{"id":4923,"date":"2020-09-16T11:00:16","date_gmt":"2020-09-16T11:00:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/?p=4923"},"modified":"2023-12-08T00:31:57","modified_gmt":"2023-12-08T00:31:57","slug":"lancamento-do-e-book-2o-simposio-internacional-de-relacoes-sistemicas-da-arte-arte-alem-da-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/artereflexoes\/site\/2020\/09\/16\/lancamento-do-e-book-2o-simposio-internacional-de-relacoes-sistemicas-da-arte-arte-alem-da-arte\/","title":{"rendered":"Lan\u00e7amento do E-book: 2\u00ba Simp\u00f3sio Internacional de Rela\u00e7\u00f5es Sist\u00eamicas da Arte &#8211; Arte al\u00e9m da Arte"},"content":{"rendered":"<p>Foram publicados recentemente os textos apresentados no 2\u00b0 Simp\u00f3sio Internacional de Rela\u00e7\u00f5es Sist\u00eamicas da Arte &#8211; Arte Al\u00e9m da Arte, em formato de e-book, disponibilizado para download gratuitamente no site do <a href=\"https:\/\/2simposioirsablog.wordpress.com\/\">SIRSA<\/a>.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/2simposioirsablog.files.wordpress.com\/2020\/07\/sem-tc3adtulo-1-01.png?w=724\" \/><\/p>\n<p>Organizado pela professora Maria Am\u00e9lia Bulh\u00f5es com o Grupo de Pesquisa Territorialidade e Subjetividade: Rela\u00e7\u00f5es Sist\u00eamicas da Arte, o evento transdisciplinar realizado em Julho de 2019 buscou &#8220;abrigar discuss\u00f5es que vislumbrem as reverbera\u00e7\u00f5es \u00e9ticas e est\u00e9ticas das atuais configura\u00e7\u00f5es do sistema da arte, constitu\u00eddas em meio a processos hist\u00f3ricos amplos e complexos.&#8221;<a href=\"https:\/\/2simposioirsablog.wordpress.com\/\">&gt;<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Confira o texto que abre o e-book &#8211; &#8220;Por que organizar um evento sobre<br \/>\nrela\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas da arte?&#8221;, de Maria Am\u00e9lia Bulh\u00f5es:<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&#8220;Comecemos pelo tema do simp\u00f3sio Rela\u00e7\u00f5es Sist\u00eamicas da Arte. Esta \u00e9 a linha de pesquisa do PPG de Artes Visuais da UFRGS, na qual est\u00e1 inserido o GP Territorialidade e subjetividade, respons\u00e1vel pela concep\u00e7\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o desse simp\u00f3sio desde sua primeira edi\u00e7\u00e3o. Existente desde a cria\u00e7\u00e3o do mestrado em 1991, este \u00e9, mais do que uma linha de pesquisa, o foco de todo o nosso trabalho. Pouco difundido por muitos<br \/>\nanos, esse tema vem alcan\u00e7ando recentemente maior repercuss\u00e3o. Assim, a ideia original foi reunir pesquisadores interessados em compartilhar seus estudos, na perspectiva de pensar as artes visuais mais al\u00e9m do que a obra e o artista, nas suas intera\u00e7\u00f5es com um contexto hist\u00f3rico espec\u00edfico e articuladas em um sistema da arte. Pensamos em um evento voltado a aprofundar e consolidar uma linha de investiga\u00e7\u00e3o ainda emergente<br \/>\nno Pa\u00eds, \u00e0 qual muitos est\u00e3o ligados, mesmo que \u00e0s vezes sem clareza das quest\u00f5es metodol\u00f3gicas, conceituais e ideol\u00f3gicas que envolvem esta op\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises. H\u00e1 muito a construir, e estamos inseridos nesse processo.<\/p>\n<p><em>Arte Al\u00e9m da Arte<\/em> surgiu como o t\u00edtulo natural em nossas expectativas de trabalho, uma vez que esta sempre foi a t\u00f4nica de nossas pesquisas e debates. N\u00e3o acreditamos que a arte possa ser pensada fora de seu contexto e das condi\u00e7\u00f5es sociais de sua exist\u00eancia. Al\u00e9m disso, Arte Al\u00e9m da Arte \u00e9 um t\u00edtulo lindo e sugestivo.