{"id":7001,"date":"2017-01-20T08:24:51","date_gmt":"2017-01-20T11:24:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/blogdabc\/?p=7001"},"modified":"2017-01-20T08:24:51","modified_gmt":"2017-01-20T11:24:51","slug":"protagonismo-incomum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/protagonismo-incomum\/","title":{"rendered":"Protagonismo incomum"},"content":{"rendered":"<p id=\"the_excerpt\" style=\"text-align: justify;\"><em>Universidades brasileiras ampliam esfor\u00e7os para transferir conhecimento para a sociedade e ocupam espa\u00e7os que, em outros pa\u00edses, cabem \u00e0s empresas<\/em><\/p>\n<div id=\"the_content\" style=\"text-align: justify;\">No ranking dos depositantes de pedidos de patentes de inven\u00e7\u00e3o no Brasil em 2015, as universidades p\u00fablicas mais uma vez predominaram.H\u00e1 15 universidades nas 20 primeiras posi\u00e7\u00f5es, de acordo com levantamento do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), a autarquia encarregada da concess\u00e3o e garantia de direitos de propriedade intelectual no pa\u00eds. Quatro empresas e uma organiza\u00e7\u00e3o privada de pesquisa completam a lista. \u00c9 certo que o primeiro lugar pertence \u00e0 Whirlpool, com 90 dep\u00f3sitos. Mas a multinacional \u00e9 seguida por institui\u00e7\u00f5es de ensino superior, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 56 pedidos, e a Estadual de Campinas (Unicamp), com 52 (<em><a title=\"\" href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Patentes_249_Campe%C3%B5es-1.jpg?f4624d\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-rel=\"lightbox-0\">ver quadro<\/a><\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados reafirmam um comportamento incomum do sistema de ci\u00eancia e tecnologia do pa\u00eds. Em pa\u00edses desenvolvidos, ao contr\u00e1rio do que se v\u00ea no Brasil, s\u00e3o as empresas, e n\u00e3o as universidades, as organiza\u00e7\u00f5es que mais se mobilizam para obter patentes. No ranking de institui\u00e7\u00f5es da Alemanha com mais patentes concedidas no pa\u00eds em 2015, 18 entre as 20 primeiras posi\u00e7\u00f5es s\u00e3o ocupadas por empresas, mais da metade delas do setor automotivo \u2013 a General Motors lidera a lista, com 436 concess\u00f5es, segundo dados do Escrit\u00f3rio de Patentes e Marcas Comerciais da Alemanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tais dados s\u00e3o \u00fateis para apontar tend\u00eancias, embora n\u00e3o sejam compar\u00e1veis com os do Brasil, onde as estat\u00edsticas, por conta da demora de mais de 10 anos na avalia\u00e7\u00e3o de pedidos de patentes, monitoram os dep\u00f3sitos e n\u00e3o a obten\u00e7\u00e3o de registros. No ranking alem\u00e3o, as duas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas entre as 20 primeiras s\u00e3o os institutos Fraunhofer e o centro de pesquisa aeroespacial DLR. Nos Estados Unidos, a primazia das empresas \u00e9 mais eloquente \u2013 a Universidade da Calif\u00f3rnia, primeira institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica a figurar no ranking de 2015 do Escrit\u00f3rio de Patentes e Marcas Comerciais dos Estados Unidos (USPTO, na sigla em ingl\u00eas), aparece na 82\u00aa posi\u00e7\u00e3o. A lista \u00e9 dominada por empresas de tecnologia \u2013 IBM, Samsung, Canon, Qualcomm e Google na lideran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A patente protege a inven\u00e7\u00e3o, dando a seu detentor o direito de estabelecer, por um certo per\u00edodo de tempo, as condi\u00e7\u00f5es segundo as quais terceiros poder\u00e3o usar a ideia. \u00c9 um instrumento usado por empresas para salvaguardar seus esfor\u00e7os de pesquisa e desenvolvimento. \u201cA