﻿{"id":44033,"date":"2022-09-14T14:46:36","date_gmt":"2022-09-14T14:46:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/?p=44033"},"modified":"2022-09-14T14:46:38","modified_gmt":"2022-09-14T14:46:38","slug":"do-nada-da-materia-em-si-uma-poetica-com-o-caos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/do-nada-da-materia-em-si-uma-poetica-com-o-caos\/","title":{"rendered":"Do nada da mat\u00e9ria em si: uma po\u00e9tica com o caos"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"976\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44034\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem1.jpg 750w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem1-231x300.jpg 231w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><figcaption><strong>Ammunition, 2017<\/strong><br>Adriana Affortunati<br>Porcelana e madeira<br>IV Biennial \u00d6rebro, Sweden<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sabemos, hoje, que o ato de encontrar e o de deslocar um objeto cotidiano, \u00e0s vezes um fragmento dele, realizado pelos artistas, faz com que um significado primeiro, uma funcionalidade, seja abandonada a favor de uma multiplicidade que remete a novos signos. Estes movimentos desterritorializadores, que elevam um objeto em sua materialidade f\u00edsica e fator conceitual a outro plano, assumem nas proposi\u00e7\u00f5es dos artistas contempor\u00e2neos, nuances cada vez mais inventivas, como \u00e9 o caso da artista visual paulista Adriana Affortunati (1982). Em suas obras ela utiliza objetos encontrados e recolhidos do cotidiano, o que permite abrir diversas linhas de pensamento. Uma delas segue os referenciais da hist\u00f3ria da arte, como a presen\u00e7a do <em>objet trouv\u00e9 <\/em>(objeto encontrado), exerc\u00edcio que estimula pensarmos e sentirmos o que a artista em sua po\u00e9tica prop\u00f5e experimentar e que constitui o mundo contempor\u00e2neo. O que nos sugere a po\u00e9tica visual de Adriana? Encarnam-se outras possibilidades de exist\u00eancia dadas pelo campo de for\u00e7as da arte e da experi\u00eancia est\u00e9tica. Vamos, nesta breve apresenta\u00e7\u00e3o da artista, dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s possibilidades de levar tal pr\u00e1tica po\u00e9tica ao campo da Educa\u00e7\u00e3o, da doc\u00eancia e da sala de aula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Objetos e materiais alheios ao plano de composi\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico tradicional da arte come\u00e7aram a aparecer primeiro nas colagens de artistas cubistas e surrealistas. Foram obras realizadas com peda\u00e7os de jornal, imagens fotogr\u00e1ficas, peda\u00e7os de tecidos, materiais naturais como folhas secas e outros tantos objetos. Como exemplos, destacam-se as obras de George Braque (1882-1963) \u201cNatureza-morta com \u00e0s de paus\u201d, de 1911; de Pablo Picasso (1881-1973) \u201cNatureza morta com cadeira de palha\u201d, de 1912 e \u201cGuitarra\u201d, de 1913, na qual ele emprega carv\u00e3o, \u00f3leo, giz e jornais colados sobre tela. Do pintor surrealista Max Ernest (1891-1976) surgem colagens nas obras \u201cDuas crian\u00e7as amea\u00e7adas por um rouxinol\u201d, de 1924, e \u201cFruto de uma longa experi\u00eancia\u201d, de 1919. Assumindo a tridimensionalidade como espa\u00e7o de experi\u00eancia, anunciando o que ir\u00edamos conhecer como instala\u00e7\u00f5es, temos do artista Kurtz Schwirtters (1887-1948) os seus \u201cMerz\u201d, de 1919. Neste percurso hist\u00f3rico, l\u00e1 pelos anos 50, apreciamos as <em>assemblages<\/em> do artista franc\u00eas Jean Dubuffet (1901-1985), te\u00f3rico da Arte Bruta. S\u00e3o montagens que v\u00e3o al\u00e9m das colagens. Em destaque uma obra feita com asas de borboletas cujo t\u00edtulo \u00e9 \u201cJardim de Bibi Trompette\u201d, de 1955.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Selecionar Adriana Affortunati para a cole\u00e7\u00e3o do Arteversa, sup\u00f5e uma d\u00favida primeira: ser\u00e1 que o dada\u00edsta <a href=\"https:\/\/arteref.com\/arte-moderna\/marcel-duchamp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Marcel Duchamp<\/a> (1887-1968) projetava o alcance de seus <em>readymades<\/em> ao longo da hist\u00f3ria? Em como seriam seus desdobramentos? Duchamp, como o senhor dos objetos prontos, assumindo limites extremos, abriu a discuss\u00e3o sobre \u201co que \u00e9 arte?