Síntese Histórica

Síntese Histórica

O Estatuto da Escola de Engenharia de Porto Alegre, em 1896, determinou a instalação de uma biblioteca com vistas a complementar o ensino em todas as suas instâncias, contendo livros, mapas, globos, cartas, projetos, coleções de leis e regulamentos e outros trabalhos que pudessem interessar ao ensino. Em 1897, então, foi instalada uma biblioteca com 215 volumes de livros científicos doados por particulares e acondicionados em duas grandes estantes envidraçadas. A guarda, a conservação dos impressos, manuscritos e demais materiais, a organização do catálogo metódico da biblioteca, bem como a escrituração da entrada de livros e demais objetos por compra, donativo ou retribuição foram atribuições de competência do bibliotecário descritas naquele mesmo documento.
A Escola de Engenharia de Porto Alegre era constituída também por Institutos especializados, os quais possuíam bibliotecas próprias. Nessa ocasião, somente os professores podiam retirar livros por empréstimo e somente para seu uso e, ainda assim, não excedendo a três dias.
Com o crescimento da Escola, e em razão do aumento do número de alunos e professores, tornou-se necessária a ampliação de suas dependências, incluindo as coleções bibliográficas. Assim, em 1960, a biblioteca central da Engenharia foi transferida para o prédio novo, o qual fora recém construído para esta unidade acadêmica, onde permanece até os dias de hoje. Nesta mesma ocasião passou a se chamar Biblioteca Elyseu Paglioli, em homenagem ao então Reitor desta Universidade.
A organização do acervo da Escola de Engenharia era descentralizada, já que havia uma biblioteca central e algumas bibliotecas especiais, que abrigavam pequenas coleções bibliográficas. Entre 1970 e 1972, a Biblioteca reuniu uma grande quantidade de publicações que se encontravam dispersas pelos departamentos e setores da Escola de Engenharia, constituindo-se numa única sede. Neste mesmo ano passa a integrar o Sistema de Bibliotecas da UFRGS (SBUFRGS), juntamente com as demais setoriais existentes em outras unidades acadêmicas da Universidade.
Em 1974, foi transferida a parte da coleção (livros, folhetos, manuais e periódicos) relacionada à computação para o Centro de Processamento de Dados da UFRGS, no térreo do prédio da Escola de Engenharia, para atender ao Curso de Pós-Graduação em Ciência da Computação, constituindo-se no embrião da futura Biblioteca do Instituto de Informática.
Com o avanço da Engenharia e da Biblioteconomia, a Biblioteca adaptou sua linha de ação às novas perspectivas de ambas as áreas, acrescendo aos objetivos iniciais de organização e manutenção de acervos, características menos passivas, tais como a captação de novos itens, e a disseminação das informações acumuladas, sempre atenta às demandas de seus usuários. O acervo cresceu, tornou-se mais especializado, mantendo sua organização e dividido em duas seções: Seção de Livros, encarregada também dos folhetos, dissertações e teses; e Seção de Periódicos, responsável também por catálogos de cursos, catálogos industriais e normas técnicas; esta última Seção foi deslocada para outro espaço, em nova sala no mesmo andar, em frente à sede.
Em 1989, principia uma fase nova com a implantação do Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi), desenvolvido pela Biblioteca Central e Centro de Processamento de Dados da UFRGS. O SBUFRGS é pioneiro no sul do País em informatização de bibliotecas, apresentando, inicialmente, pequena parte dos catálogos visíveis apenas nas bibliotecas setoriais que os originaram, disponibilizando serviço de correio eletrônico e acesso a bases bibliográficas internacionais via discada (modem). Com a modernização de seus instrumentos de trabalho e técnicas de ação na década de 90, passou a disponibilizar seu catálogo bibliográfico on-line, através do SABi, estando disponível também na Internet.
