{"id":16927,"date":"2015-07-15T12:00:00","date_gmt":"2015-07-15T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/blogdabc\/?p=70"},"modified":"2020-04-27T15:50:20","modified_gmt":"2020-04-27T18:50:20","slug":"esforco-fragmentado-infraestrutura-de","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/esforco-fragmentado-infraestrutura-de\/","title":{"rendered":"Esfor\u00e7o fragmentado: infraestrutura de pesquisa no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Um levantamento pioneiro sobre a situa\u00e7\u00e3o da infraestrutura de pesquisa do Brasil foi produzido pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica e Aplicada (Ipea) e dever\u00e1 ser lan\u00e7ado na forma de livro no segundo semestre. Segundo o diagn\u00f3stico, que analisou uma amostra de 1.760 laborat\u00f3rios espalhados pelo pa\u00eds, h\u00e1 dissemina\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00f5es de tamanho modesto e escassez de grandes laborat\u00f3rios voltados para m\u00faltiplos usu\u00e1rios ou talhados para desafios ambiciosos. O n\u00famero total de pesquisadores trabalhando nessas instala\u00e7\u00f5es foi de 7.090, m\u00e9dia de apenas quatro indiv\u00edduos por laborat\u00f3rio. Quarenta e seis por cento dos laborat\u00f3rios informaram que seus equipamentos custavam, somados, menos de R$ 250 mil. Apenas 5% declararam patrim\u00f4nio superior a R$ 5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o se imagine que a estrutura seja antiga ou sucateada. A maior parte dos laborat\u00f3rios (56,7%) iniciou suas atividades nos anos 2000. \u201cO dado est\u00e1 relacionado a um ciclo recente de investimentos\u201d, diz Fernanda de Negri, coordenadora da pesquisa, referindo-se aos fundos setoriais de ci\u00eancia e tecnologia criados em 1999. Um deles, o CT-Infra, deu origem ao programa Proinfra, coordenado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que investiu entre 2003 e 2011 R$ 2 bilh\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rios e instala\u00e7\u00e3o de equipamentos. Os laborat\u00f3rios v\u00eam sendo atualizados. Mais de 70% informaram ter recebido investimentos h\u00e1 menos de cinco anos, sendo um ter\u00e7o h\u00e1 menos de um ano.<\/p>\n<p>\u201cO que existe \u00e9 um problema de escala\u201d, afirma Fernanda. \u201cO investimento em laborat\u00f3rios foi bastante pulverizado, atendendo a uma demanda que \u00e9 pr\u00f3pria das universidades. J\u00e1 ouvi professor de universidade dizendo: teve um concurso e entrou um novo doutor. Precisamos construir um laborat\u00f3rio para ele\u201d, diz a pesquisadora, vinculada \u00e0 Diretoria de Estudos e Pol\u00edticas Setoriais de Inova\u00e7\u00e3o do Ipea. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, a excessiva pulveriza\u00e7\u00e3o imp\u00f5e um problema para o futuro da pesquisa no pa\u00eds. \u201cAs pol\u00edticas p\u00fablicas precisam ser focalizadas para a constru\u00e7\u00e3o de grandes estruturas de pesquisa. Estamos enviando para o exterior um n\u00famero crescente de doutorandos e p\u00f3s-doutores e, quando eles voltam, necessitam de grandes laborat\u00f3rios para seguir fazendo pesquisa de ponta. Com algumas exce\u00e7\u00f5es, eles n\u00e3o disp\u00f5em disso hoje\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A premissa do trabalho do Ipea \u00e9 que uma boa infraestrutura \u00e9 um fator determinante para a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e de inova\u00e7\u00e3o. Entre as refer\u00eancias analisadas, destacam-se os 40 laborat\u00f3rios nacionais dos Estados Unidos, estruturas que funcionam dentro do conceito de big science, com equipes numerosas, grandes or\u00e7amentos e instala\u00e7\u00f5es robustas para enfrentar desafios de pesquisa na fronteira do conhecimento. Em 2012, eles tiveram um or\u00e7amento de US$ 17,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A amostra estudada pelos pesquisadores do Ipea concentrou-se nas \u00e1reas de engenharias, ci\u00eancias exatas e da terra, agr\u00e1rias, biol\u00f3gicas e da sa\u00fade. As institui\u00e7\u00f5es com maior n\u00famero de laborat\u00f3rios analisados foram a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Instala\u00e7\u00f5es voltadas para ci\u00eancias humanas e sociais, ainda que denominadas laborat\u00f3rios, foram