﻿{"id":1883,"date":"2019-03-01T01:45:41","date_gmt":"2019-03-01T01:45:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/?p=1883"},"modified":"2019-12-18T21:39:29","modified_gmt":"2019-12-18T21:39:29","slug":"contaminacoes-interdisciplinares-com-marrons-enferrujados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/contaminacoes-interdisciplinares-com-marrons-enferrujados\/","title":{"rendered":"POR QUE NECESSITAMOS MUDAR AS PR\u00c1TICAS E MUDAR AS FORMAS DE VIDA?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0CONTAMINA\u00c7\u00d5ES INTERDISCIPLINARES COM MARRONS ENFERRUJADOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como todos os anos, a primeira aula come\u00e7a com todas as alunas, futuras professoras de Educa\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria, fora das salas de aula da universidade. No ano acad\u00eamico de 2017-2018, iniciamos nossas atividades com a \u00a0exposi\u00e7\u00e3o <em><a href=\"https:\/\/www.lacasaencendida.es\/exposiciones\/bibliotecas-insolitas-7219\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bibliotecas Ins\u00f3litas<\/a><\/em>,\u00a0com curadoria de Gl\u00f2ria Picazo, que aconteceu de 16 de junho a 10 de setembro de 2017 na <a href=\"https:\/\/www.lacasaencendida.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Casa Encendida de Madri<\/a>. Nas palavras da curadora:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cObservamos a biblioteca como a hist\u00f3ria de uma quimera, de uma ilus\u00e3o, de um sonho imposs\u00edvel, j\u00e1 que entend\u00ea-la como um recipiente capaz de cobrir toda a mem\u00f3ria do mundo, sempre acabar\u00e1 sendo uma&#8221; utopia inating\u00edvel &#8220;. Mas existem muitas varia\u00e7\u00f5es poss\u00edveis desse conceito de biblioteca completa, que pode ser encontrado em bibliotecas pessoais, diversas, subjetivas, an\u00e1rquicas e incomuns, se as analisarmos a partir dos c\u00e2nones tradicionais que se aplicam aos profissionais de biblioteconomia.<\/em><em>Bibliotecas Ins\u00f3litas re\u00fanem em um s\u00f3 projeto a ideia de uma &#8220;biblioteca infinita&#8221;, insaci\u00e1vel, sempre em mudan\u00e7a e aberta a todo tipo de conhecimento, com contribui\u00e7\u00f5es de artistas contempor\u00e2neos que, do final dos anos sessenta at\u00e9 a atualidade, revisaram (ou revisitaram) a ideia de biblioteca, arquivo e livro como fonte inesgot\u00e1vel de conhecimento (\u2026 ), como imagina Jorge Luis Borges, como um espa\u00e7o em que o conhecimento transborda e as incertezas dominam a ideia dessa &#8221; biblioteca infinita &#8221; que persiste desde tempos imemoriais. Bibliotecas m\u00edticas como Alexandria, particular e subjetiva como a de Michel de Montaigne, ut\u00f3pica como os projetos arquitet\u00f4nicos de \u00c9tienne-Louis Boull\u00e9e no s\u00e9culo XVIII, at\u00e9 mesmo aceitar e questionar a &#8220;nuvem&#8221; como aquele imenso arquivo que recolhe a enorme quantidade de dados gerados pela sociedade de hoje configurar o campo de reflex\u00e3o sobre o qual sustenta esta exposi\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cinta Arbon\u00e9s, Ariadna Bonjorn, Thais Carbonell, Judith Fernandez, Andrea Lobo, Maria Serveto y Joan Solsona (alunas do curso de Educa\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria na Universidade de Lleida &#8211; Espanha), em uma atividade de deriva pela cidade de Lleida, s\u00f3 conseguiram ver a parte negativa da cidade: cartazes dizendo \u00e9 &#8220;proibido pintar&#8221;, al\u00e9m de sujeira, espa\u00e7os abandonados, cheios de grama e detritos, assoalhos inacabados, grafitados e danificados antes de ser habitado, portas de t\u00e1buas, etc &#8230; e decidiram construir o projeto &#8220;a cidade nos mata&#8221;. Entendemos que era um projeto que poderia levar a uma leitura negativa e pouco potencializadora em rela\u00e7\u00e3o a pr\u00f3pria cidade. Ent\u00e3o as convidamos para uma nova deriva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sa\u00ed do encontro de