{"id":4369,"date":"2019-02-27T18:00:59","date_gmt":"2019-02-27T18:00:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/?p=4369"},"modified":"2025-10-23T19:45:02","modified_gmt":"2025-10-23T19:45:02","slug":"o-clima-foi-favoravel-a-9a-bienal-do-mercosul-esta-ai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/2019\/02\/27\/o-clima-foi-favoravel-a-9a-bienal-do-mercosul-esta-ai\/","title":{"rendered":"O clima foi favor\u00e1vel, a 9\u00aa Bienal do Mercosul est\u00e1 a\u00ed"},"content":{"rendered":"<p>Publicado em: outubro 5, 2013<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Consolidada por oito anteriores edi\u00e7\u00f5es, em que a arte contempor\u00e2nea foi se impondo no meio local, abrindo caminho para experimentos e ampliando sua atua\u00e7\u00e3o, inaugurou-se a 9\u00aaedi\u00e7\u00e3o da Bienal do Mercosul\/Porto Alegre. Distribu\u00eddas em v\u00e1rios espa\u00e7os museogr\u00e1ficos \u2013 Santander Cultural, Memorial do Rio Grande do Sul, Museu de Arte do RGS (MARGS) e Usina do Gas\u00f4metro \u2013, encontram-se as obras de um reduzido n\u00famero de artistas, no total 59, dos quais 15 brasileiros e 10 ga\u00fachos. Na sua maioria s\u00e3o projetos originais, desenvolvidos para essa mostra e tamb\u00e9m trabalhos pouco vistos, de artistas dos anos 1960 e 1970. A mostra, que estar\u00e1 aberta at\u00e9 10 de novembro, apresenta um intenso calend\u00e1rio de atividades, que pode ser consultado\u00a0<a href=\"http:\/\/9bienalmercosul.art.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">no excelente\u00a0<em>site\u00a0<\/em>da mostra<\/a>.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A curadora geral da Bienal, Sof\u00eda Hern\u00e1ndez Chong Cuy (M\u00e9xico-Nova Iorque), trabalhou com uma equipe curatorial que inclui Raimundas Mala\u0161auskas (Litu\u00e2nia), M\u00f4nica Hoff (Porto Alegre, Brasil), Bernardo de Souza (Porto Alegre, Brasil), Sarah Demeuse (Nova Iorque), Daniela P\u00e9rez (M\u00e9xico), J\u00falia Rebou\u00e7as(Belo Horizonte), Dominic Willsdon (S\u00e3o Francisco, EUA) e Luiza Proen\u00e7a (S\u00e3o Paulo, Brasil), coordenadora editorial. O trabalho dessa equipe, cujos membros vivem em diferentes lugares, contou com uma forte base local nas figuras de M\u00f4nica Hoff e de Bernardo Souza. Sob o amb\u00edguo t\u00edtulo\u00a0<em>Se o clima for favor\u00e1vel<\/em>, o projeto da Bienal envolve uma ampla gama de atividades, como a mostra das obras, performances e outros eventos que est\u00e3o no espa\u00e7o interst\u00edcio de experimentos e inven\u00e7\u00f5es. A mostra como um todo pode ser percebida como um grande e complexo acontecimento criativo, de bastante repercuss\u00e3o midi\u00e1tica e contando com um importante apoio de assessoria de imprensa.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">No seu lan\u00e7amento, em agosto de 2012, deixou sair uma nuvem de fuma\u00e7a na chamin\u00e9 da Usina do Gas\u00f4metro. Na mesma linha, a abertura oficial contou com a coloca\u00e7\u00e3o em frente ao Acampamento Farroupilha de uma instala\u00e7\u00e3o, com mais de 20m de comprimento, da artista polonesa Aleksandra Mir, divulgada como \u201cdestro\u00e7os da queda de um sat\u00e9lite na orla do Gua\u00edba\u201d.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4371\" src=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004aleksandra-mir.jpg\" alt=\"\" width=\"612\" height=\"612\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004aleksandra-mir.jpg 612w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004aleksandra-mir-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004aleksandra-mir-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A proposta curatorial da Bienal se estruturou a partir de uma ampla pesquisa sobre projetos colaborativos comissionados realizados no mundo desde os anos 1960, recuperando a mem\u00f3ria desses experimentos que envolveram artistas em intera\u00e7\u00e3o com os processos produtivos e as tecnologias de seu tempo. Com o foco nas rela\u00e7\u00f5es entre a natureza, a arte e a ci\u00eancia, a mostra aposta em experimenta\u00e7\u00e3o, imagina\u00e7\u00e3o e inven\u00e7\u00e3o, festejando a criatividade. Conectar artistas pesquisadores, que se comprometem com processos colaborativos e que se inserem no mundo tecnol\u00f3gico, foi a mais forte vertente conceitual desta mostra. Pensada como um \u201cambiente\u201d de intera\u00e7\u00e3o entre natureza e cultura, a Bienal desenvolve explora\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas do mundo natural e dos conhecimentos humanos.