{"id":21858,"date":"2022-07-07T10:09:25","date_gmt":"2022-07-07T13:09:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/?p=21858"},"modified":"2022-07-08T10:45:18","modified_gmt":"2022-07-08T13:45:18","slug":"lugar-de-mulheres-e-na-educacao-cientifica-e-onde-mais-elas-quiserem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/lugar-de-mulheres-e-na-educacao-cientifica-e-onde-mais-elas-quiserem\/","title":{"rendered":"Lugar de mulheres \u00e9 na educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u2013 e onde mais elas quiserem"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:15px\">Texto de Ana Lu\u00edsa D&#8217;Maschio originalmente no site <a href=\"https:\/\/porvir.org\/lugar-de-mulheres-e-na-educacao-cientifica-e-onde-mais-elas-quiserem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Porvir<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Em 1893, ano em que a Nova Zel\u00e2ndia se tornava o primeiro pa\u00eds a conceder o direito de voto \u00e0s mulheres, a polonesa&nbsp;Marie Curie (1867-1934)&nbsp;se tornava pioneira: conclu\u00eda a gradua\u00e7\u00e3o em f\u00edsica, curso majoritariamente masculino, na&nbsp;Universidade Sorbonne, na Fran\u00e7a. Anos depois, seria a primeira professora da institui\u00e7\u00e3o entre os educadores homens. Marie tamb\u00e9m desbravou o Pr\u00eamio Nobel, ao se tornar a primeira pesquisadora laureada na \u00e1rea da f\u00edsica, pelos estudos relacionados \u00e0 radioatividade, em 1903. Pouco depois, em 1911, conquistaria o segundo Nobel, desta vez por ter descoberto os elementos qu\u00edmicos Pol\u00f4nio e R\u00e1dio. Mais de cem anos se passaram e apenas&nbsp;Maria Goeppert-Mayer&nbsp;(em 1963),&nbsp;Donna Strickland&nbsp;(em 2018) e&nbsp;Andrea Ghez&nbsp;(em 2020) figuram ao lado de Marie na lista do principal pr\u00eamio do mundo na f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuer dizer que n\u00e3o existem outras cientistas? Onde elas est\u00e3o?\u201d, questiona Maria In\u00eas Ribas Rodrigues. F\u00edsica formada pela USP (Universidade de S\u00e3o Paulo), ela \u00e9 idealizadora do&nbsp;<a href=\"https:\/\/meninaciencia.eventos.ufabc.edu.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Projeto Menina Ci\u00eancia \u2013 Ci\u00eancia Menina<\/a>, que visa minimizar as quest\u00f5es de g\u00eanero encontradas na \u00e1rea. \u201cA aus\u00eancia de mulheres no Nobel \u00e9 apenas um exemplo e se trata de uma conjun\u00e7\u00e3o de fatores. Mas, por meio do conhecimento sobre estes fatos, poderemos ampliar as discuss\u00f5es e reflex\u00f5es. Vemos cada vez mais a relev\u00e2ncia de apoio a projetos que visam atrair a aten\u00e7\u00e3o das meninas para as ci\u00eancias\u201d, ela responde. Maria In\u00eas \u00e9 professora do Centro de Ci\u00eancias Naturais e Humanas da UFABC (Universidade Federal do ABC) e, por meio do Menina Ci\u00eancia \u2013 Ci\u00eancia Menina, organiza palestras e atividades pr\u00e1ticas destinadas \u00e0s estudantes em fase escolar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, o apoio dos pais, professores e familiares no suporte \u00e0s meninas em suas escolhas \u00e9 fundamental. \u201cDesde crian\u00e7a eu era motivada a procurar solu\u00e7\u00f5es para problemas complexos. Meu encantamento pela \u00e1rea das ci\u00eancias surgiu no nono ano, com o ensino sobre a natureza da mat\u00e9ria e dos \u00e1tomos. No ensino m\u00e9dio escolhi as exatas\u201d, diz. \u201cQuando me formei em f\u00edsica na IFUSP [Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo], muitas vezes eu era a \u00fanica mulher em sala de aula. Como professora da mesma disciplina, no in\u00edcio da minha carreira, era recebida pelos alunos como a suposta professora de \u2018Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica\u2019, pois n\u00e3o acreditavam que eu pudesse ser mulher e f\u00edsica. Eu precisava deixar claro que era f\u00edsica!\u201d, recorda.