{"id":23937,"date":"2023-10-24T16:00:00","date_gmt":"2023-10-24T19:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/?p=23937"},"modified":"2023-10-24T12:18:14","modified_gmt":"2023-10-24T15:18:14","slug":"10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/","title":{"rendered":"10 Filmes para conhecer o Cinema Africano"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Originalmente publicado por Nat\u00e1lia Bocanera no <a href=\"https:\/\/www.geledes.org.br\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/\">Portal Geled\u00e9s<\/a>. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-23961\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1.png 1080w, https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1-768x768.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1-600x600.png 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1-840x840.png 840w, https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1-420x420.png 420w, https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1-720x720.png 720w, https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1-360x360.png 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O cinema aut\u00eantico africano \u00e9 bastante tardio quando tomamos por refer\u00eancia a hist\u00f3ria da s\u00e9tima arte e sua dita inven\u00e7\u00e3o. Antes dos anos 50, at\u00e9 se faziam alguns filmes no continente, todavia, n\u00e3o por africanos, mas&nbsp;sim, por europeus, obras enviesadas pelo olhar estereotipado do&nbsp; colonizador, que representava o continente como uma unidade territorial e populacional ex\u00f3tica e selvagem, classificadas pelos estudiosos do cinema&nbsp; como colonialistas. Tal como a independ\u00eancia dos pa\u00edses africanos colonizados foi absurdamente tardia, assim tamb\u00e9m o foi a liberdade art\u00edstica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Havia, de fato, uma proibi\u00e7\u00e3o imposta \u00e0s col\u00f4nias no que se referia \u00e0 arte. Aos pa\u00edses colonizados pela Fran\u00e7a, por exemplo, havia o Decreto Laval, em&nbsp;1934, que proibia a express\u00e3o art\u00edstica pelo cinema. \u00c9 curioso, se&nbsp; consideramos os franceses Irm\u00e3os Lumi\u00e9re como inventores do cinema, que o mesmo pa\u00eds que foi ber\u00e7o da cinematografia tenha censurado essa mesma arte como forma de manuten\u00e7\u00e3o dos poderes coloniais.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, portanto, o cinema africano colonial e o cinema africano p\u00f3s-colonial, esse \u00faltimo sim, nutrido pela autenticidade e pela cultura de realizadores africanos. Sendo a coloniza\u00e7\u00e3o um processo de extrema viol\u00eancia, que&nbsp; abalou estruturas pol\u00edticas, sociais, econ\u00f4micas e culturais pelos pa\u00edses onde passou, o cinema p\u00f3s-colonial africano e de descoloniza\u00e7\u00e3o carrega de&nbsp; forma muito intensa os rastros da brutalidade europeia principalmente sobre o povo, que buscava retomar suas ra\u00edzes identit\u00e1rias, t\u00e3o&nbsp;covardemente conturbadas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O cinema africano \u00e9 uma preciosidade que clama por um merecido&nbsp; reconhecimento e difus\u00e3o. Num mundo que ainda vive em descoloniza\u00e7\u00e3o, que ainda se volta majoritariamente \u00e0s vis\u00f5es estadunidenses e europeias,&nbsp;valorizar e exaltar o cinema africano \u00e9 uma necessidade social e cultural. Por&nbsp;essa raz\u00e3o, prop\u00f5e-se a dif\u00edcil tarefa de selecionar 10 filmes fundamentais&nbsp; para conhecer o cinema africano, p\u00f3s-colonial e contempor\u00e2neo, para facilitar esse primeiro passo t\u00e3o, caso ele ainda n\u00e3o tenha sido dado. S\u00e3o&nbsp;eles, em ordem cronol\u00f3gica:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=dFCxyrSW6RA\">1. O Carroceiro | Dir. Ousmane Semb\u00e8ne | 1963 | Senegal&nbsp;&nbsp;<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Carroceiro \u00e9 tido como o primeiro filme produzido por um pa\u00eds&nbsp; africano, e dirigido por um diretor do continente. N\u00e3o \u00e0 toa, traz uma atmosfera de desesperan\u00e7a, conformismo, falta de confian\u00e7a, e at\u00e9 uma&nbsp; frieza pela necessidade de sobreviver \u2013 a bagun\u00e7a feita pelos europeus.