{"id":22955,"date":"2023-03-09T09:02:00","date_gmt":"2023-03-09T12:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/?p=22955"},"modified":"2023-03-03T14:20:50","modified_gmt":"2023-03-03T17:20:50","slug":"a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/","title":{"rendered":"A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia: cen\u00e1rio atual e possibilidades"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-small-font-size\">Texto de para Mariana Fernandes para <a href=\"https:\/\/ead.pucpr.br\/blog\/mulheres-na-ciencia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog EAD PUCPR<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a feminina nas ci\u00eancias exatas \u00e9 algo que remonta desde a antiguidade. Por\u00e9m, ainda hoje as mulheres na ci\u00eancia enfrentam desafios&nbsp;e&nbsp;preconceitos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, vamos explorar a presen\u00e7a feminina na ci\u00eancia desde a antiguidade, o cen\u00e1rio atual da pesquisa cient\u00edfica no Brasil e quais s\u00e3o os maiores desafios enfrentados pelas mulheres na ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m trouxemos uma lista com 4 pesquisadoras e pioneiras das ci\u00eancias brasileiras para inspirar voc\u00ea a se tornar uma cientista.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A participa\u00e7\u00e3o de mulheres na ci\u00eancia \u00e9 antiga&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante muito tempo, a presen\u00e7a feminina foi recha\u00e7ada em ambientes que pregam a racionalidade e praticam as ci\u00eancias exatas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isso motivado pela cren\u00e7a de que o g\u00eanero feminino \u00e9 mais delicado e pertence \u00e0 ambientes de assuntos dom\u00e9sticos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso, entretanto, n\u00e3o impediu que muitas mulheres lutassem contra essas cren\u00e7as e garantissem seus lugares dentro das ci\u00eancias, da tecnologia e da engenharia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00e3o poucas as hist\u00f3rias de pioneiras que venceram os preconceitos de seus tempos para se tornarem parte essencial em descobertas que ainda hoje mudam o mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Nadia Kovaleski, C\u00edntia Tortato e Mar\u00edlia de Carvalho, autoras do artigo&nbsp;<a href=\"https:\/\/revistas2.uepg.br\/index.php\/emancipacao\/article\/view\/5047\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\"><em>As rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero na hist\u00f3ria das ci\u00eancias: a participa\u00e7\u00e3o feminina no progresso cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico<\/em><\/a>, existem relatos da presen\u00e7a feminina na pesquisa cient\u00edfica desde o Antigo Egito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Elas citam&nbsp;Hatexepsute no Egito, uma&nbsp;fara\u00f3 m\u00e9dica&nbsp;que organizava expedi\u00e7\u00f5es para buscar plantas curativas e&nbsp;Theano&nbsp;na Gr\u00e9cia, aluna&nbsp;de Pit\u00e1goras que mais tarde se tornou sua esposa e escritora de livros sobre matem\u00e1tica e f\u00edsica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mais famosa das pesquisadoras da antiguidade \u00e9&nbsp;Hip\u00e1tia de Alexandria, que estudava astronomia e matem\u00e1tica e ficou conhecia por inventar o&nbsp;dens\u00edmetro, instrumento que permite medir a densidade de l\u00edquidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desde&nbsp;os tempos mais remotos,&nbsp;diversas outras pesquisadoras e inventoras da \u00e1rea de exatas surgiram e se destacaram. Entre elas, podemos citar:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Marie Winkelmann Kirc<\/strong><strong>h<\/strong>,&nbsp;primeira mulher a&nbsp;descobrir&nbsp;um cometa;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>\u00c9milie&nbsp;du&nbsp;Chatelet<\/strong>, tradutora das obras de Newton e te\u00f3rica de f\u00edsica;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Elizabeth&nbsp;Fulhame<\/strong>, primeira pesquisadora profissional de qu\u00edmica;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Marie Curie<\/strong>, ganhadora de dois pr\u00eamios Nobel, em qu\u00edmica e f\u00edsica, considerada a m\u00e3e da&nbsp;f\u00edsica moderna por seu trabalho com a radioatividade;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Hedy&nbsp;Lamarr<\/strong>, uma das criadoras da tecnologia que hoje \u00e9 utilizada em redes m\u00f3veis, Wi-Fi e dispositivos&nbsp;bluetooth;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Florence Rena Sabin<\/strong>, primeira mulher a ganhar uma cadeira na Academia Nacional de Ci\u00eancias dos EUA por seu trabalho com o sistema linf\u00e1tico