﻿{"id":1644,"date":"2018-10-19T20:08:16","date_gmt":"2018-10-19T20:08:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/?p=1644"},"modified":"2023-04-18T17:30:42","modified_gmt":"2023-04-18T17:30:42","slug":"expedicao-catastrofe-por-que-as-escolas-fecham","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/expedicao-catastrofe-por-que-as-escolas-fecham\/","title":{"rendered":"Expedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe: por que escolas fecham?"},"content":{"rendered":"<h4><\/h4>\n<figure id=\"attachment_1666\" aria-describedby=\"caption-attachment-1666\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/20180427131036980299o.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1666 size-full\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/20180427131036980299o.jpg\" alt=\"20180427131036980299o\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/20180427131036980299o.jpg 750w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/20180427131036980299o-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1666\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Pablo Lobato Fonte: <a href=\"https:\/\/www.uai.com.br\/app\/noticia\/pensar\/2018\/04\/27\/noticias-pensar,226266\/expedicao-catastrofe-artistas-analisam-fechamento-de-60-mil-escolas.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.uai.com.br\/app\/noticia\/pensar\/2018\/04\/27\/noticias-pensar,226266\/expedicao-catastrofe-artistas-analisam-fechamento-de-60-mil-escolas.shtml<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<h4><span style=\"font-weight: 400;\">Uma escola aberta tem barulho de crian\u00e7a, de professora, de sineta, de sirene, de brincadeiras, de aulas de matem\u00e1tica. Uma escola aberta tem cheiro de merenda na cozinha, de bala no recreio, de suor depois da aula de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, de tinta na aula de Artes. Uma escola aberta tem cor de giz no quadro verde, tem nome escrito na mesa, tem palavras inconfess\u00e1veis na porta do banheiro, tem chiclete colado embaixo da cadeira, tem flor de cartolina colorida no mural da escola. Nos corredores de uma escola aberta circulam ares de descoberta, do que est\u00e1 por vir, da vida em profus\u00e3o. Se na escola da cidade entram barulhos de carros e da vida urbana pulsante, na escola do campo, as janelas se abrem para o verde e para a imensid\u00e3o das dist\u00e2ncias de uma casa a outra. <\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"font-weight: 400;\">L\u00e1 na escola do campo, de vez em quando, um animal passa, todos se cumprimentam na estrada, e as professoras conhecem o nome de todos os pais. Tem professora que deu aula para alunos em muitos anos seguidos e os viu crescer: crian\u00e7a, jovem, quase adulto. Tem pai e m\u00e3e que tamb\u00e9m estudaram na escola e se v\u00eaem naquele espa\u00e7o, ocupado agora pelos filhos. Tem m\u00e3e que n\u00e3o sabe ler, mas diz que a professora pode fazer o que quiser com o seu filho para ele estudar. Tem crian\u00e7a que falta a aula para ajudar na lavoura. Tem crian\u00e7a que s\u00f3 usa uma roupa e o mesmo chinelo o ano todo. Tem dias que as professoras ganham laranjas e at\u00e9 lingui\u00e7a. Tem dias que a gente at\u00e9 sobe em \u00e1rvore com os alunos. Para ir na escola, \u00e0s vezes tem que pular mais de uma cerca e desviar dos bois pelo caminho. Na sala de aula para muitas s\u00e9ries, tem quadro dividido &#8211; tarefas para o terceiro ano de um lado e para o quarto ano, de outro. Uma folha de atividades para o segundo ano, e uma aten\u00e7\u00e3o maior para quem est\u00e1 aprendendo a ler suas primeiras palavras. L\u00e1 na cozinha, a merenda quase pronta, s\u00f3 dar mais uma mexidinha. Quando terminarem a leitura, podem ir comer. \u00a0\u201cSe estiver neblinando\u201d, avisa a m\u00e3e, n\u00e3o tem aula. Para ir embora, as professoras pegam carona e, se for de caminh\u00e3o, melhor ainda. E tem muita palavra inventada na escola, palavras que n\u00e3o est\u00e3o nos livros e nem nos repert\u00f3rios das professoras, mas elas existem e encantam. Cabe um mundo em uma escola.<\/span><\/h4>\n<p>Um dia, <a href=\"https:\/\/www.uai.com.br\/app\/noticia\/pensar\/2018\/04\/27\/noticias-pensar,226266\/expedicao-catastrofe-artistas-analisam-fechamento-de-60-mil-escolas.