orienta\u00e7\u00e3o e fui at\u00e9 o Sal\u00e3o de Beleza <em>Hoho<\/em>, pois, h\u00e1 algumas semanas, havia marcado um hor\u00e1rio para cortar o cabelo. Cheguei, coloquei o avental e Rosa, a cabeleireira, me pergunta: como sempre? Eu respondo <em>sim, como sempre<\/em>. Rosa vai at\u00e9 seu arquivo, procura meu nome entre algumas fichas que estavam em uma dessas caixa-arquivo, l\u00ea as informa\u00e7\u00f5es que necessita e a coloca de volta. Ent\u00e3o prepara a tinta que dar\u00e1 ao meu cabelo uma cor mais uniforme. Enquanto ela procurava minha ficha no arquivo, n\u00e3o conseguia parar de pensar que elas estavam arquivando fichas como se fazia antigamente nas bibliotecas. Ent\u00e3o me perguntava, seriam as duas caixas-arquivo de Rosa, parte de uma <em>biblioteca ins\u00f3lita<\/em>?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-1880\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva1.jpg\" alt=\"Diapositiva1\" width=\"734\" height=\"551\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva1.jpg 960w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 734px) 100vw, 734px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Imagem 1- Caixas-arquivo do Sal\u00e3o de Beleza<em> Hoho. &#8220;<\/em>Uma biblioteca ins\u00f3lita?&#8221;. Fotografia da autora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As caixas-arquivo de Rosa e o encontro com as estudantes do projeto &#8220;a cidade nos mata&#8221; me incentivaram a lev\u00e1-las at\u00e9 o Sal\u00e3o de Beleza para que pudessem conhecer aquelas fichas. Embora houvesse um estranhamento por parte delas, fomos juntas. Ent\u00e3o come\u00e7amos a olhar as informa\u00e7\u00f5es que estavam nas fichas guardadas nas caixas. Ali estavam o nome das clientes e ao lado havia muitos n\u00fameros. Eram os n\u00fameros das tinturas de cabelo de cada cliente. As alunas come\u00e7aram a investigar as 314 clientes e toda a varia\u00e7\u00e3o de cores, era uma infinidade de nuances e matizes. O banco de dados foi muito extenso e isso as levou a focar em 10% das clientes. Ao mesmo tempo, elas fizeram um estudo exaustivo de uma delas, Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No sal\u00e3o havia v\u00e1rias mechas de cabelos guardados, ent\u00e3o junto com Rosa e Roc\u00edo,\u00a0 as cabelereiras do Sal\u00e3o <em>Hoho, <\/em>os alunos testaram os tons utilizados por Maria durante 3 anos. Maria pintava o cabelo em um tom de vermelho, no entanto desenvolveu um tipo de intoler\u00e2ncia e teve que parar, hoje seus cabelos s\u00e3o brancos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-1881\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva2.jpg\" alt=\"Diapositiva2\" width=\"719\" height=\"539\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva2.jpg 960w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 719px) 100vw, 719px\" \/>Imagem 2:\u00a0Cabelos tingidos. Fotografia da autora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando elas estavam pintando as mechas descobriram que Maria sempre quis uma cor de base marrom, mas com alguns toques de cobre, e isso exigia a introdu\u00e7\u00e3o de uma combina\u00e7\u00e3o para que o marrom ficasse em um tom enferrujado. Elas tamb\u00e9m experimentaram essas diferentes cores em papel, pois, quando voc\u00ea pinta um papel com tinta, outras coisas podem acontecer. Era uma refer\u00eancia a Andy Warhol e as alunas afirmavam que: \u201cele sempre pintava pessoas muito conhecidas, queremos pintar Maria, uma pessoa que vai ao sal\u00e3o de beleza\u201d. A interven\u00e7\u00e3o foi colocada logo acima da pia de lavar o cabelo, desta forma, todos os clientes sentados nessa posi\u00e7\u00e3o poderiam ver Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva3.