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Semb\u00e8ne, nesse curta-metragem de apenas 20 minutos, nos insere nos&nbsp; contrastes de Dakar, capital do Senegal, do in\u00edcio dos anos 60, atrav\u00e9s da&nbsp; rotina de trabalho de um carroceiro, que transporta passageiros num bairro&nbsp;rural. Quando, \u00e0 contragosto e por necessidade de subsist\u00eancia, transporta um homem at\u00e9 o centro da cidade, onde \u00e9 proibida a circula\u00e7\u00e3o de charretes, o carroceiro passa por uma s\u00e9rie de adversidades que o fazem desacreditar e desanimar cada vez mais de sua pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os pensamentos e desgostos do protagonista nos s\u00e3o expostos por uma narra\u00e7\u00e3o em off muito direta e sincera. Semb\u00e8ne \u00e9 dono de uma dire\u00e7\u00e3o&nbsp;sofisticada e elegante, e contrasta de forma bem definida em duotone as&nbsp;diferen\u00e7as entre os espa\u00e7os acessados pelo protagonista, o que exacerba&nbsp;seu desconforto onde n\u00e3o \u00e9 bem-vindo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com um final sutilmente feminista, quando, ap\u00f3s o desastroso e&nbsp; infrut\u00edfero dia do carroceiro, sua esposa \u00e9 que parece que ir\u00e1 dar um jeito em tudo, o primeiro filme originalmente africano \u00e9 uma p\u00e9rola magn\u00edfica, um impressionante exemplo sobre um cinema genu\u00edno e verdadeiro feito com poucos recursos e pouco tempo em tela.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=MDU9syDAoTA\">2. A Negra De\u2026 | Dir. Ousmane Semb\u00e8ne | 1966 | Senegal&nbsp;&nbsp;<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 59 minutos e focado em uma \u00fanica personagem, o pioneiro do&nbsp; cinema africano e senegal\u00eas Ousmane Semb\u00e8ne consegue traduzir a&nbsp; opress\u00e3o colonialista sofrida por um povo inteiro. A Negra De\u2026, cujo t\u00edtulo&nbsp; vem acompanhado de retic\u00eancias para que o pr\u00f3prio espectador possa se&nbsp; questionar como complet\u00e1-lo, \u00e9 um filme de 1966 que passou pelo Festival&nbsp; de Cannes em 1966, e recebeu homenagens recentes nos festivais de&nbsp; Veneza, Locarno, Rotterdam, dentre tantos outros.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhamos, no primeiro longa-metragem de Semb\u00e8ne, a&nbsp; protagonista Diouana (Mbissine Th\u00e9r\u00e8se Diop), uma jovem senegalesa que&nbsp;deixa sua terra natal, a cidade de Dakar, para trabalhar como governanta na&nbsp; costa francesa com seus patr\u00f5es, que lhe prometem oportunidades e uma&nbsp; vida melhor no pa\u00eds europeu.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muito embora seja estilisticamente comparado \u00e0 nouvelle vague, o diretor senegal\u00eas possui uma marca muito pr\u00f3pria, apropriando-se da&nbsp; eleg\u00e2ncia j\u00e1 demonstrada em O Carroceiro, e retrata com a crueza&nbsp; necess\u00e1ria uma protagonista silenciosa, mas que apresenta seus&nbsp; questionamentos atrav\u00e9s da narra\u00e7\u00e3o em off, aqui tamb\u00e9m presente, e se&nbsp; v\u00ea muito longe das promessas que lhe foram feitas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O filme aborda o fetichismo e a l\u00f3gica racista da branquitude perante a&nbsp; personagem protagonista, que \u00e9 explorada como se escrava fosse e&nbsp; nascesse para ser. Dotado de uma bela dire\u00e7\u00e3o de arte que sai da&nbsp; movimentada e acolhedora Dakar para as enclausurantes paredes de um&nbsp; apartamento na costa francesa, e uma fotografia rebuscada, A Negra De\u2026 \u00e9&nbsp; um bel\u00edssimo e fundamental trabalho que se tornou um cl\u00e1ssico do cinema&nbsp; africano&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=eeOS9bKqruU\">3. Sambizanga | Dir. Sarah Maldoror | 1972 | Angola&nbsp;&nbsp;<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sambizanga, de Sarah Maldoror, \u00e9 um dos primeiros filmes africanos a&nbsp; serem dirigidos por uma mulher. Foi realizado, inclusive, numa Angola ainda&nbsp; sob o dom\u00ednio portugu\u00eas. \u00c9 muito significativa e potente a resist\u00eancia que&nbsp; esse filme emana simplesmente por existir: um filme de produ\u00e7\u00e3o africana,&nbsp; feito por uma mulher, em pleno per\u00edodo colonial, e que fala justamente&nbsp; sobre a imin\u00eancia da guerra da liberta\u00e7\u00e3o (ou da independ\u00eancia).