{"id":1484,"date":"2010-04-26T13:27:00","date_gmt":"2010-04-26T16:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/blogdabc\/poesias-de-vinicius-de-moraes-terao\/"},"modified":"2020-03-19T12:15:44","modified_gmt":"2020-03-19T15:15:44","slug":"poesias-de-vinicius-de-moraes-terao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/poesias-de-vinicius-de-moraes-terao\/","title":{"rendered":"Poesias de Vinicius de Moraes ter\u00e3o acesso livre"},"content":{"rendered":"<div id=\"sort1\" class=\"blocoConteudo\">\n<h4>Quinze livros do poeta s\u00e3o digitalizados e ficam dispon\u00edveis ao p\u00fablico pela  Internet no acervo da Biblioteca Brasiliana USP, a partir desta segunda-feira,  26 de abril<\/h4>\n<div class=\"conteudo\"> A Biblioteca Brasiliana USP diponibiliza a partir das 11h, desta  segunda-feira, 26 de abril, o acervo completo de poemas de Vinicius de Moraes  para leitura e acesso livre pela Internet, na p\u00e1gina <a href=\"http:\/\/www.brasiliana.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.brasiliana.usp.br<\/a>.  <em><strong>Toda poesia de Vinicius de Moraes<\/strong><\/em> re\u00fane 15 livros do  poeta, que foram doados ao projeto pelo bibli\u00f3filo Jos\u00e9 Mindlin. O lan\u00e7amento da  obra digitalizada ser\u00e1 realizado durante a abertura do <a href=\"http:\/\/culturadigital.br\/simposioacervosdigitais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Simp\u00f3sio Internacional de Pol\u00edticas P\u00fablicas para Acervos  Digitais<\/em><\/a>, promovido pelo Minist\u00e9rio da Cultura, Casa da Cultura Digital  e Brasiliana USP, em S\u00e3o Paulo. Entre os livros que comp\u00f5em a cole\u00e7\u00e3o destacam-se <em>O caminho para a  dist\u00e2ncia<\/em> (1933), o primeiro livro publicado; a primeira edi\u00e7\u00e3o de  <em>Orfeu da Concei\u00e7\u00e3o<\/em> (1956), pe\u00e7a em tr\u00eas atos premiada no Concurso de  Teatro do IV Centen\u00e1rio de S\u00e3o Paulo; e <em>Livro de sonetos<\/em> (1957), uma  das mais populares publica\u00e7\u00f5es do poeta. O p\u00fablico poder\u00e1 conhecer a obra num \u00f4nibus-biblioteca de 1928, inspirado  pela Biblioteca Circulante de M\u00e1rio de Andrade, dos Anos 30. O ve\u00edculo ficar\u00e1  estacionado na Rua Martins Fontes, no centro da cidade de S\u00e3o Paulo &#8211; local de  realiza\u00e7\u00e3o do Simp\u00f3sio -, adaptado com cinco <em>e-books<\/em> e som ambiente na  voz do pr\u00f3prio Vinicius declamando seus poemas. A publica\u00e7\u00e3o para livre acesso pela Internet s\u00f3 foi poss\u00edvel depois de  autoriza\u00e7\u00e3o da VM Empreendimentos Art\u00edsticos e Culturais, que det\u00e9m os direitos  sobre a obra do autor. Pela Lei de Direitos Autorais em vigor na \u00e9poca do  falecimento de Vinicius de Moraes, esses poemas s\u00f3 entrariam em dom\u00ednio p\u00fablico  60 anos ap\u00f3s sua morte, ou depois da morte do \u00faltimo herdeiro direto, ou seja,  apenas em 2040. <strong>Perfil \u2013<\/strong> Em 2010 completam-se 30 anos da morte de Vinicius  de Moraes (Rio de Janeiro, 1913-1980). O Poetinha, como era chamado, deixou um  legado dos mais significativos \u00e0 cultura brasileira. Foi diplomata e escritor &#8211;  autor de teatro, cr\u00edtico de cinema, cronista de colabora\u00e7\u00e3o constante na grande  imprensa do pa\u00eds. A