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Bienal do Mercosul, que se prop\u00f5e a ser mais que uma grande exposi\u00e7\u00e3o, est\u00e1 organizada em torno de tr\u00eas grandes eixos de atua\u00e7\u00e3o.\u00a0<em>Portais, previs\u00f5es e arquip\u00e9lagos\u00a0<\/em>\u00e9 o segmento espec\u00edfico da exposi\u00e7\u00e3o de obras, e tem como for\u00e7as gravitacionais alguns artistas e propostas, tais como: Takis e seus experimentos em campos energ\u00e9ticos; Marta Minuj\u00edn com suas performances envolvendo diferentes vias de comunica\u00e7\u00e3o, conectando v\u00e1rios lugares e pessoas; Robert Rauschenberg e Tony Smith com propostas de intera\u00e7\u00f5es com a ind\u00fastria; e Hans Haacke com a discuss\u00e3o dos sistemas. Cada um deles aponta de uma maneira contundente os pontos de desenvolvimento da mostra como um todo. Disposta de forma a estabelecer di\u00e1logos nos diferentes espa\u00e7os expositivos, as obras um mesmo artista podem estar em mais de um local. Um texto colocado na entrada de cada um dos espa\u00e7os d\u00e1 indica\u00e7\u00f5es de como foram pensadas as intera\u00e7\u00f5es ali presentes.<\/p>\n<div id=\"attachment_4372\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4372\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4372\" src=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004robert-rauschenberg.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"534\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004robert-rauschenberg.jpg 800w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004robert-rauschenberg-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004robert-rauschenberg-768x513.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-4372\" class=\"wp-caption-text\">Porto Alegre, RS, Brasil, 25\/09\/13. 9a Bienal do Mercosul. Obra: Musa de Lama. Artista: Robert Rauschenberg. Espaco: Santander Cultural. Foto: Tarlis Schneider\/Indicefoto<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_4373\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4373\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4373\" src=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004tony-smith.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"555\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004tony-smith.jpg 800w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004tony-smith-300x208.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004tony-smith-768x533.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-4373\" class=\"wp-caption-text\">PORTO ALEGRE-RS, BRASIL, 20.09.13: 9a Bienal do Mercosul &#8211; Obra Caverna do Morcego, 1971 do artista Tony Smith no Museu de Artes do Rio Grande do Sul. Foto Eduardo Seidl\/\u00edndicefoto<\/p><\/div>\n<p align=\"JUSTIFY\">A emerg\u00eancia das pr\u00e1ticas colaborativas na arte contempor\u00e2nea j\u00e1 foi apontada por diversos autores, que destacam o envolvimento dos artistas com comunidades ou grupos marginalizados e que fazem do trabalho art\u00edstico uma pauta de desenvolvimento social e de cidadania. Alguns exemplos dessas experi\u00eancias foram inclusive apresentados na edi\u00e7\u00e3o anterior da Bienal do Mercosul. O que marca esta edi\u00e7\u00e3o da Bienal \u00e9 um levantamento espec\u00edfico de pr\u00e1ticas colaborativas desenvolvida, preponderantemente, junto a empresas e centros de pesquisa e promovendo uma \u00edntima articula\u00e7\u00e3o entre arte e conhecimento tecnol\u00f3gico. Nesse sentido, para sele\u00e7\u00e3o dos artista, foi realizado um trabalho de pesquisa sobre experimentos em centros de pesquisa e programas desse tipo desenvolvidos em diferentes regi\u00f5es do mundo. Assim, a mostra tem um car\u00e1ter ao mesmo tempo hist\u00f3rico e atual.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Foi especialmente concebido e implementado, al\u00e9m disso, um projeto para esta Bienal, denominado<em>M\u00e1quinas da imagina\u00e7\u00e3o,\u00a0<\/em>constitu\u00eddo por cinco trabalhos colaborativos comissionados, desenvolvidos por artistas junto a empresas, institutos de pesquisa e comunidades. Foram eles: Audrey Cottin (Centro de Microgravidade PUC-RS); Cintia Marcelle (Sider\u00fargica Guerdau); Daniel Mangran\u00e9 ( Polo Naval da Petrobras); Lucy Skaer (Ind\u00fastria Irani, de produ\u00e7\u00e3o de breu); Luiz Roque (Programa de Transtorno de Identidade de G\u00eanero da UFRGS e Centro de Engenharia Mecatr\u00f4nica da PUC-RS). Esse programa aposta nos processos colaborativos como forma de inser\u00e7\u00e3o da arte no mundo da produ\u00e7\u00e3o e da pesquisa cient\u00edfica e contou com o apoio de empresas e institui\u00e7\u00f5es locais. Desse modo, oportunizou intera\u00e7\u00f5es de artistas com os processos industriais e de investiga\u00e7\u00e3o que resultaram em instigantes trabalhos art\u00edsticos.