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Claudia Bauzer Medeiros, professora titular do&nbsp;Instituto de Computa\u00e7\u00e3o da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), onde ingressou como docente doutora em 1985, \u00e9 preciso modificar a cultura de que h\u00e1 profiss\u00f5es para homem e profiss\u00f5es para mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>Coordenadora do&nbsp;Programa FAPESP de Pesquisa em eScience e Data Science&nbsp;e primeira mulher da \u00e1rea de computa\u00e7\u00e3o a ser eleita para a&nbsp;Academia Brasileira de Ci\u00eancias, Claudia acredita que a mudan\u00e7a n\u00e3o acontece na universidade, e sim no ensino fundamental, bem como junto aos familiares. \u201cProgramas bem-sucedidos nos Estados Unidos promovem eventos para meninas envolvendo tamb\u00e9m as fam\u00edlias, para que todos entendam o contexto e, inclusive, para que pais e m\u00e3es incentivem as meninas a essas profiss\u00f5es. Em muitos casos, a fam\u00edlia desconhece op\u00e7\u00f5es de carreira\u201d, declara a pesquisadora, que coleciona pr\u00eamios em seu curr\u00edculo. Entre eles, o Anita Borg Agent of Change Award (2006) e o Google Brazil Award (2008), ambos pela cria\u00e7\u00e3o de programas a fim de atrair mulheres para a computa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"entry-content-asset videofit\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mulheres na Ci\u00eancia: Profa. Dra. Claudia Bauzer Medeiros\" width=\"1140\" height=\"641\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wGhbP5emkcQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Quest\u00e3o de representatividade<\/strong><br><a href=\"http:\/\/onumulheres.org.br\/noticias\/mulheres-sao-apenas-28-das-pesquisadoras-em-todo-o-mundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dados da Unesco (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura)<\/a>&nbsp;mostram que apenas 28,8% dos pesquisadores em todo o mundo s\u00e3o mulheres. Ainda assim, meninas costumam se interessar pelas \u00e1reas STEM (sigla em ingl\u00eas para ci\u00eancias, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica) por volta dos 11 anos e meio, mas acabam se desmotivando a partir dos 15 anos: 60% das jovens entrevistadas pela&nbsp;pesquisa da Microsoft&nbsp;ficariam mais confiantes em seguir carreiras nessas \u00e1reas apenas se homens e mulheres trabalhassem em condi\u00e7\u00f5es de igualdade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA falta de representatividade \u00e9 um fator preponderante no caso das meninas. E isso est\u00e1 presente nos livros did\u00e1ticos, nos filmes, nas propagandas, onde a figura do cientista est\u00e1 relacionada ao masculino. Veja nos livros a figura do pai realizando experimentos com seu filho e n\u00e3o a m\u00e3e com a menina\u201d, observa Maria In\u00eas. \u201cO mesmo vale para os professores, tanto homens quanto mulheres, pois a concep\u00e7\u00e3o sobre a desigualdade de g\u00eanero nas ci\u00eancias est\u00e1 presente tamb\u00e9m nas salas de aula \u2013 \u2018meninas n\u00e3o gostam de matem\u00e1tica\u2019, \u2018meninos s\u00e3o melhores nas exatas&#8217;\u201d, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha de racioc\u00ednio, Carine Roos, CEO e fundadora da Newa (empresa de impacto social que apoia a diversidade, inclus\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o) conta que passou por obst\u00e1culos at\u00e9 ser ouvida e respeitada ao ocupar um cargo de lideran\u00e7a na Unesco. Por isso, antes de criar a Newa, fundou o Programa Elas, que apoiava mulheres nas \u00e1reas de lideran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o v\u00e1rios os fatores que fazem com que as meninas se afastem das \u00e1reas de ci\u00eancias, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica, \u00e1reas predominantemente dominadas por homens. Essas s\u00e3o quest\u00f5es que v\u00e3o desde o componente educacional, quando se educam meninas e meninos de maneira diferente, incentivando-as geralmente \u00e0s \u00e1reas de humanas, sa\u00fade, relacionamento e comunica\u00e7\u00e3o, por exemplo, enquanto os meninos s\u00e3o incentivados a seguirem \u00e1reas mais racionais\u201d, comenta Carine. \u201cEssa diferencia\u00e7\u00e3o acontece desde a base e isso faz com que baixe a autoestima das meninas, fazendo com que elas n\u00e3o se reconhe\u00e7am em profiss\u00f5es como ci\u00eancia, pesquisa e programa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Claudia Bauzer Medeiros concorda, e refor\u00e7a a import\u00e2ncia da conscientiza\u00e7\u00e3o. \u201cNas escolas e, a seguir, nas universidades, h\u00e1 muito trabalho para que os rapazes consigam enxergar como praticam discrimina\u00e7\u00e3o sem mesmo senti-lo. J\u00e1 organizei debates e mesas redondas para turmas da Unicamp sobre o assunto, e a grande maioria dos alunos afirma que nunca se tinha dado conta de que havia ou que praticava discrimina\u00e7\u00e3o. Quando uma aluna \u00e9 discriminada por uma turma majoritariamente masculina por causa de g\u00eanero, muitas vezes desiste ou desanima\u201d, exemplifica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Superando