partir dos Anos 50, com o advento da Bossa Nova, Vinicius  tornou-se uma das figuras centrais da m\u00fasica popular brasileira como compositor  e letrista. Das diversas parcerias que fez na m\u00fasica, destacam-se grandes nomes  como Ant\u00f4nio Carlos Jobim, Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso e Gilberto  Gil. Seguem os poemas do projeto <em><strong>Toda a poesia de Vinicius de  Moraes<\/strong><\/em>, com resumo do professor Marcelo Sandmann: <strong>O caminho para a dist\u00e2ncia (1933) &#8211;<\/strong> Trata-se do primeiro  livro de Vinicius de Moraes, publicado em 1933. Comp\u00f5e-se ao todo de quarenta  poemas, a maior parte em versos livres. Sob o influxo do catolicismo militante  de Jackson de Figueiredo, Trist\u00e3o de Athayde e Octavio de Faria, a estreia do  autor p\u00f5e em cena uma poesia \u00e0s voltas com os temas do espiritualismo crist\u00e3o,  de tom elevado e solene, distante do humor e da irrever\u00eancia que predominavam no  Modernismo de 1922. <strong>Forma e exegese (1935) &#8211;<\/strong> Publicado em 1935, o segundo livro  de Vinicius de Moraes recebeu, nesse mesmo ano, o pr\u00eamio Filipe d\u2019Oliveira. Seus  vinte e sete poemas, escritos todos em versos livres e distribu\u00eddos em cinco  se\u00e7\u00f5es numeradas, apresentam uma poesia de car\u00e1ter herm\u00e9tico, on\u00edrico e  vision\u00e1rio, tribut\u00e1ria da escola simbolista e sua impregna\u00e7\u00e3o na poesia do  in\u00edcio do S\u00e9culo XX. <strong>Ariana, a mulher (1936) &#8211;<\/strong> Publicado originalmente no ano de  1936, em edi\u00e7\u00e3o limitada de trezentos exemplares, numerados e fora do com\u00e9rcio,  Ariana, a mulher apresenta um \u00fanico e extenso poema, de t\u00edtulo hom\u00f4nimo ao do  livro, datado de maio de 1935. Escrito em longos versos livres, \u00e0 maneira de  vers\u00edculos b\u00edblicos, o poema distribui-se em dezoito estrofes de seis versos  cada uma, com exce\u00e7\u00e3o da \u00faltima, em destaque, com cinco versos. <strong>Novos poemas (1938) &#8211;<\/strong> O quarto livro de poesia de Vinicius  de Moraes, sa\u00eddo a p\u00fablico em 1938, traz em ep\u00edgrafe verso de <em>Po\u00e9tica<\/em>,  de Manuel Bandeira: <em>Todos os ritmos sobretudo os inumer\u00e1veis<\/em>. De fato,  o poeta apresenta neste volume uma poesia bastante variada, com textos em versos  livres, outros com recurso a metros e formas tradicionais (como o decass\u00edlabo e  a redondilha, o soneto e a balada), e ainda poemas em prosa. O tom elevado  convive aqui com uma linguagem mais despojada e coloquial. <strong>Cinco elegias (1943) &#8211;<\/strong> O livro \u00e9 dedicado a Octavio de  Faria, Jos\u00e9 Arthur da Frota Moreira e M\u00e1rio Vieira de Mello, colegas do poeta  durante seus anos de estudante na Faculdade de Direito do Catete, entre 1930 e  1933. No pref\u00e1cio, escrito pelo autor, registra-se que as cinco elegias foram  concebidas e realizadas entre o s\u00edtio do escritor Octavio de Faria, em Itatiaia,  em 1937, e Londres e Oxford, na Inglaterra, onde Vinicius, com bolsa do Conselho  Brit\u00e2nico, estudou l\u00edngua e literatura inglesas entre 1938 e 1939. Merece  destaque a de n\u00famero 5, escrita em portugu\u00eas e ingl\u00eas, com seus neologismos e  