﻿{"id":43776,"date":"2021-12-21T12:36:54","date_gmt":"2021-12-21T12:36:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/?p=43776"},"modified":"2023-05-09T17:01:26","modified_gmt":"2023-05-09T17:01:26","slug":"arte-contemporanea-indigena-territorios-e-pertencimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/arte-contemporanea-indigena-territorios-e-pertencimento\/","title":{"rendered":"ARTE IND\u00cdGENA CONTEMPOR\u00c2NEA, TERRIT\u00d3RIOS E PERTENCIMENTO"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\"><em>Tudo era uma grande aldeia antes de ter fronteira.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">(FERREIRA, 2017)<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1.-Instalacao-Entidades-2021-de-Jaider-Esbell.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"540\" height=\"531\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1.-Instalacao-Entidades-2021-de-Jaider-Esbell.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44454\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1.-Instalacao-Entidades-2021-de-Jaider-Esbell.jpeg 540w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1.-Instalacao-Entidades-2021-de-Jaider-Esbell-300x295.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Instala\u00e7\u00e3o Entidades, 2021, Jaider Esbell<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este texto continua a discuss\u00e3o sobre arte contempor\u00e2nea ind\u00edgena que come\u00e7amos <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/arte-indigena-contemporanea-olhares-e-busca-de-uma-professora-de-artes-visuais\/\">aqui&nbsp;no site do ARTEVERSA<\/a> e tamb\u00e9m presta uma homenagem a Jaider Esbell, artista com quem aprendemos tanto, e que infelizmente partiu precocemente, em novembro de 2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Procurando evidenciar a rela\u00e7\u00e3o ind\u00edgena com seu territ\u00f3rio, e, tentando ainda, como disse o artista, \u201cantes arte do que tarde\u201d (ESBELL, 2020), tomar os artistas ind\u00edgenas como sujeitos de sua pr\u00f3pria narrativa, iniciamos com um trecho escrito por Jaider&nbsp; <a href=\"https:\/\/www.select.art.br\/arte-indigena-contemporanea-e-o-grande-mundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&nbsp;para a revista Select<\/a> onde ele fala de uma reestrutura\u00e7\u00e3o conceitual da arte ind\u00edgena diante do sistema contempor\u00e2neo:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Devo dizer que meu atuar ecoa para um sentido da arte que puxamos para n\u00f3s ind\u00edgenas em rela\u00e7\u00e3o ao grande mundo. Fazemos pol\u00edtica de resist\u00eancia declarada com a arte em contexto contempor\u00e2neo aberto. Em contexto fechado, ressignificamos nossas estruturas culturais e sociais com arte e espiritualidade em um m\u00fatuo alimentar de energias para compor <strong>a grande urg\u00eancia de sustentar o c\u00e9u acima de nossas cabe\u00e7as<\/strong>. (ESBELL, 2018)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A refer\u00eancia ao c\u00e9u que cai sobre nossas cabe\u00e7as \u00e9 uma predi\u00e7\u00e3o xam\u00e2nica de um apocalipse ambiental e aparece tamb\u00e9m no livro \u201c<em>A queda do c\u00e9<\/em>u\u201d(2010) onde Davi Kopenawa fala de como os Yanomami se relacionam com a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seus <a href=\"https:\/\/podcasts.google.com\/feed\/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy82MTE5OGQ5OC9wb2RjYXN0L3Jzcw\/episode\/NGQ4ZjM1ZTgtYTk3MC00OGVlLWFkYTgtZTgzZjdiODcwODg3?ep=14\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">relatos durante a caminhada com seus familiares, de Missiones na Argentina at\u00e9 o Rio Grande do Sul<\/a>, o agente cultural e educador Ver\u00e1 Tup\u00e3, ind\u00edgena Guarani se depara com o dilema de como, em seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio, podia ser impedido de transitar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caminhar \u00e9 uma pr\u00e1tica cultural Guarani. \u201cN\u00f3s aprendemos a observar onde pisar\u201d, conta Ver\u00e1 Tup\u00e3, sobre o respeito de sua fam\u00edlia com o ch\u00e3o em que caminham. No entanto, o andar de seu povo colide com as fronteiras imagin\u00e1rias e reais dos estados nacionais. Fronteiras inventadas por n\u00f3s brancos, para segmentar, para se apropriar, vender e explorar esse ch\u00e3o do qual nem todos tem o seu peda\u00e7o de cultivar, viver e morrer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cineasta ind\u00edgena Patr\u00edcia Ferreira comenta que:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Na cosmologia Mby\u00e1-Guarani, a terra n\u00e3o pode ser vendida nem ser de ningu\u00e9m. O espa\u00e7o n\u00e3o pode ser capitalizado. Mesmo que cada fam\u00edlia tenha sua casa, esse espa\u00e7o n\u00e3o pertence a ela, como propriedade, mas como um espa\u00e7o de partilha com a pr\u00f3pria&nbsp;terra.