Caio Fernando Abreu como dica de leitura para o Dia do Orgulho LGBTQIA+

“Descobre, desvenda. Há sempre mais por trás. Que não te baste nunca uma aparência do real.”

– Caio Fernando Abreu, fragmento de “Dodecaedro Sétimo fragmento da décima terceira voz”, em: Triângulo das águas, 1983.

Caio Fernando Abreu foi um escritor, dramaturgo e jornalista brasileiro. Considerado um dos maiores contistas do Brasil e um expoente de sua geração, nasceu em 1946 em Santiago do Boqueirão, Rio Grande do Sul. Se mudou para Porto Alegre em 1963, onde cursou Letras e Artes Cênicas na UFRGS, mas não as concluiu, porque foi trabalhar como jornalista.  Com uma obra atemporal e agraciado três vezes com o “Prêmio Jabuti de Literatura”, o mais importante prêmio literário do Brasil, Caio F. Abreu teve seus livros traduzidos para línguas como inglês, francês e italiano. No final de década de 60, perseguido pela ditadura, ele se refugiou na casa da escritora Hilda Hilst. Na década de 70, fascinado pela contracultura, muda-se para Europa e vive em comunidade. Em 82, lança o livro “Morangos Mofados” que se torna o seu maior sucesso de público e de crítica. Em 95, lançou “Ovelhas Negras”, uma coletânea de textos escritos desde seus 14 anos. Caio morreu precocemente, aos 47 anos, em Porto Alegre, por complicações decorrentes do HIV. Ele foi o primeiro escritor brasileiro a tratar sobre o tema. 

REFERÊNCIAS:
ABREU, Caio Fernando. Morangos Mofados. Rio de Janeiro: Agir, 1982.
ABREU, Caio Fernando. Ovelhas Negras. Porto Alegre: Sulina, 1995.

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