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-1882\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva3.jpg\" alt=\"Diapositiva3\" width=\"583\" height=\"437\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva3.jpg 960w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 583px) 100vw, 583px\" \/><\/a>\u00a0Imagem 3: Tornando-se marrom enferrujado. Fotomontagem da autora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o mostru\u00e1rio das cores, as alunas experimentaram e criaram a instala\u00e7\u00e3o <em>col(lum)or<\/em>, um jogo entre as palavras cor e luz. S\u00e3o alguns cart\u00f5es postais onde as fotos do cat\u00e1logo aparecem com distintos tons de cores, efeitos do lugar e da luz do momento em que a fotografia foi feita. &#8220;Nas escolas, geralmente estudamos as cores na aula de arte e, normalmente, a luz na aula de ci\u00eancias. Quando a vida \u00e9 outra coisa &#8220;, afirmaram as alunas. O projeto desenvolvido no contexto do sal\u00e3o de beleza nos ajuda a repensar toda a policromia e a maneira de aprender a ver e sentir a cor, e que condi\u00e7\u00f5es somos capazes de criar na escola para que vivamos, sintamos, compreendamos e exijamos toda a riqueza policrom\u00e1tica que esse ambiente cotidiano nos oferece e que nossas retinas vejam nessas imagens algum contraste que nos leve a pensar e agir. Elas fizeram uma investiga\u00e7\u00e3o dos materiais que existem nas escolas (fundamental e secund\u00e1ria), e uma interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica chamada\u00a0 <em>el armario oculto<\/em>, para indicar que h\u00e1 muito mais riqueza policrom\u00e1tica no arm\u00e1rio de um sal\u00e3o de beleza do que em um desses arm\u00e1rios fechados onde esse tipo de material fica guardado nas escolas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-1884\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/diapositiva5.jpg\" alt=\"diapositiva5\" width=\"727\" height=\"545\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/diapositiva5.jpg 960w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/diapositiva5-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 727px) 100vw, 727px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Imagem 4:Policromia. Montagem da autora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto foi materializado com a exposi\u00e7\u00e3o <em>Rovellant Marrons- Marrones enfurrejados<\/em> que de 22 de janeiro a 3 de mar\u00e7o de 2018 transformou o espa\u00e7o de um sal\u00e3o de beleza com uma s\u00e9rie de instala\u00e7\u00f5es. No texto, apresentado pelas futuras professoras podemos ler:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201co objetivo \u00e9 desconstruir a vis\u00e3o tradicional das cores nas escolas, ao mesmo tempo que se desfruta de um espa\u00e7o cotidiano da cidade e viv\u00ea-lo como um contexto de aprendizagem. Ao tornar o sal\u00e3o de cabeleireiros um espa\u00e7o de exposi\u00e7\u00e3o art\u00edstica, se quer redefinir os conceitos de forma a criar uma coes\u00e3o entre a pedagogia e a arte, duas \u00e1reas que passam a nutrir um ao outro, mutuamente, permitindo a experimenta\u00e7\u00e3o multidisciplinar no espa\u00e7o do de um Sal\u00e3o de Beleza.\u00a0<\/em><em>Esse projeto aponta a necessidade de ver, de uma perspectiva mais ampla, toda a gama crom\u00e1tica que muitas vezes \u00e9 limitada nas salas de aula. Atrav\u00e9s da arte, refletimos sobre a necessidade de uma mudan\u00e7a na educa\u00e7\u00e3o atual. (&#8230;.)&#8221;Como trabalhamos com cores na escola? Que t\u00e9cnicas s\u00e3o usadas? Que limites colocamos aos professores quando apresentamos apenas a gama crom\u00e1tica dos potes de tinta escolar que est\u00e3o no arm\u00e1rio fechado em uma sala de pintura? Depois deste projeto, n\u00e3o podemos retornar para a mesma maneira na escola. N\u00e3o podemos mais apresentar apenas tr\u00eas cores prim\u00e1rias e fazer tr\u00eas misturas em um barco, aprendemos que temos que ir para a rua, para o meio ambiente, porque \u00e9 l\u00e1 que h\u00e1 uma infinita paleta de cores indeterminadas e \u00a0que n\u00e3o sabemos rotular. N\u00e3o podemos negar as produ\u00e7\u00f5es crom\u00e1ticas de crian\u00e7as que n\u00e3o parecem assimilar-se \u00e0 realidade. N\u00f3s s\u00f3 vemos ou deixamos