explora\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas. <strong>Poemas, sonetos e baladas (1946) &#8211;<\/strong> Os quarenta e sete poemas  contidos no volume, publicado em 1946, v\u00eam acompanhados de vinte e dois desenhos  de Carlos de Le\u00e3o. Predominam textos metrificados e escritos dentro das formas  da tradi\u00e7\u00e3o, com especial destaque para o soneto. Encontram-se aqui algumas das  mais celebradas realiza\u00e7\u00f5es de Vinicius de Moraes dentro do g\u00eanero, como  <em>Soneto de fidelidade<\/em> e <em>Soneto de separa\u00e7\u00e3o<\/em>. <strong>P\u00e1tria minha (1949) &#8211;<\/strong> Trata-se da publica\u00e7\u00e3o do poema  in\u00e9dito <em>P\u00e1tria minha<\/em>, em edi\u00e7\u00e3o limitada de cinquenta e cinco  exemplares, realizada por Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, em sua prensa manual, em  Barcelona, Espanha, no ano 1949. Desde 1946, Vinicius ocupava o cargo de  vice-c\u00f4nsul em Los Angeles, Estados Unidos, onde permaneceria durante cinco anos  sem retornar ao Brasil. <strong>Orfeu da concei\u00e7\u00e3o (1956) &#8211;<\/strong> Com ilustra\u00e7\u00f5es de Carlos  Scliar, esta \u00e9 a primeira edi\u00e7\u00e3o em livro, no ano de 1956, da pe\u00e7a <em>Orfeu da  concei\u00e7\u00e3o<\/em>. Escrita em tr\u00eas atos e com o subt\u00edtulo Trag\u00e9dia Carioca, a pe\u00e7a  atualiza o mito grego de Orfeu e Eur\u00eddice, ambientado-o no contexto  contempor\u00e2neo de uma favela de morro, com protagonistas negros e de origem  popular, em pleno carnaval. O texto, premiado no Concurso de Teatro do IV  Centen\u00e1rio de S\u00e3o Paulo, foi encenado pela primeira vez no Teatro Municipal do  Rio de Janeiro, em setembro de 1956, com dire\u00e7\u00e3o de Leo Jusi, cenografia de  Oscar Niemayer e m\u00fasica de Ant\u00f4nio Carlos Jobim, entre outros colaboradores. <strong>Livro de sonetos (1957) &#8211;<\/strong> Com este livro de 1957, Vinicius  de Moraes consagra-se como um dos principais cultores modernos de uma das formas  fundamentais da tradi\u00e7\u00e3o l\u00edrica luso-brasileira. Re\u00fanem-se aqui trinta e sete  sonetos, alguns j\u00e1 publicados em outros livros. Com poucas exce\u00e7\u00f5es, predominam  aqueles dentro dos moldes do soneto italiano, em versos decass\u00edlabos. Na  tem\u00e1tica, destacam-se as homenagens a outros poetas e artistas e o lirismo  er\u00f3tico e amoroso caracter\u00edstico do autor. Abre o volume o ensaio <em>O soneto  na obra de Vinicius de Moraes<\/em>, de Luiz Santa Cruz. <strong>Receita de mulher (1957) &#8211;<\/strong> Edi\u00e7\u00e3o volante e ilustrada do  poema <em>Receita de mulher<\/em>, com data de outubro de 1957, Recife. O texto,  um dos mais conhecidos de Vinicius de Moraes, iria integrar posteriormente o  volume Novos Poemas II, de 1959. <strong>Novos poemas II (1959) &#8211;<\/strong> Publicado em 1959, o volume re\u00fane  dezessete poemas, escritos entre 1949 e 1956. Entre eles, encontram-se alguns  dos mais celebrados do poeta, como <em>Receita de mulher<\/em> e <em>Soneto do  amor total<\/em>, na vertente l\u00edrico-amorosa, e <em>O oper\u00e1rio em  constru\u00e7\u00e3o<\/em>, de engajamento social e pol\u00edtico. <strong>Antologia po\u00e9tica (1960) &#8211;<\/strong> Esta \u00e9 a segunda edi\u00e7\u00e3o, revista  e