{"id":25600,"date":"2025-10-02T08:00:00","date_gmt":"2025-10-02T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/?p=25600"},"modified":"2025-09-29T11:20:50","modified_gmt":"2025-09-29T14:20:50","slug":"a-imaginacao-na-literatura-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-imaginacao-na-literatura-contemporanea\/","title":{"rendered":"A imagina\u00e7\u00e3o na literatura contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"\n<p><br>Texto originalmente publicado em <a href=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/a-imaginacao-na-literatura-contemporanea\/\">A Terra \u00e9 redonda<\/a> por D\u00e9bora Tavares<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"681\" height=\"399\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/image-126.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-25617\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/image-126.png 681w, https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/wp-content\/uploads\/image-126-300x176.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Imagem: Bill Muganda<br><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>A verdadeira forma liter\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 um molde antigo, mas o eco das tens\u00f5es do seu tempo. A nova literatura brasileira, forjada nas margens, usa o martelo da escreviv\u00eancia para desestabilizar sonos injustos e forjar futuros poss\u00edveis<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">\u201cA arte n\u00e3o \u00e9 um espelho para refletir a realidade, mas um martelo para forj\u00e1-la\u201d. <br>(Bertold Brecht,&nbsp;<em>Estudos sobre teatro<\/em>). <\/p>\n\n\n\n<p>Um debate necess\u00e1rio tem atravessado o mundo liter\u00e1rio recentemente, centrado em uma quest\u00e3o que parece simples, mas revela profundas disputas sobre o nosso tempo: o que, de fato, faz um livro ser considerado \u201cliteratura\u201d? A pol\u00eamica, para al\u00e9m da atribui\u00e7\u00e3o de ju\u00edzo de valor, foi acendida por declara\u00e7\u00f5es que questionam o valor liter\u00e1rio de autores aclamados por privilegiarem o conte\u00fado em detrimento da forma, nos convida a uma reflex\u00e3o mais profunda sobre o papel da escrita em um mundo que parece ter perdido suas b\u00fassolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para desarmar a falsa dicotomia entre forma e conte\u00fado, \u00e9 preciso come\u00e7ar pelo alicerce. Theodor Adorno, oferece a chave para essa compreens\u00e3o com uma formula\u00e7\u00e3o lapidante: \u201cA forma \u00e9 o conte\u00fado s\u00f3cio-hist\u00f3rico sedimentado\u201d (Adorno, 1970). O que o autor nos diz sobre a estrutura de uma obra de arte \u2013 seu estilo, sua linguagem, sua composi\u00e7\u00e3o \u2013 n\u00e3o \u00e9 um recipiente neutro ou um ornamento. Pelo contr\u00e1rio, ela \u00e9 o resultado decantado das tens\u00f5es, das contradi\u00e7\u00f5es e das possibilidades materiais de uma \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa perspectiva nos obriga a abandonar a ideia de que existe uma \u201cforma liter\u00e1ria\u201d ideal e atemporal, um molde \u00fanico no qual caberia a imagina\u00e7\u00e3o criativa. Essa conven\u00e7\u00e3o em torno de um molde tem seu \u00e1pice na \u00e9poca em que o romance do s\u00e9culo XIX era a forma adequada para uma burguesia ascendente que acreditava poder ordenar e compreender a totalidade da vida social. O estilha\u00e7amento da forma no modernismo, por sua vez, foi uma das respostas ao trauma das grandes guerras, \u00e0 psican\u00e1lise e \u00e0 crise da subjetividade. A forma, portanto, \u00e9 sempre uma das respostas a um tempo hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto brasileiro, essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais complexa, marcada por uma depend\u00eancia hist\u00f3rica. Roberto Schwarz diagnosticou com precis\u00e3o essa condi\u00e7\u00e3o. Ele argumenta que \u201c(\u2026) no Brasil as ideias estavam fora de centro, em rela\u00e7\u00e3o ao seu uso europeu. (\u2026) Noutras