\u201d. Em 1913, tomando uma roda de bicicleta e a enroscando em um acento circular de um banco de madeira, designou tal objeto como \u201cobra de arte\u201d. N\u00e3o podendo ser mais \u00f3bvio deu-lhe o t\u00edtulo de \u201cRoda de bicicleta\u201d. Naquele exato momento, por uma atitude radical, ele colocava em questionamento as ideias preconcebidas quanto a uma defini\u00e7\u00e3o de arte. Possuidor de uma irrever\u00eancia \u00edmpar, pode-se considerar bastante original sua abordagem, um enfrentamento direto aos valores morais que impregnavam o campo da arte e da sociedade no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, j\u00e1 em processos de moderniza\u00e7\u00e3o. Sua atitude foi mais extrema quando criou \u201cA Fonte\u201d, em 1917, obra que ganhou maior divulga\u00e7\u00e3o. Inscrita em uma exposi\u00e7\u00e3o, o p\u00fablico visitante encontrava um mict\u00f3rio de porcelana branca assinado com o pseud\u00f4nimo de R. Mutt, sobre um cubo de madeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na linha hist\u00f3rica, que fixa alguns artistas europeus, encontramos artistas brasileiros que antecedem Adriana Affortunati, ao usarem objetos cotidianos descartados e materiais n\u00e3o tradicionais em suas produ\u00e7\u00f5es pl\u00e1stico-visuais, como H\u00e9lio Oiticica (1937-1980) e seus B\u00f3lides (1963) e Rubens Gerchman (1942-2008) com a s\u00e9rie Caixas de Morar (1966). S\u00e3o trabalhos realizados a partir dos anos 60 cuja linhagem se desenvolver\u00e1 de maneira bastante prof\u00edcua nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, tempo de forma\u00e7\u00e3o de uma infind\u00e1vel lista de artistas que utilizar\u00e3o objetos e materiais inusitados em suas obras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Indagamos acerca dos <em>readymades<\/em> na arte atual, da presen\u00e7a de objetos cotidianos nas obras de artistas que seguem o percurso preconizado por Duchamp: como seus autores ampliam as possibilidades, desdobramentos que produzem diferen\u00e7a no campo da experi\u00eancia est\u00e9ticas com arte? Quais propostas avan\u00e7am e singularizam novos procedimentos misturando-se com as subjetividades do seu tempo? Produ\u00e7\u00f5es com materiais inusitados ainda seguem desafiando o conceito de arte, mas, em muitos casos, encontramos tra\u00e7os que fazem provoca\u00e7\u00f5es para al\u00e9m da pergunta de Duchamp.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Visitar uma exposi\u00e7\u00e3o de Adriana Affortunati \u00e9 entrar em rela\u00e7\u00e3o intensa com um peda\u00e7o de caos restitu\u00eddo pelas for\u00e7as de cria\u00e7\u00e3o, materializado por objetos de toda ordem e tratados por v\u00e1rias linguagens expressivas (<em>site specific<\/em>, objetos, instala\u00e7\u00f5es, fotografias&#8230;). Ela nos diz que trabalha o tempo em suas obras, \u201co tempo que corroi a mat\u00e9ria\u201d, operando com formas que habitam locais de descartes, coisas empoeiradas e em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias. Do nada da mat\u00e9ria em si ela cria uma po\u00e9tica com o caos.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acompanhar por um instante a trajet\u00f3ria de Adriana Affortunati, ouvi-la em um v\u00eddeo ou ler sobre seus trabalhos, consiste em uma tarefa que nos permite atualizar as produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas realizadas nestes mais de cem anos que se passaram depois de Duchamp, em como a arte veio se emaranhando com um viver intensivo. \u00c9 neste sentido que vemos a artista tocar o sens\u00edvel, ao trazer \u00e0 nossa presen\u00e7a destro\u00e7os, dejetos, sobras, enfim, o \u201cin\u00fatil\u201d de um mundo sempre em desconstru\u00e7\u00e3o\/ reconstru\u00e7\u00e3o, que forma fissuras e abre percursos. H\u00e1 uma escuta do material que faz sentir a vida em sua finitude, fluxos de passagens por um tempo de sofrimento e abandono, mas que exercem pot\u00eancia ao viver. Por intera\u00e7\u00f5es e estranhamentos provocados pela linguagem da arte, sem deixar de considerar o jogo \u00e9tico-pol\u00edtico que se trama, a realidade t\u00e3o massacrada pelo clich\u00ea e o lugar comum sofre abalos com processos que afirmam as condi\u00e7\u00f5es humanas e n\u00e3o-humanas de um tempo por vir. Neste momento, cabe indagarmos: <strong>como me fa\u00e7o outro neste contexto? Como difiro-me de mim mesmo quando me encontro capturado pelo campo de for\u00e7as da arte? Sou capaz de perceber que este processo transformador ocorre por agenciamentos coletivos? Que somos coletividades em deslocamentos e devires?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem5.png\"><img decoding=\"async\" width=\"713\" height=\"469\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-44036\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem5.png 713w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem5-300x197.png 300w\" sizes=\"(max-width: 713px) 100vw, 713px\" \/><\/a><figcaption>Enciclop\u00e9dia, 2014 Objetos pregados em paredes e teto de quarto de 12 metros quadrados. Resultado de ocupa\u00e7\u00e3o de 4 meses. Corn\u00e9lia IV Edi\u00e7\u00e3o.  FONTE: https:\/\/www.aaffortunati.com\/about <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem7.jpg\"><img decoding=\"async\" width=\"616\" height=\"395\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem7.