﻿{"id":43817,"date":"2022-02-25T12:44:36","date_gmt":"2022-02-25T12:44:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/?p=43817"},"modified":"2022-02-25T12:44:37","modified_gmt":"2022-02-25T12:44:37","slug":"angelica-dass-e-o-projeto-humanae-qual-a-cor-da-sua-pele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/angelica-dass-e-o-projeto-humanae-qual-a-cor-da-sua-pele\/","title":{"rendered":"Ang\u00e9lica Dass e o projeto Humanae: qual a cor da sua pele?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que voc\u00ea responde ou pensa quando ouve essa pergunta:<em> qual a cor da sua pele? <\/em>Essa \u00e9 uma pergunta importante? A cor da sua pele afeta o seu modo de viver?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f1.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"690\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f1-1024x690.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-43821\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f1-1024x690.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f1-300x202.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f1-768x517.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f1-1536x1035.png 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f1-2048x1380.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Artista Ang\u00e9lica Dass em fala sobre seu projeto \u201cHumanae\u201d<br>(Fonte: <a href=\"http:\/\/iberecamargo.org.br\/qual-a-cor-da-sua-pele-angelica-dass\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/iberecamargo.org.br\/qual-a-cor-da-sua-pele-angelica-dass\/<\/a>)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cO que eu desejo \u00e9 que a vida de um n\u00e3o valha menos do que a vida do outro.\u201d <\/em>\u00c9 o que a artista contempor\u00e2nea Ang\u00e9lica Dass espera do futuro, em rela\u00e7\u00e3o ao impacto de seu trabalho intitulado \u201cHumanae\u201d (do latim \u201chumano\u201d). Em uma <a href=\"https:\/\/vogue.globo.com\/Vogue-Gente\/noticia\/2021\/08\/angelica-dass-humanae.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">entrevista<\/a> cujo mote \u00e9 uma revis\u00e3o sobre a Semana de Arte de 1922 &#8211; evento hist\u00f3rico que pretendeu mostrar ao mundo aquilo que uma elite art\u00edstica pensou como \u201ca arte genuinamente brasileira\u201d &#8211; a artista visual carioca recolore muitas quest\u00f5es do que \u00e9 ser uma mulher negra brasileira. Atualmente residindo na Espanha, Ang\u00e9lica tem sua arte mais exposta e reconhecida fora do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/angelicadass.com\/pt\/foto\/humanae\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Humanae<\/em><\/a> come\u00e7ou em 2007 com um turbilh\u00e3o de perguntas advindas da percep\u00e7\u00e3o e viv\u00eancias da desumaniza\u00e7\u00e3o provocada pelo racismo. Este preconceito contra pessoas que s\u00e3o racializadas, ou seja, \u00e0s quais se atribui uma cor dentro do espectro de \u201cn\u00e3o-branco\u201d, onde toma-se a branquitude como ponto de refer\u00eancia e centralidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Como aponta a professora Gl\u00e1dis Kaercher,<em> \u201c[&#8230;] em nossa cultura a branquidade tende a ser tomada como um estado &#8216;normal e universal&#8217; do ser, um padr\u00e3o pelo qual todo o resto \u00e9 medido, um cotejo que baliza a avalia\u00e7\u00e3o de todos os desvios[&#8230;]\u201d<\/em> (KAERCHER, 1999, p.114).<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como mulher negra, Ang\u00e9lica recebia a indaga\u00e7\u00e3o frequente sobre de qual cor nasceria um filho entre a artista e seu marido espanhol, homem branco com apar\u00eancia rosada. Dessa quest\u00e3o t\u00e3o invasiva, mas t\u00e3o sintom\u00e1tica, come\u00e7a a constru\u00e7\u00e3o de um grande mosaico fotogr\u00e1fico com milhares de retratos de pessoas de todo o mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No projeto<em> Humanae<\/em>, a cor da ponta do nariz de cada modelo que posa para ser fotografado pela artista \u00e9 replicada ao fundo da imagem e catalogada por sua tonalidade no sistema <a href=\"https:\/\/www.pantone.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Pantone<\/em><\/a><em>, <\/em>uma esp\u00e9cie de biblioteca de cores. Uma escala industrial que Ang\u00e9lica recriou como uma escala humana de tons de pele.