{"id":4356,"date":"2019-02-20T23:07:01","date_gmt":"2019-02-20T23:07:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/?p=4356"},"modified":"2025-10-24T11:36:56","modified_gmt":"2025-10-24T11:36:56","slug":"nova-geografia-das-praticas-globais-de-arte-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/2019\/02\/20\/nova-geografia-das-praticas-globais-de-arte-contemporanea\/","title":{"rendered":"Nova geografia das pr\u00e1ticas globais de arte contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"<header class=\"entry-header\">\n<p class=\"entry-meta\">Publicado no jornal Sul21 em:\u00a0<time class=\"entry-time\" datetime=\"2013-07-27T09:55:52-03:00\">julho 27, 2013<\/time><\/p>\n<\/header>\n<div class=\"social-media-icons\">\n<div class=\"facebook-button\">\n<div class=\"fb-like fb_iframe_widget\" data-href=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/postsrascunho\/2013\/07\/nova-geografia-das-praticas-globais-de-arte-contemporanea\/\" data-layout=\"button_count\" data-action=\"like\" data-show-faces=\"false\" data-share=\"false\">\n<p align=\"JUSTIFY\">Um leitor, ass\u00edduo e comentador, me prop\u00f4s, j\u00e1 faz algum tempo, que escrevesse sobre livros cuja leitura considero importante para a compreens\u00e3o da arte hoje. Vacilei um pouco, achando que poderia ser um tema muito espec\u00edfico e fastidioso para o p\u00fablico mais amplo que pretendo atingir com esta coluna. Entretanto, a leitura e a discuss\u00e3o em minha disciplina \u201cCorrentes Contempor\u00e2neas da Hist\u00f3ria da Arte e da Est\u00e9tica\u201d, no PPG de Artes Visuais da UFRGS, do livro \u201c<i>The Global Contemporary and the Rise of New Art Worlds<\/i>\u201d, de Hans Belting, Andrea Buddensieg e Peter Weibel, publicado pelo ZKM, Alemanha, e MIT Press, Londres, em 2013, me fez repensar o assunto. Suas ideias s\u00e3o t\u00e3o atuais, interessantes e esclarecedoras que talvez possam interessar a muito mais pessoas do que o restrito grupo dos especialistas.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><a href=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/201307251.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-196285 jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/201307251-1024x767.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/201307251-1024x767.jpg 1024w, https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/201307251-300x224.jpg 300w, https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/201307251.jpg 1067w\" alt=\"1\" width=\"1024\" height=\"767\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Para introduzir meus coment\u00e1rios, devo lembrar que Hans Belting foi autor, em 1983, de um pol\u00eamico e revolucion\u00e1rio livro intitulado \u201c<i>O fim da Hist\u00f3ria da Arte?<\/i>\u201d, onde discute a condi\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria da Arte em tempos de arte contempor\u00e2nea. Este livro, com uma revis\u00e3o atualizada do autor, foi publicado, no Brasil, pela Cosac&amp;Naif, em 2006. Belting se enfrentava, j\u00e1 faz bastante tempo, com as problem\u00e1ticas da arte contempor\u00e2neas e com as mudan\u00e7as que se processam no cen\u00e1rio art\u00edstico mundial.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Hans Belting e Peter Weibel veem desenvolvendo, desde 2006, na Alemanha, junto ao\u00a0<a href=\"https:\/\/zkm.de\/en\/project\/gam-global-art-and-the-museum\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Centro de Arte e M\u00eddia ZKM<\/a>, um projeto de pesquisa denominado\u00a0<a href=\"https:\/\/zkm.de\/en\/project\/gam-global-art-and-the-museum\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Global Art and the Museum (GAM)<\/a>. Como resultado deste trabalho foram publicados v\u00e1rios livros e realizada uma grande exposi\u00e7\u00e3o. Tanto o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.global-contemporary.de\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><i>site\u00a0<\/i>da exposi\u00e7\u00e3o<\/a>como\u00a0<a href=\"http:\/\/www.global-contemporary.de\/en\/documentation\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o cat\u00e1logo das obras<\/a>, em ingl\u00eas, podem ser acessados\u00a0<i>on-line<\/i>.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O livro que estou apresentando foi o \u00faltimo a ser publicado como parte do projeto, e cont\u00e9m o cat\u00e1logo completo da exposi\u00e7\u00e3o e v\u00e1rios documentos de pesquisa, al\u00e9m de excelentes e importantes ensaios. A ideia talvez n\u00e3o seja divulgar o livro para que muitos se interessem em adquiri-lo e l\u00ea-lo, uma vez que ele foi publicado em mar\u00e7o de 2013, em ingl\u00eas, e com 464 p\u00e1ginas, mas sim expor algumas de suas importantes contribui\u00e7\u00f5es ao debate da arte atual.