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Em Mby\u00e1-Guarani, n\u00e3o h\u00e1 tradu\u00e7\u00e3o para a palavra espa\u00e7o. Lugar seria Rend\u00e1 ou Ret\u00e3. Por isso a cidade \u00e9 Tet\u00e3, aldeia \u00e9 Teko\u00e1 e territ\u00f3rio\/territorialidade \u00e9 Yvy Rup\u00e1. &nbsp;Creio que Tata Rup\u00e1 chegaria mais perto do conceito de espa\u00e7o, pois \u00e9 onde fazemos fogueira. Paisagem tamb\u00e9m n\u00e3o teria uma tradu\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o espa\u00e7o nunca \u00e9 s\u00f3 f\u00edsico-material para n\u00f3s. Paisagem remete a algo que envolve as rela\u00e7\u00f5es, quer dizer, n\u00e3o sei dizer a diferen\u00e7a entre espa\u00e7o e paisagem, onde come\u00e7a uma e termina a outra. O espa\u00e7o inclui muitas coisas. A paisagem inclui todas as coisas que consigo ver. Jaexa Va\u2019e, que seria tudo o que enxergamos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(FERREIRA, 2017, p.108)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A arte ind\u00edgena \u00e9, por ess\u00eancia, algo que n\u00e3o se separa da vida. Na contemporaneidade ela \u00e9 refor\u00e7ada tamb\u00e9m como resist\u00eancia, den\u00fancia e luta pela sobreviv\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 dos ind\u00edgenas, mas de todas as formas de vida no planeta que os \u201cpovos civilizados\u201d tem feito desaparecer.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><strong>Que aten\u00e7\u00e3o temos dado \u00e0s tantas mensagens que chegam atrav\u00e9s das palavras, imagens, manifesta\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas? O que dizem a n\u00f3s e ao nosso modo de vida?<\/strong><br><br><strong>Em meio \u00e0s atuais disputas por propriedade e demarca\u00e7\u00e3o de terras dos povos origin\u00e1rios do Brasil, como podemos repensar nossas rela\u00e7\u00f5es com os territ\u00f3rios a partir da arte e das culturas ind\u00edgenas?<\/strong><br><br><strong>De que modo a arte contempor\u00e2nea ind\u00edgena tem tratado das quest\u00f5es de deslocamentos e fronteiras nos tr\u00e2nsitos dos povos entre as aldeias e cidades?<\/strong><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESPA\u00c7O \u201cP\u00daBLICO\u201d URBANO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir de suas viv\u00eancias, desde a migra\u00e7\u00e3o do interior de Alegrete para a periferia da capital Porto Alegre e de seu trabalho na rua como gari, o artista ga\u00facho Xadalu desenvolve sua po\u00e9tica em arte urbana. Atrav\u00e9s de lambe-lambes, stencil, stiker art, serigrafia, entre outras formas de arte, ele ocupa o espa\u00e7o dito \u201cp\u00fablico\u201d da cidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Xadalu se direciona \u00e0 tem\u00e1tica ind\u00edgena \u00e0 qual est\u00e1 ligado por suas origens e atua\u00e7\u00f5es educativas com a comunidade <em>Guarani<\/em> Mby\u00e1. Para isso cria varia\u00e7\u00f5es do seu personagem estereotipado do indiozinho Xadalu que invade muros, paredes, placas de sinaliza\u00e7\u00e3o de Porto Alegre at\u00e9 outras cidades fora do Brasil. Suas interven\u00e7\u00f5es urbanas trazem um car\u00e1ter transgressor da apropria\u00e7\u00e3o da paisagem da cidade de forma considerada \u201cilegal\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No document\u00e1rio <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Qq97MlvDNek\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Art System<\/a>, Xadalu menciona&nbsp; a \u201crua como p\u00e1tio de casa\u201d. Em suas a\u00e7\u00f5es, a arte urbana \u00e9 um elemento para questionar a legalidade da invas\u00e3o da \u00e1rea ind\u00edgena. Seu trabalho transita entre essas exposi\u00e7\u00f5es \u201cn\u00e3o oficiais\u201d a c\u00e9u aberto, nas ruas, mas tamb\u00e9m ganha \u201clegitimidade\u201d no sistema das artes adentrando espa\u00e7os dos museus.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/2.-O-artista-Xadalu-e-um-de-seus-Lambes-colado-junto-a-outras-intervencoes-urbanas.jpg\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"466\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/2.-O-artista-Xadalu-e-um-de-seus-Lambes-colado-junto-a-outras-intervencoes-urbanas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44455\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/2.-O-artista-Xadalu-e-um-de-seus-Lambes-colado-junto-a-outras-intervencoes-urbanas.jpg 700w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/2.-O-artista-Xadalu-e-um-de-seus-Lambes-colado-junto-a-outras-intervencoes-urbanas-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>O artista Xadalu e um de seus Lambes colado junto a outras interven\u00e7\u00f5es urbanas. <br>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.extraclasse.org.br\/cultura\/2017\/06\/as-areas-indigenas-de-xadalu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.extraclasse.org.br\/cultura\/2017\/06\/as-areas-indigenas-de-xadalu\/<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/3.-Indiozinho-Xadalu-colado-junto-a-outros-stickers-em-placa-de-sinalizacao-em-intervencoes-urbanas.jpg\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/3.-Indiozinho-Xadalu-colado-junto-a-outros-stickers-em-placa-de-sinalizacao-em-intervencoes-urbanas-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44456\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/3.-Indiozinho-Xadalu-colado-junto-a-outros-stickers-em-placa-de-sinalizacao-em-intervencoes-urbanas-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/3.-Indiozinho-Xadalu-colado-junto-a-outros-stickers-em-placa-de-sinalizacao-em-intervencoes-urbanas-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/3.-Indiozinho-Xadalu-colado-junto-a-outros-stickers-em-placa-de-sinalizacao-em-intervencoes-urbanas-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/3.-Indiozinho-Xadalu-colado-junto-a-outros-stickers-em-placa-de-sinalizacao-em-intervencoes-urbanas.