<em>&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A s\u00e9rie, que atualmente j\u00e1 conta com quase 5 mil rostos realizados em 20 pa\u00edses, apresenta uma diversidade n\u00e3o s\u00f3 de tons de cor e nacionalidades, como tamb\u00e9m de tra\u00e7os \u00e9tnicos, g\u00eaneros, idades, estilos, religi\u00f5es e classes sociais. \u00c9 composta de seres humanos de contextos diversos, pessoas que se voluntariaram a participar da obra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao expor as linhas divis\u00f3rias e borramentos que pintam o conceito de ra\u00e7a, <em>Humanae<\/em> torna vis\u00edveis as constru\u00e7\u00f5es da racializa\u00e7\u00e3o que categoriza em pretos, brancos e pardos aqueles cujas cores t\u00eam infinitas nuances. Muito da face sens\u00edvel do trabalho de Ang\u00e9lica parte da refer\u00eancia autobiogr\u00e1fica na constru\u00e7\u00e3o de <em>Humanae<\/em>: vinda de uma fam\u00edlia de muitas cores com av\u00f3s brancos e pai e m\u00e3e pretos e ind\u00edgenas, as diferen\u00e7as de cor ou ra\u00e7a nunca foram quest\u00f5es para os la\u00e7os familiares, mas constitu\u00edram, fora deles, situa\u00e7\u00f5es racistas entre as quais Ang\u00e9lica relata ter que recorrentemente responder se era empregada dom\u00e9stica e, quando crian\u00e7a, ser exclu\u00edda por ter sido comparada \u201c\u00e0 cor da merda\u201d.&nbsp;Ao come\u00e7ar a expor e perceber que sua obra havia ido dos museus para as salas de aula, a artista passou a incluir oficinas e pensar nas a\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas junto ao seu trabalho. Ap\u00f3s receber muitas mensagens de professores, Ang\u00e9lica Dass abriu recentemente em seu Instagram uma <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CXgY0Xwgx7P\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">chamada para educadores contarem as experi\u00eancias que realizaram com sua obra<\/a>. Lhe interessa mencionar e divulgar, fomentar esses acontecimentos junto ao seu trabalho, ser tamb\u00e9m uma artista educadora que quer conhecer os impactos sociais daquilo que prop\u00f4s com sua arte.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Somos todos Humanae | Angelica Dass | TEDxSaoPaulo\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kcYKRNbW_iw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:46px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na continuidade deste texto, apresentamos algumas propostas pedag\u00f3gicas relacionadas, de algum modo, ao projeto Humanae: o relato de propostas desenvolvidas pela professora Diane Sbardelotto em escolas do interior do Rio Grande do Sul; o material did\u00e1tico criado por \u00c1rio Gon\u00e7alves, aluno da licenciatura em Artes Visuais da UFRGS em um dos seus est\u00e1gios, intitulado por ele \u201cA presen\u00e7a da aus\u00eancia\u201d e a cria\u00e7\u00e3o do giz de cera de tons de pele, no \u00e2mbito do projeto UNIAFRO &#8211; UFRGS, coordenado pela professora Gladis Kaercher.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:21px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f2-1.png\"><img decoding=\"async\" width=\"807\" height=\"813\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f2-1.png\" alt=\"\" data-id=\"43827\" data-link=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/?attachment_id=43827\" class=\"wp-image-43827\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f2-1.png 807w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f2-1-298x300.png 298w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f2-1-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f2-1-768x774.png 768w\" sizes=\"(max-width: 807px) 100vw, 807px\" \/><\/a><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f3-1-1024x976.png\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"976\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f3-1-1024x976.png\" alt=\"\" data-id=\"43828\" data-link=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/?attachment_id=43828\" class=\"wp-image-43828\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f3-1-1024x976.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f3-1-300x286.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f3-1-768x732.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f3-1-1536x1463.png 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f3-1.png 1716w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f4-4.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"584\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f4-4-1024x584.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-43837\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f4-4-1024x584.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f4-4-300x171.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f4-4-768x438.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f4-4-1536x876.png 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f4-4-2048x1167.