{"id":16959,"date":"2015-11-25T07:43:24","date_gmt":"2015-11-25T10:43:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/blogdabc\/?p=6379"},"modified":"2015-11-25T07:43:24","modified_gmt":"2015-11-25T10:43:24","slug":"dna-da-inovacao-nas-metropoles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/dna-da-inovacao-nas-metropoles\/","title":{"rendered":"DNA da inova\u00e7\u00e3o nas metr\u00f3poles"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><em>Pesquisador mapeia como grandes universidades influenciam a economia e o ambiente das regi\u00f5es urbanas onde est\u00e3o instaladas<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">A Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, atr\u00e1s apenas das megal\u00f3poles de Xangai e Pequim, na China, e de Seul, na Coreia do Sul, aparece em 4\u00ba lugar numa lista de aglomerados urbanos em que o conhecimento gerado pelas universidades cresceu de forma acentuada nos \u00faltimos anos, multiplicando intera\u00e7\u00f5es com empresas e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade e modificando a economia e o ambiente das cidades. O <em>ranking<\/em> foi apresentado em junho por M\u00e9ric Gertler, professor do Departamento de Geografia e Planejamento e atual reitor da Universidade de Toronto, no Canad\u00e1, em um f\u00f3rum bianual que re\u00fane l\u00edderes de universidades de pesquisa, o Glion Colloquium, na Su\u00ed\u00e7a. O diretor cient\u00edfico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, que participou do encontro, comentou: \u201cFoi uma agrad\u00e1vel surpresa assistir \u00e0 palestra de M\u00e9ric Gertler, que aconteceu no dia seguinte \u00e0 minha, e ver o destaque dado a S\u00e3o Paulo como <em>cluster<\/em> de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Refer\u00eancia internacional em estudos sobre geografia da inova\u00e7\u00e3o, Gertler compilou dados sobre a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em aglomerados regionais, extra\u00eddos da base Web of Science, da empresa Thomson Reuters, e analisou redes de colabora\u00e7\u00e3o vinculadas a essa produ\u00e7\u00e3o. Em seguida, comparou o desempenho de cada regi\u00e3o entre 1996 e 2013. Nesse <em>ranking<\/em>, que mostra a evolu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, S\u00e3o Paulo, com um aumento de mais de 400%, e as metr\u00f3poles asi\u00e1ticas (Xangai teve crescimento de 1000%) apareceram nos primeiros lugares, \u00e0 frente de regi\u00f5es como Munique, na Alemanha, Boston, nos Estados Unidos, e Londres, na Inglaterra. Gertler tamb\u00e9m apresentou um <em>ranking<\/em> de regi\u00f5es baseado no volume de publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas entre 2011 e 2013. Nessa lista, S\u00e3o Paulo aparece na 32\u00aa posi\u00e7\u00e3o, com cerca de 40 mil publica\u00e7\u00f5es, atr\u00e1s de regi\u00f5es consolidadas como S\u00e3o Francisco, T\u00f3quio e Berlim, mas \u00e0 frente de grandes regi\u00f5es como Munique e Manchester-Liverpool.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Os dados sugerem que universidades de pesquisa imprimem um dinamismo para as regi\u00f5es que as abrigam, dando impulso \u00e0 economia, \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e \u00e0 criatividade. Entre as 50 universidades mais bem colocadas no <em>ranking<\/em> da Times Higher Education, mostrou o reitor, apenas sete est\u00e3o em aglomerados com menos de 1 milh\u00e3o de habitantes \u2013 nas outras 43, a exist\u00eancia de uma universidade de classe mundial atrela-se a alguma grande regi\u00e3o metropolitana, cujas empresas e institui\u00e7\u00f5es se beneficiam do conhecimento e dos recursos humanos gerados pela academia ao mesmo tempo que prop\u00f5em demandas que desafiam o ambiente acad\u00eamico. O aglomerado urbano de S\u00e3o Paulo \u00e9 definido, na an\u00e1lise de Gertler, como a megal\u00f3pole de mais de 30 milh\u00f5es de habitantes formada pela capital paulista, Campinas e S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, onde