﻿{"id":31902,"date":"2021-03-05T17:47:11","date_gmt":"2021-03-05T17:47:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/?p=31902"},"modified":"2023-05-23T19:09:53","modified_gmt":"2023-05-23T19:09:53","slug":"daniel-canogar-que-geologias-sao-possiveis-com-nossos-vestigios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/daniel-canogar-que-geologias-sao-possiveis-com-nossos-vestigios\/","title":{"rendered":"Daniel Canogar: que geologias s\u00e3o poss\u00edveis com nossos vest\u00edgios?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/canogar-otrasgeologias04.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31927\" width=\"756\" height=\"197\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/canogar-otrasgeologias04.jpg 930w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/canogar-otrasgeologias04-300x78.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/canogar-otrasgeologias04-768x201.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 756px) 100vw, 756px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Daniel Canogar. Otras Geolog\u00edas, 2005. Fotografia<br>Fonte: http:\/\/danielcanogar.com\/es\/obra\/otras-geologias<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c<em>Voc\u00ea \u00e9 o que consome<\/em>\u201d diz um slogan muito difundido nas campanhas ecol\u00f3gicas e tamb\u00e9m usado, inversamente, como est\u00edmulo para o consumismo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Entre o que consumimos e o que somos, que vest\u00edgios restam?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que ser\u00e1 que o nosso lixo diz de n\u00f3s mesmos?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como nos responsabilizamos por aquilo que produzimos em excesso?&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A partir de quais abordagens os artistas contempor\u00e2neos podem nos ajudar a pensar sobre o consumo e descarte?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o isolamento provocado pela pandemia de Covid-19, al\u00e9m de ficar dentro de suas casas, muitas pessoas foram levadas a retornar para dentro de si mesmas. Isso propiciou reavaliarmos h\u00e1bitos cotidianos camuflados pela no\u00e7\u00e3o de vida &#8220;normal\u201d. A tomada de consci\u00eancia sobre a maneira como nos relacionamos com os objetos e os consumimos produziram, por parte de algumas pessoas, uma onda de desapegos e a procura por uma vida mais simples e menos consumista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Diante da conviv\u00eancia com a morte iminente causada pela Covid-19, estar\u00edamos reavaliando o que permanece no mundo quando n\u00e3o estivermos mais aqui? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Que vest\u00edgios de nossa exist\u00eancia permanecer\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"930\" height=\"620\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/canogar-otrasgeologias03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31928\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/canogar-otrasgeologias03.jpg 930w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/canogar-otrasgeologias03-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/canogar-otrasgeologias03-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 930px) 100vw, 930px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Daniel Canogar. Otras Geolog\u00edas, 2005. Fotografia<br>Fonte: http:\/\/danielcanogar.com\/es\/obra\/otras-geologias<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"930\" height=\"620\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/canogar-otrasgeologias02.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31929\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/canogar-otrasgeologias02.jpg 930w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/canogar-otrasgeologias02-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/canogar-otrasgeologias02-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 930px) 100vw, 930px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Daniel Canogar. Otras Geolog\u00edas, 2005. Fotografia<br>Fonte: http:\/\/danielcanogar.com\/es\/obra\/otras-geologias<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Levado pela necessidade de analisar um mundo de consumo e descarte irrespons\u00e1vel, o artista espanhol Daniel Canogar (Madri, 1964) produziu <a href=\"http:\/\/www.danielcanogar.com\/work\/other-geologies\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201c<em>Otras Geologias<\/em>\u201d (2005)<\/a>, uma s\u00e9rie de fotografias que, de diferentes maneiras,&nbsp; repensa e aprofunda quest\u00f5es da rela\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo com seus \u2018restos\u2019. O pressuposto de que cada objeto constitui de alguma maneira nossa mem\u00f3ria &#8211; individual ou coletiva &#8211; foi o catalisador para a produ\u00e7\u00e3o dos pain\u00e9is fotogr\u00e1ficos. H\u00e1 a\u00ed um alerta sobre a perda de identidade em meio a esse descarte: como lembraremos o que fomos no passado se n\u00e3o temos aquilo que possu\u00edmos, se at\u00e9 mesmo