ver as folhas marrons no outono, mas, h\u00e1 t<\/em>amb\u00e9m as verdes, vermelhas, bord\u00f4s e outras. E o c\u00e9u, s\u00f3 pode ser azul? <em>Compartilhamos anedotas de quando \u00e9ramos crian\u00e7as &#8211; uma de n\u00f3s, por exemplo, sempre via as \u00e1rvores de sua comunidade como &#8220;ametllers florits&#8221; (amendoeiras rosa). Na escola, uma vez o fizeram repetir um desenho porque ele havia pintado as \u00e1rvores rosas e, de acordo com a professora, elas eram verdes. A cor azul e a cor amarela se juntaram e tiveram um filho verde? Essas perguntas que temos ouvido nas escolas n\u00e3o correspondem \u00e0 realidade em que vivemos. Que acontece com as infinitas tonalidades que n\u00e3o cabem nos arm\u00e1rios dos materiais escolares?<\/em>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-1885\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva6.jpg\" alt=\"Diapositiva6\" width=\"747\" height=\"561\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva6.jpg 960w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva6-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0Imagem 5: \u00c1rvores floridas. Fotografia da autora.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Por<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Gl\u00f3ria Jov\u00e9 Moncl\u00fas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">(jovegloria@gmail.com)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Professora da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o, Psicologia e Trabalho Social (FEPTS) da Universitat de Lleida, Espanha. Mestre e Doutora em Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Aut\u00f3noma de Barcelona. \u00c9 membro do grupo de pesquisa Espahi Hibrid. Seus trabalhos t\u00eam focado diferentes m\u00e9todos de pesquisa qualitativa a partir da abordagem do rizoma e da complexidade na forma\u00e7\u00e3o de professores, para que sejam capazes de responder \u00e0 heterogeneidade do s\u00e9culo XXI. Em seus estudos dedica-se a investigar o modo como aprendemos, ensinamos e nos comunicamos atrav\u00e9s da arte contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/strong> Daniel Bruno Momoli<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Revis\u00e3o:<\/strong> Carmen L\u00facia Capra e Luciana Gruppelli Loponte<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">_______________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>CONTAMINACIONES INTERDISCISPLINARARIS CON MARRONES ENFURREJADOS? \u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como cada a\u00f1o iniciamos el curso con todas nuestras estudiantes futuras maestras fuera de las aulas universitarias.\u00a0 El curso 2017-2018 iniciamos el curso con la exposici\u00f3n <em>Bibliotecas ins\u00f3litas<\/em>, comisariada por Gl\u00f2ria Picazo que tuvo lugar del 16 de junio al 10 de setiembre de 2017 en Casa Encendida de Madrid. En palabras de la\u00a0 comisaria:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cObservamos la biblioteca como la historia de una quimera, de una ilusi\u00f3n, de un sue\u00f1o imposible, puesto que entenderla como un contenedor susceptible de abarcar toda la memoria del mundo, siempre acabar\u00e1 siendo una \u201cutop\u00eda inalcanzable\u201d. Pero existen muchas posibles derivas de ese concepto de biblioteca total, que las podemos hallar en las bibliotecas personales, diversas, subjetivas, an\u00e1rquicas e ins\u00f3litas, si las analizamos desde los c\u00e1nones tradicionales que rigen para los profesionales de la biblioteconom\u00eda.