patente \u00e9 um bem industrial. As empresas costumam ser as principais interessadas em defender a propriedade intelectual\u201d, diz a qu\u00edmica Vanderlan Bolzani, diretora da Ag\u00eancia Unesp de Inova\u00e7\u00e3o, escrit\u00f3rio da Universidade Estadual Paulista (Unesp), institui\u00e7\u00e3o que figura em 8\u00ba lugar no ranking do Inpi, com 33 patentes depositadas em 2015. \u201cO Brasil, com um sistema de ci\u00eancia e tecnologia jovem e ainda em consolida\u00e7\u00e3o e um setor privado historicamente avesso a riscos, s\u00f3 recentemente colocou essa preocupa\u00e7\u00e3o na sua agenda.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brasil, Estados Unidos e Alemanha t\u00eam desempenhos distintos na produ\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es e na prote\u00e7\u00e3o da propriedade intelectual. Tome-se como exemplo um indicador usado pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) para avaliar o impacto internacional de patentes e comparar a capacidade tecnol\u00f3gica dos pa\u00edses: as fam\u00edlias de patentes tri\u00e1dicas (FPT). Em linguagem simples, s\u00e3o as patentes obtidas em mais de um pa\u00eds com o objetivo de obter prote\u00e7\u00e3o ampla a uma inven\u00e7\u00e3o. Empresas e institui\u00e7\u00f5es brasileiras solicitam entre 50 e 60 fam\u00edlias de patentes tri\u00e1dicas por ano, enquanto as dos Estados Unidos pediram 14,2 mil e as da Alemanha, 5,5 mil em 2013. \u201cEssa disparidade parece revelar que, em geral e com as honrosas exce\u00e7\u00f5es de praxe, a maior parte das empresas no Brasil realiza pesquisa e desenvolvimento para objetivos relativamente modestos, ligados ao mercado interno, e com pouca chance de repercuss\u00e3o mundial, ao contr\u00e1rio das empresas de Estados Unidos, China, Espanha ou Alemanha. As caracter\u00edsticas da economia brasileira parecem obstar a ousadia internacional de nossas empresas\u201d, diz Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient\u00edfico da FAPESP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o protagonismo acad\u00eamico nos rankings de patentes seja visto como uma distor\u00e7\u00e3o, existe uma preocupa\u00e7\u00e3o mundial de aproximar universidade e setor produtivo e um esfor\u00e7o cont\u00ednuo de institui\u00e7\u00f5es de pesquisa para levar o conhecimento \u00e0 sociedade. Brasil, Estados Unidos e Alemanha disp\u00f5em de legisla\u00e7\u00f5es que buscam transformar resultados cient\u00edficos em aplica\u00e7\u00f5es no setor privado. Os Estados Unidos criaram em 1980 uma lei que se tornou refer\u00eancia para outros pa\u00edses, o Bayh-Dole Act, pavimentando o caminho para que empresas, universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa patenteassem e comercializassem inven\u00e7\u00f5es financiadas com recursos p\u00fablicos. A Alemanha promoveu em 2002 uma reforma que tirou dos pesquisadores de universidades a liberdade de decidir patentear inova\u00e7\u00f5es resultantes de seu trabalho. As universidades passaram a ter essa primazia. No Brasil, o marco \u00e9 a Lei de Inova\u00e7\u00e3o, de 2004, que, entre outras medidas, determinou que todas as institui\u00e7\u00f5es de ci\u00eancia e tecnologia do pa\u00eds formassem N\u00facleos de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (NIT), criados para a gest\u00e3o de sua pol\u00edtica de inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados dos relat\u00f3rios do Formul\u00e1rio para Informa\u00e7\u00f5es sobre a Pol\u00edtica de Propriedade Intelectual das Institui\u00e7\u00f5es Cient\u00edficas e Tecnol\u00f3gicas do Brasil (Formict), compilados por Carlos Am\u00e9rico Pacheco, professor do Instituto de Economia