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Indiozinho Xadalu colado junto a outros stickers em placa de sinaliza\u00e7\u00e3o em interven\u00e7\u00f5es urbanas. <br>Fonte: <a href=\"https:\/\/arteeculturaifrj.wordpress.com\/2016\/08\/25\/tecnicas-da-arte-urbana\/stickers-de-xadalu-e-varios-outros-coladores-em-porto-alegre-rs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/arteeculturaifrj.wordpress.com\/2016\/08\/25\/tecnicas-da-arte-urbana\/stickers-de-xadalu-e-varios-outros-coladores-em-porto-alegre-rs\/<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00c1REA IND\u00cdGENA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Frequentemente nos deparamos com grupos de ind\u00edgenas que vendem seus artesanatos nas cal\u00e7adas de vias dos centros da cidade. Vendo-os confrontados pelas legisla\u00e7\u00f5es que os inquirem sobre a rua n\u00e3o ser o lugar deles, sendo orientados a voltar para a reserva ind\u00edgena, Xadalu cria, tal como uma placa de sinaliza\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito e de alerta, uma demarca\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para o lugar do \u00edndio, qualquer lugar do Brasil: \u201cAten\u00e7\u00e3o! \u00c1rea ind\u00edgena\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4.-Area-Indigena-Cartazes-de-intervencao-urbana-na-regiao-central-de-Porto-Alegre.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"580\" height=\"386\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4.-Area-Indigena-Cartazes-de-intervencao-urbana-na-regiao-central-de-Porto-Alegre.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44457\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4.-Area-Indigena-Cartazes-de-intervencao-urbana-na-regiao-central-de-Porto-Alegre.jpg 580w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4.-Area-Indigena-Cartazes-de-intervencao-urbana-na-regiao-central-de-Porto-Alegre-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>\u00c1rea Ind\u00edgena&#8221;. Cartazes de interven\u00e7\u00e3o urbana na regi\u00e3o central de Porto Alegre\/RS, de Xadalu.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/5.-Sinalizacao-Area-Indigena-de-Xadalu.-Exposta-no-museu-junto-a-artesanatos-indigenas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"805\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/5.-Sinalizacao-Area-Indigena-de-Xadalu.-Exposta-no-museu-junto-a-artesanatos-indigenas-1024x805.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44458\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/5.-Sinalizacao-Area-Indigena-de-Xadalu.-Exposta-no-museu-junto-a-artesanatos-indigenas-1024x805.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/5.-Sinalizacao-Area-Indigena-de-Xadalu.-Exposta-no-museu-junto-a-artesanatos-indigenas-300x236.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/5.-Sinalizacao-Area-Indigena-de-Xadalu.-Exposta-no-museu-junto-a-artesanatos-indigenas-768x604.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/5.-Sinalizacao-Area-Indigena-de-Xadalu.-Exposta-no-museu-junto-a-artesanatos-indigenas-1536x1208.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/5.-Sinalizacao-Area-Indigena-de-Xadalu.-Exposta-no-museu-junto-a-artesanatos-indigenas-2048x1610.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Sinaliza\u00e7\u00e3o \u201c\u00c1rea Ind\u00edgena\u201d, de Xadalu. Exposta no museu junto a artesanatos ind\u00edgenas.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/6.-Area-Indigena-2016.-Pintura-no-muro-do-Cais-Maua-em-Porto-Alegre-RS-do-artista-Xadalu-feita-com-colaboracao-de-indigenas.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"606\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/6.-Area-Indigena-2016.-Pintura-no-muro-do-Cais-Maua-em-Porto-Alegre-RS-do-artista-Xadalu-feita-com-colaboracao-de-indigenas-1024x606.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44459\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/6.-Area-Indigena-2016.-Pintura-no-muro-do-Cais-Maua-em-Porto-Alegre-RS-do-artista-Xadalu-feita-com-colaboracao-de-indigenas-1024x606.jpeg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/6.-Area-Indigena-2016.-Pintura-no-muro-do-Cais-Maua-em-Porto-Alegre-RS-do-artista-Xadalu-feita-com-colaboracao-de-indigenas-300x177.jpeg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/6.-Area-Indigena-2016.-Pintura-no-muro-do-Cais-Maua-em-Porto-Alegre-RS-do-artista-Xadalu-feita-com-colaboracao-de-indigenas-768x454.jpeg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/6.-Area-Indigena-2016.-Pintura-no-muro-do-Cais-Maua-em-Porto-Alegre-RS-do-artista-Xadalu-feita-com-colaboracao-de-indigenas.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>\u201c\u00c1rea Ind\u00edgena\u201d, 2016. Pintura no muro do Cais Mau\u00e1, em Porto Alegre\/RS, do artista Xadalu feita com colabora\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas. Foto de Cristiano Lindenmeyer Kunze<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A inser\u00e7\u00e3o da sinaliza\u00e7\u00e3o&nbsp; \u201c\u00c1rea ind\u00edgena\u201d tamb\u00e9m do muro do Cais Mau\u00e1 na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega de Porto Alegre\/RS, remete ao local de chegada dos colonizadores portugueses pelas \u00e1guas. Funciona como um aviso ao colonizador que n\u00e3o para de avan\u00e7ar, um alerta de que aqui, em qualquer lugar, esta \u00e9 uma \u00e1rea ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-rich is-provider-instagram wp-block-embed-instagram\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/tv\/CTAJFKhlrZp\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"><div