{"id":17576,"date":"2017-06-07T08:39:18","date_gmt":"2017-06-07T11:39:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/blogdabc\/?p=7243"},"modified":"2017-06-07T08:39:18","modified_gmt":"2017-06-07T11:39:18","slug":"estudo-compara-producao-cientifica-de-mulheres-em-varios-paises","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/estudo-compara-producao-cientifica-de-mulheres-em-varios-paises\/","title":{"rendered":"Estudo compara produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de mulheres em v\u00e1rios pa\u00edses"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um relat\u00f3rio divulgado pela editora holandesa Elsevier no dia 8 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, apresenta um in\u00e9dito conjunto de dados comparativos sobre a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de homens e mulheres em 27 \u00e1reas do conhecimento. O estudo analisou dados de 11 pa\u00edses e do conjunto da Uni\u00e3o Europeia e mostrou, de maneira geral, avan\u00e7os em dire\u00e7\u00e3o a um equil\u00edbrio de g\u00eanero na ci\u00eancia ao longo dos \u00faltimos 20 anos. No per\u00edodo de 1996 a 2000, apenas um dos pa\u00edses estudados, Portugal, tinha mais de 40% de seus pesquisadores do sexo feminino. J\u00e1 entre 2001 e 2015, havia v\u00e1rios outros s\u00f3cios nesse clube, como Estados Unidos, Reino Unido, Austr\u00e1lia, Canad\u00e1, Fran\u00e7a, Dinamarca e Brasil, al\u00e9m da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00edntegra do relat\u00f3rio est\u00e1 dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.elsevier.com\/research-intelligence\/campaigns\/gender-17\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">bit.ly\/GeneroCiencia<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A propor\u00e7\u00e3o de homens e mulheres foi medida por meio da identifica\u00e7\u00e3o e da contagem de autores que publicaram em revistas indexadas na base de dados Scopus, da Elsevier, que re\u00fane mais de 62 milh\u00f5es de artigos publicados em mais de 21,5 mil publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. Intitulado \u201cG\u00eanero no panorama global da pesquisa\u201d, o relat\u00f3rio aponta o Brasil como um dos pa\u00edses que mais avan\u00e7aram nos indicadores gerais. \u201cNo Brasil e em Portugal, a propor\u00e7\u00e3o de mulheres entre os autores j\u00e1 \u00e9 pr\u00f3xima de 50%, enquanto o Jap\u00e3o, no outro extremo, segue com uma participa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia muito baixa\u201d, afirma a microbiologista Holly Falk-Krzesinski, vice-presidente de rela\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas da Elsevier e uma das respons\u00e1veis pelo estudo, segundo o site Inside Higher Ed. Os autores brasileiros que publicaram entre 2001 e 2015 formam duas popula\u00e7\u00f5es quase equivalentes: foram 153.967 mulheres e 158.873 homens, respectivamente, 49% e 51% do total. A propor\u00e7\u00e3o observada entre 1996 e 2000 era de 62% para os homens e 38% para as mulheres, ainda que os indicadores dos dois per\u00edodos n\u00e3o possam ser diretamente comparados porque o n\u00famero de peri\u00f3dicos brasileiros na base Scopus no final do s\u00e9culo passado era bem menor do que o atual.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/1-18.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil aparece em situa\u00e7\u00e3o relativamente equilibrada tamb\u00e9m em um subgrupo de indicadores. A presen\u00e7a de mulheres entre autores de artigos cient\u00edficos em engenharia \u00e9 um exemplo. Do total da produ\u00e7\u00e3o brasileira nessa \u00e1rea entre 2011 e 2015, 48% dos documentos t\u00eam uma mulher como primeira autora ou como autora correspondente \u2013 no Reino Unido, esse \u00edndice \u00e9 de 44%, nos Estados Unidos, de 43%, e no Jap\u00e3o, de 35%. Analisando outro indicador, a participa\u00e7\u00e3o feminina e masculina entre inventores, o desequil\u00edbrio no Brasil se revela menor que em outros pa\u00edses: h\u00e1 19% de mulheres e 81% de homens, desempenho inferior apenas ao de Portugal, com 26% de mulheres. No Jap\u00e3o, as mulheres s\u00e3o 8% dos inventores e nos Estados Unidos, 14% \u2013 embora, em n\u00fameros absolutos, esses dois pa\u00edses tenham de 60 a 90 vezes mais inventores que o Brasil. O contingente de inventores equivale aos depositantes de patentes registrados na base de dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Propriedade Intelectual (Wipo, em ingl\u00eas).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/2-16.