{"id":23123,"date":"2023-05-04T09:45:00","date_gmt":"2023-05-04T12:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/?p=23123"},"modified":"2023-04-25T14:23:28","modified_gmt":"2023-04-25T17:23:28","slug":"inclusao-de-estudantes-pretos-e-pardos-no-ensino-superior-reverbera-na-producao-do-conhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/inclusao-de-estudantes-pretos-e-pardos-no-ensino-superior-reverbera-na-producao-do-conhecimento\/","title":{"rendered":"Inclus\u00e3o de estudantes pretos e pardos no ensino superior reverbera na produ\u00e7\u00e3o do conhecimento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-small-font-size\">Texto de Christina Queiroz para <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/impacto-na-ciencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Revista Pesquisa Fapesp<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Em sintonia com o aumento da presen\u00e7a de negros no ensino superior, diferentes \u00e1reas do conhecimento come\u00e7am a considerar aspectos \u00e9tnicos e raciais nas atividades de ensino e pesquisa. Enquanto em cursos da \u00e1rea de sa\u00fade um dos esfor\u00e7os tem sido estruturar disciplinas que levem em considera\u00e7\u00e3o doen\u00e7as que acometem com mais intensidade pessoas negras, assunto que historicamente foi relegado a segundo plano, nas ci\u00eancias humanas e sociais ganha impulso a revis\u00e3o de conceitos estabelecidos a partir de referenciais te\u00f3ricos exclusivamente europeus ou norte-americanos.<br><br>Uma das institui\u00e7\u00f5es mais impactadas pela ado\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de cotas, conforme pesquisa realizada por Adriano Souza Senkevics, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a UFRGS passou a oferecer, em agosto deste ano, no curso de medicina, uma disciplina voltada a quest\u00f5es \u00e9tnico-raciais. Coordenadora das aulas, a bioqu\u00edmica Maria Luiza Saraiva Pereira explica que a iniciativa deriva, em parte, de portaria do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) editada em 2014, que indica que os curr\u00edculos dos cursos de medicina devem incorporar vis\u00f5es \u00e9ticas e humanistas da profiss\u00e3o. \u201cPor outro lado, a disciplina busca atender demandas que surgiram com o ingresso de estudantes cotistas. Nela, abordamos t\u00f3picos que n\u00e3o s\u00e3o tratados no curr\u00edculo tradicional da carreira, como doen\u00e7as mais frequentes entre negros e ind\u00edgenas, aspectos de suas culturas e da pol\u00edtica nacional de sa\u00fade que afetam mais diretamente as suas vidas\u201d, detalha. Ao lembrar de sua condi\u00e7\u00e3o de pesquisadora negra em um estado em que a maioria da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 branca, Pereira destaca a import\u00e2ncia de se levar debates sobre diversidade \u00e9tnico-racial para dentro da sala de aula.<br><br>Em projeto de pesquisa, o antrop\u00f3logo Rosenilton Silva de Oliveira, da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (FE-USP), analisou os curr\u00edculos de cerca de 390 cursos de pedagogia de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do pa\u00eds, constatando que entre 1998 e 2018, embora a maioria n\u00e3o oferte uma disciplina obrigat\u00f3ria, boa parte deles incluiu a tem\u00e1tica \u00e9tnico-racial em seus programas. \u201cTamb\u00e9m identificamos que foram criados 552 grupos de pesquisa sobre diversidade, sendo 315 deles na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o. Em 2003, a Lei Federal n\u00ba 10.639 alterou a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e tornou obrigat\u00f3rio o ensino de hist\u00f3ria e cultura afro-brasileiras nos curr\u00edculos da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, mobilizando a articula\u00e7\u00e3o de docentes, pesquisadores e agentes do movimento negro para discutir