descartadas, por envolverem mais investimento em pessoal do que em infraestrutura. A concentra\u00e7\u00e3o regional \u00e9 not\u00e1vel, com 57% dos laborat\u00f3rios no Sudeste e 23% no Sul. Apenas 13% dos dirigentes das institui\u00e7\u00f5es classificaram suas instala\u00e7\u00f5es como \u201cavan\u00e7adas e compat\u00edveis com as melhores do exterior\u201d, enquanto 22% as consideraram \u201cavan\u00e7adas para padr\u00f5es brasileiros, mas distantes das do exterior\u201d. Muitos laborat\u00f3rios (69%) atuam como prestadores de servi\u00e7os, mas a atividade \u00e9 espor\u00e1dica. O que mais de 80% deles fazem, de modo cont\u00ednuo, \u00e9 pesquisa cient\u00edfica. Menos de 20% receberam pesquisadores de empresas em 2012. As principais fontes de financiamento mencionadas, por volume de recursos, foram a Petrobras, a Finep e as funda\u00e7\u00f5es estaduais de amparo \u00e0 pesquisa (FAPs).<\/p>\n<p>A crise financeira do pa\u00eds e o ajuste fiscal feito pelo governo n\u00e3o projetam uma amplia\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento para grandes instala\u00e7\u00f5es de pesquisa. Os resultados preliminares do levantamento inspiraram o desenho do programa Plataformas do Conhecimento, lan\u00e7ado pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI) no ano passado (<a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2014\/08\/21\/montagem-das-plataformas\/\">ver Pesquisa FAPESP n\u00ba 222<\/a>), mas ainda embrion\u00e1rio. \u201cPara aumentar seu quinh\u00e3o de financiamento, a ci\u00eancia deveria mostrar resultados mais concretos para a sociedade. E isso \u00e9 dif\u00edcil de fazer com a pulveriza\u00e7\u00e3o atual de recursos\u201d, avalia Fernanda de Negri. Na opini\u00e3o do f\u00edsico Antonio Jos\u00e9 Roque da Silva, professor da USP e diretor do Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron (LNLS), vinculado ao MCTI, n\u00e3o h\u00e1 oposi\u00e7\u00e3o entre o investimento em grandes e pequenos laborat\u00f3rios, ainda que os recursos para infraestrutura sejam limitados. \u201cAs pesquisas necessitam de laborat\u00f3rios em diferentes escalas, de maneira complementar\u201d, afirma. \u201cPodemos falar em tr\u00eas escalas: os pequenos laborat\u00f3rios, quase individuais ou pertencentes a poucos grupos; os laborat\u00f3rios intermedi\u00e1rios e multiusu\u00e1rios, atendendo universidades e regi\u00f5es; e as grandes instala\u00e7\u00f5es como s\u00edncrotrons ou fontes de n\u00eautrons, para trabalhos diferenciados.\u201d A decis\u00e3o sobre o investimento em grandes laborat\u00f3rios, diz, depende da capacidade financeira e da estrat\u00e9gia de cada pa\u00eds.<\/p>\n[&#8230;]\n<p>Jos\u00e9 Antonio Brum, professor do Instituto de F\u00edsica Gleb Wataghin, da Unicamp, alerta que \u00e9 preciso dividir o desafio de criar laborat\u00f3rios mais robustos em duas vertentes. \u201cUma coisa \u00e9 a big science. A cria\u00e7\u00e3o de grandes laborat\u00f3rios com equipamentos diferenciados exige grande f\u00f4lego financeiro, mas pode dar ao Brasil uma capacidade que ele n\u00e3o tem e abrir novas fronteiras para a comunidade cient\u00edfica\u201d, diz Brum, que foi diretor-geral da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Tecnologia de Luz S\u00edncrotron (ABTLuS), organiza\u00e7\u00e3o social que operava o LNLS e laborat\u00f3rios associados, no per\u00edodo de 2001 a 2009. \u201cOutra coisa \u00e9 montar facilities, laborat\u00f3rios multiusu\u00e1rios que atendem demandas mais amplas e diversificadas da pesquisa, com equipamentos com alto grau de sofistica\u00e7\u00e3o, como microsc\u00f3pios eletr\u00f4nicos, espectr\u00f4metros de massas e sequenciadores de gera\u00e7\u00e3o mais recente\u201d, explica. Os laborat\u00f3rios multiusu\u00e1rios, observa Brum, servem para organizar a aplica\u00e7\u00e3o de recursos e garantir que v\u00e1rios pesquisadores tenham acesso a equipamentos que tornem sua pesquisa competitiva internacionalmente. \u201cO Brasil n\u00e3o vai criar 10 fontes de luz s\u00edncrotron, mas pode ter v\u00e1rias grandes facilities atendendo a demandas locais.