h\u00e1 universidades como a de S\u00e3o Paulo (USP), a Estadual de Campinas (Unicamp), as federais do ABC (UFABC) e de S\u00e3o Paulo (Unifesp) e o Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica (ITA), al\u00e9m de tr\u00eas institutos da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Apenas a USP, que tem seu principal <em>campus<\/em> na capital paulista, \u00e9 respons\u00e1vel por 22% da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica brasileira, segundo dados da Web of Science. \u201cEsse polo brasileiro tem uma hist\u00f3ria not\u00e1vel. H\u00e1 apenas 25 anos, era pouco conhecido e altamente especializado. Hoje, \u00e9 uma for\u00e7a global\u201d, disse M\u00e9ric Gertler \u00e0 <em>Pesquisa FAPESP<\/em>. \u201cDe acordo com dados bibliom\u00e9tricos da Thomson Reuters, em 1990, a USP colaborava com 350 institui\u00e7\u00f5es em 28 pa\u00edses. Em 2014, j\u00e1 eram mais de 6,5 mil institui\u00e7\u00f5es em 145 pa\u00edses. Isso \u00e9 extraordin\u00e1rio.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Segundo ele, a parceria com universidades \u00e9 crucial para a reinven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica das cidades. Ele cita como exemplo a trajet\u00f3ria de Pittsburgh, na Pensilv\u00e2nia, que conseguiu fazer a transi\u00e7\u00e3o de principal polo sider\u00fargico norte-americano para uma regi\u00e3o pr\u00f3spera e diversificada, refer\u00eancia em atividades como educa\u00e7\u00e3o, tecnologia, sa\u00fade e servi\u00e7os financeiros. \u201cPittsburgh se beneficiou tremendamente do impacto da Universidade Carnegie Mellon, da Universidade de Pittsburgh e de outras 35 universidades e faculdades. Da mesma forma, regi\u00f5es metropolitanas como Boston, S\u00e3o Francisco, Raleigh e Austin se beneficiaram da influ\u00eancia do MIT, das universidades Harvard, Stanford, da Calif\u00f3rnia [em S\u00e3o Francisco], da Carolina do Norte-Chapel Hill, Duke, do Texas [em Austin], e outras escolas menores e menos famosas\u201d, afirmou Gertler. \u201cIsso tamb\u00e9m vale para o Canad\u00e1, em locais como Toronto e Vancouver, e outros, ao redor do mundo. Pense em Singapura ou na regi\u00e3o de S\u00e3o Paulo, incluindo S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos e Campinas, por exemplo.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Muitos pa\u00edses, reconhecendo o valor da participa\u00e7\u00e3o em redes globais de conhecimento, selecionam algumas de suas universidades l\u00edderes em pesquisa para concentrar investimentos, o que ajuda a atrair e reter estudantes e pesquisadores talentosos. \u201cIsso resulta em enormes crescimentos de publica\u00e7\u00f5es, cita\u00e7\u00f5es e colabora\u00e7\u00f5es \u2013 e \u00e9 uma boa not\u00edcia para todos\u201d, disse Gertler.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">O levantamento adota uma metodologia utilizada por outros grupos de pesquisa, segundo a qual indicadores bibliom\u00e9tricos tamb\u00e9m funcionam para apontar, mesmo que de maneira indireta, o vigor de atividades econ\u00f4micas e da sociedade civil que naturalmente se conectam com as universidades. \u201cA pesquisa cient\u00edfica \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, uma atividade criativa e inovadora \u2013 e ela pr\u00f3pria \u00e9 um motor do desenvolvimento urbano\u201d, escreveram Christian Wichmann Matthiessen, pesquisador da Universidade de Copenhague, Annette Winkel Schwarz e Soren Find, da Universidade T\u00e9cnica da Dinamarca, num artigo sobre cidades globais publicado em 2009 que utilizou a mesma metodologia usada por Gertler. \u201cO gestor de um fundo de capital de risco foi direto ao ponto ao dizer: o dinheiro flui para onde as ideias fluem\u201d, afirmou Gertler que, adverte, por\u00e9m, para as conhecidas limita\u00e7\u00f5es do uso de indicadores bibliom\u00e9tricos, que em geral falam muito sobre quantidade, mas n\u00e3o necessariamente sobre qualidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">M\u00e9ric