e imunol\u00f3gico;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Chung-Pei&nbsp;Ma<\/strong>, liderou a equipe de cientistas que descobriu dois dos maiores buracos negros j\u00e1 observados;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Gertrude Belle Elion<\/strong>, vencedora do Nobel em 1988 por criar medicamentos para amenizar sintomas de leucemia, herpes e HIV\/AIDS;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Juana&nbsp;Miguela&nbsp;Petrocchi<\/strong>, especialista em entomologia que descreveu 11 esp\u00e9cies de mosquitos;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Chien-Shiung Wu<\/strong>, f\u00edsica chinesa que se tornou a primeira presidente mulher da&nbsp;American&nbsp;Physical&nbsp;Society nos EUA;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>E a lista n\u00e3o termina com estes nomes, j\u00e1 que a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia \u00e9 extensa e cheia de import\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia brasileira?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>De&nbsp;<a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/mulheres-na-ciencia-2\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">acordo com o CNPq<\/a>, as mulheres constituem 43,7% dos pesquisadores cient\u00edficos no Brasil. A n\u00edvel mundial,&nbsp;esse valor&nbsp;desce para 30%,&nbsp;<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/pesquisadoras-revelam-os-desafios-das-mulheres-para-fazer-ciencia\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">segundo a ONU<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No CNPq, a curva \u00e9 otimista e aponta que o n\u00famero de&nbsp;mulheres pesquisadoras vai superar o de&nbsp;pesquisadores do&nbsp;g\u00eanero&nbsp;masculino&nbsp;dentro de uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o mesmo n\u00e3o acontece em cargos de lideran\u00e7a&nbsp;dentro da pesquisa cient\u00edfica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Menos de 10% dos membros da Academia Brasileira de Ci\u00eancias \u00e9 mulher e apenas 21% dos coordenadores de projetos tem\u00e1ticos da FAPESP&nbsp;pertence ao g\u00eanero feminino, para dar&nbsp;alguns&nbsp;exemplos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso acontece por diversos fatores, como vamos explorar abaixo, mas o principal \u00e9 a discrimina\u00e7\u00e3o contra pesquisadoras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo um relat\u00f3rio da Elsevier intitulado \u201c<a href=\"https:\/\/www.elsevier.com\/__data\/assets\/pdf_file\/0011\/1083971\/Elsevier-gender-report-2020.pdf\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">A jornada do pesquisador atrav\u00e9s de lentes de g\u00eanero<\/a>\u201d&nbsp;divulgado em 2020,&nbsp;um estudo que envolveu 15 pa\u00edses, incluindo o Brasil,&nbsp;embora a participa\u00e7\u00e3o feminina nas ci\u00eancias exatas esteja aumentando, a desigualdade permanece quando o assunto s\u00e3o publica\u00e7\u00f5es, cita\u00e7\u00f5es, bolsas concedidas e colabora\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Especificamente falando sobre as cita\u00e7\u00f5es, trabalhos publicados por mulheres s\u00e3o citados com muito menos frequ\u00eancia do que os&nbsp;trabalhos publicados por&nbsp;homens.&nbsp;<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que&nbsp;o n\u00famero de mulheres na ci\u00eancia \u00e9&nbsp;pequeno?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Como vimos acima,&nbsp;embora esteja em crescimento, o n\u00famero de mulheres na ci\u00eancia ainda n\u00e3o \u00e9 consider\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, pesquisadoras e cientistas&nbsp;da \u00e1rea de exatas&nbsp;enfrentam muito mais desafios do que seus colegas do g\u00eanero masculino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.opet.com.br\/blog\/interna\/por-que-mulheres-nao-procuram-tanto-ciencias-exatas\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">Um estudo<\/a>&nbsp;do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira descobriu que&nbsp;quase&nbsp;59% dos estudantes&nbsp;universit\u00e1rios&nbsp;do pa\u00eds s\u00e3o mulheres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, quando o recorte da pesquisa foca em cursos de exatas, o n\u00famero de mulheres matriculadas cai para 41%.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando falamos das engenharias, esse n\u00famero cai bastante, ficando em 29% de alunas (sendo que na engenharia mec\u00e2nica, por exemplo, o n\u00famero cai ainda mais: para 10% de mulheres).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por que isso acontece?