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">uma artista ouviu uma not\u00edcia no r\u00e1dio<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">: de 1995 a 2016 foram fechadas 60.065 escolas rurais no Brasil. <\/span><\/p>\n<h2><b>60.065<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><b>60.065. Sessenta mil e sessenta e cinco escolas foram fechadas no Brasil. <\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E por que escolas fecham? <\/span>Por que h\u00e1 poucos alunos, por que os pais mudam atr\u00e1s de melhor trabalho, por que professores s\u00e3o caros, por que mais vale gastar em \u00f4nibus para levar a uma escola maior do que investir em escolas integradas na comunidade, \u00e9 o que dizem os gestores.<\/p>\n<blockquote>\n<h3><b>\u2018\u2019Escolas \u2013 casebres, escolas-desertos, escolas-ermos; coberturas, paredes e funda\u00e7\u00f5es em desmoronamento; ervas daninhas invasoras de equipamentos p\u00fablicos; quadros negros silenciosos; mobili\u00e1rios pernetas, esfacelados. Ecos do vazio aberto pelas pol\u00edticas p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o, agricultura e urbaniza\u00e7\u00e3o.\u2019\u2019\u00a0<strong><span style=\"font-weight: 400;\">Trecho extra\u00eddo da p\u00e1gina do Expedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe <\/span><\/strong><\/b><\/h3>\n<\/blockquote>\n<h3><b><strong><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/strong><\/b><\/h3>\n<p>A inquieta\u00e7\u00e3o sobre a not\u00edcia abismal das <strong>ex-colas<\/strong> do campo levou Carolina Fonseca se reunir com um grupo de artistas, pesquisadores de diversas \u00e1reas e com atravessamentos distintos em seus processos criativos,\u00a0<span style=\"font-weight: 400;\">Laura Castro, \u00cdcaro Lira e Yuri Firmeza, Filipe Britto, Glayson Arcanjo e Pedro Britto, Alexandre Campos, Pablo Lobato e Renata Marquez,<\/span> a percorrer por entre tr\u00eas estados brasileiros: Bahia, Minas Gerais e Goi\u00e1s. Estados em que <strong><span style=\"font-weight: 400;\">escolas do campo foram fechadas em maior n\u00famero. A expedi\u00e7\u00e3o por entre as ru\u00ednas esquecidas ou o que restou das escolas fechadas, traz a tona <\/span><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">uma produ\u00e7\u00e3o est\u00e9tico pol\u00edtica descolonizada<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0que nos p\u00f5e a refletir sobre tempo, espa\u00e7o, sujeito, territ\u00f3rio e educa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><strong><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cS\u00e3o diferentes artistas que experimentam processos criativos m\u00faltiplos e reconhe\u00e7o neles um interesse singular nas rela\u00e7\u00f5es entre espa\u00e7o, imagem, restos, algo que emerge das rela\u00e7\u00f5es entre pr\u00e1ticas de espa\u00e7os, sujeitos, num tipo de documenta\u00e7\u00e3o expressiva, que n\u00e3o pretende representar nada, mas achar nas lat\u00eancias ind\u00edcios para instaurar sensa\u00e7\u00f5es\u201d, <a href=\"https:\/\/www.uai.com.br\/app\/noticia\/pensar\/2018\/04\/27\/noticias-pensar,226266\/expedicao-catastrofe-artistas-analisam-fechamento-de-60-mil-escolas.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">explica Carolina Fonseca<\/a>.\u00a0<\/span><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>A a\u00e7\u00e3o art\u00edstico pol\u00edtica realizada\u00a0 pelo grupo de artistas escancara atrav\u00e9s dos registros em fotografias e relatos escritos, os disparadores de um descaso de pol\u00edticas p\u00fablicas com as pessoas e fam\u00edlias\u00a0 que vivem no campo.\u00a0<span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 atrav\u00e9s dos relatos escritos<\/span>\u00a0e visuais que nos deslocamos pelos territ\u00f3rios devastados dos tr\u00eas estados percorridos pelos artistas. A primeira parada nos leva ao extremo sul da Bahia, onde h\u00e1 um n\u00famero expressivo de escolas ind\u00edgenas e quilombolas fechadas. Durante o caminho, somos levados at\u00e9 a Dona B, ao Seu Z\u00e9, ao C\u00f3rrego do Bacalhau, entramos em verdadeiros desertos ensolarados pra encontrarmos as escolas fechadas. Nos deparamos com relatos sens\u00edveis e muitos deles desacreditados das pessoas que vivem no campo e todo o seu processo de retomada das terras pelos latifundi\u00e1rios da regi\u00e3o.