mem\u00f3rias f\u00edsicas (fotos, v\u00eddeos, produ\u00e7\u00f5es) se v\u00e3o juntamente com os eletr\u00f4nicos que damos como lixo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na obra <em>As Cidades Invis\u00edveis<\/em>, o escritor \u00cdtalo Calvino descreveu a cidade de Le\u00f4nia, obcecada pela sensa\u00e7\u00e3o de possuir o novo:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote is-style-solid-color\"><blockquote><p><\/p><cite>A cidade de Le\u00f4nia refaz-se a si pr\u00f3pria cada dia que passa: todas as manh\u00e3s a popula\u00e7\u00e3o acorda no meio de len\u00e7\u00f3is frescos, lava-se com sabonetes acabados de tirar da embalagem, veste roupas novinhas em folha, extrai do mais aperfei\u00e7oado frigor\u00edfico frascos e latas ainda intactos, ouvindo as \u00faltimas can\u00e7\u00f5es no \u00faltimo modelo do aparelho de r\u00e1dio. Nos passeios, embrulhados em r\u00edgidos sacos de pl\u00e1stico, os restos da Le\u00f3nia de ontem esperam o carro do lixo. N\u00e3o s\u00f3 tubos de pasta dent\u00edfrica bem apertados, l\u00e2mpadas fundidas, jornais, contentores, restos de embalagens, mas tamb\u00e9m esquentadores, enciclop\u00e9dias, pianos, servi\u00e7os de porcelana: mais do que pelas coisas que dia-a-dia s\u00e3o fabricadas, vendidas, compradas, a opul\u00eancia de Le\u00f4nia mede-se pelas coisas que dia-a-dia se deitam fora para dar lugar \u00e0s novas. De tal modo que h\u00e1 quem se interrogue se a verdadeira paix\u00e3o de Le\u00f4nia \u00e9 realmente como dizem, o gozar as coisas novas e diferentes, ou antes o rejeitar, o afastar de si, o limpar-se de uma constante impureza. A verdade \u00e9 que os varredores s\u00e3o recebidos como anjos, e a sua tarefa de remover os restos da exist\u00eancia de ontem est\u00e1 rodeada de um respeito silencioso, como um ritual que inspira devo\u00e7\u00e3o, ou talvez porque uma vez deitadas fora j\u00e1 ningu\u00e9m quer tornar a pensar nessas coisas (CALVINO, 2003, p. 109).<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o muito distante da realidade, a fic\u00e7\u00e3o de Calvino deixa em aberto um espa\u00e7o imag\u00e9tico para fazermos o reconhecimento de algo escondido: o destino daquilo que se consome diariamente. O frescor da limpeza da cidade de Le\u00f4nia nos impele a buscar na mem\u00f3ria as imagens de lix\u00f5es que em algum momento cada um de n\u00f3s j\u00e1 viu atrav\u00e9s de imagens ou pessoalmente. Montanhas de dejetos que aparecem muitas vezes povoadas por pessoas que ali se camuflam com os res\u00edduos, como se pode ver nos famosos document\u00e1rios <a href=\"https:\/\/vimeo.com\/127767746\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ilha das Flores (1989)<\/a> de Jorge Furtado e no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_pyR9qCd2F8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lixo extraordin\u00e1rio (2010)<\/a>,&nbsp; sobre um projeto do artista Vik Muniz.&nbsp; Camadas que v\u00e3o se formando no solo, dando ao planeta outras geologias para al\u00e9m das da terra, nas quais ignoramos o ser humano como coexistente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quem consome o qu\u00ea: o indiv\u00edduo perante o excesso<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias07-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"930\" height=\"620\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias07-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44580\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias07-1.jpg 930w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias07-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias07-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 930px) 100vw, 930px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Daniel Canogar. <em>Otras Geolog\u00edas<\/em>, 2005. Fotografia. <br>Fonte: <a href=\"http:\/\/danielcanogar.com\/es\/obra\/otras-geologias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/danielcanogar.com\/es\/obra\/otras-geologias<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em paralelo ao per\u00edodo de isolamento, quando as cenas s\u00e3o de solid\u00e3o, com o agravamento da situa\u00e7\u00e3o do sistema de sa\u00fade, nosso imagin\u00e1rio ficou repleto de imagens de multid\u00f5es em caminh\u00f5es frigor\u00edficos transportando corpos cujas vidas foram tiradas pela doen\u00e7a. Cenas como essas, vindas do mundo inteiro e do nosso pr\u00f3prio pa\u00eds, podem causar empatia ou indiferen\u00e7a. Esses corpos, muitas vezes envoltos nos mesmos pl\u00e1sticos de sacos de lixo, tamb\u00e9m se associam, de uma maneira muito cruel, \u00e0 no\u00e7\u00e3o de ac\u00famulo no \u00e2mbito material.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ser\u00e1 que agimos com os corpos mortos dos outros como agimos com as coisas que descartamos?