﻿{"id":43685,"date":"2021-09-10T18:47:46","date_gmt":"2021-09-10T18:47:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/?p=43685"},"modified":"2021-09-10T18:56:54","modified_gmt":"2021-09-10T18:56:54","slug":"oficina-das-manas-a-urgencia-do-agir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/oficina-das-manas-a-urgencia-do-agir\/","title":{"rendered":"Oficina das Manas &#8211; a urg\u00eancia do agir"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Oficina-das-Manas-2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"739\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Oficina-das-Manas-2-1024x739.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-43686\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Oficina-das-Manas-2-1024x739.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Oficina-das-Manas-2-300x217.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Oficina-das-Manas-2-768x555.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Oficina-das-Manas-2-1536x1109.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Oficina-das-Manas-2-2048x1479.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Fundadoras e integrantes do grupo Oficina das Manas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nossas hist\u00f3rias se cruzaram por causa de um lugar. Um lugar que todas aprendemos a amar e onde descobrimos juntas o desejo de compartilharmos as coisas que sabemos, primeiro entre n\u00f3s e tamb\u00e9m com outras pessoas. J\u00e1 fazia tempo que a gente tinha o desejo de criar um grupo, mas foi apenas no final de 2019, que conseguimos nos reunir todas naquele lugar de afeto compartilhado: o ateli\u00ea da UERJ. Foi um encontro prazeroso, esperan\u00e7oso e sa\u00edmos muito empolgadas. Nunca passaria pelas nossas mentes que muito em breve se tornaria imposs\u00edvel retornar \u00e0quele lugar para nossas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Havia uma doen\u00e7a terr\u00edvel que ainda estava do outro lado do mundo, mas n\u00e3o consider\u00e1vamos sermos realmente atingidas com tamanha novidade, se cabe aqui essa palavra. Parou tudo. O mundo, os planos, as vidas. E o nosso empolgante projeto se transformou em lugar de compartilhamento de l\u00e1grimas.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2020 se inicia a pandemia mundial do Covid 19, com o Brasil passando por seu primeiro <em>\u201clockdown\u201d<\/em> em mar\u00e7o, e tivemos que nos adaptar \u00e0 realidade do distanciamento sanit\u00e1rio. Como todo in\u00edcio de algo desconhecido, tivemos inseguran\u00e7a, sentimos o que era saudade, descaso, o impacto do que \u00e9 viver em uma sociedade, e de repente tudo precisar parar. Ningu\u00e9m esperava por tal suspens\u00e3o dos trabalhos, estudos, passeios, encontros&#8230; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Oficina das Manas se configurou neste per\u00edodo de distanciamento social. Apesar de todos os impeditivos f\u00edsicos, aprendemos a nos entender enquanto grupo: as pot\u00eancias de cada uma, facilidades, dificuldades e o dom\u00ednio das nossas habilidades para atuar no mundo das redes. Isso evidentemente j\u00e1 vinha sendo constru\u00eddo at\u00e9 mesmo antes da pandemia, mas tivemos que adentrar nesse movimento ainda mais intensamente. Nos organizamos e nos estruturamos para ministrar oficinas online, utilizando as plataformas das redes sociais e de encontros s\u00edncronos. Tivemos a oportunidade de organizar reuni\u00f5es semanais, que antes era uma das nossas grandes dificuldades, devido \u00e0 diversidade de localidade e deslocamento de cada uma do grupo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para muitos professores j\u00e1 era uma realidade ensinar por meio de ferramentas caracter\u00edsticas do ensino remoto, como conversas textuais, v\u00eddeos explicativos, textos digitais, etc. Por\u00e9m, nessa modalidade de troca, n\u00f3s sentimos uma certa ang\u00fastia ao nos depararmos com a falta da participa\u00e7\u00e3o ativa do nosso p\u00fablico, com debates, an\u00e1lises, reflex\u00f5es, cria\u00e7\u00f5es pl\u00e1sticas&#8230; Como ent\u00e3o realizar tais feitos no ciberespa\u00e7o?