﻿{"id":1830,"date":"2019-02-06T00:32:46","date_gmt":"2019-02-06T00:32:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/?p=1830"},"modified":"2019-12-18T21:39:29","modified_gmt":"2019-12-18T21:39:29","slug":"como-comecar-uma-aula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/como-comecar-uma-aula\/","title":{"rendered":"COMO COME\u00c7AR UMA AULA?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/3.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-646\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/3.jpg\" alt=\"3\" width=\"448\" height=\"292\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/3.jpg 500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/3-300x196.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Hicham Benohoud: Foto da s\u00e9rie <i>La <\/i><i>salle de <\/i><i>classe<\/i> (2000-2002)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><span style=\"font-weight: 400;\">Para come\u00e7ar \u00e9 preciso dar um salto&#8230;<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><span style=\"font-weight: 400;\">O come\u00e7o \u00e9 mais dif\u00edcil&#8230;<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><span style=\"font-weight: 400;\">Come\u00e7ar \u00e9 f\u00e1cil&#8230;<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><span style=\"font-weight: 400;\">Come\u00e7ar?<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Os anos come\u00e7am e terminam assim como os nossos calend\u00e1rios nas escolas e universidades. S\u00e3o planejamentos de um lado, datas, projetos, a\u00e7\u00f5es, mais datas, mais projetos, mais encontros de planejamento, ideias, sempre muitas ideias, tamb\u00e9m tem vontades e desejos, mas, <\/span><b><i>como come\u00e7ar uma aula?<\/i><\/b><b>\u00a0\u00a0<\/b>Como organizar o momento inicial que vai permitir o esbo\u00e7o dos contornos, as rela\u00e7\u00f5es, as fronteiras daquilo que queremos? Essas e outras perguntas se multiplicam nas cabe\u00e7as de muitas professoras e professores e s\u00e3o elas e eles que ajudam a pensar esse instante.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O come\u00e7o de uma aula \u00e9 o que vai dizer como a sequ\u00eancia dela ser\u00e1. Mas nem sempre isso \u00e9 verdade, \u00e0s vezes ela come\u00e7a de um jeito e se desenrola por caminhos muitos diferentes, depende se voc\u00ea est\u00e1 atenta a isso. Ent\u00e3o, eu come\u00e7aria uma aula estando atenta aos alunos. Provavelmente ter pelo menos l\u00e1pis, papel, quadro e giz j\u00e1 baste para come\u00e7ar qualquer aula. Pensando melhor, no final de contas o que menos importar\u00e1 ser\u00e3o os materiais, a escuta \u00e9 essencial. Ent\u00e3o, eu come\u00e7aria uma aula estando dispon\u00edvel ao encontro, se n\u00e3o, a aula n\u00e3o sair\u00e1 do come\u00e7o e n\u00e3o seguir\u00e1 o fluxo que desenrola para o meio e o fim &#8211; mesmo que o fim n\u00e3o seja exatamente um ponto mas uma ponte.\u201d<\/span><\/i><\/p>\n<h3 style=\"text-align: right;\"><b>Lu Rabello<\/b> <span style=\"font-weight: 400;\">(Artista e Educadora: Porto Alegre\/RS)<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEu come\u00e7o depois de j\u00e1 ter escarafunchado muito as minhas ideias. Penso na disciplina, penso na turma, penso no conte\u00fado, penso no objetivo daquele dia, e vou experimentando ideias. Separo material, me injeto questionamentos: come\u00e7o com uma interven\u00e7\u00e3o mais desassossegado ou come\u00e7o do come\u00e7o, apresentando os objetivos, bem comportado? Come\u00e7o sondando as expectativas do grupo ou come\u00e7o despejando sobre eles as minhas expectativas? Aposto na surpresa ou invisto no que \u00e9 mais previs\u00edvel? Enfim: nunca \u00e9 uma resposta simples. O que \u00e9 bacana \u00e9 que nesse exerc\u00edcio de possibilidades acabo colecionando alternativas e, municiado com um bom arsenal de artefatos (um texto, uns slides, um v\u00eddeo, uma m\u00fasica, um dilema, um jogo et cetera), adentro a sala e vou, mergulho, me atiro. Quando come\u00e7o, j\u00e1 n\u00e3o sei mais como comecei. A infiltra\u00e7\u00e3o das almas acontece e a aula deslancha, em um movimento complexo, multidirecional de sedu\u00e7\u00f5es, conquistas, desafios, golpes, resist\u00eancias, fala\u00e7\u00f5es, contrapontos. E, quando eu vejo, terminou o tempo.