como colocar em pr\u00e1tica essa determina\u00e7\u00e3o\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Oliveira, como tend\u00eancia geral, atualmente no Brasil as ci\u00eancias sociais e a educa\u00e7\u00e3o t\u00eam desenvolvido reflex\u00f5es que buscam transformar a maneira como o conhecimento \u00e9 ofertado nas escolas, tendo como base matrizes africanas e ind\u00edgenas. Um exemplo s\u00e3o as novas metodologias adotadas no ensino de l\u00ednguas, como o ingl\u00eas ou o franc\u00eas, que passaram a incorporar como matriz lingu\u00edstica vers\u00f5es de idiomas falados em pa\u00edses africanos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/image-55-1024x422.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-23124\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/image-55-1024x422.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/image-55-300x124.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/image-55-768x317.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/image-55.png 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><br>Na mesma dire\u00e7\u00e3o, o soci\u00f3logo Antonio S\u00e9rgio Alfredo Guimar\u00e3es, da FFLCH-USP, tem proposto reflex\u00f5es cr\u00edticas sobre o conceito de modernidade. \u201cHistoricamente, a no\u00e7\u00e3o de processo civilizat\u00f3rio envolve o distanciamento de tudo o que n\u00e3o \u00e9 europeu nem ocidental. No Brasil, caracterizou-se por esfor\u00e7os para \u2018civilizar\u2019 ind\u00edgenas e negros, por meio da dissemina\u00e7\u00e3o da cultura europeia\u201d, observa. Em livro rec\u00e9m-publicado, Guimar\u00e3es evidencia o desenvolvimento de outro conceito de modernidade que, no Brasil, come\u00e7ou a ser forjado por intelectuais negros a partir da d\u00e9cada de 1930. Para refletir sobre esse conceito, entre outras refer\u00eancias, Guimar\u00e3es se apoia no trabalho do soci\u00f3logo brit\u00e2nico Paul Gilroy, que discute a no\u00e7\u00e3o de modernidade a partir da hist\u00f3ria do chamado Atl\u00e2ntico negro. \u201cProcuro desenvolver as ideias de Gilroy, evidenciando a exist\u00eancia de v\u00e1rias modernidades ligadas a tradi\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas e culturais das Am\u00e9ricas. O conceito de modernidade negra envolve a ideia de descolonizar o pa\u00eds, buscando real\u00e7ar a sua originalidade cultural\u201d, prop\u00f5e Guimar\u00e3es.<br><br>A soci\u00f3loga B\u00e1rbara Castro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), conta que, historicamente, o Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas (IFCH) acolhe estudos sobre rela\u00e7\u00f5es raciais no Brasil, por\u00e9m nos \u00faltimos anos, motivadas pela amplia\u00e7\u00e3o da diversidade entre o corpo discente, foram incorporadas pesquisas que n\u00e3o apenas trabalham com a quest\u00e3o da ra\u00e7a como um objeto em si, mas partem dela para propor an\u00e1lises de diferentes aspectos da sociedade moderna. \u201cUm grupo de p\u00f3s-graduandos, sob orienta\u00e7\u00e3o do soci\u00f3logo M\u00e1rio Augusto Medeiros da Silva, trabalhou com arquivos hist\u00f3ricos para analisar as formas de associativismo negro no p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o, passando a compreend\u00ea-las como espa\u00e7os fundamentais para produ\u00e7\u00e3o da cidadania no pa\u00eds\u201d, relata.