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Sua mais importante contribui\u00e7\u00e3o, e base para todas as demais, \u00e9 a compreens\u00e3o da \u201carte moderna\u201d como uma produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica europeia, erudita e aut\u00f4noma, que conviveu com a denominada \u201carte mundial\u201d. Esta segunda englobando tudo que se produzia em termos pl\u00e1sticos no mundo, sob diferentes nomenclaturas como arte popular, ind\u00edgena, \u00e9tnica, artesanato\u2026 A arte moderna foi o \u00e1pice do grande relato que conhecemos como Hist\u00f3ria da Arte, e a \u201carte mundial\u201d esteve relegada ao estudo de etn\u00f3grafos e antrop\u00f3logos.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A partir dos anos 1980, grandes transforma\u00e7\u00f5es no panorama internacional deram ensejo a produ\u00e7\u00f5es que foram derrubando esta segmenta\u00e7\u00e3o, estabelecendo o que se denomina, hoje, \u201carte contempor\u00e2nea global\u201d, que abarca a produ\u00e7\u00e3o erudita mais consagrada (o\u00a0<i>mainstream<\/i>) e tamb\u00e9m tudo mais que se produz em termos de pr\u00e1ticas pl\u00e1sticas no mundo. Assim, hoje em dia n\u00e3o se poderia falar mais em um mundo da arte, mas sim em diferentes mundos da arte, polic\u00eantricos e polif\u00f4nicos. No livro, os autores destacam os mundos da arte chinesa, coreana, australiana, africana, entre outros. Deixando de lado as teorias que percebem as rela\u00e7\u00f5es entre os diferentes mundos da arte em termos de choques ou de conflu\u00eancias, os autores deste livro partem da ideia de integra\u00e7\u00e3o e assimila\u00e7\u00e3o. Elas seriam resultantes das disputas nesta diversificada geografia e dos complexos processos de inclus\u00e3o\/exclus\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><a href=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/201307259.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-196280 jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/201307259-1024x769.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/201307259-1024x769.jpg 1024w, https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/201307259-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/201307259.jpg 1065w\" alt=\"9\" width=\"1024\" height=\"769\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><a href=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072510.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-196281 jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072510-1024x768.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072510-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072510-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072510.jpg 1066w\" alt=\"10\" width=\"1024\" height=\"768\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Para a consolida\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas globais de arte contempor\u00e2nea, fatores externos como os processos econ\u00f4micos e pol\u00edticos mundiais s\u00e3o fundamentais, entretanto os fatores internos ao meio de arte s\u00e3o os determinantes. Entre eles os autores destacam a equival\u00eancia de todas as m\u00eddias, que faz com que hoje n\u00e3o se sobreponham as chamadas artes maiores, como pintura e escultura, sobre as demais, mas todas elas \u2013 gravura, desenho, performance, instala\u00e7\u00e3o, colagem, processos digitais\u2026\u2013 se misturem em uma h\u00edbrida conviv\u00eancia de meios. Outro fator seria a substitui\u00e7\u00e3o da tarefa da arte de representar o mundo para passar a atuar sobre a realidade, tendo a amplia\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico como um aspecto cada vez mais presente.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072513.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-196284 jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072513-1024x770.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072513-1024x770.jpg 1024w, https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072513-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072513.jpg 1063w\" alt=\"13\" width=\"1024\" height=\"770\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Eles destacam no livro a teoria da reescritura da arte, que faz com que se torne fator determinante dos mundos da arte sua pr\u00f3pria escrita. Ou seja, a possibilidade desses mundos da arte possu\u00edrem voz pr\u00f3pria ao falar sobre sua produ\u00e7\u00e3o e reescreverem sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria da arte \u2013 em di\u00e1logo ou confronto \u2013 com outras vers\u00f5es. Isso ocorre no bojo dessas novas condi\u00e7\u00f5es, em que n\u00e3o vigora mais a continuidade do grande e \u00fanico relato da Hist\u00f3ria da Arte que todos conhecemos, mas se abre a possibilidade de reescritura de muitas hist\u00f3rias locais. Assim se constituem as narrativas dos diferentes mundos da arte, esparramados pelo globo terrestre, mais ou menos interconectados entre si.