style=\"padding:16px;\"> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tv\/CTAJFKhlrZp\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <div style=\" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;\"> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;\"><\/div> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;\"><\/div><\/div><\/div><div style=\"padding: 19% 0;\"><\/div> <div style=\"display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;\"><svg width=\"50px\" height=\"50px\" viewBox=\"0 0 60 60\" version=\"1.1\" xmlns=\"https:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" xmlns:xlink=\"https:\/\/www.w3.org\/1999\/xlink\"><g stroke=\"none\" stroke-width=\"1\" fill=\"none\" fill-rule=\"evenodd\"><g transform=\"translate(-511.000000, -20.000000)\" fill=\"#000000\"><g><path d=\"M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631\"><\/path><\/g><\/g><\/g><\/svg><\/div><div style=\"padding-top: 8px;\"> <div style=\" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;\">View this post on Instagram<\/div><\/div><div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\"><div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div><\/div><div style=\"margin-left: 8px;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div> <div style=\" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; 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font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tv\/CTAJFKhlrZp\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A post shared by Jaider Esbell (@jaider_esbell)<\/a><\/p><\/div><\/blockquote><script async src=\"\/\/platform.instagram.com\/en_US\/embeds.js\"><\/script>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Interven\u00e7\u00e3o&#8230;..  <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CTAJFKhlrZp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>https:\/\/www.instagram.com\/p\/CTAJFKhlrZp\/<\/strong><\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4147.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4147-1024x682.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44460\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4147-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4147-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4147-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/4147.jpeg 1222w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>&#8220;Brasil terra ind\u00edgena\u201d (2020), Interven\u00e7\u00e3o com proje\u00e7\u00e3o, de Denilson Baniwa<br>Fonte: https:\/\/revistacontinente.com.br\/edicoes\/240\/desafios-e-surpresas-nas-artes-visuais&#8211;em-2020<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com quest\u00f5es semelhantes, o trabalho de <a href=\"https:\/\/enciclopedia.itaucultural.org.br\/pessoa628975\/denilson-baniwa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Denilson Baniwa<\/a> desafia seus espectadores convocando-os a rever algumas imagens conhecidas e criar outras hist\u00f3rias, recontando a coloniza\u00e7\u00e3o do avesso, para pensar nas possibilidades do presente que poder\u00edamos viver.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Denilson \u00e9 artista, ativista pela causa ind\u00edgena, cientista e amazonense e, em seu trabalho, essas \u00e1reas confluem e se completam. Na obra <em>Brasil Terra Ind\u00edgena<\/em> o artista ativista junto ao <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/coletivocoletores\/?hl=pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Coletivo Coletores<\/a> utiliza proje\u00e7\u00e3o a laser sobre o \u201cMonumento \u00e0s Bandeiras\u201d para recontar de outra forma a hist\u00f3ria da coloniza\u00e7\u00e3o. Essa obra \u00e9 veiculada na internet e obt\u00e9m alcance mundial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui a tecnologia \u00e9 ferramenta n\u00e3o s\u00f3 de coloniza\u00e7\u00e3o dos colonizadores, num \u00edmpeto de retrata\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o (e da\u00ed o potencial provocativo da obra de Denilson) como tamb\u00e9m de recontar a hist\u00f3ria e apresent\u00e1-la a todos. A pr\u00f3pria narrativa como coloniza\u00e7\u00e3o de mentes, que a partir dela confeccionam novas narrativas, narrativas futuras que podem penetrar realidades presentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>INVAS\u00c3O DE TERRAS E CORPOS<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/7.-Obra-Invasao-Colonial-Meu-Corpo-Nosso-Territorio.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"724\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/7.-Obra-Invasao-Colonial-Meu-Corpo-Nosso-Territorio-1024x724.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44461\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/7.-Obra-Invasao-Colonial-Meu-Corpo-Nosso-Territorio-1024x724.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/7.-Obra-Invasao-Colonial-Meu-Corpo-Nosso-Territorio-300x212.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/7.-Obra-Invasao-Colonial-Meu-Corpo-Nosso-Territorio-768x543.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/7.-Obra-Invasao-Colonial-Meu-Corpo-Nosso-Territorio-1536x1086.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/7.-Obra-Invasao-Colonial-Meu-Corpo-Nosso-Territorio.jpg 1697w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Obra &#8220;Invas\u00e3o Colonial: Meu Corpo Nosso Territ\u00f3rio&#8221;, de Xadalu. <br>Fonte: <a href=\"https:\/\/docplayer.com.br\/50821632-Xadalu-urban-movement-xadalu-teta-nhemomyi.