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Humanae exposto na Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo, de Porto Alegre\/RS. (Foto: Diane Sbardelotto)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Conversar sobre Humanae na escola:\u00a0 algumas experi\u00eancias no interior do Rio Grande do Sul, por Diane Sbardelotto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c<em>Parece que a artista n\u00e3o tenta nos convencer, mas a gente percebe na hora, tem uma coisa que ela causa&#8230; ai sora, eu n\u00e3o sei explicar, mas acho que voc\u00eas entenderam<\/em>.\u201d Comentou um aluno do Ensino M\u00e9dio na aula em que trabalhamos com Humanae. Outro estudante, do 6\u00ba ano, mencionara \u201c<em>Como ela explica bem, a gente entende<\/em>\u201d depois de assistirmos \u00e0 fala da artista.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>Qual a cor da sua pele? <\/em>era a pergunta que eu escrevia no quadro branco com caneta preta ao iniciar a aula. N\u00e3o parecia uma pergunta t\u00e3o dif\u00edcil de responder, para mim, uma professora de arte \u201cdita branca\u201d que sabia da necessidade de falar de racismo com meus alunos, mas cujos efeitos n\u00e3o sinto na minha pele.\u00a0<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas aulas, procuramos a nossa pr\u00f3pria cor olhando para nossos bra\u00e7os, nossas m\u00e3os, na tinta, no espelho, nas selfies, mas nunca encontramos uma resposta definitiva j\u00e1 que, como apontaram os pr\u00f3prios alunos em suas descobertas, as palmas das m\u00e3os eram mais claras que o dorso e que os bra\u00e7os, e ainda assim mudariam de tom entre o inverno e o ver\u00e3o. O que nos foi poss\u00edvel, todas as vezes, foi nos aproximarmos do tom de cada um e isso j\u00e1 era enfrentar um abismo na percep\u00e7\u00e3o de si.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sempre que terminava de assistir ao v\u00eddeo com a palestra da Ang\u00e9lica, \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=kcYKRNbW_iw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Somos todos Humanae<\/a>\u201d, na sala de aula, antes que eu perguntasse qualquer coisa, os alunos queriam falar. <em>\u201cProfe, n\u00f3s vamos fazer a nossa cor tamb\u00e9m!?\u201d<\/em>, alguns estudantes designaram essa tarefa como um pedido enquanto outros traziam hist\u00f3rias sobre pessoas com a pele mais escura ou mais clara nas suas fam\u00edlias, nos filmes, nas not\u00edcias, na pr\u00f3pria escola, abrindo espa\u00e7o para outros falarem tamb\u00e9m de suas composi\u00e7\u00f5es de viv\u00eancias pessoais entre os v\u00e1rios tons de gente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Afetados pessoalmente pela intimidade que a artista compartilha ao contar sobre as cores de seus pr\u00f3prios familiares, dando \u00e0s peles deles nomes comparativos como cor de camar\u00e3o, chocolate, canela, caramelo, os alunos espontaneamente muitas vezes fizeram <em>Humanae<\/em> se multiplicar. Inclu\u00edram os pr\u00f3prios rostos dentro da obra, atrav\u00e9s de pinturas, desenhos, fotografias e conversas que tornavam a si pr\u00f3prios pe\u00e7as desse mosaico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Houve tamb\u00e9m, \u00e9 preciso dizer, aqueles que engoliram ou optaram por um sil\u00eancio e \u00e9 esse ponto que ainda precisaremos enfrentar. Quando comecei a usar Humanae na escola, est\u00e1vamos em aulas remotas e como meus estudantes provavelmente n\u00e3o teriam tintas, propus que procurassem fotografar sua cor nos objetos da casa e inventassem nomes para elas. Batatas, paredes, texturas de m\u00f3veis, sof\u00e1, o cachorro e outras pessoas da casa apareceram nas fotos ao lados deles. Os nomes inventados como: desmaiado, cor do pudim e cor do caramelo do pudim, <em>nutella <\/em>um pouco mais escura, <em>antique white<\/em>, palete, \u00a0entre outros, seriam uma brincadeira sugestiva ao Pantone e ao tal \u201cl\u00e1pis cor da pele\u201d do qual falaremos mais adiante.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:21px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f5.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"826\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f5-1024x826.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-43839\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f5-1024x826.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f5-300x242.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f5-768x619.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f5-1536x1239.png 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f5.png 2016w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Fotografias realizadas por alunos buscando suas cores de pele em objetos de suas casas. (Fonte: Acervo de portf\u00f3lios de artes dos alunos do IFSUL de Sapucaia do Sul)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:21px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 presencialmente na escola, para que pudessem comprovar se suas misturas chegaram ao tom \u201cverdadeiro\u201d, por vezes testavam pinceladas em cima das pr\u00f3prias m\u00e3os. Foi simb\u00f3lico que usassem o pr\u00f3prio corpo como paleta, tentando trazer para suas obras um olhar in\u00e9dito sobre sua pele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:21px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f10.