﻿{"id":1163,"date":"2017-12-14T18:02:31","date_gmt":"2017-12-14T18:02:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/?p=1163"},"modified":"2019-12-19T12:08:58","modified_gmt":"2019-12-19T12:08:58","slug":"guerrilla-girls-a-igualdade-de-genero-no-universo-da-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/guerrilla-girls-a-igualdade-de-genero-no-universo-da-arte\/","title":{"rendered":"GUERRILLA GIRLS: a igualdade de g\u00eanero no universo da arte"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/guerrilla1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-large wp-image-1164 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/guerrilla1-1024x512.jpg\" alt=\"guerrilla1\" width=\"1024\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/guerrilla1-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/guerrilla1-300x150.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/guerrilla1.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong><b>AS MULHERES PRECISAM ESTAR NUAS PARA ENTRAR NO MUSEU DE S\u00c3O PAULO? Apenas 6% dos artistas do acervo s\u00e3o mulheres, mas 60% dos nus s\u00e3o femininos.<\/b><\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esta frase, estampada em grandes cartazes provocativos, acompanhada de uma figura feminina com cabe\u00e7a de gorila reclinada \u00e9 parte das a\u00e7\u00f5es das <\/span><b>Guerrilla Girls<\/b> <span style=\"font-weight: 400;\">(<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Garotas guerrilheiras, em tradu\u00e7\u00e3o livre), que em 2017 estiveram no Brasil para um retrospectiva de 32 anos de seu trabalho. Elas<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">s\u00e3o artistas ativistas feministas. Mais de 55 pessoas foram membros do grupo ao longo desses anos. O anonimato faz parte e mant\u00e9m o foco nas quest\u00f5es problematizadoras . Elas usam m\u00e1scaras de gorila em p\u00fablico e usam de fato, humor e vis\u00f5es ultrajantes para expor g\u00eanero e v\u00edcios \u00e9tnicos, bem como corrup\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica, arte, cinema e cultura pop. Derrubam a ideia de uma narrativa convencional, revelando o quest\u00f5es atuais, negligenciado o injusto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As Guerrillas acreditam em um feminismo intersecional que luta contra a discrimina\u00e7\u00e3o e apoiam os direitos humanos para todas as pessoas e para todos os sexos. Fazem parte de seu trabalho mais de 100 projetos de rua, cartazes e adesivos em todo o mundo, incluindo Nova York, Los Angeles, Minneapolis, Cidade do M\u00e9xico, Istambul, Londres, Bilbao, Roterd\u00e3 e Xangai, para citar apenas alguns, incluindo o Brasil no ano de 2017. As Guerrilhas tamb\u00e9m est\u00e3o presentes com seus projetos e exposi\u00e7\u00f5es em museus, atacando-os justamente por seu mau comportamento e pr\u00e1ticas discriminat\u00f3rias diretamente em seus pr\u00f3prios muros, incluindo uma proje\u00e7\u00e3o furtiva sobre a desigualdade de renda tamb\u00e9m no meio da arte. \u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O grupo emprega\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Culture Jamming<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> na forma de p\u00f4steres, livros, outdoors e apari\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para expor problemas sociais. \u00a0<\/span><b><i>Culture jamming<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00e9 um termo relacionado com a<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> p\u00f3s-modernidade,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0em uso desde o in\u00edcio dos anos 80, que coloca em voga, \u00a0atrav\u00e9s do ativismo e da\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">street art<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0(apoiada numa\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">semi\u00f3tica <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">de guerrilha), as t\u00e9cnicas de anti consumismo, de forma a romper ou subverter a cultura\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">mainstream<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As Guerrilhas Girls pregam que:<em> \u201cPodemos ser qualquer um. N\u00f3s estamos em todo lugar<\/em><\/span><em><b>.