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O contexto pr\u00e9-guerra da liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante ao da ditadura&nbsp; brasileira em alguns aspectos. Integrantes da milit\u00e2ncia eram capturados e&nbsp; torturados pela pol\u00edcia \u00e0 mando do colonizador, acabando mortos ou desaparecidos. Sambizanga nos mostra uma Angola de 1961 atrav\u00e9s de Domingos Xavier (Domingos Oliveira), militante anticolonialista membro do Movimento Popular da Liberta\u00e7\u00e3o da Angola, e principalmente pelo olhar de sua esposa Maria (Elisa Andrade), que ap\u00f3s a captura do marido, parte em sua busca com o filho beb\u00ea nas costas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o direcionamento do olhar para Maria, Sarah Maldoror nos faz conhecer a milit\u00e2ncia feminina inconsciente. Muito embora as mulheres do&nbsp; longa n\u00e3o sejam politizadas e nem integrem diretamente o Movimento&nbsp;Popular da Liberta\u00e7\u00e3o da Angola, t\u00eam um posicionamento definido e&nbsp; formam uma rede de apoio tanto aos militantes como para si mesmas, numa&nbsp; demonstra\u00e7\u00e3o impressionante de sororidade que \u00e9 lindamente marcada&nbsp; pela diretora. \u00c9 potente e bel\u00edssimo como em cada momento de fragilidade&nbsp; de Maria, forma-se uma rede de mulheres eficientes que se prezam a n\u00e3o&nbsp; s\u00f3 acalent\u00e1-la e fortalec\u00ea-la, mas a cuidar de seu beb\u00ea quando ela n\u00e3o&nbsp; mostra-se capaz de faz\u00ea-lo. H\u00e1 uma compreens\u00e3o silenciosa e uma for\u00e7a que&nbsp; faz brotar desse sil\u00eancio que torna a protagonista capaz de seguir sua&nbsp; jornada. Esse movimento coletivo \u00e9 que sustenta a resili\u00eancia de Maria na&nbsp; luta.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pioneiro em resist\u00eancia anticolonial e no cinema africano e pol\u00edtico feito&nbsp; por mulheres, Sambizanga \u00e9 uma obra lindamente espantosa e de uma for\u00e7a&nbsp; tremenda que reverbera ap\u00f3s experenciada.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 acess\u00edvel e integra cat\u00e1logo da Mubi.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. Touki Bouki | Dir. Djibril Diop Mamb\u00e9ty | 1973 | Senegal&nbsp; \u201cDa Fran\u00e7a nada vem de bom. Nenhuma crian\u00e7a volta.\u201d&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma obra-prima e um cl\u00e1ssico do cinema africano e mundial, Touki Bouki&nbsp; \u2013 A Viagem da Hiena ocupa a posi\u00e7\u00e3o 66 dos eleitos melhores filmes de todos&nbsp; os tempos da Revista Sight and Sound em 2022. Inspirou muitas obras&nbsp; contempor\u00e2neas e extrapolou o mundo do cinema, sendo referenciado e&nbsp; reverenciado, inclusive, pelas estrelas da m\u00fasica Beyonc\u00e9 e Jay Z, para&nbsp; divulga\u00e7\u00e3o da turn\u00ea conjunta On The Run (ainda que esse tenha sido um&nbsp; movimento que encontrou problemas de direitos autorais).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mamb\u00e9ty constr\u00f3i uma cr\u00edtica forte de muitas camadas sobre o Senegal&nbsp; p\u00f3s-colonial como um pa\u00eds bagun\u00e7ado e oscilante entre apropriar-se&nbsp; novamente de sua cultura e o modo de vida europeu que invariavelmente&nbsp; come\u00e7a a predominar na capital, confus\u00e3o identit\u00e1ria que se forma&nbsp; principalmente nos mais jovens. Com a promessa de uma vida melhor no&nbsp; solo do colonizador, acompanhamos o casal Mory (Magaye Niang) e Anta&nbsp; (Mareme Niang) e seus esfor\u00e7os moralmente duvidosos para arrecadar&nbsp; dinheiro e ir para Paris.