Para atender uma reivindicação do promissor Centro de Tecnologia desta Escola, em funcionamento no Campus do Vale, transferiu-se para aquele local a parte da coleção que se relacionava com as atividades lá desenvolvidas. Foi então criado, em 1998, o Posto do Serviço de Empréstimos da Biblioteca Elyseu Paglioli junto ao Centro de Tecnologia, que funcionou até 2010, tendo sido desativado porque não mantinha frequência de usuários compatível com a infraestrutura que absorvia. Ainda em 1998, em razão da permanente evolução e crescente demanda de seus serviços, houve novamente uma expansão nas instalações da sede principal, passando a ocupar uma área física de 950 mcom a inclusão de várias salas desocupadas, restando no 2º andar apenas uma sala de aula e o auditório, além dos ambientes da própria biblioteca. Esses ambientes ocupavam, de forma independente cada um deles, as duas alas do prédio: na ala norte a Seção de Livros e na ala sul a Seção de Periódicos.
Ao final de 2002, houve a integração dos espaços e a Biblioteca Elyseu Paglioli passou a ter um único acesso de entrada. A unificação dos ambientes foi realizada de forma provisória, até que fosse possível uma melhor readequação das áreas envolvidas. Nessa mesma oportunidade, foi reavaliada sua forma de atuação, tendo sido reorganizada sua estrutura organizacional, a qual passa a privilegiar os processos desenvolvidos e não mais as coleções existentes. Então o Regimento Interno da Biblioteca foi reestruturado, originando as Divisões de Desenvolvimento de Coleções, Tratamento da Informação, Atendimento ao Usuário e Núcleo de Informática.
Em 2010, a Direção da Escola de Engenharia contrata os serviços de arquitetos experientes em desenvolvimento de projetos de bibliotecas e inicia-se um planejamento integrado com a equipe de bibliotecários, culminando com a reinauguração das novas instalações em 2012, já com 1.300m2 ocupados de forma equilibrada entre acervos e espaços de leitura, com áreas para estudos individuais e em grupos, bem como com sala para videoconferência e um lounge para momentos de integração e lazer da comunidade usuária. Passou a disponibilizar um grande parque de equipamentos, sempre atentando para questões de oferta de mobiliário ergonômico, permitindo acessibilidade universal e ambiente totalmente climatizado. A partir daí, já com uma identidade tecnicamente delineada, a denominação da Biblioteca da Escola de Engenharia se firmou como BIBENG, acompanhada de um novo logo e de uma identidade visual definida e balizada com manual de procedimentos específico para novas intervenções sempre que necessário. As políticas de trabalho foram atualizadas e tornadas públicas, tanto através de material impresso quanto através do sítio da Biblioteca.
Pelo caráter dinâmico desta unidade de informação, suas normas e procedimentos internos foram atualizados e adaptados às atuais exigências da comunidade que atende, as quais incluem agilidade no atendimento, permanente cuidado em obter o máximo desejado pelo usuário, com esforço de manter elevado padrão de qualidade nos serviços oferecidos. O espectro da clientela ampliou-se para além da UFRGS, alcançando estudantes e professores de outras universidades da região, e um maior número de técnicos e especialistas interessados na área de Engenharia provenientes de empresas e indústrias do Estado.
Com a preocupação de manter qualificada a infraestrutura disponibilizada, a BIBENG tem direcionado seus esforços para ampliação de novos serviços e produtos, explorando cada vez mais a possibilidade de fazê-lo através da web sempre que possível. Tem sido pioneira na forma de oferta de informações especializadas na área das Engenharias e de interesse próprios da Instituição, através de um totem digital interativo, o BibInfo, que aponta e acessa dados e informações de instituições nacionais e estrangeiras, bem como oferece um canal interno de TV, a InfoEng TV, com notícias, tutoriais, avisos e programações de interesse da comunidade que atende, localizada em espaço de convivência na própria Biblioteca.
Atualmente, já em meados de 2016, a equipe de trabalho tem crescido na expectativa de maior capacitação, com vistas a manter o desenvolvimento de suas atividades em patamares adequados à clientela que atende. Novos desafios estão em andamento na expectativa permanente de se valer da tecnologia disponível para melhor alcançar as demandas detectadas ou mesmo aquelas ainda não identificadas.

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