<\/p>\n<h1 class=\"entry-title\">Extremo sul da Bahia, Zona Remota<\/h1>\n<p style=\"text-align: right;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1645 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_2845.jpg\" alt=\"img_2845\" width=\"700\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_2845.jpg 700w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_2845-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"padding-left: 60px; text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u2018<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2019Cruzamos o cora\u00e7\u00e3o da cidade \u2013 a esta\u00e7\u00e3o a pra\u00e7a a igreja \u2013 e mergulhamos no labir\u00edntico\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">deserto verde*<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px; text-align: right;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">*T e r r a r r a s a d a \u00a0,<\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px; text-align: right;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">fica dilatando essa palavra na cabe\u00e7a, enquanto guio o carro pela estrada de terra.<\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px; text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Entre a vasta floresta de eucaliptos, uma casa aponta,<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px; text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Seu JL sorri<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px; text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Moram ali desde sempre. Os filhos j\u00e1 est\u00e3o criados. A escola fechou, sim, n\u00e3o tem mais crian\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px; text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Dona B desconfia<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px; text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Projeto? Mas que pesquisa \u00e9 essa? Pra quem? Pra que?<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px; text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Canto de olho, um jeito caboclo de interrogar com o corpo todo que fala, qualquer coisa que eu n\u00e3o posso, n\u00e3o consigo descrever<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A escola fechou porque n\u00e3o tem mais crian\u00e7a, mas eu queria estudar.\u2019\u2019<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px; text-align: right;\">\n<\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_1646\" aria-describedby=\"caption-attachment-1646\" style=\"width: 756px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1646 size-full\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_2931.jpg\" alt=\"img_2931\" width=\"756\" height=\"567\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_2931.jpg 756w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_2931-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 756px) 100vw, 756px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1646\" class=\"wp-caption-text\">Expedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe, imagem de divulga\u00e7\u00e3o. Fonte: https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_1652\" aria-describedby=\"caption-attachment-1652\" style=\"width: 760px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_2970.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1652 size-full\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_2970.jpg\" alt=\"img_2970\" width=\"760\" height=\"570\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_2970.jpg 760w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_2970-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 760px) 100vw, 760px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1652\" class=\"wp-caption-text\">Expedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe, imagem de divulga\u00e7\u00e3o. Fonte: https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/<\/figcaption><\/figure>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-1644 gallery-columns-3 gallery-size-full'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/expedicao-catastrofe-por-que-as-escolas-fecham\/img_3133\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"525\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_3133.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-1647\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_3133.jpg 700w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_3133-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-1647'>\n\t\t\t\tExpedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe, imagem de divulga\u00e7\u00e3o. Fonte: https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/expedicao-catastrofe-por-que-as-escolas-fecham\/img_3148\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"525\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_3148.