da Unicamp, mostram que o n\u00famero de NITs funcionando no pa\u00eds aumentou de 19 em 2006 para 180 em 2014, e os diversos tipos de prote\u00e7\u00e3o, como patentes de inven\u00e7\u00e3o, registros de software e de marcas, entre outros, evolu\u00edram no per\u00edodo de 680 para 2.026 no pa\u00eds, e de 37 para 137 no exterior. \u201c\u00c9 bastante impressionante ver o crescimento do n\u00famero de patentes e a evolu\u00e7\u00e3o das receitas declaradas com contratos de tecnologia, que passaram de menos de R$ 1 milh\u00e3o em 2006 para cerca de R$ 338 milh\u00f5es em 2014. As universidades responderam de forma muito positiva ao que lhes foi pedido com a Lei de Inova\u00e7\u00e3o. A esse aspecto positivo pode-se somar o est\u00edmulo ao empreendedorismo que essa mudan\u00e7a de cultura traz consigo. A d\u00favida \u00e9 se esse movimento faz sentido em termos econ\u00f4micos, porque patentes s\u00e3o tamb\u00e9m um custo\u201d, afirma Pacheco, que \u00e9 diretor-presidente do Conselho T\u00e9cnico-Administrativo da FAPESP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2000, 20 universidades concentravam 85% dos dep\u00f3sitos de patentes no pa\u00eds. J\u00e1 em 2012, o percentual caiu para 60%, sinal de que mais institui\u00e7\u00f5es se engajaram nessa atividade. J\u00falio C\u00e9sar Castelo Branco Reis Moreira, diretor de patentes do Inpi, acredita que os NITs est\u00e3o refor\u00e7ando nas empresas e nas universidades o interesse pela inova\u00e7\u00e3o. \u201cOs n\u00facleos ajudam a formar parcerias com empresas em est\u00e1gios ainda iniciais da pesquisa.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inova\u00e7\u00e3o disruptiva<br \/>\n<\/strong>Precursora dos NITs, a Ag\u00eancia de Inova\u00e7\u00e3o Inova Unicamp se tornou refer\u00eancia entre as universidades brasileiras. Criada oficialmente em 2003, j\u00e1 existia desde os anos 1980 como Comiss\u00e3o Permanente de Propriedade Intelectual e Escrit\u00f3rio de Transfer\u00eancia de Tecnologia (<a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2009\/01\/01\/esforco-pioneiro\/?cat=politica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>ver<\/em> Pesquisa FAPESP <em>n\u00ba 155<\/em><\/a>). O estoque de tecnologias protegidas ultrapassou as 1.000 patentes ativas e 131 delas foram licenciadas para empresas. Em 2015, a receita de royalties atingiu R$ 2 milh\u00f5es. \u201cNosso sonho \u00e9 licenciar uma inova\u00e7\u00e3o disruptiva que gere recursos significativos\u201d, diz Milton Mori, diretor-executivo da Inova Unicamp.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A experi\u00eancia dos NITs mostra que o investimento de universidades em patentes e no licenciamento de tecnologias n\u00e3o se justifica pelo potencial retorno financeiro direto, mas pela cria\u00e7\u00e3o de um ambiente de inova\u00e7\u00e3o ao redor da institui\u00e7\u00e3o, capaz de gerar riqueza. Nesse aspecto, a Unicamp tem resultados significativos: s\u00e3o 434 as empresas incubadas na universidade ou criadas por pessoas com v\u00ednculos com a institui\u00e7\u00e3o. Essas empresas-filhas da Unicamp, em 2015, empregaram mais de 20 mil pessoas e faturaram mais de R$ 3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Patentes acad\u00eamicas custam bastante. Os dados da Associa\u00e7\u00e3o de Gestores de Tecnologia de Universidades (AUTM) para 2015 mostram que as universidades norte-americanas aplicaram em pesquisa US$ 66,5 bilh\u00f5es e solicitaram 15.953 patentes, uma m\u00e9dia de US$ 4,2 milh\u00f5es em pesquisa para cada patente. Na maioria dos casos, o licenciamento de tecnologias e a comercializa\u00e7\u00e3o de patentes n\u00e3o cobrem os custos das ag\u00eancias