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A bi\u00f3loga e cientista da informa\u00e7\u00e3o Jacqueline Leta, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e estudiosa das quest\u00f5es de g\u00eanero na ci\u00eancia, diz que h\u00e1 tra\u00e7os culturais e formas de organiza\u00e7\u00e3o da atividade cient\u00edfica no pa\u00eds que podem ajudar a explicar por que as pesquisadoras brasileiras parecem enfrentar menos obst\u00e1culos que as de outras na\u00e7\u00f5es. \u201cA possibilidade de a mulher deixar as tarefas dom\u00e9sticas nas m\u00e3os de outras pessoas n\u00e3o \u00e9 encontrada no exterior. Em outros pa\u00edses, \u00e9 mais dif\u00edcil para as mulheres delegar as preocupa\u00e7\u00f5es com a casa e a fam\u00edlia\u201d, afirma. Algumas caracter\u00edsticas da comunidade cient\u00edfica brasileira, cuja atividade \u00e9 bastante concentrada em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas no pa\u00eds, tamb\u00e9m podem estar associadas a uma maior estabilidade na carreira dos pesquisadores, homens e mulheres. \u201cNosso sistema \u00e9 mais engessado que o de outras na\u00e7\u00f5es, onde h\u00e1 mais atividade de pesquisadores na ind\u00fastria, o v\u00ednculo com institui\u00e7\u00f5es \u00e0s vezes \u00e9 tempor\u00e1rio e a mobilidade dos pesquisadores entre institui\u00e7\u00f5es e pa\u00edses \u00e9 marcante.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa estabilidade n\u00e3o favorece, contudo, uma divis\u00e3o mais igualit\u00e1ria na ocupa\u00e7\u00e3o de cargos na universidade, diz a pesquisadora. H\u00e1 oito anos, um estudo de sua autoria analisou a situa\u00e7\u00e3o de 1.946 docentes da UFRJ e concluiu que, com exce\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de letras, artes e humanidades, o percentual de mulheres envolvidas com a atividade de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre menor do que a fra\u00e7\u00e3o feminina do total de docentes. \u201cA UFRJ jamais teve uma reitora. Na \u00faltima sucess\u00e3o, havia duas candidatas, ambas muito qualificadas, mas quem venceu foi um homem\u201d, informa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vazamento de duto<\/strong><br \/>\n O fen\u00f4meno da falta de mulheres em posi\u00e7\u00f5es de prest\u00edgio \u00e9 um problema em v\u00e1rios pa\u00edses. O relat\u00f3rio da Elsevier se refere a ele com a express\u00e3o \u201cvazamento de duto\u201d \u2013 uma imagem para sugerir que profissionais dos dois g\u00eaneros ingressam juntos na carreira, mas uma propor\u00e7\u00e3o maior de mulheres sai no meio do caminho. Em uma entrevista publicada no relat\u00f3rio, James Stirling, reitor do Imperial College, do Reino Unido, refere-se a esse problema: mulheres s\u00e3o 35% de seus alunos de gradua\u00e7\u00e3o em programas em ci\u00eancias, tecnologia, engenharias e matem\u00e1tica da institui\u00e7\u00e3o, mas, entre os docentes, apenas 15% s\u00e3o do sexo feminino. \u201cN\u00e3o h\u00e1 mulheres suficientes ingressando nessas disciplinas e, quando elas ingressam, n\u00e3o atingem os postos mais altos da carreira\u201d, contou. Al\u00e9m de participar de um programa criado para refor\u00e7ar o compromisso de institui\u00e7\u00f5es de pesquisa do Reino Unido com equil\u00edbrio de g\u00eanero, o Imperial College se preocupa em combater o preconceito que atrapalha mulheres no recrutamento e na promo\u00e7\u00e3o na carreira. \u201c\u00c9 um vi\u00e9s inconsciente, mas que pode ser combatido com programas de treinamento.\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/3-6.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se h\u00e1 equil\u00edbrio de g\u00eanero entre os autores brasileiros, a situa\u00e7\u00e3o muda quando a an\u00e1lise se debru\u00e7a sobre cada disciplina. Num fen\u00f4meno comum a outros pa\u00edses, as mulheres s\u00e3o apenas 23% dos autores em ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o do Brasil, 24,8% em matem\u00e1tica,\u00a0 28,2% em economia e 33% em f\u00edsica e astronomia. J\u00e1 em outras \u00e1reas, elas s\u00e3o maioria, como em enfermagem (72,9%), imunologia e microbiologia (58%), neuroci\u00eancias (55,8%), medicina (55,4%). O relat\u00f3rio observa que os percentuais femininos eram menores de 1996 a 2000 do que de 2011 a 2015. Em engenharias, a propor\u00e7\u00e3o de autoras brasileiras era de 16% do total no primeiro per\u00edodo e alcan\u00e7ou 29% no mais recente. \u201cEssa r\u00e1pida mudan\u00e7a no tempo contesta a ideia de que existem diferen\u00e7as de g\u00eanero na forma\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia, com uma vantagem masculina aparecendo na adolesc\u00eancia, e sugerem que o problema \u00e9 de natureza social e cultural\u201d, sustenta o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A soci\u00f3loga Maria Teresa Citeli observa que h\u00e1 explica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para a concentra\u00e7\u00e3o feminina em algumas \u00e1reas. \u201cDizia-se que a grande participa\u00e7\u00e3o das mulheres em certas \u00e1reas, como a biologia do desenvolvimento, teria a ver com caracter\u00edsticas femininas, como a maternidade. O fato \u00e9 que a biologia se desenvolveu na \u00e9poca em que as mulheres estavam saindo para o mercado de trabalho. Entrar num campo que est\u00e1 se iniciando \u00e9 mais f\u00e1cil\u201d, afirma Teresa, que foi pesquisadora do Departamento de Pol\u00edtica Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Colabora\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\n O relat\u00f3rio da Elsevier apresenta outras