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44038\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem7.jpg 616w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem7-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><\/a><figcaption>Die Dauer (A Dura\u00e7\u00e3o), 2020 Exposi\u00e7\u00e3o duo com Enar Dios Rodr\u00edguez. Curadoria de David Komary e assist\u00eancia curatorial de Vasilena Gankovska. IG Bildende Kunst, Viena, Austria.  FONTE: https:\/\/www.aaffortunati.com\/about<\/figcaption><\/figure><\/div>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pela experi\u00eancia alcan\u00e7amos outros sentidos que a imagina\u00e7\u00e3o nos deixa inventar.<\/strong> Em seu mundo, com gestos delicados e \u00e1speras superf\u00edcies, Adriana costura saquinhos de ch\u00e1 j\u00e1 utilizados, torce tecidos, prega placas e travesseiros sobre madeira. Comp\u00f5em obras com carpete, cimento, ferro e cola seca. Articula interven\u00e7\u00f5es com tecidos antigos rasgados e metal. Objetos encontrados, como o espelho de um carro, utens\u00edlios de cozinha antigos, l\u00e3 de ovelha e rolhas de corti\u00e7as, ganham uma exist\u00eancia pr\u00f3pria, um outro lugar na cadeia das formas e das for\u00e7as ativadoras da vida. Luvas usadas de borracha e pregos. Livros antigos e metal enferrujado. Frase datilografadas em papel envelhecido funcionam como um lindo painel com molduras escuras. Esculturas de n\u00f3s. Figuras aformais para fabular novas formas. O disforme como pot\u00eancia para cria\u00e7\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1 outra maneira de pensar e sentir a po\u00e9tica visual de Adriana Affortunati sen\u00e3o pelo tr\u00e2nsito <em>perceptivo<\/em> e <em>afectivo<\/em> que os materiais e os objetos presentes suscitam aos corpos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Despertos pela presen\u00e7a dos materiais recolhidos pela artista, lembramos do preparo de uma aula de arte, e em como eles se aliam a elabora\u00e7\u00e3o de nossas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas. Os acompanhamos por toda parte, em nossa casa, nas cal\u00e7adas, pelo p\u00e1tio da escola, em lojas&#8230; O que faz perguntar: como fazer ver no \u201cin\u00fatil\u201d a dura\u00e7\u00e3o de <em>aion<\/em>, tempo da cria\u00e7\u00e3o? \u00a0Quando pensamos em uma aula de arte, quando buscamos pelos materiais a serem utilizados, o que as obras de Adriana nos apontam como possibilidades inventivas e not\u00e1veis? Como construir outros mundos sobre escombros? Outras aulas, outras escolas, outras vidas? <\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Envolvidos com estas quest\u00f5es adentramos n\u00f3s, professores de arte, ou interessados, em um campo produtivo de saberes. Implicadas com os efeitos das materialidades das obras que nos fazem pensar e alterar os modos de ser professor, quando misturadas ao plano de sensa\u00e7\u00f5es da arte, as experi\u00eancias com arte podem efetuar a constru\u00e7\u00e3o de outras doc\u00eancias, uma vez atentos ao que se passa. Somam-se sensa\u00e7\u00f5es por estranhamentos, encantos e espantos, acontecimentos processados em n\u00f3s e levados a nossos alunos, s\u00e3o disparadores para se pensar a vida em sua heterogeneidade e produ\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7a, e que tem um jeito especial de ocorrer, afinal nos encontramos no campo de for\u00e7as da arte. Importa gerenciar estas linhas que se emaranham e construir um territ\u00f3rio de passagem identificado com as efemeridades e as transitoriedades que a vida inventa e imp\u00f5e, e em sinergia com a arte.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem1-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"526\" height=\"411\" data-id=\"44047\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem1-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44047\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem1-2.jpg 526w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem1-2-300x234.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 526px) 100vw, 526px\" \/><\/a><figcaption>Dire\u00e7\u00e3o, 2015 Tecido datilografado, costurado em mola enferrujada. Projeto Duo. Adriana Affortunati e Tchelo. Galeria Ponder 70, S\u00e3o Paulo, Brasil. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"832\" height=\"556\" data-id=\"44044\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44044\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem4.jpg 832w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem4-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem4-768x513.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 832px) 100vw, 832px\" \/><\/a><figcaption>Proposta, 2013 Porta Joias antigo e trapos (acervo da artista)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2167\" height=\"1437\" data-id=\"44045\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44045\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem3.jpg 2167w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem3-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem3-1024x679.