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com planos de um luxo e uma criatividade cinematogr\u00e1fica memor\u00e1veis&nbsp; e uma c\u00e2mera vertiginosa, Mamb\u00e9ty ironiza e zomba dos costumes e&nbsp;vestimentas europeus, e usa de uma montagem e trabalho de som&nbsp; experimental e inventivo que nos faz ouvir as a\u00e7\u00f5es antes que elas&nbsp; aconte\u00e7am em tela. H\u00e1 uma onipresen\u00e7a espiritual e ancestral, ainda, que&nbsp; vai sempre permeando os protagonistas e colocando em d\u00favida suas&nbsp; decis\u00f5es. O diretor brinca, ainda, com a ideia do sacrif\u00edcio, intercalando&nbsp; imagens de animais abatidos como em refer\u00eancia aos jovens que migram&nbsp; para a Fran\u00e7a.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma atmosfera sempre estranha e um tanto insana, ao som&nbsp; repetitivo e persistente do refr\u00e3o da can\u00e7\u00e3o Paris, Paris, Paris, de Josephine&nbsp; Baker, Mamb\u00e9ty j\u00e1 denunciava, de forma po\u00e9tica e muito criativa, a quest\u00e3o&nbsp; migrat\u00f3ria que assola os pa\u00edses africanos at\u00e9 hoje. Touki Bouki \u2013 A Viagem&nbsp; da Hiena fez parte da sele\u00e7\u00e3o oficial do Festival de Cannes em 1973, onde&nbsp; recebeu o pr\u00eamio da cr\u00edtica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5. \u00d3, Sol | Dir. Med Hondo | 1973 | Maurit\u00e2nia&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por Vinicius Costa&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3logo de \u00d3, Sol \u00e9 uma met\u00e1fora para tudo que se dar\u00e1 na sequ\u00eancia. De forma l\u00fadica, o cineasta Med Hondo nos apresenta seu tema: a&nbsp; coloniza\u00e7\u00e3o do povo africano. H\u00e1 um processo de batismo dos africanos que&nbsp; os coloca sob o jugo do colonizador. No in\u00edcio \u00e9 como uma catequiza\u00e7\u00e3o,&nbsp; mas que logo se transforma em uma marcha militar. O colonizador que&nbsp; observa do topo recruta jovens do pr\u00f3prio povo oprimido para servirem de&nbsp; carrascos. A domina\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m mental, estabelecendo o \u00f3dio e a&nbsp; viol\u00eancia entre os nativos: uma \u201cdesconscientiza\u00e7\u00e3o\u201d da luta.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Da Maurit\u00e2nia vamos para a Fran\u00e7a, espa\u00e7o onde poderia se vislumbrar&nbsp; uma vida menos pobre. A chamada \u201cinvas\u00e3o negra\u201d acontece. O povo&nbsp; colonizado quer seu espa\u00e7o, mas n\u00e3o h\u00e1 hospitalidade para eles. Nem&nbsp; empregos. Nem moradia. Nem o m\u00ednimo de aten\u00e7\u00e3o governamental. \u00d3, Sol&nbsp;\u00e9 um grito antirracista e decolonial que questiona toda uma estrutura de&nbsp; opress\u00e3o que nem sempre \u00e9 evidente, mas opera em pequenos gestos, em&nbsp; pequenos almo\u00e7os familiares ou at\u00e9 mesmo no ato sexual. \u00c9 um dos grandes&nbsp; filmes da vanguarda seiscentista que \u00e9 colocado em segundo plano por ser&nbsp; negro. Faz parte de um dos movimentos de novos cinemas pol\u00edticos e&nbsp; revolucion\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6. Mossane | Dir. Safi Faye | 1996 | Senegal&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dirigido por Safi Faye, diretora senegalense primorosa, Mossane \u00e9 a&nbsp; personagem t\u00edtulo vivida pela inebriante Magou Seck, uma garota de 14 anos&nbsp; cuja juventude \u00e9 atravessada pela promessa de um casamento abastado que&nbsp; a acompanha desde crian\u00e7a. Apaixonada por um universit\u00e1rio, Mossane luta&nbsp; para impor sua voz e opini\u00e3o contra o cas\u00f3rio, enquanto n\u00e3o s\u00f3 seus pais,&nbsp; mas todo vilarejo tomam sua vontade como mera rebeldia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A obra \u00e9 bastante flu\u00edda e vai tornando-se mais obscura no seu decorrer.