Gertler dedicou boa parte de sua carreira acad\u00eamica a estudar as economias das regi\u00f5es urbanas e o papel que grandes institui\u00e7\u00f5es, como universidades, desempenham no seu desenvolvimento. Segundo ele, h\u00e1 v\u00e1rios meios pelos quais universidades de pesquisa intensiva impulsionam regionalmente a inova\u00e7\u00e3o, a prosperidade e a reinven\u00e7\u00e3o da economia. Em primeiro lugar, diz, universidades s\u00e3o fontes de dinamismo e resili\u00eancia para as economias das regi\u00f5es urbanas. Elas gerenciam or\u00e7amentos vultosos e propiciam pesquisas em parceria com ind\u00fastrias, institui\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos. \u201cEsse tipo de pesquisa baseado em parcerias muitas vezes leva a novos achados em ci\u00eancia fundamental e aplicada. Quando parceiros locais trabalham com uma universidade, professores e alunos s\u00e3o tanto os provedores de novas ideias como seus benefici\u00e1rios. Al\u00e9m disso, grande parte da pesquisa realizada dentro de nossas institui\u00e7\u00f5es encontra o seu caminho no mercado atrav\u00e9s de canais como acordos de licenciamento de tecnologia, patentes e <em>startups<\/em>.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Universidades de pesquisa tamb\u00e9m funcionam como portas de entrada que conectam suas regi\u00f5es com o mundo e vice-versa. \u201cColabora\u00e7\u00f5es entre pesquisadores e publica\u00e7\u00f5es em coautoria est\u00e3o se acentuando ao longo do tempo e cada vez mais t\u00eam car\u00e1ter internacional. N\u00e3o s\u00e3o distribu\u00eddas aleatoriamente. Com mais frequ\u00eancia, as parcerias internacionais s\u00e3o celebradas entre institui\u00e7\u00f5es de elite, localizadas em outras grandes regi\u00f5es urbanas. Nas palavras de um recente editorial na revista <em>Nature<\/em>, a excel\u00eancia busca a excel\u00eancia, por isso universidades nacionais de elite tamb\u00e9m lideram colabora\u00e7\u00f5es internacionais\u201d, afirma o reitor. Isso \u00e9 importante, observa Gertler, porque a prosperidade presente e futura das universidades dependem de sua capacidade de ter acesso e de usar n\u00e3o apenas o conhecimento produzido localmente mas tamb\u00e9m aquele produzido em outros centros principais de pesquisa e inova\u00e7\u00e3o em todo o mundo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">As universidades, por fim, exercem uma influ\u00eancia estabilizadora em sua vizinhan\u00e7a. \u201cTomando emprestado um conceito do varejo, nossas institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o como \u2018lojas-\u00e2ncora\u2019 nas comunidades. O tamanho das nossas institui\u00e7\u00f5es gera um impacto econ\u00f4mico substancial em toda a regi\u00e3o \u2013 na cria\u00e7\u00e3o de empregos, na receita fiscal e no empreendedorismo\u201d, diz Gertler, que tamb\u00e9m aponta o impacto local positivo das atividades de extens\u00e3o exercidas por seu corpo docente, funcion\u00e1rios e alunos em comunidades vizinhas e bairros. Um exemplo: estudantes de odontologia da Universidade de Toronto atenderam 78 mil pacientes no ano passado, como parte da atividade de extens\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Universidades tamb\u00e9m contribuem para a reconstru\u00e7\u00e3o da infraestrutura f\u00edsica das cidades e, com frequ\u00eancia, desempenham papel de lideran\u00e7a na regenera\u00e7\u00e3o do tecido urbano. \u201cN\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que tantos munic\u00edpios recorrem a institui\u00e7\u00f5es de ensino superior para dar vitalidade a seus centros urbanos envelhecidos.