de inova\u00e7\u00e3o. \u201cMesmo entre universidades norte-americanas, \u00e9 preciso haver 100 parcerias entre universidades e empresas para gerar 10 patentes e uma delas ser licenciada\u201d, diz Moreira, do Inpi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o escapou dessa dificuldade nem mesmo a Universidade Stanford, pioneira na cria\u00e7\u00e3o de um escrit\u00f3rio de transfer\u00eancia de tecnologia em 1970. Num relat\u00f3rio recente, o escrit\u00f3rio informou que, a partir de 2017, pela primeira vez em mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, a taxa de 15% cobrada sobre os royalties de licenciamentos n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para bancar sua opera\u00e7\u00e3o, por conta da perda de validade de patentes de alto valor econ\u00f4mico. Isso, apesar de Stanford obter 180 patentes por ano nos Estados Unidos e entre 20% e 25% dessas tecnologias serem licenciadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, a Ag\u00eancia Unesp de Inova\u00e7\u00e3o decidiu deixar de pagar as taxas cobradas pelo Inpi para manter dezenas de pedidos e registros de patentes que n\u00e3o encontraram interessados em licenciamento. Para manter um pedido de patente de inven\u00e7\u00e3o, o depositante precisa pagar uma taxa anual de R$ 295 \u2013 fora do prazo do vencimento, o valor vai a R$ 590. Depois que a patente \u00e9 concedida, a anuidade custa de R$ 780 a R$ 2.000 \u2013 quanto mais antiga a patente, maior o valor. \u201cFizemos um protocolo para definir quais solicita\u00e7\u00f5es e registros de patentes devem ser abandonados, selecionando os muito antigos e que j\u00e1 foram oferecidos a v\u00e1rias empresas, sem sucesso\u201d, diz Vanderlan. A ag\u00eancia foi criada h\u00e1 sete anos e sua equipe administra mais de 300 patentes. A universidade segue buscando aplica\u00e7\u00f5es para suas tecnologias. Numa experi\u00eancia-piloto, parte do portf\u00f3lio de pedidos de patentes da Unesp est\u00e1 sendo avaliada para integrar um programa junto ao Centro Estadual de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica Paula Souza e a outros agentes financiadores e ser\u00e1 alvo de estudos de viabilidade t\u00e9cnica e econ\u00f4mica. \u201cEspera-se que isso ajude a encontrar empresas e institui\u00e7\u00f5es que possam explorar as inova\u00e7\u00f5es da Unesp\u201d, diz Vanderlan.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Reda\u00e7\u00e3o de patentes<br \/>\n<\/strong>Outro destaque \u00e9 o trabalho da Coordenadoria de Transfer\u00eancia e Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (CTIT) da UFMG. Respons\u00e1vel por 818 dep\u00f3sitos de patentes no pa\u00eds e mais de 200 no exterior, a CTIT j\u00e1 celebrou 87 contratos de licenciamento. Iniciou suas atividades h\u00e1 20 anos, com foco em patentes, e, a partir de 2006, passou a trabalhar em outras frentes para transferir tecnologias. \u201cSomos uma das poucas universidades do pa\u00eds em que as patentes s\u00e3o redigidas por uma equipe interna\u201d, diz a coordenadora-geral da CTIT, Juliana Crepalde. A equipe de reda\u00e7\u00e3o de patentes possui sete colaboradores e \u00e9 composta por especialistas em qu\u00edmica, farmac\u00eautica e engenharia. \u201cA maioria das ag\u00eancias contrata escrit\u00f3rios especializados para fazer isso.