&nbsp; Faye nos embala na pretensa liberdade de Mossane, em cenas belas e muito&nbsp; livres, numa sociedade que ao mesmo tempo em que parece desprovida de&nbsp; muitos pudores ocidentais, como, por exemplo, o inc\u00f4modo pela nudez dos&nbsp; seios femininos, aqui naturalizada, n\u00e3o sexualizada e respons\u00e1vel por uma&nbsp; cena lind\u00edssima de troca de confid\u00eancias entre amigas num banho, por outro&nbsp; lado prende-se em conven\u00e7\u00f5es sociais extremamente conservadoras como&nbsp; o casamento prometido. H\u00e1 uma admira\u00e7\u00e3o de Faye por aquela&nbsp; comunidade, mas tamb\u00e9m uma forte cr\u00edtica a esse conservadorismo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As tradi\u00e7\u00f5es religiosas e a ancestralidade movem o microcosmo que&nbsp; entorna Mossane s\u00e3o transformados por Faye em personagens Os deuses&nbsp; ancestrais que protegem e a observam s\u00e3o personificados pela figura de tr\u00eas&nbsp; homens, que surgem em momentos importantes. Ali, o poder ancestral e da&nbsp; terra fornecem as solu\u00e7\u00f5es a muitos acontecimentos do vilarejo. Faye se&nbsp; utiliza ainda de uma pontual narra\u00e7\u00e3o musical que tamb\u00e9m \u00e9 colocada como&nbsp; se a voz dos pr\u00f3prios deuses, um teatro grego cantando o destino de Mossane e como ela foi aprisionada por sua beleza.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=jt8A61I2Wsw\">7. A Pequena Vendedora de Sol | Dir. Djibril Diop Mamb\u00e9ty | 1999 |&nbsp; Senegal&nbsp;&nbsp;<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outra obra de Djibril Diop Mamb\u00e9ty de relev\u00e2ncia, o curta-metragem&nbsp; A Pequena Vendedora de Sol foi seu \u00faltimo filme, que estreou&nbsp; postumamente em 1999 (o diretor faleceu em julho de 1998), parte do que&nbsp; seria o projeto Contos de Pessoas Comuns, dedicado \u00e0s crian\u00e7as de rua, lamentavelmente inacabado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma obra de estilo realista, que nos conta a hist\u00f3ria de Sili (Lissa Balera), uma menina que perambula de muletas por Dakar pedindo&nbsp; esmolas, que assim como os meninos vendedores de rua, come\u00e7a a vender \u201csol\u201d, desafiando essa regra masculina das ruas. O diretor imprime um&nbsp;bel\u00edssimo e sens\u00edvel olhar sobre essas crian\u00e7as, criando uma protagonista apaixonante, ao mesmo tempo que critica fortemente a estrutura social que&nbsp; as aprisiona na pobreza e na car\u00eancia de oportunidades.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Pequena Vendedora de Sol est\u00e1 dispon\u00edvel no cat\u00e1logo da FILMICCA.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>8. Timbuktu | Dir. Abderrahmane Sissako | 2014 | Maurit\u00e2nia&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Timbuktu \u00e9 uma obra bastante prestigiada. Fez sua estreia mundial no&nbsp; Festival de Cannes, concorreu \u00e0 Palma de Ouro e levou para casa o Pr\u00eamio&nbsp; do J\u00fari Ecum\u00eanico e o pr\u00eamio Chalais Fran\u00e7ois. Foi, ainda, indicado ao Oscar&nbsp; de Melhor Filme Internacional em 2015, representando a Maurit\u00e2nia.&nbsp; Sissako abre algumas feridas de abordagem bastante delicada em seu longa,&nbsp; ao situar o contexto da atua\u00e7\u00e3o do estado isl\u00e2mico na pequena cidade-t\u00edtulo&nbsp; e seus reflexos diretos na popula\u00e7\u00e3o, tomando, por\u00e9m, o cuidado de n\u00e3o&nbsp; exatamente vilanizar os seres humanos por tr\u00e1s do grupo extremista.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor permeia o vilarejo para demonstrar a ocupa\u00e7\u00e3o jihadista que&nbsp; substitui o Estado ap\u00f3s um golpe militar. No conservadorismo e rigidez&nbsp; extremos pregados em nome da religi\u00e3o, a viol\u00eancia pune mulheres que n\u00e3o&nbsp; utilizam da vestimenta adequada, que n\u00e3o cobrem o rosto. Pune futebol e&nbsp; m\u00fasica. Em paralelo a essa personagem-cidade, acompanhamos o conflito&nbsp; de um pai de uma fam\u00edlia n\u00f4made que acaba por se envolver num crime e&nbsp; passa pelo julgamento do Estado Isl\u00e2mico.