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Bibliotecas ins\u00f3litas re\u00fane en un mismo proyecto la idea de \u201cbiblioteca infinita\u201d, insaciable, siempre cambiante y abierta a todo tipo de conocimientos, con aportaciones realizadas por artistas contempor\u00e1neos que, a partir de finales de la d\u00e9cada de los sesenta y hasta la actualidad, han revisado la idea de biblioteca, de archivo y del libro como fuente inagotable de conocimiento (\u2026 ) como la imagin\u00f3 Jorge Luis Borges, como un espacio en el que los saberes se desbordan y las incertidumbres nos abruman ante la idea de esa \u201cbiblioteca infinita\u201d que ha persistido desde tiempo inmemorial. Bibliotecas m\u00edticas como la de Alejandr\u00eda, particulares y subjetivas como la de Michel de Montaigne, ut\u00f3picas como los proyectos arquitect\u00f3nicos de \u00c9tienne-Louis Boull\u00e9e en el siglo XVIII hasta aceptar y cuestionar la \u201cnube\u201d como ese archivo descomunal que recoge la cantidad ingente de datos generados por la sociedad actual configuran el campo de reflexi\u00f3n sobre el que sustenta esta exposici\u00f3n\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cinta Arbon\u00e9s, Ariadna Bonjorn, Thais Carbonell, Judith Fernandez, Andrea Lobo, Maria Serveto y Joan Solsona en la deriva por la ciudad para poder concretar su proyecto solo fueron capaces de ver la parte negativa de la ciudad, carteles como \u201c <em>prohibido pintar<\/em>\u201d, suciedad, espacios abandonados, llenos de hierbas y desechos, pisos no terminados, con pintadas y da\u00f1ados antes de ser habitados, puertas tapiadas, etc\u2026 y decidieron concretar el proyecto \u201cla ciudad nos mata\u201d. Compartimos que era un proyecto que podr\u00eda conducirnos a hacer una lectura negativa y poco potenciadora de la propia ciudad y les emplazamos a que realizaran una nueva deriva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sal\u00ed de la tutor\u00eda y fue al sal\u00f3n de belleza Hoho, hab\u00eda concertado una hora unas semanas atr\u00e1s, mi pelo me reclamaba; llegu\u00e9, me puse la bata \u00a0y Rosa la peluquera me pregunta: \u00bfC\u00f3mo siempre? Le contesto si, como siempre. Rosa va a su archivo, busca mi nombre en unas fichas que las saca de una caja archivador, lee la informaci\u00f3n que necesita y la vuelve a guardar en la caja archivador y va a preparar el tinte que devolver\u00e1 a mi pelo un color m\u00e1s uniforme.\u00a0 Mientras observaba como buscaba mi ficha en la caja archivador no pod\u00eda parar de pensar en que eran archivadores que antiguamente estaban en las bibliotecas.\u00a0 Las dos cajas archivadoras de Rosa formaban parte de una \u00bfbiblioteca ins\u00f3lita?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-1880\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva1.jpg\" alt=\"Diapositiva1\" width=\"552\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva1.jpg 960w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 552px) 100vw, 552px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Imagen 1- Cajas archivadoras del sal\u00f3n de belleza Hoho \u00bfuna biblioteca ins\u00f3lita?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esas cajas archivadoras y el encuentro con los estudiantes del proyecto \u201cla ciudad nos mata\u201d me empujaron a citarles en la peluquer\u00eda y que las vieran. Fuimos juntos al contexto, con cierto extra\u00f1amiento por parte de ellas y empezaron a mirar la informaci\u00f3n que hab\u00eda en las fichas dentro de las cajas: nombres\u00a0 de las clientas y al \u00a0lado de estos nombres muchos n\u00fameros, n\u00fameros de los tintes de pelo de las clientas. Y empezaron a investigar, 314 clientas con toda la variaci\u00f3n de tintes, multitud de matices, la base de datos era muy laboriosa y ello les llev\u00f3 a centrarse en un 10% de las clientas que a la vez centraron un estudio exhaustivo en una de ellas, Mar\u00eda. Las peluqueras ten\u00edan cabello guardado, y tintaron los cabellos de los\u00a0 colores que durante 3 a\u00f1os Mar\u00eda se tinto el pelo, \u00a0ya que desarroll\u00f3 \u00a0una intolerancia al tinte y \u00a0tuvo que dejar de te\u00f1irse. Actualmente tiene el pelo blanco. Lo hicieron conjuntamente, las estudiantes y Rosa y Roc\u00edo, las dos peluqueras de Hoho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-1881\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva2.jpg\" alt=\"Diapositiva2\" width=\"480\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva2.jpg 