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/docplayer.com.br\/50821632-Xadalu-urban-movement-xadalu-teta-nhemomyi.html<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/25491855.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"466\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/25491855.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44462\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/25491855.jpg 700w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/25491855-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Exposi\u00e7\u00e3o de Xadalu no MACRS, Museu de Arte Contempor\u00e2nea do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre\/RS . Foto: F\u00e1bio Alt<br>Fonte: <a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/cultura-e-lazer\/artes\/noticia\/2020\/01\/em-cartaz-no-mac-rs-xadalu-aproxima-mundo-da-arte-contemporanea-das-aldeias-guaranis-no-estado-ck5wx1boj0dv101qdqgvea3hu.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/cultura-e-lazer\/artes\/noticia\/2020\/01\/em-cartaz-no-mac-rs-xadalu-aproxima-mundo-da-arte-contemporanea-das-aldeias-guaranis-no-estado-ck5wx1boj0dv101qdqgvea3hu.html<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>IND\u00cdGENA x ALIEN\u00cdGENA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">P\u00e9 no ch\u00e3o,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">p\u00e9 de ouvido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enterra, semente desperta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Corpo \u00e9 terra<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ou\u00e7o a terra. Piso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao alto da terra. Ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Morte na terra. Subterr\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Retorno \u00e0 terra. Caminho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Gustavo Caboco)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O jovem artista Gustavo Caboco desenvolve uma roupa que s\u00f3 pode ser vestida coletivamente. Em um dos bordados se l\u00ea as palavras em oposi\u00e7\u00e3o: Ind\u00edgena X Alien\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir de seus significados:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ind\u00edgena<\/strong>: natural de um pa\u00eds ou localidade, origin\u00e1rio da terra, se op\u00f5e ao alien\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Alien\u00edgena:<\/strong> o de fora<strong> (<\/strong>extraterrestre), o estranho, desconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/GustavoCaboco_Bienal.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"43796\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/GustavoCaboco_Bienal-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-43796\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/GustavoCaboco_Bienal-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/GustavoCaboco_Bienal-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/GustavoCaboco_Bienal-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/GustavoCaboco_Bienal.jpg 1199w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Obra de Gustavo Caboco durante a 34a Bienal de S\u00e3o Paulo.  \u00a9 Levi Fanan \/ Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Imagem2_GustavoCaboco.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"317\" height=\"449\" data-id=\"43797\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Imagem2_GustavoCaboco.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-43797\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Imagem2_GustavoCaboco.jpg 317w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Imagem2_GustavoCaboco-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 317px) 100vw, 317px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Retorno \u00e0 terra &#8211; https:\/\/caboco.tv\/work\/retorno-a-terra-ano-7\/ <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Imagem3_GustavoCaboco.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"316\" height=\"447\" data-id=\"43798\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Imagem3_GustavoCaboco.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-43798\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Imagem3_GustavoCaboco.jpg 316w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Imagem3_GustavoCaboco-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 316px) 100vw, 316px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Retorno \u00e0 terra &#8211; https:\/\/caboco.tv\/work\/retorno-a-terra-ano-7\/<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ouve Wapichana, Gustavo Caboco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trabalhando com a ideia de retorno, Caboco oferece uma perspectiva voltada ao panorama da trajet\u00f3ria ancestral ind\u00edgena antes e ap\u00f3s a a\u00e7\u00e3o colonizadora. Apresentando como av\u00f3s a terra e o tempo, o artista relaciona a realidade das culturas ind\u00edgenas com o todo e o consegue por meio de ilustra\u00e7\u00f5es, instala\u00e7\u00f5es e v\u00eddeo performances.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Programa Convida: Gustavo Caboco\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/N3cflT8L0Ag?