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><a href=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072537.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-196282 jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072537-1024x771.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072537-1024x771.jpg 1024w, https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072537-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072537.jpg 1062w\" alt=\"37\" width=\"1024\" height=\"771\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">As bienais, por exemplo, s\u00e3o importante fator de reescritura da arte e de articula\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas art\u00edsticas contempor\u00e2neas globais. \u201c A ascens\u00e3o de um sistema de bienais gerou um\u00a0<i>network\u00a0<\/i>de institui\u00e7\u00f5es que buscam identidade cultural na arte regional em busca de reconhecimento global para esse tipo de express\u00e3o\u201d. Elas participam da constru\u00e7\u00e3o de uma nova cartografia da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica global, e no livro s\u00e3o apresentadas em uma se\u00e7\u00e3o de resultados de pesquisa, onde est\u00e3o mapeadas mais de 100 bienais atuantes, com pequena descri\u00e7\u00e3o e hist\u00f3rico de cada uma. Segundo os autores, entre essas novas institui\u00e7\u00f5es se destacam por seu papel geopol\u00edtico aquelas atuantes na Am\u00e9rica do Sul, na \u00c1sia e no mundo \u00e1rabe.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Os museus tamb\u00e9m desempenham tarefas fundamentais nessa teoria da reescritura, uma vez que est\u00e3o intimamente conectados com a ascens\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o dos competitivos \u201cmundos da arte\u201d. Seu mapeamento indica a tend\u00eancia ao rompimento com um panorama global e a constitui\u00e7\u00e3o de unidades menores, identificadas com o perfil cultural e geogr\u00e1fico regional. Entre os anexos apresentados no livro est\u00e1 uma sele\u00e7\u00e3o de novos museus \u2013 universit\u00e1rios, comunit\u00e1rios, particulares\u2026 \u2013 que participam nessa nova cartografia. Entre os museus ali apresentados est\u00e3o os brasileiros MAC\/USP e Inhotim.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Como um tema fundamental no livro \u00e9 a a\u00e7\u00e3o dos museus, uma boa parte das reflex\u00f5es \u00e9 dedicada a eles e seus novos pap\u00e9is nos mundos da arte. Destaca-se esta importante observa\u00e7\u00e3o \u201cNenhuma tipologia atual d\u00e1 conta do que representaria a diversidade possibilitada pela produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea de arte. V\u00e1rios museus est\u00e3o se especializando em tipos espec\u00edficos de p\u00fablicos\u201d. Os autores destacam a possibilidade de constitui\u00e7\u00e3o de diferentes tipologias, para diferentes museus em diferentes contextos. Assim, a leitura do livro nos conduz, tamb\u00e9m, a levantar questionamentos, indaga\u00e7\u00f5es e suposi\u00e7\u00f5es sobre como est\u00e3o atuando nossos museus na constru\u00e7\u00e3o de tipologias que possam responder \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais de nosso mundo da arte.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><a href=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072542.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-196283 jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072542-1024x769.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072542-1024x769.jpg 1024w, https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072542-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/2013072542.jpg 1065w\" alt=\"42\" width=\"1024\" height=\"769\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Obs. As l\u00e2minas que ilustram o texto fazem parte da ficha de leitura elaborada pela doutoranda Bruna Fetter.<\/p>\n<p>Link de acesso: <a href=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/postsrascunho\/2013\/07\/nova-geografia-das-praticas-globais-de-arte-contemporanea\/\">https:\/\/www.sul21.com.br\/postsrascunho\/2013\/07\/nova-geografia-das-praticas-globais-de-arte-contemporanea\/<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado no jornal Sul21 em:\u00a0julho 27, 2013 Um leitor, ass\u00edduo e comentador, me prop\u00f4s, j\u00e1 faz algum tempo, que escrevesse sobre livros cuja leitura considero importante para a compreens\u00e3o da arte hoje. 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