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao ver as cenas da <a href=\"https:\/\/www.infoescola.com\/historia\/prisao-de-abu-ghraib\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pris\u00e3o de Abu Graib<\/a>, com corpos tamb\u00e9m empilhados como grandes pilhas de rejeitos, o artista resolve inserir corpos humanos em meio a objetos que vinha coletando em seu ateli\u00ea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Daniel Canogar nos faz atentar para o potencial do pr\u00f3prio ser humano de ser transformado em dejeto acumul\u00e1vel e descart\u00e1vel e em como isso reflete a maneira como estamos inseridos na sociedade de consumo. Podemos tanto descartar e marginalizar seres vivos e pensantes, quanto, ao mesmo tempo, ficar \u2018soterrados\u2019, inertes em meio a essa l\u00f3gica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os estratos geol\u00f3gicos formados por objetos descartados, como sugere o t\u00edtulo da obra de Canogar, carregam as marcas, a hist\u00f3ria&nbsp; e os afetos daqueles que os consumiram. Um ac\u00famulo material que gera pilhas e pilhas de rejeitos que, assim como a geologia terrestre, permanecer\u00e3o no planeta por muito tempo como vest\u00edgios da nossa exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias12b-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"930\" height=\"620\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias12b-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44576\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias12b-1.jpg 930w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias12b-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias12b-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 930px) 100vw, 930px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Daniel Canogar. Otras Geolog\u00edas, 2005. Fotografia.<br> Fonte: <a href=\"http:\/\/danielcanogar.com\/es\/obra\/otras-geologias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/danielcanogar.com\/es\/obra\/otras-geologias<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias12_1-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"930\" height=\"620\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias12_1-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44577\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias12_1-1.jpg 930w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias12_1-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias12_1-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 930px) 100vw, 930px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Otras Geolog\u00edas, 2005. Fotografia (detalhe)<br>Fonte: <a href=\"http:\/\/danielcanogar.com\/es\/obra\/otras-geologias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/danielcanogar.com\/es\/obra\/otras-geologias<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vive um alerta no trabalho de Daniel Canogar: o modo com que lidamos com tudo aquilo que n\u00e3o nos serve mais em determinado momento pode acabar nos soterrando. As diferentes categorias de objetos retratadas pelo artista evocam a maneira como em diferentes situa\u00e7\u00f5es da vida contempor\u00e2nea, somos <em>consumidos pelo pr\u00f3prio consumo<\/em>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/pasted-image-0.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-31931\" width=\"532\" height=\"537\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/pasted-image-0.png 410w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/pasted-image-0-297x300.png 297w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/pasted-image-0-150x150.png 150w\" sizes=\"(max-width: 532px) 100vw, 532px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Daniel Canogar. Otras Geolog\u00edas, 2005. Fotografia<br>Fonte: http:\/\/danielcanogar.com\/es\/obra\/otras-geologias<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas imagens produzidas pelo artista, h\u00e1 uma forte no\u00e7\u00e3o de meio ambiente constru\u00eddo e em desequil\u00edbrio. Podemos observar a padronagem que se estabelece nas diferentes classes dos objetos escolhidos por ele e comparar como o humano se situa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 classe de coisas que produz em torno de si.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/2674779728_2b183421a4_h-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31924\" width=\"631\" height=\"419\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Otras Geologias 9, 2005, fotografia.  <br>Fonte: https:\/\/www.flickr.com\/photos\/banquete_08\/2674779728\/<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, a pesquisa do artista est\u00e1 voltada para a rela\u00e7\u00e3o da sociedade com a tecnologia. Segundo Canogar \u201cvivemos perpetuamente distra\u00eddos\u201d pelas telas e suas cores brilhantes. Essa investiga\u00e7\u00e3o sobre a tecnologia na vida humana chega tamb\u00e9m como po\u00e9tica art\u00edstica e met\u00e1fora do tema dos excessos e da nossa aliena\u00e7\u00e3o perante a esses <em>rejeitos <\/em>virtuais atrav\u00e9s de outras s\u00e9ries e suportes como em proje\u00e7\u00f5es de fotos no espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4.-Daniel-Canogar.-Amalgama-El-Prado.Projecao-de-video-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4.-Daniel-Canogar.