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com uma instala\u00e7\u00e3o de diversas obras na 34\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo, Caboco traz a leitura de seu povo, por meio de desenho e anima\u00e7\u00e3o digital, da<a href=\"http:\/\/www.bienal.org.br\/post\/7901\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> hist\u00f3ria da pedra Bendeg\u00f3<\/a>, meteorito que caiu na Bahia e foi encontrado em 1784. Ele esteve exposto como s\u00edmbolo de resist\u00eancia quando permaneceu intacto ap\u00f3s o <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/brasil\/2021\/09\/4947344-incendio-no-museu-nacional-no-rio-de-janeiro-completa-tres-anos-relembre.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">inc\u00eandio do Museu Nacional do Rio de Janeiro<\/a>, acontecido em 2018. Uma queda do c\u00e9u que, segundo o artista, \u00e9 a vov\u00f3 da terra e que, em seu desenho, contem dentro de si um ser humano.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/8.-Detalhe-da-instalacao-Kanau-kyba.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"347\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/8.-Detalhe-da-instalacao-Kanau-kyba-1024x347.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44463\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/8.-Detalhe-da-instalacao-Kanau-kyba-1024x347.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/8.-Detalhe-da-instalacao-Kanau-kyba-300x102.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/8.-Detalhe-da-instalacao-Kanau-kyba-768x260.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/8.-Detalhe-da-instalacao-Kanau-kyba.jpg 1155w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Detalhe da instala\u00e7\u00e3o Kanau\u2019kyba [Caminho das Pedras] (2020), de Gustavo Caboco&nbsp; <br>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.select.art.br\/34a-bienal-a-etica-da-relacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.select.art.br\/34a-bienal-a-etica-da-relacao\/<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Se o Brasil \u00e9 uma terra constantemente sendo roubada de seus ind\u00edgenas, na cosmovis\u00e3o dos primeiros moradores deste lugar, os ind\u00edgenas \u00e9 que s\u00e3o da terra. Apropriar-se de um territ\u00f3rio e ser propriet\u00e1rio dele s\u00e3o ideias e a\u00e7\u00f5es do homem branco e seu modo colonial, capitalista, extrativista de pensar a natureza dissociada do ser humano por ele tomada como mera mat\u00e9ria prima.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Pertencer \u00e0 terra, em lugar de ser propriet\u00e1rio dela, \u00e9 o que define o ind\u00edgena. A terra \u00e9 o corpo dos \u00edndios, os \u00edndios s\u00e3o parte do corpo da Terra. A rela\u00e7\u00e3o entre terra e corpo \u00e9 crucial. A separa\u00e7\u00e3o entre a comunidade e a terra tem como sua face paralela, sua sombra, a separa\u00e7\u00e3o entre as pessoas e seus corpos, \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel executada pelo Estado para criar popula\u00e7\u00f5es administradas.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>[&#8230;]&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>S\u00f3 n\u00f3s mesmos podemos nos representar, ou talvez, s\u00f3 n\u00f3s podemos dizer que representamos a terra \u2014 esta terra. <strong>N\u00e3o a \u201cnossa terra\u201d, mas a terra de onde somos, de quem somos. <\/strong>Somos os Involunt\u00e1rios da P\u00e1tria.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>( Eduardo Viveiros de Castro)&nbsp;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devolver a terra aos seus ind\u00edgenas ainda n\u00e3o \u00e9 deixar de posicionar-se como dono dela, numa l\u00f3gica antropoc\u00eantrica. A pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de demarca\u00e7\u00e3o, t\u00e3o necess\u00e1ria diante de um exterm\u00ednio que nunca cessou e que passa cada vez mais diante de nossos olhos, parece ser uma luta a ser feita nos termos do colonizador e seu Estado. A ferida irrevers\u00edvel nas rela\u00e7\u00f5es culturais com o territ\u00f3rio \u00e9 uma d\u00edvida que nunca poder\u00e1 ser paga apenas em hectares e linhas num mapa.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/9.-Desenho-de-Jaider-Esbell-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"618\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/9.-Desenho-de-Jaider-Esbell-1-1024x618.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44465\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/9.-Desenho-de-Jaider-Esbell-1-1024x618.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/9.-Desenho-de-Jaider-Esbell-1-300x181.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/9.-Desenho-de-Jaider-Esbell-1-768x463.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/9.-Desenho-de-Jaider-Esbell-1-1536x926.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/9.-Desenho-de-Jaider-Esbell-1.jpg 2011w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Desenho de Jaider Esbell. <br>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.jaideresbell.com.br\/site\/2016\/07\/01\/it-was-amazon\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.jaideresbell.com.br\/site\/2016\/07\/01\/it-was-amazon\/<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No desenho de Jaider Esbell, o colonizador \u00e9 o alien\u00edgena no disco voador que pousa nas terras desmatadas para cria\u00e7\u00e3o de gado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Longe de um caminho de demarca\u00e7\u00e3o e restitui\u00e7\u00e3o, o Brasil tem avan\u00e7ado em sentido contr\u00e1rio, a uma retomada sistem\u00e1tica e abertamente autorizada pelo governo da invas\u00e3o que nunca cessou de acontecer, como se pode ver na subtra\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os equivalentes a <a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/noticias-socioambientais\/cicatrizes-na-floresta-garimpo-avancou-30-na-terra-indigena-yanomami-em-2020\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">500 campos de futebol devastados para garimpo na Terra Ind\u00edgena Yanomami<\/a>, entre os estados do Amazonas e Roraima. Temos visto tamb\u00e9m o <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2021-06-22\/mineracao-e-garimpo-disputam-area-maior-do-que-a-belgica-dentro-da-terra-indigena-yanomami.