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"755\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f10-1024x755.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-43844\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f10-1024x755.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f10-300x221.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f10-768x566.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f10-1536x1133.png 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f10-2048x1510.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Teste de cores realizado por uma estudante em cima da pr\u00f3pria m\u00e3o. (Foto: Diane Sbardelotto)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De fato as experimenta\u00e7\u00f5es de cores, de muitas maneiras, foram trabalhos enriquecedores da experi\u00eancia de observar a si mesmos. Mas, quando repenso os direcionamentos das media\u00e7\u00f5es desse trabalho, percebo o risco de por vezes ficarmos restritos \u00e0 superficialidade de uma discuss\u00e3o meramente focada em <a href=\"https:\/\/www.geledes.org.br\/colorismo-o-que-e-como-funciona\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">colorismo<\/a>. Essa \u00e9 uma quest\u00e3o, mas h\u00e1 muitas outras a enfocar.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery aligncenter columns-3 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f7-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"833\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f7-1-833x1024.png\" alt=\"\" data-id=\"43848\" data-full-url=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f7-1.png\" data-link=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/?attachment_id=43848\" class=\"wp-image-43848\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f7-1-833x1024.png 833w, 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href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f12.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"828\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f12-828x1024.png\" alt=\"\" data-id=\"43850\" data-full-url=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f12.png\" data-link=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/?attachment_id=43850\" class=\"wp-image-43850\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f12-828x1024.png 828w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f12-243x300.png 243w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f12-768x950.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f12-1242x1536.png 1242w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f12.png 1317w\" sizes=\"(max-width: 828px) 100vw, 828px\" \/><\/a><\/figure><\/li><\/ul><figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">Trabalhos realizados por alunos do Ensino Fundamental, 2021<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:21px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda que n\u00e3o nos conhe\u00e7amos, Ang\u00e9lica Dass soube que solicitei a meus alunos criarem perguntas que fariam \u00e0 artista se pudessem conversar com ela. A ideia era aprender a perguntar e a lidar com um tempo em que ainda n\u00e3o ter\u00edamos todas as respostas. Um deles, despretensiosamente, marcou&nbsp; o perfil da artista em seu Instagram, local onde ele estava desenvolvendo seu portf\u00f3lio para as aulas. Inesperadamente, Ang\u00e9lica conversou com esse jovem de Sapucaia do Sul\/RS, formulando respostas diretamente nos stories dela que trouxeram uma enorme alegria para a turma inteira.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:21px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f11.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"870\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f11-1024x870.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-43851\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f11-1024x870.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f11-300x255.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f11-768x653.