<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro palpite de pesquisadoras da \u00e1rea \u00e9 que esta \u00e9 uma quest\u00e3o de aprendizado social, uma falsa no\u00e7\u00e3o perpetuada de que as ci\u00eancias exatas n\u00e3o s\u00e3o&nbsp;<em>coisa de menina<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo simples desses est\u00edmulos seriam os brinquedos dados \u00e0 meninos e meninas, que enalteceriam diferentes habilidades.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, aos meninos s\u00e3o dados brinquedos que estimulam a constru\u00e7\u00e3o (blocos de montar e caixas de ferramentas)&nbsp;e atividades ao ar livre (como bolas e carrinhos, por exemplo).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para as meninas, o brinquedo que as acompanha desde a primeira inf\u00e2ncia s\u00e3o as bonecas e o brincar de casinha, que estimulam o cuidado com terceiros, o uso da imagina\u00e7\u00e3o e da linguagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esses seriam, ent\u00e3o, aprendizados que as meninas trariam desde a inf\u00e2ncia e que culminariam em elas optarem por cursos de humanas ou biol\u00f3gicas quando chegassem ao vestibular.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A maternidade como obst\u00e1culo para a pesquisa&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da influ\u00eancia que os valores sociais podem ter sobre a escolha da profiss\u00e3o por uma vestibulanda, ainda existem outros fatores que a acompanham na vida adulta que podem dificultar ou at\u00e9 impedir sua atua\u00e7\u00e3o como pesquisadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, falamos sobre a maternidade e o peso que a cria\u00e7\u00e3o de filhos tem sobre a mulher socialmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o n\u00famero de mulheres bolsistas de pesquisa seja expressivo em per\u00edodo de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, esse n\u00famero diminui conforme a faixa et\u00e1ria vai aumentando.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre as&nbsp;<a href=\"https:\/\/jornal.unesp.br\/2021\/04\/13\/curriculo-lattes-passa-a-incluir-registro-de-licenca-maternidade\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">bolsas de produtividade oferecidas pelo CNPq<\/a>, por exemplo, apenas 19% foram&nbsp;concedidas&nbsp;para mulheres entre 30 e 34 anos e 25% para mulheres entre 35 e 39 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A porcentagem volta a aumentar conforme a faixa et\u00e1ria da mulher aumenta tamb\u00e9m, atingindo o maior n\u00famero na faixa et\u00e1ria de 45 a 54 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pequena porcentagem de bolsas concedidas para mulheres entre 30 e 39 anos coincide com o per\u00edodo da maternidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2000 e 2019, a parcela de mulheres que se tornam m\u00e3es nesta faixa et\u00e1ria no Brasil&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2020-12\/cresce-indice-de-mulheres-que-se-tornam-maes-dos-30-aos-39-anos\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">subiu de 26% para 39%<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, conforme uma mulher se aproxima da maternidade, menos chances como pesquisadora ela ter\u00e1.&nbsp;E devido a essa realidade, diversos movimentos sociais t\u00eam&nbsp;buscado&nbsp;uma solu\u00e7\u00e3o para vencer esse obst\u00e1culo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma conquista recente e que pode facilitar a vida das pesquisadoras que optam por serem m\u00e3es \u00e9 a presen\u00e7a da licen\u00e7a-maternidade no Curr\u00edculo Lattes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sem o documento, o pesquisador praticamente n\u00e3o existe, e uma das formas de avalia\u00e7\u00e3o para&nbsp;bolsas de pesquisa \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, medida principalmente pela publica\u00e7\u00e3o de artigos e participa\u00e7\u00e3o em eventos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se um pesquisador passa muito tempo sem publicar artigos ou participar de eventos, ele pode ser considerado como algu\u00e9m que n\u00e3o produz ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, uma mulher que precisou pausar sua carreira acad\u00eamica para cuidar de um beb\u00ea perde muitas chances de conseguir bolsas, mesmo depois que o filho cresce e ela pode voltar \u00e0 pesquisa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Intitulada como \u201c<strong>Licen\u00e7as<\/strong>\u201d, a nova se\u00e7\u00e3o do Curr\u00edculo Lattes \u00e9 uma demanda de mulheres pesquisadoras, mas principalmente uma press\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es que buscam equidade, como o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.parentinscience.com\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">Movimento Parent in Science<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante destacar que embora a press\u00e3o tenha vindo principalmente das pesquisadoras, a medida tamb\u00e9m beneficia a&nbsp;licen\u00e7a-paternidade.