palavras, definimos um campo vasto e heterog\u00eaneo, mas estruturado, que \u00e9 resultado hist\u00f3rico, e pode ser origem art\u00edstica\u201d (Schwarz, 1992). Para Roberto Schwarz, a importa\u00e7\u00e3o de modelos liter\u00e1rios e filos\u00f3ficos europeus para uma realidade social baseada na escravid\u00e3o e na desigualdade profunda gerou uma distor\u00e7\u00e3o produtiva, uma tens\u00e3o que se tornou a mat\u00e9ria-prima da nossa literatura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A cabe\u00e7a pensa onde os p\u00e9s pisam<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se a forma \u00e9 o sedimento da hist\u00f3ria, qual \u00e9, ent\u00e3o, o conte\u00fado s\u00f3cio-hist\u00f3rico que define o nosso presente? Vivemos imersos naquilo que se convencionou chamar de p\u00f3s-modernidade, um per\u00edodo de incredulidade nas grandes narrativas, de acelera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e de dissolu\u00e7\u00e3o de fronteiras antes consideradas est\u00e1veis. A cultura que emerge desse caldo \u00e9 marcada por uma l\u00f3gica que afeta diretamente a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Terry Eagleton descreve com precis\u00e3o este cen\u00e1rio. Ele observa que \u201ca cultura p\u00f3s-moderna (\u2026) desconstr\u00f3i o limite entre [\u2018grande arte\u2019 e \u2018arte popular\u2019] ao produzir artefatos auto conscientemente populistas ou comuns (\u2026) desconfiando de todas as hierarquias de valor por consider\u00e1-las privilegiadas e elitistas<strong>\u201d<\/strong>&nbsp;(Eagleton, 2006). A distin\u00e7\u00e3o r\u00edgida entre o erudito e o popular se esvai, e a pr\u00f3pria vida cotidiana, mediada por redes sociais, publicidade e moda, se transforma, em suas palavras, em \u201cuma esp\u00e9cie de espet\u00e1culo est\u00e9tico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, os crit\u00e9rios que antes validavam uma obra como \u201calta literatura\u201d, seja pela complexidade, ironia, distanciamento e coes\u00e3o interna perdem sua centralidade. A literatura passa a dialogar abertamente com o cinema, com as s\u00e9ries, com a m\u00fasica pop e com a linguagem da internet. O hibridismo de g\u00eaneros n\u00e3o \u00e9 mais uma exce\u00e7\u00e3o vanguardista, mas a regra. Julgar uma obra contempor\u00e2nea com a r\u00e9gua do modernismo \u00e9, portanto, um anacronismo; \u00e9 como tentar medir a temperatura com um veloc\u00edmetro.<\/p>\n\n\n\n<p>A acusa\u00e7\u00e3o de que a literatura atual \u201cesqueceu a forma\u201d revela, na verdade, uma recusa em reconhecer que a um tipo de forma se transformou para dar conta de novas urg\u00eancias e subjetividades. A aparente \u201cfalta de forma\u201d \u00e9, na realidade, uma nova forma, adequada a um mundo onde as hierarquias foram postas em xeque e a experi\u00eancia se tornou fragmentada e midiatizada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente nessa paisagem de incertezas que o \u201ceu\u201d emerge como um territ\u00f3rio de investiga\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Se os grandes sistemas de explica\u00e7\u00e3o do mundo entraram em colapso, a pr\u00f3pria vida, a mem\u00f3ria pessoal e o corpo se tornam os pontos de partida para tentar compreender a hist\u00f3ria com \u201cH\u201d mai\u00fasculo. A autofic\u00e7\u00e3o e a escrita de si parece ser uma das muitas respostas a uma crise de imagina\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa tend\u00eancia, contudo, n\u00e3o est\u00e1 isenta de contradi\u00e7\u00f5es, especialmente quando encontra a l\u00f3gica do mercado. Douglas Barros aponta para essa tens\u00e3o fundamental: \u201cQuerer ser lido, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que querer vender \u2013 embora muitos confundam os dois. (\u2026) Quando a venda se torna o objetivo principal, isso influencia diretamente as escolhas est\u00e9ticas\u201d (Barros, 2025). A press\u00e3o para figurar em listas de mais vendidos pode levar a uma padroniza\u00e7\u00e3o, onde a autofic\u00e7\u00e3o se torna um modelo gen\u00e9rico e facilmente consum\u00edvel, esvaziando seu potencial cr\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>Douglas Barros vai al\u00e9m, diagnosticando uma crise na pr\u00f3pria estrutura do romance como a conhec\u00edamos. Ele questiona: \u201cComo levar a s\u00e9rio um her\u00f3i em busca de sentido na era da flexibilidade? E como sustentar a voz de um narrador quando a individualiza\u00e7\u00e3o se infiltra em todos os poros da vida social?