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Abderrahmane Sissako impressiona pelos cen\u00e1rios e paisagens&nbsp; dotados de uma beleza natural extrema ao mesmo tempo que abrigam o&nbsp; extremismo e a viol\u00eancia. Se utiliza muito da predomin\u00e2ncia do amarelo na&nbsp; fotografia para refor\u00e7ar o aspecto j\u00e1 arenoso do local. Timbuktu \u00e9 um filme&nbsp; intenso, belamente constru\u00eddo que busca o realismo e a humanidade como&nbsp; forma de denunciar o reflexo do extremismo nas pessoas que ele submete.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>9. Rafiki | Dir. Wanuri Kahiu | 2018 | Qu\u00eania&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Qu\u00eania, a homossexualidade \u00e9 criminalizada. Rafiki \u00e9 o cinema de&nbsp; resist\u00eancia no contexto contempor\u00e2neo. O longa de Wanuri Kahiu, cuja&nbsp; exibi\u00e7\u00e3o em seu pr\u00f3prio pa\u00eds foi proibida, chegou a ser a indica\u00e7\u00e3o para a&nbsp; categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar, o que foi barrado pela&nbsp; censura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma obra doce, v\u00edvida e ing\u00eanua, que transita com equil\u00edbrio entre uma&nbsp; leveza adolescente e um tom de descoberta e a crueldade e viol\u00eancia da&nbsp; LGBTfobia. Kahiu se apega numa narrativa \u00e0 l\u00e1 Romeu e Julieta para imprimir&nbsp; uma rivalidade pol\u00edtica entre as fam\u00edlias das protagonistas. O uso bem&nbsp; marcado e at\u00e9 florescente das cores constr\u00f3i um ambiente que pulsa vida&nbsp; adolescente apaixonada, o que \u00e9 muito bonito.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Kahiu n\u00e3o permite que a viol\u00eancia homof\u00f3bica seja a defini\u00e7\u00e3o da vida&nbsp; dessas personagens. Apesar de ditar decis\u00f5es em prol da seguran\u00e7a das&nbsp; garotas, a diretora permite esperan\u00e7a.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Rafiki pode ser assistido no Netflix.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>10. Atlantique| Dir. Mati Diop | 2019 | Senegal&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Atlantique consegue reunir muitos g\u00eaneros. Estreia de Mati Diop,&nbsp; sobrinha de Djibril Diop Mamb\u00e9ty (Touki Bouki \u2013 A Viagem da Hiena) na&nbsp; dire\u00e7\u00e3o de um longa, a ideia vem despontando desde 2009, quando a&nbsp; diretora realizou um curta-metragem de mesmo nome, que trata da&nbsp; imigra\u00e7\u00e3o ilegal atrav\u00e9s da hist\u00f3ria de alguns amigos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Aqui, o protagonismo \u00e9 de Ada (Mame Bineta San\u00e9), uma jovem&nbsp; prometida a um homem rico, mas apaixonada por Souleimane (Babacar&nbsp; Sylla), trabalhador de uma construtora que levanta um assustador pr\u00e9dio&nbsp; grandioso que parece totalmente deslocado naquele espa\u00e7o. Diante da falta&nbsp; de pagamento de sal\u00e1rios pela construtora, Souleimane e seus&nbsp; companheiros resolvem arriscar a travessia de barco para a Europa,&nbsp; encontrando sua trag\u00e9dia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atlantique engana o espectador quando parece se interessar apenas pela&nbsp; hist\u00f3ria de amor e sofrimento de Ada. O longa, que carrega uma estranheza&nbsp; permanente refor\u00e7ada por sua trilha sonora, muda o tom quando no&nbsp;casamento de Ada, algu\u00e9m v\u00ea Souleimane, que j\u00e1 era tido como morto. A&nbsp; partir da\u00ed, Mati Diop d\u00e1 um rumo fantasmag\u00f3rico e policial ao longa, numa&nbsp; persegui\u00e7\u00e3o obcecada da pol\u00edcia por Ada e de Ada por seu amor.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para muito al\u00e9m do romance, a diretora aborda com sutileza a crueldade&nbsp;da imigra\u00e7\u00e3o ilegal e homenageia de forma muito bonita as v\u00edtimas dessas&nbsp; travessias, lhes concedendo uma esp\u00e9cie de reden\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m, ainda, dos&nbsp; problemas imigrat\u00f3rios, Diop consegue trazer \u00e0 tela o descumprimento de&nbsp; direitos trabalhistas pelos detentores dos meios de produ\u00e7\u00e3o. O filme deu \u00e0&nbsp;Mati Diop o Grand Prix do Festival de Cannes 2019, que foi a primeira mulher negra a participar da competi\u00e7\u00e3o principal.