Aqui você poderá descobrir como funciona uma Oficina de Estudo a partir de vídeos curtos e objetivos (total 30 minutos)
Além da Preparação e da Oficina, a seção Desafios oferece orientação sobre as perguntas mais frequentes
Alguns alunos simplesmente resistem à idéia de terem um papel mais ativo no aprendizado. Não querem participar e, ainda, podem propositadamente atrapalhar os colegas.
Nas Oficinas de Estudo, essa resistência é quebrada com dois recursos: movimentação do professor e repetida intervenção individual oferecendo ajuda e incentivo a executar as etapas devido a sua simplicidade.
Alguns alunos simplesmente resistem à idéia de terem um papel mais ativo no aprendizado. Não querem participar e, ainda, podem propositadamente atrapalhar os colegas.
Nas Oficinas de Estudo, essa resistência é quebrada com dois recursos: movimentação do professor e repetida intervenção individual oferecendo ajuda e incentivo a executar as etapas devido a sua simplicidade.
Você pode estar se perguntando se é possível aplicar as Oficinas de Estudo nas disciplinas exatas. Sim, isso é possível, mas requer algumas adaptações na condução da Oficina.
- É possível trabalhar com conteúdo de livros didáticos ou preparados pelo professor.
- Nas Anotações, o objetivo é anotar o que entenderam e o que ficaram em dúvida. A elaboração de perguntas sobre conteúdo disponibilizado (por exemplo: "O que é o 'termo' do polinômio?"; "Por que as vezes o 'a' é maiúsculo, 'a', e às vezes é minúsculo, 'a'?"...) podem compor as anotações. Note: ao elaborar perguntas acabarão criando condições para as respostas e conseguirão absorver, com isso, uma parte importante do conteúdo de forma crítica.
- É necessário recomendar que circulem os símbolos que não entenderem e que façam flechas desses para onde aparecem no texto ou são definidos. Isso simula o trabalho do professor, no quadro, apontando ostensivamente enquanto explica.
- Além disso, é natural haver um primeiro momento de dúvida e confusão. Continue estimulando os alunos a seguir em frente, lendo, marcando e anotando o que entenderam e formulando perguntas sobre o que não entenderam.
- Essas perguntas vão servir de base para troca de ideias entre os alunos, em grupo ou em grande grupo; poderão ser todas colocadas na lousa e, em último caso, você poderá realizar uma exposição dos "pontos mais importantes”. Sugiro encher a lousa com as perguntas dos alunos, para valorizar o questionamento e tirar o medo de "não saber a resposta". Depois de colocar as perguntas, uma boa dinâmica é "Então, a pergunta é esta, alguém aqui sabe a resposta?" e dessa forma interagir com os alunos.
Sendo diferentes, os alunos avançarão nas 4 etapas em ritmos diferentes. Vale lembrar que esse descompasso será sentido principalmente na passagem da etapa 3 (anotações) para a etapa 4 (exercícios), sendo possível essa passagem quando todos os alunos tiverem, pelo menos, na metade das anotações. Você pode adotar as seguintes estratégias.
Alunos mais rápidos:
Pede-se tarefas mais complexas ou complementares para aqueles que forem acabando a etapa das anotações. Podem ser elaborar perguntas, fazer desenhos sobre o conteúdo, ajudar colegas mais “atrasados”. Atenção: velocidade não é sinônimo de qualidade, contudo, ao invés de corrigir o fazer os alunos, deixando-os inseguros, deixe que eles se dêem por si mesmos o que poderiam ter feito diferente (etapa 4 – exercícios).
Alunos mais lentos:
A atenção ao detalhe e o medo de errar fazem com que alguns alunos levem mais tempo para executar as etapas. Nada de errado nisso. Entretanto, isso pode deixar a sensação de “a Oficina está muito rápida”.
Ajude esses alunos a notar que:
- eles não precisam apreender todas as informações logo nesse primeiro contato com conteúdo;
- a marcação e sublinha não devem ser excessivas (deve-se marcar e sublinhar o que é mais importante, não tudo o que interessa);
- as anotações podem ser bem esquemáticas, não sendo necessário resumir na forma de texto o que foi marcado no texto;
- não é necessário completar anotações detalhadas para participar da etapa 4, exercícios, porque o material já foi lido, marcado e sublinhado. Estimule-os a fazer anotações só sobre o que é mais essencial.
Isso geralmente ocorre quando você procura explicar demais as etapas, por achar que não está sendo exato. Para as primeiras ocasiões, use as “formulações de ouro” indicadas no vídeo e não esqueça de fazer o desenho no quadro para indicar a etapa 2.
Geralmente é causada pela falta de movimentação do professor ou orientações pouco objetivas ao atender os alunos que levantaram a mão. Evite falar sobre o conteúdo ou sobre qualquer outro assunto, pois você poderá tirar o foco dos alunos na execução das tarefas. Use um tom de voz baixo. Veja também “Alunos resistentes”, acima.