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f11-1536x1305.png 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f11.png 1917w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Intera\u00e7\u00e3o de Ang\u00e9lica Dass com um estudante de ensino m\u00e9dio atrav\u00e9s de respostas compartilhadas nos Stories do Instagram. Fonte: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mural.artes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.instagram.com\/mural.artes\/<\/a><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Perguntas dentre tantas que o trabalho suscita s\u00e3o uma das grandes riquezas de ser uma obra desestruturante, que \u00e9 compreens\u00edvel, mas que gera d\u00favidas, pol\u00eamicas e curiosidade. Perguntas sobre o processo da artista como:<strong><em>Quantas cores ela encontrou? As cores se repetem? A artista conhece as pessoas? Eles est\u00e3o pelados?&nbsp; <\/em><\/strong>Mas tamb\u00e9m perguntas sobre os problemas do mundo: <strong><em>Profe, existe racismo reverso?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto eu estava preparada para responder essa pergunta retoma a import\u00e2ncia de como professora, eleger trabalhos art\u00edsticos que afetam minhas pr\u00f3prias reflex\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>A presen\u00e7a da aus\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como parte das tarefas da disciplina Est\u00e1gio II &#8211; Doc\u00eancia em Artes Visuais no Ensino Fundamental da Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, realizado de forma remota durante o ano de 2021, o estudante \u00c1rio Gon\u00e7alves criou uma proposta de material did\u00e1tico a partir do trabalho de Ang\u00e9lica Dass, Eust\u00e1quio Neves e Pamela Zorn Vianna que intitulou de <a href=\"https:\/\/ariogoncalves.com.br\/arte-educacao\/presenca-da-ausencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8220;A presen\u00e7a da aus\u00eancia&#8221;<\/a>. Nas atividades sugeridas em busca da \u201ccor certa\u201d, por exemplo, s\u00e3o lan\u00e7adas algumas perguntas: \u201cQuais as diferen\u00e7as de pele entre as cores de pele encontradas e as comumente utilizadas?\u201d, \u201cPelas cores encontradas, \u00e9 poss\u00edvel determinar uma ra\u00e7a\/etnia espec\u00edfica para a pessoa possuidora de tal cor?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o em jogo aqui \u00e9 representatividade, como diz o pr\u00f3prio \u00c1rio, na apresenta\u00e7\u00e3o do seu material:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/image.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"885\" height=\"421\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-43862\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/image.png 885w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/image-300x143.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/image-768x365.png 768w\" sizes=\"(max-width: 885px) 100vw, 885px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ariogoncalves.com.br\/arte-educacao\/presenca-da-ausencia\/ \" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"448\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f13-1024x448.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-43852\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f13-1024x448.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f13-300x131.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f13-768x336.png 768w, 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target=\"_blank\">aqui<\/a><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Um l\u00e1pis cor de pele!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f15.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"771\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f15-1024x771.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-43854\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f15-1024x771.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f15-300x226.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/f15-768x578.png 768w, 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Era preciso dizer um basta!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cAp\u00f3s uma intensa busca por empresas sens\u00edveis e solid\u00e1rias ao nosso objetivo de produzir o primeiro material grafo-pl\u00e1stico nacional voltado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es etnicorraciais no ambiente escolar, encontramos na Koralle uma parceria \u00edmpar! Passadas in\u00fameras reuni\u00f5es, discuss\u00f5es e testagens eis que surgiu a primeira caixa de giz de cera em tons de pele produzida no Brasil. Atualmente estamos em pleno processo criativo e intelectual: tanto o UNIAFRO\/UFRGS segue dando continuidade \u00e0s a\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o continuada, quanto a parceria com Koralle mostra-se cada vez mais frut\u00edfera\u201d (<a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/uniafro\/nossahistoria_giz\">http:\/\/www.ufrgs.br\/uniafro\/nossahistoria_giz<\/a> ).