\u201d \u00a0<\/b><\/em><\/p>\n<h2><strong><b>Guerrilla Girls h\u00e1 32 anos est\u00e3o em luta pela igualdade de g\u00eanero no universo da arte.<\/b><\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Recentemente, o Museu de Arte de S\u00e3o Paulo &#8211; MASP apresentou uma retrospectiva completa, com 116 trabalhos significativos, incluindo dois novos cartazes brasileiros, baseados nas obras mais conhecidas das Guerrilla Girls. Ambos tratam das dificuldades de ser uma artista num mundo da arte e numa hist\u00f3ria da arte dominados por homens<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">: As vantagens de ser uma artista mulher <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(1988\/2017). e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">As mulheres precisam estar nuas para entrar no Museu?<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (1989) e agora <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">no MASP?<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (2017) em que abordam o contraste entre o pequeno n\u00famero de artistas mulheres em compara\u00e7\u00e3o com o grande n\u00famero de nus femininos na exposi\u00e7\u00e3o do acervo no Metropolitan Museum de Nova York (5% e 85% em 1989, 4% e 76% em 2012) e no MASP (6% e 60% em 2017).<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/guerrilla2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"  wp-image-1165 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/guerrilla2.jpg\" alt=\"guerrilla2\" width=\"936\" height=\"369\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/guerrilla2.jpg 700w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/guerrilla2-300x118.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 936px) 100vw, 936px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><strong>\u201cAs mulheres precisam estar nuas para entrarem no Metropolitan Museum? Menos de 5% das artistas na sess\u00e3o de arte moderna s\u00e3o mulheres, mas 85% da nudez nas obras \u00e9 feminina\u201d<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O cartaz acima original do Metropolitan, atualizado agora para a mostra do Masp em 2017, faz a mesma pergunta: \u201c<em>As mulheres precisam estar nuas para entrar no Museu de Arte de S\u00e3o Paulo? E mostra n\u00fameros n\u00e3o muito diferentes do Metropolitan: no Masp, apenas 6% dos artistas em exposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o mulheres, mas 60% dos nus s\u00e3o femininos.\u201d<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/cartaz-gg-2-1200x530.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\" size-large wp-image-1166 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/cartaz-gg-2-1200x530-1024x452.jpg\" alt=\"cartaz-gg-2-1200x530\" width=\"1024\" height=\"452\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/cartaz-gg-2-1200x530-1024x452.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/cartaz-gg-2-1200x530-300x133.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/cartaz-gg-2-1200x530.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/cartaz-gg-1-1200x908.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-large wp-image-1167 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/cartaz-gg-1-1200x908-1024x775.jpg\" alt=\"cartaz-gg-1-1200x908\" width=\"1024\" height=\"775\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/cartaz-gg-1-1200x908-1024x775.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/cartaz-gg-1-1200x908-300x227.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/cartaz-gg-1-1200x908.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cThe Advantages of Being A Woman Artist\u201d obra original de 1988 tamb\u00e9m foi elaborado para a mostra do Masp, se chama: <em>\u201c As vantagens de ser uma artista mulher: Trabalhar sem press\u00e3o do sucesso. N\u00e3o ter que participar de exposi\u00e7\u00f5es com homens. Poder escapar de mundo da arte em seus quarto trabalhos como freelancer. Saber que sua carreira pode decolar quando voc\u00ea tiver oitenta anos. Estar segura de que, independentemente do tipo de arte que voc\u00ea faz, ser\u00e1 rotulada como feminina. N\u00e3o ficar presa \u00e0 seguran\u00e7a de um cargo de professor. Ver as suas ideias tomarem vida no trabalho dos outros. Ter a oportunidade de escolher sua carreira ou a maternidade. N\u00e3o ter que engasgar com aqueles charutos enormes nem ter que pintar vestindo ternos italianos. Ter mais tempo para trabalhar quando o seu homem lhe deixar por uma mulher mais nova, Ser inclu\u00edda em vers\u00f5es revistas da hist\u00f3ria da arte. N\u00e3o ter que passar pelo constrangimento de ser chamada de g\u00eanio. Ver sua foto em revistas de arte usando uma roupa de gorila.