\u201d<\/span><\/i><\/p>\n<h3><b>Marcos Villela Pereira<\/b> <span style=\"font-weight: 400;\">(Professor da Escola de Humanidade da PUC RS: Porto Alegre\/RS)<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u201cPra mim \u00e9 um desafio, a cabe\u00e7a vira um tornado\u00a0 um turbilh\u00e3o de coisas, ideias, imagina\u00e7\u00e3o&#8230;Mas, a\u00ed vem aquela coisa que me engole, &#8220;o tempo&#8221;&#8230;O que fazer com <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">uma\u00a0aula<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0por semana em cada turma?\u00a0<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ai come\u00e7o a focar em alguns pontos que pra mim s\u00e3o importantes. Primeiro, me coloco no lugar do aluno: como \u00a0aquele assunto, vai chegar na cabe\u00e7a deles? Como vou chegar at\u00e9 eles sem passar por cima, como um trator, sem ser excludente ou tendenciosa?\u00a0<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Tento me aproximar da linguagem, dos gostos e das prefer\u00eancias . Fa\u00e7o tamb\u00e9m uma pesquisa com meus pr\u00f3prios filhos adolescentes, \u00e9 como se tivesse um laborat\u00f3rio em casa.<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">E a\u00ed preparo \u00a0a aula de acordo com o material que a escola utiliza ,mas, claro que as minhas conex\u00f5es v\u00e3o muito al\u00e9m&#8230;..Relaciono conte\u00fado com filmes, hist\u00f3rias, hist\u00f3rias de vida das pessoas da comunidade, imagens, propagandas, livros e assim vai.\u00a0<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Muitas vezes me decepciono por n\u00e3o conseguir mostrar e falar tudo&#8230;.<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Outras porque os alunos n\u00e3o se interessaram ou porque n\u00e3o consegui encant\u00e1-los&#8230;. Ou me encanto, quando o assunto flui mais do que o previsto e\u00a0a gente faz muitas conex\u00f5es e escalas&#8230; Enfim,\u00a0decolamos, paramos, fizemos escalas e conex\u00f5es&#8230;.Rumo ao conhecimento.\u201d<\/span><\/i><\/p>\n<h3 style=\"text-align: right;\"><b>Morgane Gasparetto<\/b> <span style=\"font-weight: 400;\">(Professora de Arte da Rede Privada : Xanxer\u00ea\/SC)<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Antes de entrar no conte\u00fado que for, antes disso, acredito que falar sobre os nossos cotidianos (o meu e o dos meus estudantes), sempre fez e far\u00e1 parte de todos os in\u00edcios de minhas<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0aulas<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">. Imposs\u00edvel ser indiferente ao que vivemos no dia-a-dia. Sim, aquelas pessoas que te acompanhar\u00e3o em v\u00e1rios encontros, por meses, tem sede de novos saberes, mas tamb\u00e9m querem aten\u00e7\u00e3o, afeto; ent\u00e3o conversar sobre as nossas experi\u00eancias cotidianas sempre ser\u00e1 o primeiro momento de <\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">uma\u00a0aula.<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\"> E, ao passar a falar sobre qualquer conte\u00fado, em qualquer lugar \u00e9 preciso, antes, fazer essa conex\u00e3o, saber das pessoas, de suas experi\u00eancias, porque se eu n\u00e3o souber nada sobre esses sujeitos com os quais conviverei, penso que n\u00e3o conseguirei que eles se interessem por qualquer conte\u00fado que eu pretenda trabalhar.&#8221;<\/span><\/i><\/p>\n<h3><b>Celso Vitelli<\/b> <span style=\"font-weight: 400;\">(Professor do Instituto de Artes da UFRGS: Porto Alegre\/RS)<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Segundo Elliot Eisner (2003), o caminho seguro para o fracasso \u00e9 confiar excessivamente no planejamento e para isso devemos propor em nossas aulas a &#8220;busca pela surpresa &#8220;. Mas, como ser\u00e1 a primeira aula? N\u00e3o h\u00e1 apresenta\u00e7\u00e3o do assunto, desta forma os alunos no primeiro dia de aula s\u00e3o convocados a ir at\u00e9 um centro de arte. Ao chegar l\u00e1, \u00e9 solicitado a eles, olhar e tomar notas do que mais os surpreende. Ent\u00e3o constru\u00edmos o conhecimento conjunto a partir do que observamos, vivemos e experimentamos. O que \u00e9 esperado no primeiro dia de aula na universidade ?