\u201d (Barros, 2025). As formas cl\u00e1ssicas, como o romance de forma\u00e7\u00e3o (<em>Bildungsroman<\/em>), que antes narravam a jornada de um indiv\u00edduo em busca de seu lugar no mundo, parecem perder o sentido em uma sociedade onde a precariedade e a aus\u00eancia de futuros est\u00e1veis s\u00e3o a norma.<\/p>\n\n\n\n<p>A consequ\u00eancia, segundo Douglas Barros, \u00e9 que \u201ca escrita mergulhada na experi\u00eancia, a iman\u00eancia na realidade porosa e o eu erguido como inscri\u00e7\u00e3o dessa mesma realidade parecem ser a resposta a esse quadro\u201d (Barros, 2025). A escrita do \u201ceu\u201d torna-se, assim, o \u00faltimo terreno poss\u00edvel para registrar a verdade de uma experi\u00eancia, um sism\u00f3grafo que capta os tremores de um mundo em constante desagrega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Nobel de literatura Annie Ernaux \u00e9 talvez o exemplo mais eloquente dessa escolha est\u00e9tica e pol\u00edtica. Ao narrar a vida de seu pai em&nbsp;<em>O lugar<\/em>, ela declara seu m\u00e9todo de forma expl\u00edcita: \u201cPara contar a hist\u00f3ria de uma vida regida pela necessidade, n\u00e3o posso assumir, de sa\u00edda, um ponto de vista art\u00edstico, nem fazer alguma coisa cativante ou comovente. Vou recolher as falas, os gestos, os gostos de meu pai (\u2026) todos os ind\u00edcios objetivos de uma exist\u00eancia que tamb\u00e9m compartilhei\u201d (Ernaux, 1983).<\/p>\n\n\n\n<p>A recusa de Annie Ernaux em usar um estilo \u201cliter\u00e1rio\u201d tradicional n\u00e3o \u00e9 uma falha, mas uma decis\u00e3o est\u00e9tica e, consequentemente, pol\u00edtica. Para ela, embelezar a dureza de uma vida oper\u00e1ria seria uma trai\u00e7\u00e3o. Sua escrita \u00e9 a forma exata, a \u00fanica forma poss\u00edvel que encontrou para dar conta do conte\u00fado s\u00f3cio-hist\u00f3rico de uma exist\u00eancia marcada pela vergonha de classe e pela luta por dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a escrita de Annie Ernaux parte de um \u201ceu\u201d para alcan\u00e7ar o universal da experi\u00eancia de classe, no Brasil contempor\u00e2neo, a literatura tem forjado uma ferramenta ainda mais potente que parte de uma viv\u00eancia espec\u00edfica para construir uma consci\u00eancia coletiva. Essa ferramenta emerge das margens, dos corpos e das hist\u00f3rias que foram sistematicamente silenciadas pelo c\u00e2none liter\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa pensar a \u201cescreviv\u00eancia\u201d, conceito imortalizado por Concei\u00e7\u00e3o Evaristo. Aqui ela coloca quest\u00f5es de g\u00eanero e ra\u00e7a como lentes cruciais para imaginar o mundo. \u00c9 um ato de inscrever a experi\u00eancia da mulher negra, n\u00e3o como um relato individual, mas como a articula\u00e7\u00e3o de uma mem\u00f3ria coletiva, ancestral e diasp\u00f3rica. A escreviv\u00eancia \u00e9 o ponto de encontro entre a vida, a escrita e o compromisso comunit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito dessa escrita n\u00e3o \u00e9 a concilia\u00e7\u00e3o. N\u00e3o busca ser assimilada ou oferecer conforto. Como adverte a pr\u00f3pria Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, com a contund\u00eancia que lhe \u00e9 caracter\u00edstica: \u201cA nossa escreviv\u00eancia n\u00e3o pode ser lida como hist\u00f3ria para ninar os da casa-grande, e sim para incomod\u00e1-los em seus sonos injustos\u201d (Evaristo, 2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui, o martelo de Bertold Brecht encontra sua express\u00e3o m\u00e1xima. A literatura de Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, Itamar Vieira Junior, Geovani Martins, Jefferson Ten\u00f3rio, Carolina Maria de Jesus, Jarid Arraes e de tantos outros n\u00e3o est\u00e1 interessada em espelhar a realidade para o deleite est\u00e9tico de uma elite. Ela busca ativamente intervir nessa realidade, disputar narrativas, desestabilizar certezas e, fundamentalmente, incomodar. A forma que assume \u2013 oral, po\u00e9tica, fragmentada, violenta, terna \u2013 \u00e9 o som desse martelo em a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Retornamos, assim, ao ponto de partida. O debate sobre forma e conte\u00fado na literatura contempor\u00e2nea \u00e9, em ess\u00eancia, uma disputa sobre a fun\u00e7\u00e3o da arte. Insistir em modelos formais do passado para julgar a produ\u00e7\u00e3o de hoje \u00e9 ignorar que o mundo mudou de forma violenta e que a literatura, para continuar relevante, precisa mudar com ele. As formas que hoje nos parecem estranhas ou \u201cmenores\u201d s\u00e3o, na verdade, o sedimento honesto do nosso tempo de crises e de emerg\u00eancia de novas vozes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fim, o que est\u00e1 em jogo \u00e9 o que Antonio Candido chamou de \u201co direito \u00e0 literatura\u201d \u2013 o direito n\u00e3o apenas de consumir arte, mas de participar da elabora\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica do mundo. A literatura contempor\u00e2nea, com todas as suas contradi\u00e7\u00f5es e pot\u00eancias, exerce esse direito de forma radical. Ela nos lembra que a imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 um campo de batalha e que a escrita, mais do que nunca, \u00e9 um dos nossos martelos mais indispens\u00e1veis para forjar a possibilidade de outros futuros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>*D\u00e9bora Tavares<\/strong><em>&nbsp;\u00e9 doutora em literatura pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ADORNO, Theodor W.&nbsp;<em>Teoria Est\u00e9tica<\/em>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es 70, 1970.<\/p>\n\n\n\n<p>BARROS, Douglas Rodrigues. Eu, eu mesmo e mais eu: a crise da fic\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria \u00e9 a crise da imagina\u00e7\u00e3o.&nbsp;<em>Revista Cult<\/em>, S\u00e3o Paulo, 9 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>BRECHT, Bertolt.&nbsp;<em>Estudos sobre teatro<\/em>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1978.<\/p>\n\n\n\n<p>EAGLETON, Terry.&nbsp;<em>Teoria da literatura: uma introdu\u00e7\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>ERNAUX, Annie.&nbsp;<em>O lugar<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Mar\u00edlia Garcia. S\u00e3o Paulo: F\u00f3sforo, 2022. (Obra original publicada em 1983).<\/p>\n\n\n\n<p>EVARISTO, Concei\u00e7\u00e3o. Pref\u00e1cio.&nbsp;<em>In<\/em>: PEREIRA, Edimilson de Almeida (Org.).&nbsp;<em>Cadernos Negros 37: contos afro-brasileiros<\/em>. S\u00e3o Paulo: Quilombhoje, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>SCHWARZ, Roberto. As ideias fora do lugar.&nbsp;<em>In<\/em>: ______.&nbsp;<em>O pai de fam\u00edlia e outros estudos<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 1992. p. 1-18.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto originalmente publicado em A Terra \u00e9 redonda por D\u00e9bora Tavares A verdadeira forma liter\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 um molde antigo, &hellip; <a class=\"kt-excerpt-readmore more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/a-imaginacao-na-literatura-contemporanea\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":25619,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"kt_blocks_editor_width":"","footnotes":""},"categories":[108],"tags":[395,663],"class_list":["post-25600","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-literatura","tag-leitura","tag-literatura-contemporanea"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A imagina\u00e7\u00e3o na 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