preconceitos<\/strong><br>Fascinada por astronomia durante a inf\u00e2ncia, Carolina Brito herdou de um tio, qu\u00edmico, a paix\u00e3o pela pesquisa cient\u00edfica. Mas n\u00e3o se esquece da influ\u00eancia negativa de um professor sexista que quase a fez mudar o sonho de crian\u00e7a. Professora associada do Instituto de F\u00edsica da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e coordenadora de um grupo de trabalho sobre quest\u00f5es de g\u00eanero da Sociedade Brasileira de F\u00edsica, Carolina, quando vestibulanda, deu uma entrevista ao jornal Zero Hora, falando sobre a vontade de se tornar astr\u00f4noma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm professor ligou na minha escola para me procurar e fez um drama, dizendo que eu deveria prestar aten\u00e7\u00e3o, pois era uma carreira muito complicada\u201d, relembra. \u201cReencontrei com esse professor na faculdade. Ele ficou chocado quando eu disse que estava estudando f\u00edsica tr\u00eas. Os c\u00e1lculos s\u00e3o grandes vil\u00f5es do curso de exatas e eu tinha ido bem. N\u00f3s, mulheres, sempre temos de mostrar compet\u00eancia para justificar porque estamos em uma determinada posi\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Carolina.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, na extens\u00e3o universit\u00e1ria da UFRGS, Carolina produz o&nbsp;podcast Fronteiras da Ci\u00eancia&nbsp;e coordena o programa&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/meninasnaciencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Meninas na Ci\u00eancia<\/a>&nbsp;que, assim como a iniciativa de Maria In\u00eas, da UFABC, tem como meta atrair meninas para as carreiras nas ci\u00eancias exatas e tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior presen\u00e7a de mulheres nas \u00e1reas ligadas ao STEM come\u00e7ou a ganhar for\u00e7a nos anos 1990, pela constata\u00e7\u00e3o de que havia necessidade de maior diversidade na for\u00e7a de trabalho nas \u00e1reas associadas \u00e0 ci\u00eancia, engenharias e tecnologia. Em paralelo, faltava m\u00e3o de obra qualificada nessas \u00e1reas, independentemente do g\u00eanero, e assim surgiram programas e treinamentos espec\u00edficos para jovens, exp\u00f5e Claudia Bauzer.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA demanda por mulheres foi impulsionada por estat\u00edsticas de mercado, que comprovavam que produtos e patentes desenvolvidos por equipes com diversidade obtinham mais sucesso no mercado e tinham maior usabilidade. Tais estudos levavam tamb\u00e9m em considera\u00e7\u00e3o o perfil de compradores \u2013 afinal, mulheres s\u00e3o aproximadamente 50% da popula\u00e7\u00e3o\u201d, explica Claudia, ressaltando que as grandes empresas de TI americanas t\u00eam estudos de mais de 20 anos que mostram quanto as mulheres predominam entre os compradores de computadores pessoais e equipamentos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo mundo inteiro, entre os anos 1970 at\u00e9 meados dos anos 1980, havia muito mais mulheres que homens nas profiss\u00f5es voltadas a TICs [Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e da Comunica\u00e7\u00e3o]. Esta tend\u00eancia come\u00e7ou a ser revertida \u00e0 medida que os sal\u00e1rios passaram a ser mais competitivos, atraindo mais homens\u201d, diz Claudia. A computa\u00e7\u00e3o n\u00e3o seguiu o mesmo caminho das engenharias, na maioria das quais tradicionalmente sempre houve menos mulheres. \u201cH\u00e1 \u00e1reas da engenharia, como alimentos, em que h\u00e1 total predomin\u00e2ncia de mulheres. Assim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel generalizar\u201d, resume.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Valoriza\u00e7\u00e3o e reconhecimento<\/strong><br>No entanto, pesquisas revelam que, \u00e0 medida que a carreira progride, as mulheres passam pelo chamado efeito tesoura, conforme esclarece Carolina Brito, e s\u00e3o menos representadas no topo da carreira. \u201cNo Brasil, 50% dos formandos s\u00e3o mulheres. Quando falamos de bolsa de produtividade em pesquisa, o n\u00famero cai para 36% de mulheres. E na Academia Brasileira de Ci\u00eancias, que \u00e9 o topo da carreira, elas representam apenas 14%.