<\/p>\n<p>Vale a pena observar que o uso do conceito de sistema da arte foi utilizado em minha disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, defendida em 1983. Nessa ocasi\u00e3o, analisei as disputas entre o sistema acad\u00eamico, hegem\u00f4nico no Brasil desde sua implanta\u00e7\u00e3o no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX com a vinda da miss\u00e3o francesa e a instaura\u00e7\u00e3o da Escola de Belas Artes, e o sistema<br \/>\nmodernista que se implantava, inspirado na modernidade europeia e em suas vanguardas. Utilizei as figuras de Oswaldo Teixeira e Candido Portinari como paradigmas dos atores, dos valores e da presen\u00e7a em institui\u00e7\u00f5es desses sistemas. Foi um uso do termo bastante emp\u00edrico, baseado na observa\u00e7\u00e3o do que ocorria no panorama art\u00edstico nacional, em que eu percebia que circuitos institucionais e atores diferenciados se desenvolviam em apoio a cada um dos projetos art\u00edsticos em disputa. O per\u00edodo enfocado foi o Estado Novo, dando \u00eanfase ao papel dos grupos sociais representados nesses dois circuitos e a a\u00e7\u00e3o do Estado em rela\u00e7\u00e3o a eles.<br \/>\nNo doutorado, defendido em 1990, sob a orienta\u00e7\u00e3o de N\u00e9stor Garc\u00eda Canclini, pude aprofundar quest\u00f5es te\u00f3ricas e trabalhei mais sistematicamente o conceito de sistema da arte, utilizando como referencial b\u00e1sico o trabalho de Pierre Bourdieu. Nessa ocasi\u00e3o, elaborei um conceito de sistema da arte assim enunciado: \u201cConjunto de indiv\u00edduos e institui\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o, difus\u00e3o e consumo de objetos e eventos, por eles mesmos rotulados como art\u00edsticos, e tamb\u00e9m pela defini\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es e limites da Arte para uma sociedade ao longo de um per\u00edodo hist\u00f3rico\u201d. O conceito de sistema da arte foi adotado em lugar de campo art\u00edstico com enunciava Bourdieu, por eu perceber que as rela\u00e7\u00f5es no circuito art\u00edstico eram muito vari\u00e1veis e din\u00e2micas, resistindo na ado\u00e7\u00e3o do conceito de campo, mais territorial e est\u00e1tico. Nessa tese, analisei o sistema da arte no Brasil nos anos 1960 e 1970, buscando suas intera\u00e7\u00f5es contextuais, uma vez que considerava j\u00e1 o fato de que a arte e seu circuito se moviam a partir de condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. Destaquei nesse estudo a emerg\u00eancia da arte contempor\u00e2nea nos anos 1960, ainda que n\u00e3o tenha percebido a magnitude do fen\u00f4meno que avan\u00e7ava mas ainda era marginal e perif\u00e9rico naquele momento. Destaquei tamb\u00e9m o papel do Estado atrav\u00e9s da censura e do milagre brasileiro, que, apoiado pela concentra\u00e7\u00e3o de renda, impulsionou o emergente moderno mercado de arte. Nesse trabalho, destaquei algo que j\u00e1 havia apontado no mestrado e que era muito rejeitado no meio intelectual das artes na \u00e9poca: o papel do Estado e sua forte interfer\u00eancia, de forma direta e indireta, no sistema da arte.<br \/>\nAssim que conclu\u00ed o doutorado, ingressei como coordenadora do curso de mestrado em artes visuais da UFRGS, rec\u00e9m-aberto, e nele participei da implanta\u00e7\u00e3o da linha de pesquisa Rela\u00e7\u00f5es Sist\u00eamicas da Arte, que ainda se encontra ativa neste Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o, atendendo, desde 2000, tamb\u00e9m ao curso de doutorado. Ali, desenvolvi pesquisas dentro dessa linha, orientando bolsistas, mestrandos e doutorandos, apresentando os resultados em diversos eventos da \u00e1rea no Pa\u00eds e no exterior.