<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">O que os professores costumam fazer no primeiro dia de aula com a turma? O mais comum seria apresentar o programa que inclui objetivos, metodologia, compet\u00eancias, conte\u00fados, crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o, bibliografia &#8230; E que acabam por retroalimentar muitos dos modelos que j\u00e1 est\u00e3o impregnados.\u00a0<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Se queremos aprender a imaginar e desenvolver outros modelos poss\u00edveis, devemos ousar realiz\u00e1-los e mostr\u00e1-los. Para os alunos, isso gera confus\u00e3o e uma desorienta\u00e7\u00e3o: &#8220;O que estamos fazendo aqui? O que isso tem a ver com o assunto?&#8221; \u00c9 o que algumas pessoas dizem &#8230; Mas, \u00e9 o que todos eles sentem e vivem.\u00a0<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">A voz de nossos alunos demonstra a confus\u00e3o inicial, colocando-a ao mesmo tempo como um aspecto-chave para ampliar os olhares e possibilidades para outras formas de ensinar e aprender. Comece dessa maneira e avise-os de que algo diferente acontecer\u00e1 ao longo das aulas.\u00a0<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Certa vez, Lara, uma aluna, do curso de Educa\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria na Universitat de Lleida, disse: \u201cLa Panera? O que \u00e9 isto de La Panera? Um museu? Afff, por que eu tenho que ir a um museu se eu quiser ser uma professora? &#8230; Eu n\u00e3o sabia o motivo dessa visita, mas quando vi a exposi\u00e7\u00e3o, a porta da imagina\u00e7\u00e3o se abriu para mim &#8230; &#8220;<\/span><\/i><\/p>\n<h3 style=\"text-align: right;\"><b>Gl\u00f3ria Jov\u00e9<\/b> <span style=\"font-weight: 400;\">(Professora da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o, Psicologia e Trabalho Social da Universitat de Lleida: Lleida\/Espanha)<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOlho bem para o programa daquela turma e leio v\u00e1rias vezes os assuntos das aulas que o comp\u00f5e. E assim vou deixando que ideias, refer\u00eancias, po\u00e9ticas, pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas passeiem pela minha mente. Meu atelier mental \u00e9 acionado, cruzando conceitos e pr\u00e1ticas. Ent\u00e3o come\u00e7o uma constru\u00e7\u00e3o intelectual e intuitiva sobre o planejamento daquela aula e consequentemente, visualizo uma prov\u00e1vel sequ\u00eancia did\u00e1tica. Se ainda for necess\u00e1rio, recorro a internet e meus livros para novas buscas e atualiza\u00e7\u00f5es de informa\u00e7\u00f5es. Para quem conta com apenas uma aula por semana, restringir um assunto a meros 50 minutos \u00e9 quase imposs\u00edvel. Dessa forma j\u00e1 tenho em mente que \u00e9 preciso uma sequ\u00eancia que garanta minimamente um contato com a arte, que gere sentido nos estudantes.\u201d<\/span><\/i><\/p>\n<h3><b>Andr\u00e9a Senra Coutinho<\/b> <span style=\"font-weight: 400;\">(Professora de Arte do Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o XXIII da <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Universidade Federal de Juiz de Fora: Juiz de Fora\/MG)<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O desafio de fazer uma aula interessante \u00e9 o que me move ANTES de entrar em cena.\u00a0<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Tento me colocar no lugar das pessoas que ir\u00e3o interagir comigo, ent\u00e3o busco refer\u00eancias diversas para prepara\u00e7\u00e3o do material que irei trabalhar. Com isso, vou me alimentando, ampliando meus repert\u00f3rios e navegando nas possibilidades de como desenvolverei minhas propostas, preciso ter repert\u00f3rios variados para ter &#8220;elasticidade&#8221; para lidar com as refer\u00eancias dxs outrxs.