aumentada, da Antologia po\u00e9tica, originalmente publicada no ano de 1954, que  reunia uma sele\u00e7\u00e3o de poemas presentes nos primeiros volumes do autor e outros  in\u00e9ditos em livro at\u00e9 aquela data. Nesta segunda edi\u00e7\u00e3o, acrescentam-se textos  extra\u00eddos do volume Novos Poemas II, de 1959. Na <em>Advert\u00eancia<\/em>, o autor  reconhece a exist\u00eancia de duas fases em sua poesia, ambas contempladas na  antologia: uma primeira, \u201ctranscendental, frequentemente m\u00edstica, resultante de  sua fase crist\u00e3\u201d; e uma subsequente, \u201cde aproxima\u00e7\u00e3o do mundo material, com a  dif\u00edcil mas consistente repulsa ao idealismo dos primeiros anos\u201d. <strong>O mergulhador (1968) &#8211;<\/strong> Este volume, publicado em 1968,  apresenta uma antologia de dezesseis poemas, entre eles alguns dos mais  conhecidos do poeta, ilustrados com fotos de seu filho Pedro de Moraes. Da  edi\u00e7\u00e3o de dois mil exemplares, os cinquenta primeiros foram numerados e  assinados por seus autores. <strong>A casa (1975) &#8211;<\/strong> Com capa de Carlos Bastos, esta \u00e9 a  publica\u00e7\u00e3o do poema hom\u00f4nimo <em>A casa<\/em>, pela Edi\u00e7\u00f5es Macuna\u00edma, de  Salvador, no ano de 1975. Neste poema em versos livres, datado 19 de outubro de  1974, Vinicius de Moraes toma como tema a casa por ele mandada construir na  praia de Itapu\u00e3, em Salvador, onde viveu com a atriz baiana Gesse Gessy, a quem  o texto \u00e9 endere\u00e7ado. <strong>Um signo, uma mulher (1975) &#8211;<\/strong> Trata-se da edi\u00e7\u00e3o em livro,  datada de setembro de 1975, composta e impressa em Buenos Aires, de doze  pequenos poemas, cada um deles intitulado e escrito a partir de um dos signos do  zod\u00edaco, com as caracter\u00edsticas amorosas da mulher de cada signo, \u00e0 maneira de  hor\u00f3scopo. Os poemas haviam sido originalmente publicados, sob encomenda, no  primeiro n\u00famero da Revista Manchete de 1971, como presente de Ano Novo aos  leitores. A edi\u00e7\u00e3o apresenta ilustra\u00e7\u00f5es de Aldary Toledo e reproduz  xilogravuras do S\u00e9culo XVI. Informa\u00e7\u00f5es \u00e0 imprensa: (61) 2024-2280, com Ism\u00e1lia Afonso, na Ascom da  SPC\/MinC; e 2024-2407, com  Susanna Scarlet ou Marcelo Lucena, na Comunica\u00e7\u00e3o  Social\/MinC<\/div>\n<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.cultura.gov.br\/site\/2010\/04\/26\/poesias-de-vinicius-de-moraes-terao-acesso-livre\/\">Portal do Minist\u00e9rio da Cultura<\/a><br \/>\nData: 26\/04\/2010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quinze livros do poeta s\u00e3o digitalizados e ficam dispon\u00edveis ao p\u00fablico pela Internet no acervo da Biblioteca Brasiliana USP, a &hellip; <a class=\"kt-excerpt-readmore more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/poesias-de-vinicius-de-moraes-terao\/\">Leia mais<\/a>&hellip; <a class=\"kt-excerpt-readmore more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/poesias-de-vinicius-de-moraes-terao\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"kt_blocks_editor_width":"","footnotes":""},"categories":[109],"tags":[],"class_list":["post-1484","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - 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