<br><br>Primeiro da fam\u00edlia a ingressar no ensino superior, o astrof\u00edsico Alan Alves-Brito, da UFRGS, coordena o N\u00facleo de Estudos Afro-Brasileiros, Ind\u00edgenas e Africanos (Neab), que congrega pesquisadores de \u00e1reas diversas, e estruturou uma disciplina para discutir quest\u00f5es de ra\u00e7a no campo da astrof\u00edsica. Entre os pontos abordados est\u00e1 o di\u00e1logo com saberes tradicionais de comunidades quilombolas e ind\u00edgenas, a escassez de pessoas negras atuando na f\u00edsica e na astronomia e discuss\u00f5es sobre racismo cient\u00edfico. \u201cMuitos estudantes negros provenientes de escolas p\u00fablicas, como \u00e9 o meu caso, n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 cultura digital. Eu sempre sonhei em ser astrof\u00edsico, mas considerava essa ideia uma possibilidade distante\u201d, relata. De acordo com ele, a situa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a mudar quando a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), cidade em que nasceu, passou a ofertar uma licenciatura em f\u00edsica, curso no qual se graduou. \u201cSou um dos \u00fanicos professores negros da UFRGS e, mesmo enfrentando desafios, isso me abriu possibilidades para criar pesquisas e disciplinas novas. Hoje, sou convidado para dar palestras sobre minhas pesquisas em astrof\u00edsica e diversidade na ci\u00eancia em todo o mundo\u201d, conta. Alves-Brito lembra, por outro lado, que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel realizar pesquisa em astrof\u00edsica sem an\u00e1lise estat\u00edstica e computa\u00e7\u00e3o. \u201cA educa\u00e7\u00e3o escolar contempor\u00e2nea, que se baseia na quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial, s\u00f3 acontece em escolas privadas\u201d, considera. \u201cSetenta e tr\u00eas por cento dos trabalhadores do setor de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o brancos\u201d, informa, ao mencionar levantamento feito pela organiza\u00e7\u00e3o Pot\u00eancias Negras Tec.<br><br>Atento a esse desequil\u00edbrio, Tarc\u00edzio Silva, que faz doutorado em ci\u00eancias humanas e sociais na Universidade Federal do ABC (UFABC), procura compreender em que medida a tecnologia \u00e9 moldada pela hierarquia racial. No esfor\u00e7o, apoia-se em pesquisa das cientistas da computa\u00e7\u00e3o norte-americanas Joy Buolamwini e Timnit Gebru, que mostra como sistemas de identifica\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas de g\u00eanero e idade enganam-se com mais frequ\u00eancia no caso de pessoas negras e, em especial, de mulheres negras. \u201cSistemas baseados em intelig\u00eancia artificial t\u00eam sido adotados mesmo com taxas enormes de erros\u201d, critica Silva.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/032-041_capa_negros-na-academia_308-3-mobile.png\" alt=\"\" width=\"499\" height=\"433\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><br><br>Resultado de tese de doutorado defendida na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP) e de pesquisa de p\u00f3s-doutorado feita na PUC de Campinas, a psic\u00f3loga Simone Gibran Nogueira publicou em 2019, com apoio da FAPESP, o livro <em>Liberta\u00e7\u00e3o, descoloniza\u00e7\u00e3o e africaniza\u00e7\u00e3o da psicologia: Breve introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 psicologia africana<\/em> (Edufscar). \u201cSou branca, l\u00edbano-brasileira, e sempre me interessei por quest\u00f5es da cultura afro-brasileira. Minha motiva\u00e7\u00e3o para estudar o assunto surgiu da constata\u00e7\u00e3o de que todas as refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas da gradua\u00e7\u00e3o em psicologia costumam ser de autores brancos, europeus ou norte-americanos\u201d, relata. Nogueira cita pesquisa de 2012 do Conselho Federal de Psicologia que mostrou que 89% dos psic\u00f3logos em atua\u00e7\u00e3o naquele ano eram mulheres \u2013 67% brancas e de classe m\u00e9dia. Por outro lado, na mesma \u00e9poca, 70% das psic\u00f3logas brasileiras atuavam no servi\u00e7o p\u00fablico de assist\u00eancia social, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, que tem como p\u00fablico majorit\u00e1rio pessoas negras.<br><br>\u201cNo Brasil, dentre as ci\u00eancias humanas, a psicologia foi uma das \u00faltimas disciplinas a olhar para as popula\u00e7\u00f5es de ascend\u00eancia negra e ind\u00edgena, algo que aconteceu mais sistematicamente somente no s\u00e9culo XXI.