<\/p>\n<p>Inicialmente, pouco interesse despertava o tema dentro do meio intelectual da \u00e1rea, que considerava o artista e sua obra acima de quest\u00f5es conjunturais, entretanto pude\u00a0 observar ao longo de v\u00e1rios anos o crescimento de interesse pelo tema. A linha de pesquisa, que a princ\u00edpio passava ao largo dos debates, como se a arte estivesse em uma nuvem, totalmente despegada de suas coordenadas contextuais evidenciadas no<br \/>\nsistema da arte, foi aos poucos se fortalecendo. O processo de consolida\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o desse tema no campo da reflex\u00e3o sobre arte foi lento, sofrendo altos e baixos, tamb\u00e9m influenciado pelas rela\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas do panorama intelectual.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da linha de pesquisa, tamb\u00e9m o GP Territorialidade e subjetividade concorreu para o<br \/>\ndesenvolvimento de reflex\u00f5es, incorporando as grandes mudan\u00e7as que ocorriam com a crescente preponder\u00e2ncia da arte contempor\u00e2nea no meio art\u00edstico nacional a partir dos anos 1990. Neste GP foram desenvolvidas pesquisas sobre a globaliza\u00e7\u00e3o e suas repercuss\u00f5es no sistema, como: o empresariamento e a financeiriza\u00e7\u00e3o, o crescimento do mercado, as feiras internacionais, as bienais, as resid\u00eancias de artistas, entre outros. Abriu-se, al\u00e9m disso, um debate amplo sobre as novas condi\u00e7\u00f5es do conhecimento, com a incorpora\u00e7\u00e3o das teorias da complexidade e o tema das redes \u00e0s din\u00e2micas rela\u00e7\u00f5es dos sistemas locais e internacional. Temos hoje dentro do GP um amplo e s\u00f3lido debate sobre o uso dos conceitos referentes ao tema, sem, entretanto, fecharmos posi\u00e7\u00f5es definitivas, o que nos parece excelente para justificar os simp\u00f3sios que estamos realizando.<\/p>\n<p>Cumpre destacar que o GP se abriu, tamb\u00e9m, ao estudo das tecnologias digitais, em especial ao uso na internet no campo da arte, que conduziu a uma ativa e continuada atua\u00e7\u00e3o na rede. Em 2007, colocamos no ar o blog Territorialidade\/territoriality, onde est\u00e1 depositado o banco de dados da pesquisa sobre arte e a internet que desenvolvemos. Nele podem ser encontrados mais de 300 trabalhos de web arte, ordenados em quatro categorias de an\u00e1lise: paisagem, mem\u00f3ria, cartografia e cidades. De cada trabalho s\u00e3o informados autor, lugar de origem, t\u00edtulo, data, link de acesso, uma pequena descri\u00e7\u00e3o e<br \/>\nduas imagens captadas de suas p\u00e1ginas. Este arquivo on-line \u00e9 um preciso e precioso documento de uma produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica espalhada pelo ciberespa\u00e7o, pouco documentada e muitas vezes j\u00e1 retirada do ar. Essa primeira experi\u00eancia no ciberespa\u00e7o impulsionou uma s\u00e9rie de outras conduzidas pelos bolsistas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dentro do GP. Como resultado dessa pesquisa espec\u00edfica foi publicado tamb\u00e9m o livro <em>Web arte e po\u00e9ticas do territ\u00f3rio<\/em>, no qual \u00e9 feita uma an\u00e1lise desta produ\u00e7\u00e3o explorando suas problem\u00e1ticas e possibilidades dentro do campo da arte contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>Ao lidar com esse novo meio, aos poucos foi se delineando a percep\u00e7\u00e3o das possibilidades e da necessidade de disponibilizar mais os resultados da pesquisa, de forma a ampliar sua repercuss\u00e3o no meio acad\u00eamico e fora dele. A ideia de difus\u00e3o do conhecimento, trocas e reverbera\u00e7\u00f5es faz parte integral do nosso GP. Assim, em 2013, colocamos no ar o site<em> Arte Reflex\u00f5es,<\/em> que abriga minha produ\u00e7\u00e3o pessoal, recuperando e disponibilizando textos atuais e antigos, muitas vezes dif\u00edceis de acessar, tais como minha tese de doutorado e a disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, colunas