-Amalgama-El-Prado.Projecao-de-video-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44527\" width=\"549\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4.-Daniel-Canogar.-Amalgama-El-Prado.Projecao-de-video-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4.-Daniel-Canogar.-Amalgama-El-Prado.Projecao-de-video-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4.-Daniel-Canogar.-Amalgama-El-Prado.Projecao-de-video-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4.-Daniel-Canogar.-Amalgama-El-Prado.Projecao-de-video-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4.-Daniel-Canogar.-Amalgama-El-Prado.Projecao-de-video-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 549px) 100vw, 549px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Daniel Canogar. Amalgama El Prado.Proje\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo. <br>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.danielcanogar.com\/es\/obra\/amalgama-el-prado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.danielcanogar.com\/es\/obra\/amalgama-el-prad<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Escola e educa\u00e7\u00e3o ambiental com arte: que novas geologias s\u00e3o poss\u00edveis?<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias15_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias15_1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44573\" width=\"491\" height=\"736\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias15_1.jpg 620w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/canogar-otrasgeologias15_1-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 491px) 100vw, 491px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Daniel Canogar. Otras Geolog\u00edas, 2005. Fotografia<br>Fonte: http:\/\/danielcanogar.com\/es\/obra\/otras-geologias<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/869b1590-9857-44ce-91e0-73af5571241e-628x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31932\" width=\"487\" height=\"794\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/869b1590-9857-44ce-91e0-73af5571241e-628x1024.jpeg 628w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/869b1590-9857-44ce-91e0-73af5571241e-184x300.jpeg 184w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/869b1590-9857-44ce-91e0-73af5571241e-768x1252.jpeg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/869b1590-9857-44ce-91e0-73af5571241e.jpeg 785w\" sizes=\"(max-width: 487px) 100vw, 487px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Daniel Canogar. Otras Geolog\u00edas 5, 2005. Fotografia<br>Fonte: https:\/\/www.mutualart.com\/Artwork\/Other-Geologies-5\/5E310A56C3EA0FA1 <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho \u201c<em>Otras Geologia<\/em>s\u201d reativa a problem\u00e1tica dos h\u00e1bitos de consumo e a&nbsp; necessidade de mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o ambiental a partir de proposi\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas. Faz isso situando o ser humano em seu ambiente num constante movimento de associa\u00e7\u00e3o e dissocia\u00e7\u00e3o. Essa abordagem \u00e9 problem\u00e1tica tamb\u00e9m na escola quando trabalhamos com educa\u00e7\u00e3o ambiental e sentidos de meio ambiente. A frequente iniciativa da constru\u00e7\u00e3o de esculturas e objetos que reaproveitam materiais recicl\u00e1veis nem sempre contempla uma consci\u00eancia de mudan\u00e7a e transforma\u00e7\u00e3o das sensibilidades, muitas vezes acabando por moldar-se \u00e0 l\u00f3gica capitalista de consumo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consumir menos d\u00e1 trabalho e exige outros comportamentos. Precisamos refletir sobre o que \u00e9 poss\u00edvel quando falamos em contextos escolares diversos, quais posicionamentos o ambiente escolar pode ter para que a consci\u00eancia ambiental seja um fator do processo pedag\u00f3gico. Isso implica diretamente pensar como uma escola se constitui e \u00e9 estruturada para que suas pr\u00f3prias pr\u00e1ticas sejam sustent\u00e1veis, tal como se prop\u00f5e discutir no projeto <em>Una escuela sustentable<\/em>, sobre o qual j\u00e1 tratamos em nosso site <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/?p=2748\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;As \u201cOutras Geologias\u201d propostas por Daniel Canogar podem estimular a cria\u00e7\u00e3o de <em>novas geologias<\/em> dentro da escola. Camadas de sentidos que escavem profundamente nossas pr\u00e1ticas cotidianas em rela\u00e7\u00e3o ao consumo e ao descarte, mas tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00e1ticas humanas pautadas pelo valor dos objetos. Do \u00e2mbito das artes, observar que a rela\u00e7\u00e3o com os objetos \u00e9 simb\u00f3lica, muitas vezes afetiva. Que a arte n\u00e3o se resume a utens\u00edlios nem se restringe \u00e0 sua materialidade. \u00c9 preciso compostar camadas que recubram a crosta terrestre de mat\u00e9rias f\u00e9rteis para novos ciclos e valora\u00e7\u00f5es de vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote is-style-solid-color\"><blockquote><p><\/p><cite>Dev\u00edamos admitir a natureza como uma