\u00a0<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">A aula em si\u00a0&#8211; eu e o grupo &#8211; dependendo da situa\u00e7\u00e3o, come\u00e7a com a modifica\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o e em como vou apresentar os materiais. Se \u00e9 \u00a0uma aula-atelier, disponibilizo os materiais, livros, filmes, em mesas como se fosse um banquete (talvez por influ\u00eancia da Lucimar Bello), esta &#8220;montagem&#8221; serve como convite pois quero uma aproxima\u00e7\u00e3o curiosa dxs participantes. Observo como as pessoas interagem, ou n\u00e3o, e da\u00ed come\u00e7o a conversa. Tamb\u00e9m modifico a configura\u00e7\u00e3o da sala, \u00e0s vezes retiro todas as cadeiras, fa\u00e7o arranjos n\u00e3o convencionais. Se \u00e9 uma aula expositiva, tamb\u00e9m fa\u00e7o modifica\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o, preparo imagens &#8220;mobilizadoras&#8221; e deixo elas projetadas e \u00e9 a partir das rea\u00e7\u00f5es com as imagens que inicio o trabalho. Deste modo, nunca sei exatamente como ser\u00e1 desenrolada a aula naquele roteiro pr\u00e9-configurado, mas \u00e9 justamente isso que me move: ter uma inten\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica inicial e me mover conforme os acontecimentos.<\/span><\/i><\/p>\n<h3 style=\"text-align: right;\"><b>Susana Rangel<\/b> <span style=\"font-weight: 400;\">(Professora aposentada da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, diretora e professora do Amarelo Van Gogh: Educa\u00e7\u00e3o e Arte)<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Para o in\u00edcio de uma\u00a0<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">aula<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0de Arte creio que o mais interessante \u00e9 despertar logo a curiosidade dos alunos na\u00a0entrada da sala.\u00a0 Quando se fala\u00a0dos alunos menores, a curiosidade deles \u00e9 agu\u00e7ada quando levamos uma caixa colorida para a sala. Antes de adentrar no ambiente,\u00a0os questionamentos j\u00e1 iniciam, o legal \u00e9 levantar um suspense ao perguntar sobre o que eles acham que pode ter na caixa. Ent\u00e3o, podemos ir retirando o que tem na caixa(objetos para explicar tridimensionalidade e bidimensionalidade)\u00a0 e ir questionando sobre o que \u00e9, brincando com os objetos e nomeando. Paralelamente a isso, vou estabelecendo rela\u00e7\u00f5es entre os objetos da sala, formas geom\u00e9tricas e s\u00f3lidos geom\u00e9tricos. Posteriormente abordo algumas produ\u00e7\u00f5es de arte em diferentes composi\u00e7\u00f5es e sigo estabelecendo as rela\u00e7\u00f5es&#8230;\u201d<\/span><\/i><\/p>\n<h3><b>Evyli Vanin<\/b> <span style=\"font-weight: 400;\">(Professora de arte da Rede P\u00fablica de Ensino do Paran\u00e1: Realeza\/PR)<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E voc\u00ea, como come\u00e7a a sua aula? Envie sua resposta e aumente essa conversa sobre os instantes em que come\u00e7amos a esbo\u00e7ar\u00a0o in\u00edcio de uma aula, o primeiro encontro, a a\u00e7\u00e3o primeira para por-se em disponibilidade para uma poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o de aprendizagens.<strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/strong>Por<strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><b>Daniel Bruno Momoli<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">(danielmomoli@hotmail.com)<\/span><\/p>\n<h4><i><span style=\"font-weight: 400;\">Doutorando e Mestre em Educa\u00e7\u00e3o sob orienta\u00e7\u00e3o da Profa. Dra. Luciana Gruppelli Loponte na linha de pesquisa Arte, Linguagem e Curr\u00edculo no Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. \u00c9 membro do <\/span><\/i><b><i>Arteversa<\/i><\/b><i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 Grupo de estudo e pesquisa em arte e doc\u00eancia.<\/span><\/i><\/h4>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/strong><i><span style=\"font-weight: 400;\">As Professoras e Professores que constroem a polifonia desse texto receberam um e-mail com uma situa\u00e7\u00e3o disparadora e aceitaram a participar dessa proposta de compartilhar seus modos de pensar o come\u00e7o de uma aula. A elas e eles o nosso agradecimento pela participa\u00e7\u00e3o nesta atividade.<\/span><\/i><strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hicham Benohoud: Foto da s\u00e9rie La salle de classe (2000-2002) Para come\u00e7ar \u00e9 preciso dar um salto&#8230; O come\u00e7o \u00e9 mais dif\u00edcil&#8230; Come\u00e7ar \u00e9 f\u00e1cil&#8230; Come\u00e7ar? Os anos come\u00e7am e terminam assim como os nossos calend\u00e1rios nas escolas e universidades. 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