&nbsp;<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c1reas das ci\u00eancias em que as mulheres s\u00e3o maioria&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.elsevier.com\/__data\/assets\/pdf_file\/0011\/1083971\/Elsevier-gender-report-2020.pdf\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">relat\u00f3rio da Elsevier&nbsp;<\/a>apresenta as desigualdades entre homens e mulheres na pesquisa, mas tamb\u00e9m trazem uma rela\u00e7\u00e3o das \u00e1reas onde as mulheres s\u00e3o maioria.<\/p>\n\n\n\n<p>Elas s\u00e3o as seguintes:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Bioqu\u00edmica<\/strong>, com 52,7% de mulheres;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Odontologia<\/strong>, com 52,4% de mulheres;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Imunologia e Microbiologia<\/strong>, com 57,7% de mulheres;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Medicina<\/strong>, com 52,7% de mulheres;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Neuroci\u00eancia<\/strong>, com 54,3% de mulheres;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Enfermagem<\/strong>, com 73% de mulheres;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Farmacologia<\/strong>, com 57,6% de mulheres;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o relat\u00f3rio, as \u00e1reas de medicina e bioqu\u00edmica se tornaram de maioria feminina a partir de 2009.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as \u00e1reas com maiores cita\u00e7\u00f5es \u00e0 trabalhos escritos por mulheres est\u00e3o a enfermagem e psicologia, enquanto a \u00e1rea com menor presen\u00e7a feminina s\u00e3o as ci\u00eancias f\u00edsicas.&nbsp;<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">4&nbsp;grandes cientistas&nbsp;brasileiras&nbsp;com trajet\u00f3rias inspiradoras&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>E para selar o cen\u00e1rio das mulheres na ci\u00eancia no Brasil, nada melhor do que buscarmos aquelas que s\u00e3o pioneiras ou que conquistaram grandes feitos nos \u00faltimos anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A lista que reunimos abaixo cont\u00e9m mulheres de diversas \u00e1reas, desde as ci\u00eancias biol\u00f3gicas at\u00e9 a&nbsp;f\u00edsica, que contribu\u00edram como ningu\u00e9m para o avan\u00e7o cient\u00edfico do Brasil e do mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Nise da Silveira&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Nise da Silveira foi uma m\u00e9dica que mudou completamente a maneira como doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas s\u00e3o vistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nascida em 1905, ela se formou em medicina em 1931 na Bahia, sendo a \u00fanica mulher entre outros 157 estudantes do sexo masculino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contrata em 1944 para trabalhar no Centro Psiqui\u00e1trico Nacional Pedro II, Nise se op\u00f4s \u00e0s pr\u00e1ticas usadas para tratar os internos: t\u00e9cnicas como eletrochoque, camisas de for\u00e7a e isolamentos eram comuns.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Devido \u00e0 sua oposi\u00e7\u00e3o, ela foi transferida para a ala de terapia ocupacional do centro psiqui\u00e1trico como forma de puni\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que esta era uma \u00e1rea com poucos recursos e prest\u00edgio, por\u00e9m \u00e9 l\u00e1 que Nise come\u00e7a sua revolu\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em vez de terapias baseadas em surras e limpeza pesada do local, Nise prop\u00f4s a pintura.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela trocou os castigos pela express\u00e3o atrav\u00e9s da arte e isso trouxe resultados surpreendentes. Os pacientes n\u00e3o apenas apresentaram melhora, mas tamb\u00e9m produziram obras de arte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nise tamb\u00e9m foi pioneira em entender os benef\u00edcios de terapias com animais, permitindo que seus pacientes cuidassem dos cachorros que viviam no p\u00e1tio do centro psiqui\u00e1trico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nise da Silveira n\u00e3o s\u00f3 foi uma pioneira, mas uma mulher que buscou a humaniza\u00e7\u00e3o em tudo o que prop\u00f4s a fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela foi uma mulher forte e inteligente, que marcou para sempre a psiquiatria e \u00e9 um exemplo para as mulheres na ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ead.pucpr.br\/hs-fs\/hubfs\/nise%20da%20silveira%20mulheres%20na%20ci%C3%AAncia.jpg?width=680&amp;name=nise%20da%20silveira%20mulheres%20na%20ci%C3%AAncia.jpg\" alt=\"nise da silveira mulheres na ci\u00eancia\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">S\u00f4nia Guimar\u00e3es&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Aos 64 anos,&nbsp;a paulista&nbsp;S\u00f4nia Guimar\u00e3es \u00e9 uma mulher pioneira na ci\u00eancia brasileira por conta de suas conquistas no universo da&nbsp;f\u00edsica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mulher negra, ela concluiu a faculdade de f\u00edsica em 1979 e em 1989 se tornou a primeira mulher negra brasileira a se tornar doutora pela University of Manchester Institute of Science and Technology, na Inglaterra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela entrou para o quadro de professores do ITA, Instituto Tecnol\u00f3gico da Aeron\u00e1utica, em 1993, uma \u00e9poca em que era uma das poucas mulheres no campus.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque o instituto s\u00f3 passou a aceitar o ingresso de alunas em 1996.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por conhecer os desafios que uma mulher negra enfrenta no ambiente acad\u00eamico, S\u00f4nia \u00e9 uma voz poderosa na busca pelo fim das desigualdades raciais e de g\u00eanero nas ci\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela participa de projetos que visam incentivar as meninas a se interessarem pelas exatas e tamb\u00e9m ao empreendedorismo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, S\u00f4nia tamb\u00e9m \u00e9 mantenedora da&nbsp;Universidade Zumbi dos Palmares e conselheira do Conselho Municipal Para a Promo\u00e7\u00e3o de Igualdade Racial (COMPIR), da prefeitura de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ead.pucpr.br\/hs-fs\/hubfs\/sonia%20guimaraes.png?width=790&amp;name=sonia%20guimaraes.png\" alt=\"sonia guimaraes\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Graziela Maciel Barroso&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Nascida em 1912, Graziela Maciel Barroso \u00e9 um nome essencial para a bot\u00e2nica, sendo conhecida como a principal taxonomista de plantas do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Graziela foi educada para ser dona de casa, casando-se aos 16 anos com o agr\u00f4nomo Liberato Joaquim Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido ao trabalho do marido, ela conheceu diversas regi\u00f5es do Brasil e aos poucos come\u00e7ou a se interessar pelo campo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 30 anos, ela come\u00e7ou a estudar bot\u00e2nica em casa com o marido e em 1946 se tornou a primeira mulher a fazer concurso para naturalista no Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Graziela trabalhava com sistem\u00e1tica de plantas e, embora n\u00e3o tivesse curso superior, treinava estagi\u00e1rios, mestrandos e doutorandos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi apenas aos 47 anos que Graziela ingressou no curso superior de biologia da&nbsp;Universidade do Estado da Guanabara, e aos 60 defendeu sua tese de doutorado na&nbsp;Universidade Estadual de Campinas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Durante sua atua\u00e7\u00e3o profissional, ela foi respons\u00e1vel por identificar 25 esp\u00e9cies de vegetais, batizados com seu nome, como&nbsp;<em>Dorstenia&nbsp;grazielae&nbsp;<\/em>(caiapi\u00e1-da-graziela) e&nbsp;<em>Baubinia&nbsp;grazielae<\/em>&nbsp;(pata-de-vaca).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Graziela teve suas conquistas reconhecidas em vida, recebendo a medalha&nbsp;<em>Millenium&nbsp;Botany&nbsp;Award<\/em>&nbsp;e sendo convidada para fazer parte da Academia Brasileira de Ci\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, a cientista faleceu em 2003, um m\u00eas antes de poder assumir seu lugar na ABC.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ead.pucpr.br\/hs-fs\/hubfs\/Graziela%20Maciel%20Barroso%C2%A0.jpg?width=631&amp;name=Graziela%20Maciel%20Barroso%C2%A0.jpg\" alt=\"Graziela Maciel Barroso\u00a0\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Jaqueline G\u00f3es de Jesus&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>O mundo vem enfrentando a pandemia de Coronav\u00edrus desde o final de 2019 e a doutora em Patologia Humana e Experimental, Jaqueline G\u00f3es de Jesus, tem parte importante na luta contra o v\u00edrus.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edder&nbsp;da equipe que conseguiu mapear o genoma do v\u00edrus&nbsp;SARS-CoV-2 em 48 horas&nbsp;(um tempo recorde, j\u00e1 que a m\u00e9dia para esse tipo de procedimento \u00e9 15 dias), ela&nbsp;e sua equipe foram&nbsp;respons\u00e1veis&nbsp;pelo sequenciamento que permitiu diferenciar o v\u00edrus que infectou o primeiro paciente brasileiro do genoma identificado na China.