do jornal Sul 21, onde escrevi semanalmente durante tr\u00eas anos, material de curadorias etc. Arte Reflex\u00f5es \u00e9 um guarda-chuva que abriga todos os demais sites e blogs do GP, e por ele \u00e9 poss\u00edvel acessar os demais. Explorando as ferramentas da web, os blogs e sites do GP passaram a ter dispon\u00edvel o tradutor Google e mecanismo de controle de acessos, possibilitando atingir novos p\u00fablicos e ter uma avalia\u00e7\u00e3o destes. Al\u00e9m de documentos de pesquisa, o site tamb\u00e9m divulga eventos e atividades em que o GP est\u00e1 envolvido, sendo constantemente alimentado com essas not\u00edcias.<\/p>\n<p>O andamento de minha pesquisa pessoal conduziu ao projeto Arte e internet no Brasil, exigindo do GP a cria\u00e7\u00e3o de um novo site, o <em>ConectartBR<\/em>. Este lugar on-line foi elaborado dentro de uma nova concep\u00e7\u00e3o, abrigando todo tipo de conex\u00e3o entre arte e internet, sem se ater \u00e0 tradicional produ\u00e7\u00e3o de web arte. Al\u00e9m disso, o site cont\u00e9m, al\u00e9m de arquivos da pesquisa, refer\u00eancias e outras informa\u00e7\u00f5es, um blog. Este, apresenta semanalmente textos produzidos pelos bolsistas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, resultantes dos semin\u00e1rios e outras atividades desenvolvidas na pesquisa.<\/p>\n<p>Temos desenvolvido atividades mais tradicionais como a publica\u00e7\u00e3o de livros, realiza\u00e7\u00e3o de cursos, encontros e palestras, al\u00e9m das atividades on-line em sites, blogs e redes sociais que o GP mant\u00e9m, por considerar de extrema import\u00e2ncia a expans\u00e3o do conhecimento produzido na universidade mais al\u00e9m dos seus muros, espraiando-se pela sociedade. Em 2014, publicamos o livro <em>As novas regras do jogo: o sistema da arte no Brasil,<\/em> em um projeto desenvolvido de forma conjunta entre quatro autores \u2013 todos<br \/>\nmembros do GP \u2013, conectando os artigos como cap\u00edtulos de uma unidade. Realizamos, tamb\u00e9m, cursos de extens\u00e3o com foco no sistema da arte.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de um encontro para discutir rela\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas da arte foi uma consequ\u00eancia inevit\u00e1vel deste desdobramento de a\u00e7\u00f5es. T\u00ednhamos em nosso projeto um objetivo bem definido: criar um espa\u00e7o democr\u00e1tico e horizontal de debates, para estabelecer conex\u00f5es de interesse acad\u00eamico neste nosso grande e desarticulado Brasil. A ideia de um simp\u00f3sio expressou o que quer\u00edamos: uma reuni\u00e3o ou confer\u00eancia de especialistas para discutir um assunto e debat\u00ea-lo diante de um audit\u00f3rio. Iniciamos esse projeto de forma pouco ambiciosa, entretanto fomos recebendo muito mais ades\u00f5es do que esper\u00e1vamos,<br \/>\nde forma que j\u00e1 na sua primeira edi\u00e7\u00e3o, com o apoio da CAPES e em parceria com o Goethe-Institut de Porto Alegre, contamos com quatro convidados estrangeiros, o que nos levou a nomear o projeto de Simp\u00f3sio Internacional de Rela\u00e7\u00f5es Sist\u00eamicas da Arte \u2013 SIRSA. Foram recebidas 98 propostas de comunica\u00e7\u00f5es, analisadas por uma Comiss\u00e3o Cient\u00edfica composta por 11 pesquisadoras e pesquisadores nacionais e internacionais, que prontamente atenderam a dif\u00edcil tarefa de assumir o papel judicativo na sele\u00e7\u00e3o de um<br \/>\nconjunto de submiss\u00f5es de excelente qualidade. A Comiss\u00e3o seguiu os seguintes crit\u00e9rios: oportunidade e relev\u00e2ncia da discuss\u00e3o proposta; qualidade e coer\u00eancia da argumenta\u00e7\u00e3o; adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 tem\u00e1tica do evento. Dessas submiss\u00f5es, foram selecionadas 42 