\u201d<\/p>\n<p>Brum \u00e9 coordenador adjunto do Programa de Equipamentos Multiusu\u00e1rios (EMU) da FAPESP, que entre 1998 e 2014 investiu cerca de US$ 140 milh\u00f5es em equipamentos de uso compartilhado. Tanto no investimento em big science quanto em facilities, afirma Brum, o Brasil est\u00e1 atrasado e persiste a mentalidade de prover equipamentos para grupos individuais. \u201cAg\u00eancias financiadoras como a FAPESP est\u00e3o tentando quebrar isso, financiando a compra de equipamentos para m\u00faltiplos usu\u00e1rios e exigindo contrapartidas das institui\u00e7\u00f5es e universidades, como a garantia de pessoal qualificado para a opera\u00e7\u00e3o dos laborat\u00f3rios.\u201d Al\u00e9m de pessoal qualificado, a FAPESP tamb\u00e9m exige das universidades contrapartidas relacionadas a seguro e manuten\u00e7\u00e3o dos equipamentos, constru\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00f5es e a exist\u00eancia de um plano de gest\u00e3o.<\/p>\n<p>Quarenta e cinco por cento dos dirigentes de instala\u00e7\u00f5es consideraram adequada a forma\u00e7\u00e3o de seus pesquisadores e 20%, inadequada. J\u00e1 a avalia\u00e7\u00e3o do pessoal t\u00e9cnico e administrativo teve desempenho melhor: 69% classificaram como apropriada a quantidade de profissionais e 72% a qualidade. Tal avalia\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel contrasta com o que se considera um dos grandes gargalos para a expans\u00e3o da infraestrutura de pesquisa: a forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos com alta qualifica\u00e7\u00e3o, treinados para a opera\u00e7\u00e3o dos equipamentos e tamb\u00e9m para a gest\u00e3o dos laborat\u00f3rios.<\/p>\n<p>O Laborat\u00f3rio Central de Tecnologias de Alto Desempenho (LaCTAD) da Unicamp \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o a essa regra. Inaugurado em 2013 e dotado de equipamentos destinados a pesquisas em gen\u00f4mica, bioinform\u00e1tica, prote\u00f4mica e biologia celular, a facility tem uma equipe de pesquisadores cuja fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 produzir conhecimento, mas operar os equipamentos e ajudar os usu\u00e1rios do laborat\u00f3rio a fazer o desenho de seus experimentos. A l\u00edder da equipe \u00e9 Sandra Krauchenco, doutora em Bioqu\u00edmica pela Unicamp. \u201cA Sandra e os quatro coordenadores de \u00e1rea do LaCTAD, embora sejam pesquisadores, n\u00e3o s\u00e3o avaliados pela m\u00e9trica tradicional da ci\u00eancia. N\u00e3o importa se publicam papers, mas sim se prestam um servi\u00e7o de alta qualidade\u201d, diz Paulo Arruda, professor do Instituto de Biologia da Unicamp, que coordena o LaCTAD. A gest\u00e3o do laborat\u00f3rio, que funciona ininterruptamente, requer planejamento cont\u00ednuo. O laborat\u00f3rio presta servi\u00e7os para usu\u00e1rios de qualquer parte do pa\u00eds e cobra por isso. No edital do programa Equipamentos Multiusu\u00e1rios lan\u00e7ado em 2009, a FAPESP inovou ao induzir a forma\u00e7\u00e3o de facilities. O LaCTAD foi um dos exemplos. A Funda\u00e7\u00e3o investiu R$ 5,5 milh\u00f5es na compra dos equipamentos, enquanto a constru\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio e a contrata\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios couberam \u00e0 universidade.<\/p>\n<p>Roger Chammas, professor da Faculdade de Medicina da USP e coordenador da Rede Premium (acr\u00f4nimo de Programa Rede de Equipamentos Multiusu\u00e1rios), considera essa mudan\u00e7a na abordagem dos recursos humanos crucial para a transi\u00e7\u00e3o a uma estrutura de facilities e grandes laborat\u00f3rios. \u201cO pesquisador brasileiro quer ter um equipamento s\u00f3 para seu uso n\u00e3o para ter status ou porque essa \u00e9 a tradi\u00e7\u00e3o. Ele faz isso para se defender\u201d, afirma. \u201c\u00c9 o jeito de garantir que ele ter\u00e1 o equipamento funcionando na hora de fazer seu experimento. Sem pessoal t\u00e9cnico especializado que deveria ser fornecido pelas universidades, o equipamento pode quebrar se for franqueado para outros usu\u00e1rios.