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atlantique est\u00e1 dispon\u00edvel no cat\u00e1logo da Netflix.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Originalmente publicado por Nat\u00e1lia Bocanera no Portal Geled\u00e9s. O cinema aut\u00eantico africano \u00e9 bastante tardio quando tomamos por refer\u00eancia a &hellip; <a class=\"kt-excerpt-readmore more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":23961,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"kt_blocks_editor_width":"","footnotes":""},"categories":[112],"tags":[553,552],"class_list":["post-23937","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-diversas","tag-cinema-africano","tag-dica-cultural"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>10 Filmes para conhecer o Cinema Africano - Biblioteca Central da UFRGS<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"10 Filmes para conhecer o Cinema Africano - Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Originalmente publicado por Nat\u00e1lia Bocanera no Portal Geled\u00e9s. O cinema aut\u00eantico africano \u00e9 bastante tardio quando tomamos por refer\u00eancia a &hellip; Leia mais\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/biblioteca.centralufrgs\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-10-24T19:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Zuleika Branco\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@bc_ufrgs\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@bc_ufrgs\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Zuleika Branco\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"16 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/\"},\"author\":{\"name\":\"Zuleika Branco\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/person\/62522be3bf9b2540993bde452f51f95a\"},\"headline\":\"10 Filmes para conhecer o Cinema Africano\",\"datePublished\":\"2023-10-24T19:00:00+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/\"},\"wordCount\":3278,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1.png\",\"keywords\":[\"Cinema africano\",\"Dica Cultural\"],\"articleSection\":[\"Not\u00edcias diversas\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/\",\"name\":\"10 Filmes para conhecer o Cinema Africano - Biblioteca Central da UFRGS\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1.png\",\"datePublished\":\"2023-10-24T19:00:00+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1.png\",\"width\":1080,\"height\":1080},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"10 Filmes para conhecer o Cinema Africano\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/\",\"name\":\"Biblioteca Central UFRGS\",\"description\":\"Site da Biblioteca Central da UFRGS\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#organization\",\"name\":\"Biblioteca Central da UFRGS\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/bc-logo-verm-sem-fundo.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/bc-logo-verm-sem-fundo.png\",\"width\":1021,\"height\":1021,\"caption\":\"Biblioteca Central da UFRGS\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/biblioteca.centralufrgs\/\",\"https:\/\/x.com\/bc_ufrgs\",\"https:\/\/www.instagram.com\/bc_ufrgs\/\",\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Biblioteca_Central_da_UFRGS\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/person\/62522be3bf9b2540993bde452f51f95a\",\"name\":\"Zuleika Branco\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/57fff59d18960c0c5cf3df0d3a424b3c?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/57fff59d18960c0c5cf3df0d3a424b3c?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Zuleika Branco\"},\"description\":\"Bibliotec\u00e1ria do Departamento de Servi\u00e7os aos Usu\u00e1rios da Biblioteca Central da UFRGS.