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-1648\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_3148.jpg 700w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_3148-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-1648'>\n\t\t\t\tExpedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe, imagem de divulga\u00e7\u00e3o. Fonte: https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/expedicao-catastrofe-por-que-as-escolas-fecham\/img_3122\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"525\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_3122.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-1653\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_3122.jpg 700w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_3122-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-1653'>\n\t\t\t\tExpedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe, imagem de divulga\u00e7\u00e3o. Fonte: https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n<h1 style=\"padding-left: 60px; text-align: left;\">Goi\u00e1s, no deserto de agosto<\/h1>\n<blockquote><p>&#8221;A descoberta nos levou a uma estrada desoladora, a seca aqui est\u00e1 no cl\u00edmax e os ip\u00eas arroxeiam alguma esperan\u00e7a. Ap\u00f3s 6 longos quil\u00f4metros de d\u00favida, \u00a0s\u00e3o muitas constru\u00e7\u00f5es com fei\u00e7\u00e3o de abandono,\u00a0uma revela\u00e7\u00e3o inconfund\u00edvel. Na beira da estrada, sem eira nem beira estava a casa demolida, n\u00e3o s\u00f3 abandonada, \u00a0ex-cola, escola em frangalhos. Uma tarja azul \u00e0 \u00f3leo fazia um barrado, quase um uniforme estra\u00e7alhado. S\u00f3 o fog\u00e3o a lenha restava com alguma integridade. Est\u00e1vamos um pouco desprevenidos, e fizemos o registro com o celular.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<div id='gallery-2' class='gallery galleryid-1644 gallery-columns-3 gallery-size-full'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/expedicao-catastrofe-por-que-as-escolas-fecham\/img_4811\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"525\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_4811.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-1654\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_4811.jpg 700w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_4811-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-1654'>\n\t\t\t\tExpedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe, imagem de divulga\u00e7\u00e3o. Fonte: https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/expedicao-catastrofe-por-que-as-escolas-fecham\/img_4812\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"525\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_4812.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-1655\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_4812.jpg 700w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_4812-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-1655'>\n\t\t\t\tExpedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe, imagem de divulga\u00e7\u00e3o. Fonte: https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/expedicao-catastrofe-por-que-as-escolas-fecham\/img_4920\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"562\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_4920.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-1656\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_4920.jpg 1000w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/img_4920-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-1656'>\n\t\t\t\tExpedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe, imagem de divulga\u00e7\u00e3o. Fonte: https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n<h3 style=\"padding-left: 60px; text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\">Torre de Transmiss\u00e3o e Livro Objeto<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A necessidade de dar voz a tudo que presenciaram durante as expedi\u00e7\u00f5es levou-os pensar em uma a\u00e7\u00e3o que pudesse alertar para o fato praticamente ignorado do fechamento dessas escolas, expondo as m\u00faltiplas ex-escolas cobertas pelo esquecimento de uma pol\u00edtica governamental de cria\u00e7\u00e3o de escolas-polos e de reunifica\u00e7\u00e3o dos alunos para reduzir gastos.