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem3-768x509.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem3-1536x1019.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem3-2048x1358.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2167px) 100vw, 2167px\" \/><\/a><figcaption>O que me crio, 2008 Par avion, exerc\u00edcios de epistolografia. Exposi\u00e7\u00e3o coletiva. Memorial da Am\u00e9rica Latina, S\u00e3o Paulo, Brasil.<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna: do iluminismo aos movimentos contempor\u00e2neos. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1992.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ADRIANA AFFORTUNATI.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.aaffortunati.com\/restauro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.aaffortunati.com\/restauro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ateli\u00ea do Artista: Adriana Affortunati. Revista Bravo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KT0IXPnN-q0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KT0IXPnN-q0<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ARTEINFORMADO. Espacio ibero-americano del arte. <\/strong><strong><u><\/u><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.arteinformado.com\/galeria\/adriana-affortunati\/gorgonas-18595\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.arteinformado.com\/galeria\/adriana-affortunati\/gorgonas-18595<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enciclop\u00e9dia Itaucultural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/enciclopedia.itaucultural.org.br\/termo5370\/ready-made\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/enciclopedia.itaucultural.org.br\/termo5370\/ready-made<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ENTREVISTA COM A ARTISTA ADRIANA AFFORTUNATI. <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC_IQCEv8on9M1rxkrgLnFEQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>ArtSoul &#8211; Sua conex\u00e3o com a arte contempor\u00e2nea<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=yvFeIqX11KY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=yvFeIqX11KY<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hallstatt AIR. Adriana Affortunati. FS1.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=LRjRs6LARew\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=LRjRs6LARew<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Prosa com poeta: Adriana Affortunati<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/oanjosuicida.wixsite.com\/prosacompoeta\/post\/prosa-com-poeta-adriana-affortunati\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/oanjosuicida.wixsite.com\/prosacompoeta\/post\/prosa-com-poeta-adriana-affortunati<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TROUV\u00c9E, 2018 (1 Coleta).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tkewWtYNKeg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tkewWtYNKeg<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Texto e pesquisa:<\/strong> Alberto D&#8217; Avila Coelho, Doutor em Artes Visuais, professor do IFSul-Riograndense &#8211; Pelotas, RS. Contato: cpead.alberto@gmail.com <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Revis\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o:<\/strong> Luciana Gruppelli Loponte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabemos, hoje, que o ato de encontrar e o de deslocar um objeto cotidiano, \u00e0s vezes um fragmento dele, realizado pelos artistas, faz com que um significado primeiro, uma funcionalidade, seja abandonada a favor de uma multiplicidade que remete a novos signos. Estes movimentos desterritorializadores, que elevam um objeto em sua materialidade f\u00edsica e fator [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":44043,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[633,36,254,635,634],"class_list":["post-44033","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artistas","tag-adriana-affortunati","tag-arte-contemporanea","tag-criacao","tag-objetos","tag-ready-made"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44033","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44033"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44033\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44050,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44033\/revisions\/44050"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44043"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44033"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44033"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/arteversa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44033"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}