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">A cidade de S\u00e3o Paulo foi formada pela converg\u00eancia de movimentos econ\u00f4micos favor\u00e1veis, como o do caf\u00e9 e a industrializa\u00e7\u00e3o, a diversidade cultural promovida por processos migrat\u00f3rios e o desenvolvimento cient\u00edfico fomentado por grandes universidades, observa Leandro Medrano, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. \u201cSua lideran\u00e7a regional est\u00e1 ligada a essa singular situa\u00e7\u00e3o que transformou uma vila na maior megacidade da Am\u00e9rica Latina em menos de um s\u00e9culo. Tal diversidade e pujan\u00e7a econ\u00f4mica impulsionaram ciclos cont\u00ednuos de inova\u00e7\u00e3o em diversos setores, como a ci\u00eancia, a cultura e as artes\u201d, afirma. Na avalia\u00e7\u00e3o de Medrano, a maior amea\u00e7a a essa estrutura \u00e9 a viol\u00eancia urbana e o desejo de confinamento de parte da sociedade. \u201cA prolifera\u00e7\u00e3o de condom\u00ednios fechados, verticais e horizontais, e centros comerciais poderia fracionar a cidade em microssistemas murados. E com isso prejudicar suas potencialidades como centro de inova\u00e7\u00e3o. Felizmente essa tend\u00eancia dos anos 1980 e 1990 parece estar tomando outros rumos. S\u00e3o Paulo pode estar iniciando um novo ciclo de avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas virtualidades urbanas\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Renato de Castro Garcia, professor do Instituto de Economia da Unicamp, lembra que a regi\u00e3o de S\u00e3o Paulo sofreu um processo de fuga de ind\u00fastrias para regi\u00f5es com custos menores e facilidades log\u00edsticas. \u201cMas as solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas das empresas t\u00eam mais dificuldade de se descentralizar, porque a proximidade f\u00edsica e geogr\u00e1fica com a gera\u00e7\u00e3o do conhecimento tem um peso importante\u201d, afirma. Garcia orientou uma disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, defendida na USP pela economista Ariana Ribeiro Costa, que analisou a din\u00e2mica das empresas de tecnologia de informa\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo. \u201cAs empresas que se concentram na cidade e em regi\u00f5es pr\u00f3ximas a ela s\u00e3o intensivas em conhecimento\u201d, diz Ariana. Ela concluiu que essas empresas seguem se concentrando nas vizinhan\u00e7as da capital paulista porque, a despeito dos custos, identificam na cidade elos para sua consolida\u00e7\u00e3o e oportunidades de troca de conhecimento. \u201cO contato face a face e a diversifica\u00e7\u00e3o produtiva exercem um papel fundamental nessa concentra\u00e7\u00e3o e nas trocas de conhecimento geradas nesses ambientes\u201d, afirma Ariana, que utiliza o conceito de conhecimento t\u00e1cito, bastante explorado por M\u00e9ric Gertler em seus estudos sobre aglomerados econ\u00f4micos. O conhecimento t\u00e1cito, que se op\u00f5e ao conhecimento codificado em livros, \u00e9 aquele que n\u00e3o \u00e9 facilmente transfer\u00edvel e depende de contato pessoal, intera\u00e7\u00e3o regular e confian\u00e7a para ser repassado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">O trabalho de Ariana ajuda a explicar por que a capital paulista foi a \u00fanica metr\u00f3pole da Am\u00e9rica Latina listada na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o\u00a0do relat\u00f3rio <em>Global Startup Ecosystem Ranking 2015<\/em>, que avalia o ambiente para o desenvolvimento de empresas nascentes de tecnologia, as <em>startups<\/em>. S\u00e3o Paulo ocupa a 12\u00aa coloca\u00e7\u00e3o, superada, por exemplo, pelo Vale do Sil\u00edcio (Calif\u00f3rnia), Nova York, Los Angeles e Boston, nos Estados Unidos. No caso de S\u00e3o Paulo, o estudo aponta como pontos fortes o fato de ser a capital econ\u00f4mica da Am\u00e9rica Latina, al\u00e9m do financiamento \u00e0s empresas nascentes de tecnologia em atividade, cujo n\u00famero estimado chega a 2,7 mil. Os investimentos de fundos de capital de risco em <em>startups<\/em> tecnol\u00f3gicas de S\u00e3o Paulo em 2014 foram maiores que os feitos em empresas\u00a0de Seattle, nos Estados Unidos. \u201cS\u00e3o Paulo possui mais talentos do que qualquer ecossistema de <em>startups<\/em>\u00a0da Am\u00e9rica do Sul\u201d, destacam os autores do estudo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">A