\u201d Partindo dessa realidade, Nogueira come\u00e7ou a estudar a psicologia de raiz africana, que surgiu como ci\u00eancia acad\u00eamica nos Estados Unidos h\u00e1 cerca de 50 anos. \u201cNesse campo de conhecimento, a Gr\u00e9cia n\u00e3o \u00e9 considerada o ber\u00e7o do pensamento filos\u00f3fico, mas sim o Egito Antigo e a \u00c1frica negra. Ao mobilizar esse conhecimento, desenvolvemos novas abordagens para tratar quest\u00f5es psicol\u00f3gicas\u201d, compara.<br><br>Tamb\u00e9m em tese de doutorado, o engenheiro Elton Bernardo Bandeira de Melo, analista de planejamento e or\u00e7amento do Minist\u00e9rio da Economia, apontou a necessidade de inser\u00e7\u00e3o de negros e, principalmente negras, na \u00e1rea de planejamento, or\u00e7amento e finan\u00e7as do governo federal, predominantemente ocupada por homens brancos. \u201cH\u00e1 uma sobrevaloriza\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o fiscal sobre a social nas pr\u00e1ticas or\u00e7ament\u00e1rias do governo. Os instrumentos e as metodologias de planejamento n\u00e3o s\u00e3o orientados para enfrentar a quest\u00e3o racial\u201d, pontua. Parte dos resultados da tese foi publicada como cap\u00edtulo em livro organizado por Elaine de Melo Xavier, mestre em pol\u00edtica social e analista de planejamento e or\u00e7amento do Minist\u00e9rio da Economia. \u201cAo incorporar perspectivas raciais e de g\u00eanero, especialmente a partir da d\u00e9cada de 1990, estudos sobre planejamento, or\u00e7amento e finan\u00e7as p\u00fablicas evidenciam como as decis\u00f5es econ\u00f4micas t\u00eam refor\u00e7ado essas desigualdades no pa\u00eds\u201d, afirma. \u201cMulheres negras constituem o grupo social que, proporcionalmente, mais contribui em termos de arrecada\u00e7\u00e3o, mas ao mesmo tempo tem dificuldades em ver suas demandas por servi\u00e7os p\u00fablicos atendidas pelo or\u00e7amento.\u201d Segundo Xavier, essas descobertas s\u00f3 foram poss\u00edveis porque a partir da d\u00e9cada de 1990 pesquisadores da \u00e1rea de planejamento or\u00e7ament\u00e1rio passaram a incorporar quest\u00f5es \u00e9tnicas, raciais e de g\u00eanero.<br>Para Renato Janine Ribeiro, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC) e professor da FFLCH-USP, ignorar a diversidade impacta negativamente o desenvolvimento do pa\u00eds. Ele considera que 70% da popula\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o tem acesso a condi\u00e7\u00f5es adequadas de moradia, educa\u00e7\u00e3o, transporte e sa\u00fade. \u201cEm situa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de subsist\u00eancia, dificilmente talentos s\u00e3o revelados\u201d, pondera, citando estudo realizado pela Ag\u00eancia da USP de Gest\u00e3o da Informa\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica, feito a partir de base internacional de dados. De acordo com a pesquisa, o Brasil ocupa o 11\u00ba lugar no ranking de pa\u00edses com mais publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sobre a Covid-19, em todo o mundo. \u201cAlcan\u00e7amos essa posi\u00e7\u00e3o com apenas 30% da popula\u00e7\u00e3o vivendo em condi\u00e7\u00f5es adequadas para revelar e desenvolver talentos. Se tiv\u00e9ssemos 100% das pessoas nessas circunst\u00e2ncias, certamente nossa produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica estaria mais avan\u00e7ada\u201d, defende Janine Ribeiro.<br><br><strong>Projetos<\/strong><br><strong>1.<\/strong> Conex\u00f5es epist\u00eamicas e est\u00e9ticas na forma\u00e7\u00e3o de educadoras(es) brasileiras(os) e sul-africanas(os) para a constru\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o antirracista (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/107829\/conexoes-epistemicas-e-esteticas-na-formacao-de-educadorases-brasileirasos-e-sul-africanasos-para-a-\/?q=20\/06481-4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">n\u00ba 20\/06481-4<\/a>); <strong>Modalidade<\/strong> Aux\u00edlio \u00e0 Pesquisa \u2013 Regular; <strong>Pesquisador respons\u00e1vel<\/strong> Rosenilton Silva de Oliveira (USP); <strong>Investimento<\/strong> 135.527,55.