conclus\u00f5es sobre o desempenho das mulheres na ci\u00eancia. Mostra que as pesquisadoras, de modo geral, publicam menos do que os homens, embora n\u00e3o haja evid\u00eancia de que isso afete as cita\u00e7\u00f5es e os downloads de seus artigos. No Brasil, a m\u00e9dia observada foi de 1,2 artigo publicado por mulheres entre 2011 e 2015, ante 1,5 artigo publicado por homens. O desempenho \u00e9 baixo em rela\u00e7\u00e3o a outros competidores: na Dinamarca e na Austr\u00e1lia, a m\u00e9dia foi de 2,2 artigos para mulheres e 2,8 para homens. O estudo indica, ainda, que as mulheres costumam ter menos experi\u00eancias profissionais no exterior do que os homens e tendem a estabelecer menos colabora\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. Por fim, a produ\u00e7\u00e3o feminina tem uma tend\u00eancia ligeiramente maior de se concentrar em \u00e1reas interdisciplinares.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/4-2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um aspecto not\u00e1vel no levantamento diz respeito a sua metodologia. Embora o primeiro nome em artigos cient\u00edficos seja representado apenas pela inicial, a Scopus disp\u00f5e de um cadastro de autores com seus nomes completos. Nem sempre, contudo, havia informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel sobre o g\u00eanero a que cada pesquisador pertencia e foi necess\u00e1rio recorrer a outras fontes. Utilizaram-se os servi\u00e7os do banco de dados Genderize, que oferece listas com milhares de nomes de 79 pa\u00edses e a propor\u00e7\u00e3o de homens e mulheres entre pessoas com um primeiro nome espec\u00edfico. Assim, calculou-se a probabilidade de que cada nome fosse feminino ou masculino. Nem todos os autores cadastrados foram considerados pelo estudo. O g\u00eanero foi atribu\u00eddo a um autor apenas quando o nome aparecia pelo menos cinco vezes no Genderize e a chance de que ele fosse de homem ou de mulher superasse 85%. Outra fonte, o software NamSor, usa dados sociolingu\u00edsticos para ajudar na identifica\u00e7\u00e3o de um nome a partir do pa\u00eds do pesquisador \u2013 um autor chamado Andrea costuma ser homem na It\u00e1lia e mulher em outros pa\u00edses, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA maioria dos trabalhos publicados anteriormente referia-se a pequenas amostras ou a estudos de caso justamente pela dificuldade de obter dados compar\u00e1veis de v\u00e1rios pa\u00edses, mas a Elsevier arrumou um modo de superar essa barreira\u201d, diz Jacqueline Leta. Na avalia\u00e7\u00e3o de Teresa Citeli, seria necess\u00e1rio conhecer melhor essa metodologia para poder incorpor\u00e1-la com propriedade aos estudos sobre ci\u00eancia e g\u00eanero. \u201cTrata-se de uma abordagem inovadora que traz conclus\u00f5es eloquentes e favor\u00e1veis sobre o aumento da presen\u00e7a das mulheres na ci\u00eancia. Esse resultado tamb\u00e9m tem implica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, pois pode levar mais mulheres a se aproximar da ci\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Texto de Fabr\u00edcio Marques para <a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2017\/04\/19\/em-busca-de-equilibrio\/?cat=politica\">Revista Pesquisa Fapesp<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um relat\u00f3rio divulgado pela editora holandesa Elsevier no dia 8 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, apresenta um in\u00e9dito conjunto &hellip; <a class=\"kt-excerpt-readmore more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/estudo-compara-producao-cientifica-de-mulheres-em-varios-paises\/\">Leia mais<\/a>&hellip; <a class=\"kt-excerpt-readmore more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/estudo-compara-producao-cientifica-de-mulheres-em-varios-paises\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":7245,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"kt_blocks_editor_width":"","footnotes":""},"categories":[111],"tags":[],"class_list":["post-17576","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pesquisa-cientifica"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Estudo compara produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de mulheres em v\u00e1rios pa\u00edses - Biblioteca Central da UFRGS<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Estudo compara produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de mulheres em v\u00e1rios pa\u00edses - Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Um relat\u00f3rio divulgado pela editora holandesa Elsevier no dia 8 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, apresenta um in\u00e9dito conjunto &hellip; Leia mais&hellip; Leia mais\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/estudo-compara-producao-cientifica-de-mulheres-em-varios-paises\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/biblioteca.centralufrgs\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-06-07T11:39:18+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"- Priscila S. 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