pujan\u00e7a de aglomerados de inova\u00e7\u00e3o desafia a ideia de que, por meio da globaliza\u00e7\u00e3o, o mundo se tornou plano, proposta num livro do jornalista norte-americano Thomas Friedman, observa Veneziano de Castro Ara\u00fajo, professor de economia da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">\u201c\u00c9 certo que a globaliza\u00e7\u00e3o levou a uma converg\u00eancia que permitiu a pa\u00edses como \u00cdndia e China ingressarem na cadeia global de fornecimento de servi\u00e7os e produtos, mas continuam a existir pontos em que a compet\u00eancia se aglomera mesmo dentro desses pa\u00edses\u201d, afirma Ara\u00fajo, que em 2013 defendeu tese de doutorado na USP, tamb\u00e9m orientada por Renato Garcia, abordando os efeitos da proximidade na dimens\u00e3o local da inova\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Ele cita o exemplo da cria\u00e7\u00e3o da Unicamp. \u201cA universidade come\u00e7ou a formar engenheiros bastante qualificados e seu entorno a atrair empresas, que ampliaram a demanda por esses profissionais. A necessidade das empresas tamb\u00e9m exigiu que os engenheiros aprendessem tecnologias que n\u00e3o estavam dispon\u00edveis e incentivou colabora\u00e7\u00f5es com a universidade. E outras empresas que desejavam vir para o Brasil escolheram Campinas para se instalar, interessadas na boa intera\u00e7\u00e3o entre a universidade e as ind\u00fastrias\u201d, explica. \u201cA Embraer \u00e9 outro exemplo e surgiu a partir da m\u00e3o de obra formada pelo ITA, mas hoje absorve engenheiros formados na USP e na Unicamp. Isso \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 proximidade, \u00e0 especializa\u00e7\u00e3o e ao conhecimento tecnol\u00f3gico da regi\u00e3o\u201d, afirma. Esses fatores n\u00e3o impedem, diz Ara\u00fajo, que se intensifiquem intera\u00e7\u00f5es entre pesquisadores e empresas de regi\u00f5es distantes, mas elas n\u00e3o fluem com a mesma velocidade que as colabora\u00e7\u00f5es dentro dessas aglomera\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Texto de Fabricio Marques para <a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2015\/11\/17\/o-dna-da-inovacao-nas-metropoles\/\">Revista Pesquisa Fapesp<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisador mapeia como grandes universidades influenciam a economia e o ambiente das regi\u00f5es urbanas onde est\u00e3o instaladas A Regi\u00e3o Metropolitana &hellip; <a class=\"kt-excerpt-readmore more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/dna-da-inovacao-nas-metropoles\/\">Leia mais<\/a>&hellip; <a class=\"kt-excerpt-readmore more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/dna-da-inovacao-nas-metropoles\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":4772,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"kt_blocks_editor_width":"","footnotes":""},"categories":[127],"tags":[],"class_list":["post-16959","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jornal-da-ufrgs"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>DNA da inova\u00e7\u00e3o nas metr\u00f3poles - Biblioteca Central da UFRGS<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"DNA da inova\u00e7\u00e3o nas metr\u00f3poles - Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Pesquisador mapeia como grandes universidades influenciam a economia e o ambiente das regi\u00f5es urbanas onde est\u00e3o instaladas A Regi\u00e3o Metropolitana &hellip; Leia mais&hellip; Leia mais\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/dna-da-inovacao-nas-metropoles\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/biblioteca.centralufrgs\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2015-11-25T10:43:24+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/18.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"250\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"250\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"- Priscila S. 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