imensa multid\u00e3o de formas, incluindo cada peda\u00e7o de n\u00f3s, que somos parte de tudo: 70% de \u00e1gua e um monte de outros materiais que nos comp\u00f5em. E n\u00f3s criamos essa abstra\u00e7\u00e3o de unidade, o homem como medida das coisas, e sa\u00edmos por a\u00ed atropelando tudo, num convencimento geral at\u00e9 que todos aceitem que existe uma humanidade com a qual se identificam, agindo no mundo \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o, pegando o que a gente quiser. Esse contato com outra possibilidade implica escutar, sentir, cheirar, inspirar, expirar aquelas camadas do que ficou fora da gente como \u201cnatureza\u201d, mas que por alguma raz\u00e3o ainda se confunde com ela. Tem alguma coisa dessas camadas que \u00e9 quase-humana: uma camada identificada por n\u00f3s que est\u00e1 sumindo, que est\u00e1 sendo exterminada da interface de humanos muito-humanos. (KRENAK, p.33, 2019.)<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"640\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/dc_vortice_2_w.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31906\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/dc_vortice_2_w.jpg 960w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/dc_vortice_2_w-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/dc_vortice_2_w-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Daniel Canogar, <em>Vortex<\/em>, 2011. <br>Fotografia inspirada na not\u00edcia de um <a href=\"https:\/\/www.iberdrola.com\/meio-ambiente\/ilha-de-lixo-pacifico-setimo-continente\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">lix\u00e3o flutuante no Pac\u00edfico<\/a>. <br>Fonte: https:\/\/bitforms.art\/artist\/daniel-canogar\/dc_vortice_2_w\/ <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quais pr\u00e1ticas docentes podemos reciclar a partir da obra de Daniel Canogar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como a arte pode ser um recurso natural de sensibiliza\u00e7\u00e3o para rela\u00e7\u00f5es mais sustent\u00e1veis entre o ser humano e o meio ambiente?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Que geologias estamos criando em nossas aulas e escolas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CALVINO, \u00cdtalo. As Cidades Invis\u00edveis. Rio de Janeiro: O Globo; S\u00e3o Paulo: Folha de S\u00e3o Paulo, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KRENAK, Ailton. <em>Ideias para adiar o fim do mundo<\/em>. S\u00e3o. Paulo : Companhia das Letras, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LINKS<\/strong><a href=\"http:\/\/www.danielcanogar.com\/es\/obra\/otras-geologias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">:<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/www.danielcanogar.com\/es\/obra\/otras-geologias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.danielcanogar.com\/es\/obra\/otras-geologias<\/a>;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/ddd.uab.cat\/pub\/disturbis\/disturbis_a2009n5\/disturbis_a2009n5a7\/VIbarz.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/ddd.uab.cat\/pub\/disturbis\/disturbis_a2009n5\/disturbis_a2009n5a7\/VIbarz.html<\/a>;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=IXvj_x0qs7U&amp;ab_channel=BienaldeS%C3%A3oPaulo;\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=IXvj_x0qs7U&amp;ab_channel=BienaldeS%C3%A3oPaulo;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jorge Menna Barreto, Restauro. 32 Bienal de S\u00e3o Paulo. <\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entrevista com Daniel Canogar: <a href=\"https:\/\/www.iberdrola.com\/cultural\/entrevista-com-daniel-canogar\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.iberdrola.com\/cultural\/entrevista-com-daniel-canogar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A arte \u00e9 um bar\u00f4metro emocional que mede o momento em que estamos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/revistascientificas.us.es\/index.php\/themata\/article\/view\/438\/404;\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/revistascientificas.us.es\/index.php\/themata\/article\/view\/438\/404;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Aladr\u00e9n, P\u00edlar. IM\u00c1GENES DEL CUERPO COMO DESECHO<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/file.org.br\/artist\/daniel-canogar\/?lang=pt;\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/file.org.br\/artist\/daniel-canogar\/?lang=pt;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Daniel Canogar. Sikka Magnum, v\u00eddeo. <\/a> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Texto e pesquisa: Estela B\u00f6ckmann e Diane Sbardelotto<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Revis\u00e3o: Luciana Gruppelli Loponte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cVoc\u00ea \u00e9 o que consome\u201d diz um slogan muito difundido nas campanhas ecol\u00f3gicas e tamb\u00e9m usado, inversamente, como est\u00edmulo para o consumismo.&nbsp; Entre o que consumimos e o que somos, que vest\u00edgios restam? 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