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Jaqueline&nbsp;\u00e9 biom\u00e9dica&nbsp;pela&nbsp;Escola&nbsp;Bahiana&nbsp;de Medicina e Sa\u00fade P\u00fablica,&nbsp;concluiu seu doutorado na&nbsp;Universidade Federal da Bahia e hoje atua como pesquisadora no&nbsp;Instituto de Medicina Tropical de S\u00e3o Paulo da Universidade de S\u00e3o Paulo (IMT\/USP).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de participar da pesquisa do Coronav\u00edrus, Jaqueline tamb\u00e9m j\u00e1 tinha integrado a equipe que mapeou o genoma do Zika V\u00edrus.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela foi convidada pela ONU para fazer parte do projeto #TimeHalo, uma iniciativa que busca tirar as d\u00favidas de internautas e desmistificar informa\u00e7\u00f5es incorretas na plataforma de v\u00eddeos curtos, TikTok.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ead.pucpr.br\/hs-fs\/hubfs\/Jaqueline%20Goes%20de%20Jesus%C2%A0.png?width=762&amp;name=Jaqueline%20Goes%20de%20Jesus%C2%A0.png\" alt=\"Jaqueline Goes de Jesus\u00a0\"\/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de para Mariana Fernandes para Blog EAD PUCPR A presen\u00e7a feminina nas ci\u00eancias exatas \u00e9 algo que remonta desde &hellip; <a class=\"kt-excerpt-readmore more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":7745,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"kt_blocks_editor_width":"","footnotes":""},"categories":[112],"tags":[170],"class_list":["post-22955","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-diversas","tag-mulheres-na-ciencia"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia: cen\u00e1rio atual e possibilidades - Biblioteca Central da UFRGS<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia: cen\u00e1rio atual e possibilidades - Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Texto de para Mariana Fernandes para Blog EAD PUCPR A presen\u00e7a feminina nas ci\u00eancias exatas \u00e9 algo que remonta desde &hellip; Leia mais\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/biblioteca.centralufrgs\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-03-09T12:02:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/mulheres-na-ciencia.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"800\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"601\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"- Priscila S. Jacobsen (Curadoria)\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@bc_ufrgs\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@bc_ufrgs\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"- Priscila S. Jacobsen (Curadoria)\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"14 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/\"},\"author\":{\"name\":\"- Priscila S. Jacobsen (Curadoria)\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/person\/10bfae1dddf26e5a61ef192be9a395d3\"},\"headline\":\"A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia: cen\u00e1rio atual e possibilidades\",\"datePublished\":\"2023-03-09T12:02:00+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/\"},\"wordCount\":2692,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/mulheres-na-ciencia.jpg\",\"keywords\":[\"Mulheres na ci\u00eancia\"],\"articleSection\":[\"Not\u00edcias diversas\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/\",\"name\":\"A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia: cen\u00e1rio atual e possibilidades - Biblioteca Central da UFRGS\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/mulheres-na-ciencia.jpg\",\"datePublished\":\"2023-03-09T12:02:00+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/mulheres-na-ciencia.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/mulheres-na-ciencia.jpg\",\"width\":800,\"height\":601,\"caption\":\"\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia: cen\u00e1rio atual e possibilidades\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/\",\"name\":\"Biblioteca Central UFRGS\",\"description\":\"Site da Biblioteca Central da UFRGS\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#organization\",\"name\":\"Biblioteca Central da UFRGS\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/bc-logo-verm-sem-fundo.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/bc-logo-verm-sem-fundo.png\",\"width\":1021,\"height\":1021,\"caption\":\"Biblioteca Central da UFRGS\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/biblioteca.centralufrgs\/\",\"https:\/\/x.com\/bc_ufrgs\",\"https:\/\/www.instagram.com\/bc_ufrgs\/\",\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Biblioteca_Central_da_UFRGS\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/person\/10bfae1dddf26e5a61ef192be9a395d3\",\"name\":\"- Priscila S. Jacobsen (Curadoria)\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/2403d35a35451941dd2f4da6b4676cba?