960w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Imagen 2: Cabellos tintados<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fueron tintando y constataron que Mar\u00eda siempre quer\u00eda un color base marr\u00f3n pero con unos toques de cobrizo, y ello requer\u00eda introducir una combinaci\u00f3n \u00a0para que el marr\u00f3n quedara <em>enferrujado<\/em>. \u00a0Y experimentaron estos distintos colores sobre su imagen en papel, porque cuando se pinta un papel con tinte acontecen otras cosas. Quisieron tomar de referencia a Andy Warhol y afirmaron:\u00a0 \u201c\u00e9l\u00a0 siempre pinta gente muy conocida, nosotras queremos pintar a Mar\u00eda, una persona que va al sal\u00f3n de belleza\u201d. Y esta intervenci\u00f3n se situ\u00f3 justo encima de la pica para lavar el pelo, de esto modo las clientas sentadas en esta posici\u00f3n todas ve\u00edan a Mar\u00eda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-1882\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva3.jpg\" alt=\"Diapositiva3\" width=\"491\" height=\"368\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva3.jpg 960w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 491px) 100vw, 491px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>IMAGEN 3- Deviniendo marrons enferrujados <\/em><em>Fotomontaje de la autora<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Con el muestrario de los tintes experimentaron y crearon la instalaci\u00f3n <em>col(lum)or<\/em>, es un juego de palabras de color y luz. Unas postales donde las fotos del cat\u00e1logo aparecen con distintos tonos de colores efecto del lugar y de la luz del momento en que la foto fue tomada. \u201cen las escuelas normalmente estudiamos los colores en clase de educaci\u00f3n art\u00edstica y la luz\u00a0 normalmente en clase ciencias. Cuando la vida es otra cosa\u201d afirmaron. \u00a0El proyecto desarrollado en el contexto del sal\u00f3n de belleza nos ayuda a repensar toda la policrom\u00eda y\u00a0 la manera de aprender a ver y a sentir \u00a0el color, y que condiciones somos capaces de crear en la escuela para que\u00a0 vivamos, sintamos, comprendamos, exijamos toda la riqueza pol\u00edcromatica que nos ofrece el entorno cotidiano y nuestras retinas vean en la siguiente imagen alg\u00fan contraste que nos lleve a pensar y a actuar. Realizaron a la vez una investigaci\u00f3n de los materiales que hay en las escuelas y en los gimnasios. Y en la intervenci\u00f3n <em>el armario oculto<\/em>, emerge que hay mucha m\u00e1s riqueza policrom\u00e1tica \u00a0en el armario de un sal\u00f3n de belleza que en el armario de una escuela donde se guarda este tipo de material.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-1884\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/diapositiva5.jpg\" alt=\"diapositiva5\" width=\"539\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/diapositiva5.jpg 960w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/diapositiva5-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 539px) 100vw, 539px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Imagen 4 y 5-\u00a0\u00a0 la policrom\u00eda. Montaje de la autora<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">El proyecto se materializ\u00f3 con la exposici\u00f3n <em>Rovellant Marrons- Marrones enfurrejados<\/em> que del 22 de enero al 3 de marzo de 2018 transform\u00f3 el espacio del sal\u00f3n de belleza con una serie de instalaciones. En la hoja de sala podemos leer: <em>el objetivo es deconstruir la visi\u00f3n tradicional que se tiene de los colores en las escuelas, a la vez que disfrutar de un espacio cotidiano en la ciudad y vivirlo como un contexto de aprendizaje. Haciendo de la peluquer\u00eda un espacio de exposici\u00f3n art\u00edstica se quiere redefinir el concepto para crear una cohesi\u00f3n entre pedagog\u00eda y arte, dos \u00e1mbitos que pasan a nutrirse el uno del otro, permitiendo la experimentaci\u00f3n multidisciplinaria en el espacio de la peluquer\u00eda.