\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/author\/zuleika\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"10 Filmes para conhecer o Cinema Africano - Biblioteca Central da UFRGS","robots":{"index":"noindex","follow":"follow"},"og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"10 Filmes para conhecer o Cinema Africano - Biblioteca Central da UFRGS","og_description":"Originalmente publicado por Nat\u00e1lia Bocanera no Portal Geled\u00e9s. O cinema aut\u00eantico africano \u00e9 bastante tardio quando tomamos por refer\u00eancia a &hellip; Leia mais","og_url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/","og_site_name":"Biblioteca Central da UFRGS","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/biblioteca.centralufrgs\/","article_published_time":"2023-10-24T19:00:00+00:00","og_image":[{"width":1080,"height":1080,"url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1.png","type":"image\/png"}],"author":"Zuleika Branco","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@bc_ufrgs","twitter_site":"@bc_ufrgs","twitter_misc":{"Escrito por":"Zuleika Branco","Est. tempo de leitura":"16 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/"},"author":{"name":"Zuleika Branco","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/person\/62522be3bf9b2540993bde452f51f95a"},"headline":"10 Filmes para conhecer o Cinema Africano","datePublished":"2023-10-24T19:00:00+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/"},"wordCount":3278,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1.png","keywords":["Cinema africano","Dica Cultural"],"articleSection":["Not\u00edcias diversas"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/","name":"10 Filmes para conhecer o Cinema Africano - Biblioteca Central da UFRGS","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1.png","datePublished":"2023-10-24T19:00:00+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1.png","contentUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/10-Filmes-para-conhecer-o-Cinema-Africano-1.png","width":1080,"height":1080},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/10-filmes-para-conhecer-o-cinema-africano\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"10 Filmes para conhecer o Cinema Africano"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#website","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/","name":"Biblioteca Central UFRGS","description":"Site da Biblioteca Central da UFRGS","publisher":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#organization","name":"Biblioteca Central da UFRGS","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/bc-logo-verm-sem-fundo.png","contentUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/bc-logo-verm-sem-fundo.png","width":1021,"height":1021,"caption":"Biblioteca Central da UFRGS"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/biblioteca.centralufrgs\/","https:\/\/x.com\/bc_ufrgs","https:\/\/www.instagram.com\/bc_ufrgs\/","https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Biblioteca_Central_da_UFRGS"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/person\/62522be3bf9b2540993bde452f51f95a","name":"Zuleika Branco","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/57fff59d18960c0c5cf3df0d3a424b3c?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/57fff59d18960c0c5cf3df0d3a424b3c?s=96&d=mm&r=g","caption":"Zuleika Branco"},"description":"Bibliotec\u00e1ria do Departamento de Servi\u00e7os aos Usu\u00e1rios da Biblioteca Central da UFRGS.","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/author\/zuleika\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23937"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23937\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23963,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23937\/revisions\/23963"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23961"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}