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1659\" aria-describedby=\"caption-attachment-1659\" style=\"width: 566px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1659 size-full\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/torre_1-1.jpg\" alt=\"torre_1 (1)\" width=\"566\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/torre_1-1.jpg 566w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/torre_1-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 566px) 100vw, 566px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1659\" class=\"wp-caption-text\">Expedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe, imagem de divulga\u00e7\u00e3o. Fonte: https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi em setembro de 2017 que o grupo realizou uma Torre de Transmiss\u00e3o em Goi\u00e2nia, a\u00e7\u00e3o realizada em uma \u00e1rea rural de Goi\u00e1s. Junto de colaboradores, os artistas leram os nomes das diversas escolas rurais fechadas. A a\u00e7\u00e3o\/performance\/instala\u00e7\u00e3o\/protesto teve dura\u00e7\u00e3o de 24 horas e foi transmitida ao vivo <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">por streaming e outros meios. Pablo Lobato registrou todo o evento que acarretou em um document\u00e1rio de trinta minutos que recebeu\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0apoio do programa Rumos pelo<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Ita\u00fa Cultural para l<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">an\u00e7ar o projeto <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><strong><em>Expedi\u00e7\u00e3o cat\u00e1strofe: por uma arqueologia da ignor\u00e2ncia<\/em>.\u00a0<\/strong>O<\/span>\u00a0livro-objeto mapeia e exp\u00f5e o quadro devastador das 60.055 escolas rurais fechadas. \u00a0A publica\u00e7\u00e3o do livro foi lan\u00e7ada em 14 de abril de 2018 no Espai &#8211; Ateli\u00ea, onde tamb\u00e9m ficou exposto um fragmento do v\u00eddeo da Torre de Transmiss\u00e3o junto de uma leitura coletiva.<\/p>\n<blockquote>\n<h2 style=\"padding-left: 60px; text-align: right;\">\u00a0 \u00a0&#8220;O Censo Escolar registrou o fechamento de 60.065 escolas rurais no per\u00edodo de 1995 a 2016. Ler os nomes das escolas fechadas cartografadas em todo o territ\u00f3rio rural brasileiro \u00e9 ressuscitar estat\u00edsticas de um arquivo morto e mudo. \u00c9 sobrepor datas, pessoas, homenagens e imagens ao dado estat\u00edstico est\u00e9ril&#8221;.<\/h2>\n<h2 style=\"padding-left: 60px; text-align: right;\"><\/h2>\n<p style=\"padding-left: 60px; text-align: right;\">\n<\/blockquote>\n<div id='gallery-3' class='gallery galleryid-1644 gallery-columns-3 gallery-size-full'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/expedicao-catastrofe-por-que-as-escolas-fecham\/19-07-43\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"760\" height=\"428\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/19-07-43.jpeg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-3-1661\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/19-07-43.jpeg 760w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/19-07-43-300x169.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 760px) 100vw, 760px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-3-1661'>\n\t\t\t\tExpedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe, imagem de divulga\u00e7\u00e3o. Fonte: https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/expedicao-catastrofe-por-que-as-escolas-fecham\/18-30-21\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"319\" height=\"425\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/18-30-21.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-3-1660\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/18-30-21.jpg 319w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/18-30-21-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 319px) 100vw, 319px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-3-1660'>\n\t\t\t\tExpedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe, imagem de divulga\u00e7\u00e3o. Fonte: https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/expedicao-catastrofe-por-que-as-escolas-fecham\/hqdefault_live\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"480\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/hqdefault_live.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-3-1657\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/hqdefault_live.jpg 480w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/hqdefault_live-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-3-1657'>\n\t\t\t\tExpedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe, imagem de divulga\u00e7\u00e3o. Fonte: https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n<blockquote>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">\u2018\u2019As salas de aula vazias foram transformadas em salas de visitas e quartos. Nos quadros verdes de li\u00e7\u00f5es remotas, ainda havia faixas, abeced\u00e1rios, desenhos infantis. O cen\u00e1rio era um palimpsesto.