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Criada em 2005, a Ag\u00eancia USP de Inova\u00e7\u00e3o teve uma evolu\u00e7\u00e3o not\u00e1vel. H\u00e1 15 anos, depositava entre 5 a 10 patentes por ano \u2013 atualmente, s\u00e3o entre 60 e 80 pedidos anuais. O licenciamento de tecnologias ainda \u00e9 restrito, na casa dos cinco por ano. O f\u00edsico Vanderlei Bagnato, coordenador da ag\u00eancia, conta que a crise econ\u00f4mica atrapalhou os planos de atingir uma receita de royalties de R$ 5 milh\u00f5es \u2013 hoje, ela est\u00e1 pr\u00f3xima dos R$ 2 milh\u00f5es. \u201cCaiu o faturamento das empresas para as quais transferimos tecnologias e a arrecada\u00e7\u00e3o de royalties perdeu f\u00f4lego\u201d, explica. \u201cO interesse de empresas em licenciar patentes tamb\u00e9m diminuiu.\u201d Para enfrentar a situa\u00e7\u00e3o, a estrat\u00e9gia \u00e9 negociar patentes a pre\u00e7os simb\u00f3licos. \u201cMas combinamos que daqui a tr\u00eas anos, a depender dos ganhos obtidos, voltamos a conversar. Estamos negociando com 20 empresas nesses termos\u201d, diz. Outra preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 aproximar grupos de pesquisa da USP e empresas, na expectativa de que criem parcerias. \u201cO n\u00famero de novos projetos de empresas com a USP mant\u00e9m-se na casa dos 70 a 90 por ano\u201d, diz Bagnato. \u201cAs patentes resultantes dessas parcerias pertencem tamb\u00e9m \u00e0s empresas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A iniciativa da Ag\u00eancia USP de Inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exemplo isolado. H\u00e1 dois anos, a UFMG passou a divulgar o trabalho de seus grupos de pesquisa em busca de parcerias com empresas. J\u00e1 foram negociados 90 acordos de codesenvolvimento, que integram equipes de pesquisadores da UFMG e de empresas parceiras. A ag\u00eancia Inova Unicamp tem procurado empresas n\u00e3o para oferecer patentes, mas para divulgar o trabalho de grupos da Unicamp com voca\u00e7\u00e3o para estabelecer parcerias. \u201cQuando uma patente surge de um trabalho colaborativo entre universidade e empresa, as chances de que a empresa utilize aquela tecnologia \u00e9 bem maior\u201d, diz Milton Mori.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Texto de Fabricio Marques para <a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2016\/11\/18\/protagonismo-incomum\/?cat=politica\">Revista Pesquisa Fapesp<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Universidades brasileiras ampliam esfor\u00e7os para transferir conhecimento para a sociedade e ocupam espa\u00e7os que, em outros pa\u00edses, cabem \u00e0s empresas &hellip; <a class=\"kt-excerpt-readmore more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/protagonismo-incomum\/\">Leia mais<\/a>&hellip; <a class=\"kt-excerpt-readmore more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/protagonismo-incomum\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":6772,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"kt_blocks_editor_width":"","footnotes":""},"categories":[111],"tags":[],"class_list":["post-7001","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pesquisa-cientifica"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Protagonismo incomum - Biblioteca Central da UFRGS<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Protagonismo incomum - Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Universidades brasileiras ampliam esfor\u00e7os para transferir conhecimento para a sociedade e ocupam espa\u00e7os que, em outros pa\u00edses, cabem \u00e0s empresas &hellip; Leia mais&hellip; Leia mais\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bibliotecacentral\/protagonismo-incomum\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Biblioteca Central da UFRGS\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/biblioteca.centralufrgs\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-01-20T11:24:51+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"- Priscila S. 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