<\/p>\n<div id=\"attachment_4374\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4374\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4374\" src=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004cintia-marcelle.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"555\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004cintia-marcelle.jpg 800w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004cintia-marcelle-300x208.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004cintia-marcelle-768x533.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-4374\" class=\"wp-caption-text\">PORTO ALEGRE-RS, BRASIL, 20.09.13: 9a Bienal do Mercosul &#8211; Obra Viajante devorado pelo espa\u00e7o da artista Cinthia Marcelle no Memorial do Rio Grande do Sul. Foto Eduardo Seidl\/\u00edndicefoto<\/p><\/div>\n<p>Um segundo eixo \u00e9\u00a0<em>Encontros na ilha,\u00a0<\/em>constitu\u00eddo como um programa processual, engajando artistas e pensadores te\u00f3ricos para refletir sobre as experi\u00eancias vivenciais em ilhas, a partir de visitas realizadas \u00e0 Ilha da Pedras Brancas, ou Ilha do Pres\u00eddio, como \u00e9 comunmente conhecida. Ao longo dos meses de maio a novembro de 2013, est\u00e3o sendo realizadas viagens mensais com um grupo de convidados a essa ilha do Gua\u00edba. As reflex\u00f5es produzidas a partir desta proposta encontram-se disponibilizados no\u00a0<em>site<\/em>\u00a0da Bienal. Fizeram parte desse n\u00facleo artistas que realizaram trabalhos a partir dessa proposta deflagradora de emo\u00e7\u00f5es e cria\u00e7\u00f5es: Danilo Christidis, Fernanda Gassen, Romy Pocztaruk, Katia Prates, Leticia Ramos, Leonardo Lemor e Tiago Rivaldo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4375\" src=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004fernanda-gassen.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004fernanda-gassen.jpg 960w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004fernanda-gassen-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20131004fernanda-gassen-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O terceiro eixo foi\u00a0<em>Redes de forma\u00e7\u00e3o<\/em>, que buscou dar continuidade e ampliar o projeto pedag\u00f3gico, tradicionalmente relevante nas Bienais do Mercosul. Pensada como um conjunto de atividades, ela engloba sala de aula, audit\u00f3rio, visitas \u00e0 minas a beira do rio, a parques e\u00f3licos, observa\u00e7\u00f5es sensoriais e emp\u00edricas, aprendizados dial\u00f3gicos e contradiscursivos. As publica\u00e7\u00f5es foram fundamentais nesse projeto, englobando\u00a0<em>Nuvem<\/em>, uma antologia de textos influentes no pensamento da equipe curatorial<em>, Manual para cuiriosos,<\/em>\u00a0material com atividades para professores, e os textos e v\u00eddeos disponibilizados no\u00a0<em>web site.<\/em><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Aproveitando o tempo e dedicando-se a explorar as in\u00fameras atividades oferecidas pela Bienal, ser\u00e1 poss\u00edvel vivenciar uma experi\u00eancia est\u00e9tica que envolve arte, tecnologia e muitos outros tipos de conhecimento, em uma proposta que pensa as pr\u00e1ticas art\u00edsticas se espalhando pelos espa\u00e7os e pela vida cotidiana da cidade.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Link de acesso:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/postsrascunho\/2013\/10\/o-clima-foi-favoravel-a-9a-bienal-do-mercosul-esta-ai\/\">https:\/\/www.sul21.com.br\/postsrascunho\/2013\/10\/o-clima-foi-favoravel-a-9a-bienal-do-mercosul-esta-ai\/<\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado em: outubro 5, 2013 Consolidada por oito anteriores edi\u00e7\u00f5es, em que a arte contempor\u00e2nea foi se impondo no meio local, abrindo caminho para experimentos e ampliando sua atua\u00e7\u00e3o, inaugurou-se a 9\u00aaedi\u00e7\u00e3o da Bienal do Mercosul\/Porto Alegre. 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