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A ci\u00eancia \u00e9 pouco valorizada no Brasil e h\u00e1 quem duvide de sua efic\u00e1cia, aponta a professora da UFRGS. \u201cApesar do arsenal de informa\u00e7\u00f5es, observamos movimentos antivacina\u00e7\u00e3o, pessoas que defendem a terra plana ou o kit para a cura da Covid-19. Parte do problema transcende o g\u00eanero, temos ainda outras quest\u00f5es, como ra\u00e7a e estere\u00f3tipos. Creio que dever\u00edamos fazer mais campanhas mostrando o quanto essas \u00e1reas s\u00e3o interessantes, t\u00eam boa empregabilidade e as pessoas que nelas atuam poder\u00e3o fazer grandes revolu\u00e7\u00f5es na sociedade\u201d, sugere.<\/p>\n\n\n\n<p>Claudia Bauzer ressalta que nos EUA, Canad\u00e1 e pa\u00edses europeus, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem mais equitativa. Mas o fato de haver, no Brasil e no mundo, associa\u00e7\u00f5es, iniciativas e movimentos para mais mulheres nas \u00e1reas STEM mostra que ainda h\u00e1 muito a se fazer. O caminho \u00e9 ir muito al\u00e9m de um Dia Internacional da Mulher ou de fazer uma a\u00e7\u00e3o de marketing, sublinha Carine Roos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs empresas devem se preocupar genuinamente como as mulheres se sentem dentro da organiza\u00e7\u00e3o. \u00c9 um processo de diagn\u00f3stico, de escuta, de acolhimento, de entender as necessidades que n\u00e3o est\u00e3o sendo atendidas e criar estrat\u00e9gias para acolher essas mulheres com pol\u00edticas, plano de carreiras, com desenvolvimento dessas mulheres\u201d, diz a empreendedora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Redes de apoio<\/strong><br>Se o preconceito ainda perpassa, por vezes, pelo meio familiar, pela cultura e pela sociedade, mulheres bem-sucedidas como as entrevistadas desta reportagem mostram, cada uma \u00e0 sua maneira, a possibilidade de conscientizar acerca da alfabetiza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e da equidade de g\u00eanero nas ci\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu diria para as mulheres se unirem e criarem suas redes de apoio para esse fortalecimento, porque n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Aconselharia buscar mentorias, treinamentos de lideran\u00e7a feminina para se tornarem mais estrat\u00e9gicas dentro das organiza\u00e7\u00f5es, se fortalecendo dentro desse processo para que consigam aprender a lidar com as adversidades. \u00c9 claro que isso n\u00e3o \u00e9 suficiente, mas cuidar da sa\u00fade mental e buscar de maneira estrat\u00e9gica essas redes de apoio e alian\u00e7as, faz com elas consigam passar por esses desafios com um pouco mais de tranquilidade\u201d, sugere Carine Roos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:  Texto de Ana Lu\u00edsa D&#8217;Maschio para <a href=\"https:\/\/porvir.org\/lugar-de-mulheres-e-na-educacao-cientifica-e-onde-mais-elas-quiserem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Porvir<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de Ana Lu\u00edsa D&#8217;Maschio originalmente no site Porvir Em 1893, ano em que a Nova Zel\u00e2ndia se tornava o &hellip; <a class=\"kt-excerpt-readmore more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/lugar-de-mulheres-e-na-educacao-cientifica-e-onde-mais-elas-quiserem\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":7745,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"kt_blocks_editor_width":"","footnotes":""},"categories":[110],"tags":[170],"class_list":["post-21858","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","tag-mulheres-na-ciencia"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Lugar de mulheres \u00e9 na educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u2013 e onde mais elas quiserem - Biblioteca Central da UFRGS<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Lugar de mulheres \u00e9 na educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u2013 e onde mais elas quiserem - Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Texto de Ana Lu\u00edsa D&#8217;Maschio originalmente no site Porvir Em 1893, ano em que a Nova Zel\u00e2ndia se tornava o &hellip; Leia mais\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/lugar-de-mulheres-e-na-educacao-cientifica-e-onde-mais-elas-quiserem\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/biblioteca.centralufrgs\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2022-07-07T13:09:25+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2022-07-08T13:45:18+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/mulheres-na-ciencia.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"800\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"601\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"- Priscila S. 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