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apoio do atual governo de Jair Bolsonaro aos requerimentos de mais de 3 milh\u00f5es de hectares<\/a> das terras desse povo, o que se passa tamb\u00e9m na <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/garimpo-em-terra-indigena-quando-a-pos-verdade-vale-ouro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Terra Ind\u00edgena Munduruku no Par\u00e1<\/a> onde mais de 12 mil habitantes ind\u00edgenas se veem obrigados a conviver com altos n\u00edveis de contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atrav\u00e9s das manifesta\u00e7\u00f5es da sua arte, os ind\u00edgenas t\u00eam tentado nos mostrar que, a menos que se possa reelaborar modos de viver para que estes sobrevivam, nada mais sobreviver\u00e1. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quando a arte contempor\u00e2nea ind\u00edgena transforma-se numa a\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia na qual o conceito de arte ind\u00edgena se altera para falar conosco, atingindo com amplitude a Bienal de S\u00e3o Paulo e outras grandes exposi\u00e7\u00f5es, conseguimos ouvir?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Com que olhares e molduras acessamos as imagens produzidas pelos artistas ind\u00edgenas? Como tentamos territorializ\u00e1-las, captur\u00e1-las ao inv\u00e9s de sermos capturados por elas?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com as palavras cr\u00edticas de Ailton Krenak e po\u00e9ticas de Jaider Esbell, paramos por aqui, por um instante, enquanto docentes e estudantes de arte, para nos deixar percorrer por outros sentidos e concep\u00e7\u00f5es de viver.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<cite>&#8220;A vida n\u00e3o \u00e9 um garimpo para voc\u00ea prospectar. \u00c9 um lugar para voc\u00ea experimentar&#8221; (Ailton Krenak, 2021)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<cite>\u00c9 que pouco ganhamos ao disputar. \u00c9 que pouco somamos ao despistar.  \u00c9 que n\u00e3o \u00e9 nem um pouco elegante enganar, humilhar, trapacear. Talvez, seria mais nobre a paridade; comer, cada um, suas metades. Quando a mesa \u00e9 posta pronta, h\u00e1 um lado opressor na etiqueta. Quando as regras surgem impostas, algu\u00e9m marcou por si, e isso ainda \u00e9 grave. Para onde queremos ir, isso n\u00e3o vai servir. N\u00e3o serve aos que vem de outra verve. Portanto, tivemos que vir at\u00e9 aqui, e deste ponto em diante, at\u00e9 os outros cantos, os caminhos se fazem por si. (EISBELL, 2020)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>REFER\u00caNCIAS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>34\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo: Faz escuro mas eu canto: cat\u00e1logo<\/strong> \/ Elvira Dyangani Ose, Et. al &#8211; S\u00e3o Paulo: Bienal de SP, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Primeiros ensaios: publica\u00e7\u00e3o educativa da 34\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo. <\/strong>[curadoria Jacopo Crivelli Visconti]<strong> <\/strong>S\u00e3o Paulo: Bienal de SP<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KOPENAWA, Davi. ALBERT, Bruce.<strong> A queda do c\u00e9u:<\/strong> palavras de um xam\u00e3 yanomami. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MARTINS, Dione, ZIMOVSKI, Adauany, JONER, Carla.(Org.) <strong>Xadalu: Movimento Urbano<\/strong>. <strong>Urban Movement Xadalu &#8211; Tet\u00e3 Nhemom\u1ef9\u0129.<\/strong> Porto Alegre: Joner Produ\u00e7\u00f5es, 2017<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E-book dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/docplayer.com.br\/50821632-Xadalu-urban-movement-xadalu-teta-nhemomyi.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/docplayer.com.br\/50821632-Xadalu-urban-movement-xadalu-teta-nhemomyi.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Site Xadalu: <a href=\"https:\/\/www.xadalu.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.xadalu.com\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Instagram Xadalu: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/xadalubrasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.instagram.com\/xadalubrasil\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre Gustavo Caboco: <a href=\"https:\/\/www.artequeacontece.com.br\/o-retorno-a-terra-de-gustavo-caboco-em-busca-de-suas-raizes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.artequeacontece.com.br\/o-retorno-a-terra-de-gustavo-caboco-em-busca-de-suas-raizes\/<\/a>)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Exposi\u00e7\u00e3o de Denilson Baniwa: <a href=\"https:\/\/kinobeat.com\/exposicao-denilson-baniwa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/kinobeat.com\/exposicao-denilson-baniwa\/<\/a><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre Denilson Baniwa: <a href=\"https:\/\/enciclopedia.itaucultural.org.br\/pessoa628975\/denilson-baniwa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/enciclopedia.itaucultural.org.br\/pessoa628975\/denilson-baniwa<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cesar Sanson Povos ind\u00edgenas. Os involunt\u00e1rios da P\u00e1tria (citando Viveiros de Castro): <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/554056-povos-indigenas-os-involuntarios-da-patria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/554056-povos-indigenas-os-involuntarios-da-patria<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SAIBA MAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Flecha Selvagem <\/strong>(S\u00e9rie de curta-metragens idealizados por Aiton Krenak em suas \u201cIdeias para adiar o fim do mundo\u201d): <a href=\"http:\/\/selvagemciclo.com.br\/flecha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/selvagemciclo.com.br\/flecha\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>V\u00eddeo nas Aldeias<\/strong> (Projeto de cinema): <a href=\"http:\/\/www.videonasaldeias.org.br\/2009\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.videonasaldeias.org.br\/2009\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>R\u00e1dio Yand\u00ea <\/strong>(1\u00aa R\u00e1dio Ind\u00edgena web do Brasil): <a href=\"https:\/\/radioyande.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/radioyande.com\/<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nelson D<\/strong> (DJ ind\u00edgena de M\u00fasica eletr\u00f4nica): <a href=\"https:\/\/instagram.com\/nelsondofficial?utm_medium=copy_link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/instagram.com\/nelsondofficial?utm_medium=copy_link<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Podcast <\/strong><a href=\"https:\/\/podcasts.google.com\/feed\/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy82MTE5OGQ5OC9wb2RjYXN0L3Jzcw\/episode\/NGQ4ZjM1ZTgtYTk3MC00OGVlLWFkYTgtZTgzZjdiODcwODg3?ep=14\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Nhexyr\u00f5:<\/strong> artes ind\u00edgenas em rede<\/a>: https:\/\/podcasts.google.com\/feed\/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy82MTE5OGQ5OC9wb2RjYXN0L3Jzcw\/episode\/NGQ4ZjM1ZTgtYTk3MC00OGVlLWFkYTgtZTgzZjdiODcwODg3?ep=14<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O retorno \u00e0 terra de Gustavo Caboco:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.artequeacontece.com.br\/o-retorno-a-terra-de-gustavo-caboco-em-busca-de-suas-raizes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.artequeacontece.com.br\/o-retorno-a-terra-de-gustavo-caboco-em-busca-de-suas-raizes\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.select.art.br\/demarcacao-de-territorios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.select.art.br\/demarcacao-de-territorios\/ <\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;\u201c<strong>Xadalu e Mburuvix\u00e1 Cirilo: Cosmovis\u00e3o, tempo e natureza<\/strong>\u201d (Entrevista): <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8HIgXphCHH8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8HIgXphCHH8<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VEJA TAMB\u00c9M NO SITE DO ARTEVERSA:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/por-que-falar-das-formas-expressivas-indigenas-nas-escolas\/\">Por que falar das formas expressivas ind\u00edgenas nas escolas?<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/arte-indigena-contemporanea-olhares-e-busca-de-uma-professora-de-artes-visuais\/\">ARTE IND\u00cdGENA CONTEMPOR\u00c2NEA: olhares e busca de uma professora de artes visuais<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Texto e pesquisa:<\/strong> Diane Sbardelotto, Estela B\u00f6ckmann, Hariel Souza, Luciana Gruppelli Loponte<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o:<\/strong> Diane Sbardelotto e Luciana Gruppelli Loponte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este texto continua a discuss\u00e3o sobre arte contempor\u00e2nea ind\u00edgena que come\u00e7amos aqui&nbsp;no site do ARTEVERSA e tamb\u00e9m presta uma homenagem a Jaider Esbell, artista com quem aprendemos tanto, e que infelizmente partiu precocemente, em novembro de 2021.&nbsp; Procurando evidenciar a rela\u00e7\u00e3o ind\u00edgena com seu territ\u00f3rio, e, tentando ainda, como disse o artista, \u201cantes arte do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":44465,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[388,373,593,603,600,602,594,428,601],"class_list":["post-43776","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artistas","tag-arte-e-natureza","tag-arte-indigena","tag-arte-indigena-contemporanea","tag-denilson-baniwa","tag-fronteiras-culturais","tag-gustavo-caboco","tag-jaider-esbell","tag-territorio","tag-xadalu"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43776","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43776"}],"version-history":[{"count":24,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43776\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44473,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43776\/revisions\/44473"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44465"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43776"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43776"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}