\u2019\u2019 \u2013 quando a escola vira casa \u2013 Renata Marquez (MG)<\/span><\/h3>\n<\/blockquote>\n<h3><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Rio Grande do Sul, regi\u00f5es como <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Vale do Sol, Bento Gon\u00e7alves e Boqueir\u00e3o do Le\u00e3o, tamb\u00e9m tiveram escolas rurais fechadas alheias ao conhecimento da popula\u00e7\u00e3o e do Comit\u00ea Estadual de Educa\u00e7\u00e3o do Campo. Ultimamente, escolas p\u00fablicas urbanas tamb\u00e9m tem sido fechadas. Entre 2017 e 2018 seis escolas de ensino fundamental e m\u00e9dio da rede estadual em Porto Alegre tamb\u00e9m foram fechadas, entre elas est\u00e3o as seguintes escolas:\u00a0 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Alberto Bins, Benjamin Constant, Oswaldo Aranha, Doutor Miguel Tostes, Marechal Mallet e Pl\u00e1cido de Castro<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O panorama de destrui\u00e7\u00e3o e descaso com as escolas e com a popula\u00e7\u00e3o rural segrega e prejudica a rela\u00e7\u00e3o que esses alunos t\u00eam com o pr\u00f3prio territ\u00f3rio, ou seja, seus h\u00e1bitos, necessidades, espa\u00e7o e os temas do campo. Ao deslocar essa camada da popula\u00e7\u00e3o rural para os centros urbanos, entende-se que se torna cada vez mais invi\u00e1vel o tr\u00e2nsito desses alunos e torna-se necess\u00e1rio pensar e reconstruir toda uma nova din\u00e2mica familiar-escolar bastante desgastante para que se consiga permanecer na escola, e o resultado disso \u00e9 a evas\u00e3o e a precariza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o do campo completamente desconectada das necessidades e subjetividades desses estudantes.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><em>Refletir sobre esse quadro suscita problematiza\u00e7\u00f5es mais profundas que extrapolam a geografia remota dessas escolas desertificadas e fechadas. Escancaram dimens\u00f5es fundantes do sentido de educa\u00e7\u00e3o, cultura, rural e urbano, que em articula\u00e7\u00e3o testemunham sobremaneira um retrato panor\u00e2mico do Brasil. O pretexto est\u00e9tico-pol\u00edtico aqui apresentado viabiliza processos de forma\u00e7\u00e3o e cr\u00edtica de artistas visuais, educadores, gestores p\u00fablicos, entre outros. Tanto a expedi\u00e7\u00e3o, quanto a exposi\u00e7\u00e3o e a publica\u00e7\u00e3o configuram plataformas de experimenta\u00e7\u00e3o e de atravessamentos entre as linguagens art\u00edsticas e outras \u00e1reas do conhecimento, tais como educa\u00e7\u00e3o, geografia, ci\u00eancia pol\u00edtica e ci\u00eancias agr\u00e1rias. Um projeto cuja tentativa \u00e9 estabelecer uma evid\u00eancia e paralelo com as miss\u00f5es art\u00edsticas e cient\u00edficas do Brasil col\u00f4nia, engajadas com processos de conquista, dom\u00ednio e captura do pr\u00f3prio territ\u00f3rio brasileiro, que passa pela produ\u00e7\u00e3o de conhecimento para viabiliz\u00e1-los.<\/em><\/p>\n<p><em>No caso da <strong>Expedi\u00e7\u00e3o cat\u00e1strofe: por uma arqueologia da ignor\u00e2ncia<\/strong>, viabilizar o acesso a tais bens culturais relegados \u00e0 inoper\u00e2ncia, \u00e0 inutilidade, \u00e0 invisibilidade, por fim, \u00e0 pr\u00f3pria destrui\u00e7\u00e3o e desaparecimento, evoca uma perspectiva de descoloniza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria dimens\u00e3o rural deste pa\u00eds. Trata-se de uma contraposi\u00e7\u00e3o aos regimes de visibilidade hegem\u00f4nicos substancialmente consolidados pelo axioma da modernidade, que por sua vez passa pela nega\u00e7\u00e3o do rural. Criar outro regime de visibilidade deste parque arqueol\u00f3gico pressup\u00f5e um posicionamento pol\u00edtico interessado em evidenciar a <strong>agonia dos des\u00edgnios da modernidade<\/strong> e suas territorialidades constitutivas ( Fonte: <a href=\"https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/<\/a> )<br \/>\n<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h2 style=\"text-align: right;\">O que pode uma escola? Quando uma escola fecha, quantas possibilidades se desfazem?