<br><strong>2.<\/strong> Pol\u00edticas de A\u00e7\u00f5es Afirmativas e Descoloniza\u00e7\u00e3o da Psicologia: contribui\u00e7\u00f5es do pensamento cr\u00edtico africano. (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/160775\/politicas-de-acoes-afirmativas-e-descolonizacao-da-psicologia-contribuicoes-do-pensamento-critico-a\/?q=15\/11419-8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">n\u00ba 15\/11419-8<\/a>); <strong>Modalidade<\/strong> Bolsa de P\u00f3s-doutorado; <strong>Pesquisadora respons\u00e1vel<\/strong> Raquel Souza Lobo Guzzo (PUC); <strong>Benefici\u00e1ria<\/strong> Simone Gibran Nogueira; <strong>Investimento<\/strong> 290.136,14.<br><strong>Livros<\/strong><br>GUIMAR\u00c3ES, A. S. A. <strong>Modernidades negras \u2013 A forma\u00e7\u00e3o racial brasileira (1930-1970)<\/strong>, S\u00e3o Paulo: Editora 34, 2021.<br>NOGUEIRA, S. G. <strong>Liberta\u00e7\u00e3o, descoloniza\u00e7\u00e3o e africaniza\u00e7\u00e3o da psicologia. Breve introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 psicologia africana<\/strong>. S\u00e3o Paulo: EdUFSCar, 2019.<br>XAVIER, E. M. (org.). <strong>G\u00eanero e ra\u00e7a no or\u00e7amento p\u00fablico brasileiro<\/strong>. Bras\u00edlia: Assecor, 2020.<br><br>Este texto foi originalmente publicado por <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/\">Pesquisa FAPESP<\/a> de acordo com a <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nd\/4.0\/\">licen\u00e7a Creative Commons CC-BY-NC-ND<\/a>. Leia o <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/impacto-na-ciencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">original aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de Christina Queiroz para Revista Pesquisa Fapesp Em sintonia com o aumento da presen\u00e7a de negros no ensino superior, &hellip; <a class=\"kt-excerpt-readmore more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/inclusao-de-estudantes-pretos-e-pardos-no-ensino-superior-reverbera-na-producao-do-conhecimento\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":23125,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"kt_blocks_editor_width":"","footnotes":""},"categories":[110],"tags":[469,206,175,406],"class_list":["post-23123","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","tag-cotas-raciais","tag-pesquisa-academica","tag-pesquisa-cientifica","tag-pos-graduacao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Inclus\u00e3o de estudantes pretos e pardos no ensino superior reverbera na produ\u00e7\u00e3o do conhecimento - Biblioteca Central da UFRGS<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Inclus\u00e3o de estudantes pretos e pardos no ensino superior reverbera na produ\u00e7\u00e3o do conhecimento - Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Texto de Christina Queiroz para Revista Pesquisa Fapesp Em sintonia com o aumento da presen\u00e7a de negros no ensino superior, &hellip; Leia mais\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/inclusao-de-estudantes-pretos-e-pardos-no-ensino-superior-reverbera-na-producao-do-conhecimento\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/biblioteca.centralufrgs\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-05-04T12:45:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/cotaracialciencia.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"567\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"340\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"- Priscila S. 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