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/2403d35a35451941dd2f4da6b4676cba?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"- Priscila S. Jacobsen (Curadoria)\"},\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/author\/priscila\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia: cen\u00e1rio atual e possibilidades - Biblioteca Central da UFRGS","robots":{"index":"noindex","follow":"follow"},"og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia: cen\u00e1rio atual e possibilidades - Biblioteca Central da UFRGS","og_description":"Texto de para Mariana Fernandes para Blog EAD PUCPR A presen\u00e7a feminina nas ci\u00eancias exatas \u00e9 algo que remonta desde &hellip; Leia mais","og_url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/","og_site_name":"Biblioteca Central da UFRGS","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/biblioteca.centralufrgs\/","article_published_time":"2023-03-09T12:02:00+00:00","og_image":[{"width":800,"height":601,"url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/mulheres-na-ciencia.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"- Priscila S. Jacobsen (Curadoria)","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@bc_ufrgs","twitter_site":"@bc_ufrgs","twitter_misc":{"Escrito por":"- Priscila S. Jacobsen (Curadoria)","Est. tempo de leitura":"14 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/"},"author":{"name":"- Priscila S. Jacobsen (Curadoria)","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/person\/10bfae1dddf26e5a61ef192be9a395d3"},"headline":"A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia: cen\u00e1rio atual e possibilidades","datePublished":"2023-03-09T12:02:00+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/"},"wordCount":2692,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/mulheres-na-ciencia.jpg","keywords":["Mulheres na ci\u00eancia"],"articleSection":["Not\u00edcias diversas"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/","name":"A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia: cen\u00e1rio atual e possibilidades - Biblioteca Central da UFRGS","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/mulheres-na-ciencia.jpg","datePublished":"2023-03-09T12:02:00+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/mulheres-na-ciencia.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/mulheres-na-ciencia.jpg","width":800,"height":601,"caption":""},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-participacao-das-mulheres-na-ciencia-cenario-atual-e-possibilidades\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia: cen\u00e1rio atual e possibilidades"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#website","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/","name":"Biblioteca Central UFRGS","description":"Site da Biblioteca Central da UFRGS","publisher":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#organization","name":"Biblioteca Central da UFRGS","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/bc-logo-verm-sem-fundo.png","contentUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/bc-logo-verm-sem-fundo.png","width":1021,"height":1021,"caption":"Biblioteca Central da UFRGS"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/biblioteca.centralufrgs\/","https:\/\/x.com\/bc_ufrgs","https:\/\/www.instagram.com\/bc_ufrgs\/","https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Biblioteca_Central_da_UFRGS"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/person\/10bfae1dddf26e5a61ef192be9a395d3","name":"- Priscila S. Jacobsen (Curadoria)","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/2403d35a35451941dd2f4da6b4676cba?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/2403d35a35451941dd2f4da6b4676cba?s=96&d=mm&r=g","caption":"- Priscila S. Jacobsen (Curadoria)"},"url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/author\/priscila\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22955","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22955"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22955\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22957,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22955\/revisions\/22957"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7745"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22955"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22955"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22955"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}