rio coeso de imagens e temas que permeiam toda a sua obra, durante os 24 anos de diferentes produ\u00e7\u00f5es que essa mostra recobre.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4341 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/0067smlA-Cr\u00e9dito-William-Kentridge.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/0067smlA-Cr\u00e9dito-William-Kentridge.jpg 567w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/0067smlA-Cr\u00e9dito-William-Kentridge-300x233.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Colonial Landscape<br \/>\n(Falls Looking Upstream)<br \/>\n[Paisagem colonial (Cachoeira olhando para cima)]<br \/>\n1996, carv\u00e3o e pastel sobrepapel. 135,9 x 175,5 cm.<br \/>\nGordon Schachat Colletion<br \/>\nCr\u00e9dito: William Kentridge\u00a0<strong>(obra in\u00e9dita no Brasil)<\/strong><\/h6>\n<p>As grandes exposi\u00e7\u00f5es individuais s\u00e3o sempre fundamentais para conhecer melhor o pensamento criativo de um artista, seus processos de trabalho e os diferentes resultados que vai obtendo em sua trajet\u00f3ria art\u00edstica. \u201cWilliam Kentridge: Fortuna\u201d \u00e9 uma excelente oportunidade de conhecer esse artista, nascido em Johannesburgo, em 1955, que se destaca no panorama internacional. Vivendo completamente inserido na realidade sul-africana, o artista, que estudou Ci\u00eancias Sociais e Estudo Africanos antes de se aventurar pelas artes visuais, consegue fazer de sua especificidade local um drama humano. Com isso, obt\u00e9m o reconhecimento do\u00a0<em>stablishment<\/em>\u00a0globalizado, participando nas mais importantes bienais e mostras em respeitados museus.<\/p>\n<p>O sucesso de Kentridge junto ao p\u00fablico e a cr\u00edtica tem a ver, principalmente, com seu dom\u00ednio dos recursos da narrativa, que lhe permite manter a tens\u00e3o e o impacto visual, mesmo utilizando processos t\u00e9cnicos bastante simples. Suas imagens remetem \u00e0s circunst\u00e2ncias conhecidas do humano \u2013 a viol\u00eancia, a dor, a solid\u00e3o e o sofrimento \u2013, mas elas estabelecem um estranhamento po\u00e9tico, quase surrealista, que surpreende e atrai. Nada est\u00e1 fechado, o olhar fica suspenso no ar, com espa\u00e7o para a imagina\u00e7\u00e3o. Por tudo isso, esta \u00e9 uma imperd\u00edvel mostra a visitar.<\/p>\n<p>Acesse o texto publicado no Sul 21:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/colunas\/2013\/03\/vozes-da-africa-em-uma-complexa-sinfonia\/\">https:\/\/www.sul21.com.br\/colunas\/2013\/03\/vozes-da-africa-em-uma-complexa-sinfonia\/<\/a><\/p>\n<header class=\"entry-header\"><\/header>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado em\u00a0mar\u00e7o 9, 2013 no Sul 21 Acostumados a receber grandes exposi\u00e7\u00f5es de artistas europeus e norte-americanos, \u00e9, provavelmente, com curiosidade que o p\u00fablico se aproxima da mostra \u201cWilliam Kentridge: Fortuna\u201d, o artista sul-africano mais conhecido nos circuitos internacionais. O t\u00edtulo remete \u00e0 ideia de engenharia da sorte, em que coexistem as possibilidades em aberto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4342,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false},"categories":[19,67],"tags":[561,92,382,562,238,370,560,563],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4338"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4338"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4338\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4345,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4338\/revisions\/4345"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4342"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4338"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4338"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4338"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}