\u201d A Rede Premium tem um modelo peculiar para organizar o uso de equipamentos multiusu\u00e1rios. Ela n\u00e3o disp\u00f5e de uma instala\u00e7\u00e3o f\u00edsica centralizada, como o LaCTAD. A rede, que recebeu recursos da FAPESP para v\u00e1rios de seus laborat\u00f3rios, tem equipamentos espalhados por 26 instala\u00e7\u00f5es da FM-USP, utilizados de forma compartilhada. O acesso \u00e9 centralizado virtualmente num siteda internet, onde todas as solicita\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os s\u00e3o feitas. Chammas admite que o uso dos aparelhos por m\u00faltiplos usu\u00e1rios ainda ocorre de forma desigual na FM-USP. \u201cAlguns laborat\u00f3rios est\u00e3o bem adaptados. Mas em outros ainda h\u00e1 dificuldades para operar nesse esquema.\u201d<\/p>\n<p>Outra facility que teve a cria\u00e7\u00e3o induzida pelo edital de 2009 da FAPESP foi o Centro de Facilidades de Apoio \u00e0 Pesquisa (Cefap) da USP, que funciona no Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas. Em 2009, o centro recebeu cerca de US$ 4 milh\u00f5es da FAPESP para a compra dos equipamentos e atende usu\u00e1rios de institui\u00e7\u00f5es de todo o estado. Com sete funcion\u00e1rios e um gerente, contingente insuficiente para operar os equipamentos de modo cont\u00ednuo, o Cefap busca organizar o uso da infraestrutura colocando obriga\u00e7\u00f5es e direitos para o coordenador do equipamento e para os usu\u00e1rios, que t\u00eam que ser habilitados. O foco \u00e9 a figura do \u201csuperusu\u00e1rio\u201d, pesquisador com treinamento para operar o equipamento sem ajuda. Outra estrat\u00e9gia \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do Cefap-Pluma, estrutura virtual que pretende integrar ao centro outros equipamentos dispersos por laborat\u00f3rios do ICB. \u201cNossa cultura ainda \u00e9 a de n\u00e3o ter laborat\u00f3rio de uso m\u00faltiplo mas de pulverizar os investimentos em diversas instala\u00e7\u00f5es\u201d, diz Carlos Menck, professor do ICB e coordenador do Cefap. \u201cA ideia do Cefap-USP \u00e9 quebrar essa cultura, de modo que os pesquisadores tenham acesso a grandes equipamentos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ou multiusu\u00e1rios.\u201d<\/p>\n<p>O levantamento do Ipea ser\u00e1 lan\u00e7ado na forma de livro no segundo semestre. A obra vai detalhar a situa\u00e7\u00e3o da infraestrutura de pesquisa nos setores aeron\u00e1utico, de defesa, agropecu\u00e1rio, de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, da sa\u00fade e do petr\u00f3leo.<\/p>\n[&#8230;]\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\" href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/030-034_Infraestrut-Pesquisa_232-01.jpg?458c41\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/030-034_Infraestrut-Pesquisa_232-01.jpg?458c41\" width=\"482\" height=\"640\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<\/div>\n<p>Texto de Fabricio Marques para <a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2015\/06\/16\/esforco-fragmentado\/\">Revista Pesquisa Fapesp<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um levantamento pioneiro sobre a situa\u00e7\u00e3o da infraestrutura de pesquisa do Brasil foi produzido pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica e &hellip; <a class=\"kt-excerpt-readmore more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/esforco-fragmentado-infraestrutura-de\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"kt_blocks_editor_width":"","footnotes":""},"categories":[111],"tags":[],"class_list":["post-16927","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pesquisa-cientifica"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Esfor\u00e7o fragmentado: infraestrutura de pesquisa no pa\u00eds - Biblioteca Central da UFRGS<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Esfor\u00e7o fragmentado: infraestrutura de pesquisa no pa\u00eds - Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Um levantamento pioneiro sobre a situa\u00e7\u00e3o da infraestrutura de pesquisa do Brasil foi produzido pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica e &hellip; Leia mais\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/esforco-fragmentado-infraestrutura-de\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/biblioteca.centralufrgs\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2015-07-15T15:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2020-04-27T18:50:20+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/030-034_Infraestrut-Pesquisa_232-01.jpg?458c41\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"- Priscila S. 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