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A caixa de giz de cera em tons de pele foi um sucesso e inspirou outras marcas a lan\u00e7arem produtos similares em diferentes formatos no Brasil. Um gesto simples, uma simples caixa de giz de cera que pode mudar o modo como nos enxergamos em diferentes espa\u00e7os. Veja o v\u00eddeo da professora Gladis Kaercher, uma das idealizadoras do projeto, sobre a sua pr\u00f3pria experi\u00eancia sobre representatividade na escola.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:46px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Cor de pele de quem? Representatividade na escola. | Gladis Kaercher | TEDxUnisinos\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Uw0gkV7SnUY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:46px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>O que pode dizer o projeto Humanae para o modo como lidamos com as diferentes cores de pele presentes na escola?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Que projetos podem surgir na escola, a partir da compreens\u00e3o da cor da pele como constru\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica, al\u00e9m de uma quest\u00e3o formalista?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>De que modo professores, crian\u00e7as e jovens da sua escola cabem em uma caixa de l\u00e1pis de cor de pele? E o que isso diz sobre representatividade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KAERCHER, Gl\u00e1dis E.P.S. <strong>Reifica\u00e7\u00e3o da branquidade; a exalta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria dos incolores.<\/strong> IN: KAERCHER, Gl\u00e1dis. O mundo na caixa: g\u00eanero e ra\u00e7a no Programa Nacional Biblioteca da Escola \u2013 1999. Tese de Doutorado. PPGEDU\/UFRGS (p. 113 a 137)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entrevista \u00e0 Vogue: <a href=\"https:\/\/vogue.globo.com\/Vogue-Gente\/noticia\/2021\/08\/angelica-dass-humanae.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/vogue.globo.com\/Vogue-Gente\/noticia\/2021\/08\/angelica-dass-humanae.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Site da artista: <a href=\"https:\/\/angelicadass.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/angelicadass.com\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Instagram @angelicadass: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/angelicadass\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.instagram.com\/angelicadass\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A beleza do arco-\u00edris da pele humana: <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/04\/23\/cultura\/1461423736_867369.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/04\/23\/cultura\/1461423736_867369.html<\/a>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora que criou estojo de giz de cera para falar de identidade e quest\u00f5es raciais &#8211;\u00a0 <a href=\"https:\/\/pt.globalvoices.org\/2021\/07\/21\/a-professora-brasileira-que-criou-estojo-de-giz-de-cera-para-falar-de-identidade-e-questoes-raciais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/pt.globalvoices.org\/2021\/07\/21\/a-professora-brasileira-que-criou-estojo-de-giz-de-cera-para-falar-de-identidade-e-questoes-raciais\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Texto e pesquisa:<\/strong> Diane Sbardelotto, Luciana Gruppelli Loponte, Hariel Souza, Estela B\u00f6ckmann dos Santos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Revis\u00e3o e Edi\u00e7\u00e3o:<\/strong> Hariel Souza e Luciana Gruppelli Loponte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que voc\u00ea responde ou pensa quando ouve essa pergunta: qual a cor da sua pele? Essa \u00e9 uma pergunta importante? A cor da sua pele afeta o seu modo de viver? \u201cO que eu desejo \u00e9 que a vida de um n\u00e3o valha menos do que a vida do outro.\u201d \u00c9 o que a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":43827,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[606,596,605,607,181,610,424,426,609],"class_list":["post-43817","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artistas","tag-angelica-dass","tag-branquitude","tag-colorismo","tag-cor-de-pele","tag-escola","tag-lapis-de-cor","tag-racismo","tag-racismo-estrutural","tag-representatividade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43817","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43817"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43817\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43866,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43817\/revisions\/43866"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43827"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}