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para alguns s\u00e3o abertas algumas possibilidades, ainda que inferiores ao encontro presencial com trocas de experi\u00eancias t\u00e1teis, palat\u00e1veis, auditivas e olfativas. Usam dos recursos de salas virtuais, onde todos se v\u00eaem dentro de quadrados virtuais, onde a voz \u00e9 silenciada, onde o cochicho n\u00e3o existe, onde existe apenas uma dire\u00e7\u00e3o para olhar. E para aqueles que n\u00e3o possuem um computador, internet, espa\u00e7o adequado para estudar, quais est\u00e3o sendo as novas inven\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas para incluir esses alunos?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desafio este que nos debru\u00e7amos. Buscamos primeiramente produzir e divulgar v\u00eddeos curtos de no m\u00e1ximo 10 minutos no nosso canal no YouTube com proposi\u00e7\u00f5es de atividades que demandem mais da criatividade e reflex\u00e3o dos espectadores do que de materiais convencionais e caros de papelaria. Assim, buscamos estrat\u00e9gias para minimizar a dificuldade encontrada por muitos em se manterem conectados, por n\u00e3o terem acesso \u00e0 internet de banda larga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o pretendemos com nossas produ\u00e7\u00f5es substituir as aulas regulares, nem t\u00e3o pouco acreditamos que o ensino remoto substitui as experi\u00eancias e aprendizagens presenciais. Nossa contribui\u00e7\u00e3o se adequa a um material de apoio, tanto pedag\u00f3gico quanto psicol\u00f3gico em algum n\u00edvel, quando propomos exerc\u00edcios que levem ao bem-estar em suas produ\u00e7\u00f5es. E sobre isso tivemos algumas devolutivas de seguidoras dizendo que nosso conte\u00fado as ajudaram em momentos dif\u00edceis durante a pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"#0 Aprendendo com a Boitat\u00e1 - Abertura\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fGAp7EXF8Qg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m das quest\u00f5es internas ao grupo, os maiores desafios vieram. A lida com um p\u00fablico imagin\u00e1rio. Fomentar algo sem saber de maneira consistente a resposta de quem passou a nos acompanhar nas redes. A impossibilidade de nos relacionarmos e atingirmos uma variada gama de pessoas, ainda mais neste primeiro momento de surgimento dos nossos canais na rede. O algoritmo que acaba criando bolhas de interesses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Oficina das Manas \u00e9 um lugar onde podemos nos debru\u00e7ar para pensarmos e buscarmos estrat\u00e9gias para tratar das mais variadas quest\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o e da arte. N\u00e3o sabemos o limite do que \u00e9 poss\u00edvel fazer, mas urge em n\u00f3s a necessidade de agir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Infelizmente, diante de situa\u00e7\u00f5es ca\u00f3ticas, a cultura \u00e9 a primeira a ser colocada de lado, como n\u00e3o essencial. O fazer art\u00edstico n\u00e3o se restringe a um passatempo. Ele \u00e9 vital, \u00e9 a busca do conhecer-se, do encontrar-se. Quando nos privamos do gesto, do movimento, da escritura e do pensamento que as linguagens e materialidades podem nos proporcionar, estamos nos privando do essencial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Estamos vivenciando um momento excepcional da hist\u00f3ria contempor\u00e2nea e cremos na nossa vontade e capacidade de intervir de alguma forma nessa hist\u00f3ria que \u00e9 escrita n\u00e3o mais apenas pelos \u201cgrandes nomes\u201d. Sentimos que estamos verdadeiramente forjando a hist\u00f3ria ao refletirmos e produzirmos juntos sobre a educa\u00e7\u00e3o \u2013 no sentido mais amplo da palavra.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Giselle Magioli<\/strong>,&nbsp;m\u00e3e, artista visual, educadora e estudante de Artes &#8211; licenciatura, UERJ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Jo\u00e3o Gabriel Moreira<\/strong>, educador, propenso artista visual e concluinte da licenciatura em artes visuais pela UERJ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mariana Santos<\/strong>, artista multim\u00eddia, educadora, carioca e estudante de Artes Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), de licenciatura e bacharel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Thamires Burlandy<\/strong>, professora de Artes, estudante do Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o stricto sensu em Artes (PPGARTES-UERJ) e do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o lato sensu em Saberes e Fazeres no Ensino de Artes Visuais&nbsp;(PROPGPEC-COL\u00c9GIO PEDRO II).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossas hist\u00f3rias se cruzaram por causa de um lugar. 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