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Este proyecto se\u00f1ala la necesidad de ver, desde una perspectiva m\u00e1s amplia, toda la gama crom\u00e1tica que a menudo queda limitada a las aulas. A trav\u00e9s del arte se reflexiona de la necesidad de un cambio en la educaci\u00f3n actual. (\u2026.) &#8220;\u00bfC\u00f3mo trabajamos los colores en la escuela? \u00bfQu\u00e9 t\u00e9cnicas se utilizan? \u00bfQu\u00e9 l\u00edmites ponemos las docentes cuando presentamos \u00fanicamente la gama crom\u00e1tica de los botes de pintura escolar, que quedan en el armario cerrado del aula de pl\u00e1stica? Despu\u00e9s de este proyecto ya no nos podemos situar de igual forma en la escuela. Ya no somos capaces de presentar \u00fanicamente tres colores primarios y hacer tres mezclas en un bote, hemos aprendido que hay que salir a la calle, al entorno porque es donde hay una infinita paleta de colores &#8220;cachumbos&#8221;, que no sabemos c\u00f3mo etiquetar. Nos vemos incapaces de negar las producciones crom\u00e1ticas de ni\u00f1os que no parecen asimilarse a la realidad. S\u00f3lo vemos o dejamos ver hojas marrones en oto\u00f1o, \u00a0tambi\u00e9n las hay de verdes, de rojas, de color burdeos y otras. Y el cielo, \u00bfes \u00fanicamente de color azul? Compartimos entre nosotras an\u00e9cdotas de cuando \u00e9ramos m\u00e1s peque\u00f1as- Una de nosotras por ejemplo, siempre ve\u00eda los \u00e1rboles de su pueblo los \u201cametllers florits\u201d (almendros floridos) de color rosa. En la escuela, una vez le hicieron repetir un dibujo porque hab\u00eda pintado los \u00e1rboles rosa y, seg\u00fan la maestra \u00a0eran verdes. \u00bfSon el color azul y el color amarillo colores que se unieron y tuvieron un hijo de color verde? Estas preguntas que hemos o\u00eddo en las escuelas ya no nos dan respuesta a la realidad que vivimos. \u00bfQu\u00e9 pasa con las infinitas tonalidades que no caben en los armarios de materiales de la escuela?\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-1885\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva6.jpg\" alt=\"Diapositiva6\" width=\"638\" height=\"478\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva6.jpg 960w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Diapositiva6-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 638px) 100vw, 638px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Imagen 6.- Arboles floridos- Foto de la autora<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0CONTAMINA\u00c7\u00d5ES INTERDISCIPLINARES COM MARRONS ENFERRUJADOS Como todos os anos, a primeira aula come\u00e7a com todas as alunas, futuras professoras de Educa\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria, fora das salas de aula da universidade. No ano acad\u00eamico de 2017-2018, iniciamos nossas atividades com a \u00a0exposi\u00e7\u00e3o Bibliotecas Ins\u00f3litas,\u00a0com curadoria de Gl\u00f2ria Picazo, que aconteceu de 16 de junho a 10 de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1880,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[322],"tags":[319,36,299,361,96,118,40,171,179,37],"class_list":["post-1883","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-textos-para-abrir-uma-conversa","tag-formacao-docente","tag-arte-contemporanea","tag-arte-e-educacao","tag-arte-e-filosofia","tag-arte-e-vida","tag-docencia","tag-educacao","tag-formacao","tag-formacao-de-professores","tag-formacao-estetica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1883","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1883"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1883\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1895,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1883\/revisions\/1895"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1883"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1883"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1883"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}