\u201d<\/em><\/p>\n<h2><strong>Porque devemos chamar aten\u00e7\u00e3o para descrimina\u00e7\u00e3o de mulheres no mundo da arte?<\/strong><\/h2>\n<h2>Essa \u00e9 resposta das guerrilheiras: aos homens ricos e brancos. S\u00e3o eles que sustentam os museus com doa\u00e7\u00f5es em dinheiro e obras de arte. Os museus n\u00e3o servem mais ao prop\u00f3sito de documentar a hist\u00f3ria da arte, mas a hist\u00f3ria do poder e do dinheiro, e elas demonstraram, por exemplo, que em 1989 que o valor pago por uma tela de Jasper Johns (US$ 17,7 milh\u00f5es) poderia comprar obras de 67 mulheres artistas consagradas, entre elas,<b><i> Sofonisba Anguisolla, Rosa Bonheur, Mary Cassat, Artemisia Gentileschi, Angelica Kauffmann, Lee Krasner, Judith Leyster, Berthe Morisot, Suzanne Valadon, Remedios Varo, Elizabeth Vig\u00e9e Le Brun, Frida Kahlo e Georgia O\u2019Keefe.<\/i><\/b><\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/imagedoc12-.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1168 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/imagedoc12-.gif\" alt=\"imagedoc12\" width=\"554\" height=\"428\" \/><\/a><\/p>\n<p><b><i>Quando o racismo e o machismo n\u00e3o estiverem mais na moda, quanto valer\u00e1 a sua cole\u00e7\u00e3o de arte? <\/i><\/b><i><span style=\"font-weight: 400;\">O mercado de arte n\u00e3o pagar\u00e1 milh\u00f5es de d\u00f3lares pelo trabalho de alguns poucos homens brancos para sempre. Pelos US $17,7 milh\u00f5es que voc\u00ea acaba de pagar por \u00fanico quadro de Jasper Johns, voc\u00ea poderia ter comprado pelo menos um trabalho de cada uma destas artistas n\u00e3o brancas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/09GUERRILLASJP3-master675.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1169 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/09GUERRILLASJP3-master675.jpg\" alt=\"09GUERRILLASJP3-master675\" width=\"675\" height=\"261\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/09GUERRILLASJP3-master675.jpg 675w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/09GUERRILLASJP3-master675-300x116.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><strong><b>Quantas mulheres realizaram exposi\u00e7\u00f5es individuais nos museus de Nova York no ano passado? <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">1895 \/ 2015<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_1170\" aria-describedby=\"caption-attachment-1170\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/download.jpe\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1170 \" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/download.jpe\" alt=\"download\" width=\"390\" height=\"519\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/download.jpe 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/download-226x300.jpe 226w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1170\" class=\"wp-caption-text\">Prezado Colecionador de Arte, Notamos que sua cole\u00e7\u00e3o, como a maior parte delas, n\u00e3o cont\u00e9m muitas obras de mulheres. Sabemos que voc\u00ea se sente p\u00e9ssimo com isso e ir\u00e1 corrigir a situa\u00e7\u00e3o imediatamente. Com carinho, Guerrilla Girls.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Confira o v\u00eddeo no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCNPZ8igdnGq27x23GiOR33A\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>canal no youtube<\/strong><\/a> das Guerrilla Girls, um trecho da entrevista e retrospectivas de alguns trabalhos em a\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<h3><em>\u201c O que \u00e9 bom para nossa imagem, \u00e9 quando voc\u00ea olha para as nossas m\u00e1scaras, voc\u00ea pensa, que o n\u00f3s representamos e defendemos \u00e9 a consci\u00eancia do mundo da arte e o que n\u00f3s sentimos, sobre a representa\u00e7\u00e3o do que existe sob da representa\u00e7\u00e3o de mulheres e minorias. E quando voc\u00ea v\u00ea, nosso logotipo basicamente, \u00e9 quando voc\u00ea nosso rosto. Isso \u00e9 o que n\u00f3s somos em frente ao que n\u00e3o \u00e9 pessoal.