<\/h2>\n<p>Texto e pesquisa: Luciana Gruppelli Loponte e C\u00e9u<\/p>\n<p><strong>Para saber mais:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Sobre a Expedi\u00e7\u00e3o Cat\u00e1strofe:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/expedicaocatastrofeblog.wordpress.com\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.uai.com.br\/app\/noticia\/pensar\/2018\/04\/27\/noticias-pensar,226266\/expedicao-catastrofe-artistas-analisam-fechamento-de-60-mil-escolas.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.uai.com.br\/app\/noticia\/pensar\/2018\/04\/27\/noticias-pensar,226266\/expedicao-catastrofe-artistas-analisam-fechamento-de-60-mil-escolas.shtml<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.itaucultural.org.br\/rumos-2015-2016-expedicao-catastrofe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.itaucultural.org.br\/rumos-2015-2016-expedicao-catastrofe<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.belohorizonte.mg.gov.br\/evento\/2018\/04\/lancamento-livro-e-video-expedicao-catastrofe-por-uma-arqueologia-da-ignorancia-e-lei\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.belohorizonte.mg.gov.br\/evento\/2018\/04\/lancamento-livro-e-video-expedicao-catastrofe-por-uma-arqueologia-da-ignorancia-e-lei<\/a> sobre o livro-objeto<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.otempo.com.br\/divers%C3%A3o\/magazine\/entre-ru%C3%ADnas-e-resist%C3%AAncias-1.1423696\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.otempo.com.br\/divers%C3%A3o\/magazine\/entre-ru%C3%ADnas-e-resist%C3%AAncias-1.1423696<\/a><\/p>\n<p>&#8211; Sobre fechamento de escolas no Brasil:<\/p>\n<p>Governo do RS fecha escolas<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/rs\/rio-grande-do-sul\/noticia\/governo-do-estado-fecha-seis-escolas-por-queda-no-numero-de-estudantes-em-porto-alegre.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/g1.globo.com\/rs\/rio-grande-do-sul\/noticia\/governo-do-estado-fecha-seis-escolas-por-queda-no-numero-de-estudantes-em-porto-alegre.ghtml<\/a><\/p>\n<p>Cresce o n\u00famero de escolas fechadas no campo no Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2018\/02\/09\/cresce-o-numero-de-escolas-fechadas-no-campo-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2018\/02\/09\/cresce-o-numero-de-escolas-fechadas-no-campo-no-brasil\/<\/a><\/p>\n<p>Em 19 anos, 209.195 escolas rurais foram fechadas no Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.dm.com.br\/cotidiano\/2018\/06\/em-19-anos-209-195-escolas-rurais-foram-fechadas-no-brasil.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.dm.com.br\/cotidiano\/2018\/06\/em-19-anos-209-195-escolas-rurais-foram-fechadas-no-brasil.html<\/a><\/p>\n<p>Desmonte da rede p\u00fablica do Rio j\u00e1 conta com 231 escolas fechadas<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/educacao\/2017\/12\/desmonte-da-rede-publica-do-rio-ja-conta-com-231-escolas-fechadas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/educacao\/2017\/12\/desmonte-da-rede-publica-do-rio-ja-conta-com-231-escolas-fechadas<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma escola aberta tem barulho de crian\u00e7a, de professora, de sineta, de sirene, de brincadeiras, de aulas de matem\u00e1tica. Uma escola aberta tem cheiro de merenda na cozinha, de bala no recreio, de suor depois da aula de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, de tinta na aula de Artes. Uma escola aberta tem cor de giz no quadro verde, tem nome escrito na mesa, tem palavras inconfess\u00e1veis na porta do banheiro, tem chiclete colado embaixo da cadeira, tem flor de cartolina colorida no mural da escola. Nos corredores de uma escola aberta circulam ares de descoberta, do que est\u00e1 por vir, da vida em profus\u00e3o. Se na escola da cidade entram barulhos de carros e da vida urbana pulsante, na escola do campo, as janelas se abrem para o verde e para a imensid\u00e3o das dist\u00e2ncias de uma casa a outra.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1666,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[178,181,379,377,378,333],"class_list":["post-1644","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artistas","tag-arte","tag-escola","tag-escolas-do-campo","tag-expedicao-catastrofe","tag-expedicoes","tag-politicas-educacionais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1644","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1644"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1644\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44401,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1644\/revisions\/44401"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1666"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}