propostas de diferentes disciplinas, origin\u00e1rias de 17 universidades entre Brasil, Portugal e Espanha, representando o trabalho de 48 pesquisadoras e pesquisadores. Em termos de p\u00fablico o Simp\u00f3sio atingiu resultados al\u00e9m do esperado, ocupando o limite de capacidade do audit\u00f3rio do Goethe-Institut ao trazer p\u00fablicos de Porto Alegre, do interior do RS e de outros estados. O que fez desse evento uma marca de sucesso foi o fato de ser focado em um interesse tem\u00e1tico e metodol\u00f3gico espec\u00edfico, totalmente voltado aos interesses dos pesquisadores participantes e com destaque para o tempo de debate em cada apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste 2\u00ba SIRSA, tivemos as parcerias da Universidade de S\u00e3o Paulo \u2013USP, atrav\u00e9s da pesquisadora Ana Paula Simioni, representando o Instituto de Estudos Brasileiros, e do Sesc S\u00e3o Paulo, atrav\u00e9s de Andrea de Araujo Nogueira e a unidade Centro e Pesquisa de Forma\u00e7\u00e3o, CPF. Novamente contamos com o apoio da CAPES e desta vez tamb\u00e9m com a colabora\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Marcos Amaro \u2013 FAMA.<\/p>\n<p>O evento se realizou no espa\u00e7o do Centro de Pesquisa e Forma\u00e7\u00e3o do Sesc, contando com uma eficiente equipe, sob a coordena\u00e7\u00e3o de Andrea de Araujo Nogueira. As atividades se desenvolveram em tr\u00eas ativos e intensos dias, com a participa\u00e7\u00e3o de seis conferencistas em mesas conjuntas de dois participantes, um nacional e outro estrangeiro. N\u00e9stor Garc\u00eda Canclini e Moacir dos Anjos abordaram as quest\u00f5es da globaliza\u00e7\u00e3o\/desglobaliza\u00e7\u00e3o e da viol\u00eancia sobre grupos \u00e9tnicos e seus corpos e as novas elabora\u00e7\u00f5es dos artistas. Nathalie Moureau e Maria Lucia Bueno focaram a tem\u00e1tica das cole\u00e7\u00f5es e dos arquivos de arte contempor\u00e2nea e suas repercuss\u00f5es no sistema da arte. Paul O\u2019Neill e M\u00f4nica Hoff desenvolveram suas falas e reflex\u00f5es sobre a arte como experi\u00eancia e como contrapedagogia, numa perspectiva de novas formas de encarar as pr\u00e1ticas art\u00edsticas no campo social. O evento contou com 137 comunica\u00e7\u00f5es inscritas, analisadas por uma comiss\u00e3o cient\u00edfica composta por 15 pesquisadores nacionais e internacionais de 13 diferentes institui\u00e7\u00f5es. Foram 56 comunica\u00e7\u00f5es aceitas e participando do evento, o que significa 59 pesquisadores apresentando trabalhos, de 15 diferentes universidades, mais duas institui\u00e7\u00f5es e pesquisadores independentes, englobando nove diferentes estados brasileiros e mais de 14 diferentes cidades. Houve para cada mesa de tr\u00eas comunica\u00e7\u00f5es a m\u00e9dia de uma hora de debates, o que possibilitou um real aprofundamento nas quest\u00f5es apresentadas, com retornos produtivos para as pesquisas. As inscri\u00e7\u00f5es para p\u00fablico ouvinte foram esgotadas no primeiro dia de abertura, referendando o sucesso da edi\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n<p>Agradecemos a todos os envolvidos por sua dedica\u00e7\u00e3o e sua compet\u00eancia. Consideramos que o evento vem cumprindo os prop\u00f3sitos para os quais foi criado e esperamos que possa continuar em sua trajet\u00f3ria, contribuindo para a forma\u00e7\u00e3o de massa cr\u00edtica e reflex\u00f5es em nossa \u00e1rea de estudos.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram publicados recentemente os textos apresentados no 2\u00b0 Simp\u00f3sio Internacional de Rela\u00e7\u00f5es Sist\u00eamicas da Arte &#8211; Arte Al\u00e9m da Arte, em formato de e-book, disponibilizado para download gratuitamente no site do SIRSA. 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