\u201d<\/em><\/h3>\n<p><iframe title=\"Guerrilla Girls Images and Projects 1985-2017\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6na5rSurXPE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO discurso que emerge da sequ\u00eancia de cartazes nessa retrospectiva pode ser enquadrado no discurso sobre pol\u00edticas da identidade que surgiu com o multiculturalismo no final da d\u00e9cada de 1980, particularmente nos Estados Unidos. E n\u00e3o surpreende que um cartaz de 1986 declare que \u201c\u00e9 ainda pior na Europa\u201d. No mesmo ano, outro cartaz das Guerillas traz uma lista de galerias e cr\u00edticas de arte em Nova York que declaravam pelo menos 30% das exposi\u00e7\u00f5es e dos textos a mulheres. Hoje, trinta anos depois, essa porcentagem seria considerada muito baixa. A quest\u00e3o de ra\u00e7a tamb\u00e9m surgiu em 1986 com o cartaz <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c Apenas 4 galerias comerciais em Nova York exibem mulheres negras. Apenas uma exibe mais do que uma.\u201d <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">O tema se repetiu v\u00e1rias vezes depois. [&#8230;]. A preocupa\u00e7\u00e3o com o maior equil\u00edbrio entre mulheres e homens artistas na arte moderna e contempor\u00e2nea (a quest\u00e3o \u00e9 muito mais dif\u00edcil com obras anteriores ao s\u00e9culo 20) se tornou quase uma norma, e n\u00e3o h\u00e1 curador de uma bienal de arte que n\u00e3o considere seriamente tais quest\u00f5es. Nos museus e na hist\u00f3ria da arte, muito do interesse renovado que observamos em artistas mulheres, n\u00e3o brancas ou que trabalham fora do eixo Europa-Estados Unidos ecoa tamb\u00e9m o trabalho das Guerrillas Girls\u201d (Adriano Pedrosa, diretor art\u00edstico, MASP).<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">As Guerrillas Girls nos provocam a pensar sobre o que consideramos arte, que artistas est\u00e3o legitimados a estar nos museus, acervos e grandes exposi\u00e7\u00f5es, e nas principais narrativas do que chamamos de \u201chist\u00f3ria da arte\u201d. Quantas mulheres artistas e artistas negros voc\u00ea tem na sua curadoria pessoal e no seu repert\u00f3rio de imagens art\u00edsticas? <\/span><\/h2>\n<\/blockquote>\n<p><strong><strong>\u00a0<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><strong><strong><em>Contribui\u00e7\u00e3o:<\/em>\u00a0Joe Nicolai \u2013 aluno de Artes Visuais (Licenciatura UFRGS<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fontes: <\/span><a href=\"https:\/\/www.guerrillagirls.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.guerrillagirls.com\/<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Cat\u00e1logo Guerrilla Girls MASP 1985-2017, Adriano Pedrosa. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong><br \/>\n<\/strong><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; AS MULHERES PRECISAM ESTAR NUAS PARA ENTRAR NO MUSEU DE S\u00c3O PAULO? Apenas 6% dos artistas do acervo s\u00e3o mulheres, mas 60% dos nus s\u00e3o femininos. Esta frase, estampada em grandes cartazes provocativos, acompanhada de uma figura feminina com cabe\u00e7a de gorila reclinada \u00e9 parte das a\u00e7\u00f5es das Guerrilla Girls (Garotas guerrilheiras, em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1165,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[293,238,282,291,292,294],"class_list":["post-1163","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artistas","tag-culture-jamming","tag-feminismo","tag-feminismo-na-arte","tag-guerrilla-girls","tag-igualdade-de-genero","tag-mulheres-artistas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1163","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1163"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1163\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1322,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1163\/revisions\/1322"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1165"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1163"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1163"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1163"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}