{"id":3125,"date":"2008-11-14T15:51:27","date_gmt":"2008-11-14T17:51:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biev\/antigo\/?p=3125"},"modified":"2018-01-26T15:58:11","modified_gmt":"2018-01-26T17:58:11","slug":"fotografia-na-interpretacao-museografica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biev\/antigo\/fotografia-na-interpretacao-museografica\/","title":{"rendered":"A fotografia na interpreta\u00e7\u00e3o museogr\u00e1fica"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;\"><span class=\"Apple-style-span\"><strong>Simp\u00f3sio<\/strong> \u201cO documento fotogr\u00e1fico pesquisado: projetos museogr\u00e1ficos e montagem de exposi\u00e7\u00f5es\u201d<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span class=\"Apple-style-span\">14 de novembro de 2008 &#8211; 14h<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong><span class=\"Apple-style-span\">Coordena\u00e7\u00e3o:<\/span><\/strong><span class=\"Apple-style-span\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Profa. Dra. Liliane Guterres (NAVISUAL UFRGS, UCS e UNILASALLE)<\/span><span class=\"Apple-style-span\"><br \/>\n<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong><span class=\"Apple-style-span\">Palestrantes:\u00a0<\/span><\/strong><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Ivo Canabarro<\/span><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0(Uniju\u00ed) \u2013 \u201cA utiliza\u00e7\u00e3o da fotografia para a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico\u201d<\/span><span class=\"Apple-style-span\"><br \/>\n<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Rafael Devos<\/span><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0(BIEV e NAVISUAL, UFRGS) &#8211; \u201cAnimando documentos: cole\u00e7\u00f5es de cr\u00f4nicas etnogr\u00e1ficas em v\u00eddeo, anima\u00e7\u00f5es de fotografias e material iconogr\u00e1fico com documentos sonoros na montagem de narrativas em hiperm\u00eddia.\u201d<\/span><span class=\"Apple-style-span\"><br \/>\n<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Ceres Storchi<\/span><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0(Arq. UFRGS) &#8211; \u201cO documento fotogr\u00e1fico como suporte de interpreta\u00e7\u00e3o museogr\u00e1fica\u201d<\/span><span class=\"Apple-style-span\"><br \/>\n<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong><span class=\"Apple-style-span\">Debatedora:<\/span><\/strong><span class=\"Apple-style-span\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Jeniffer Cuty (PROPUR\/UFRGS)\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><\/div>\n<div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span class=\"Apple-style-span\"><strong>Transcri\u00e7\u00e3o<\/strong> \u201cO documento fotogr\u00e1fico como suporte de interpreta\u00e7\u00e3o museogr\u00e1fica\u201d por\u00a0<\/span><span class=\"Apple-style-span\">Ceres Storchi (Arq. UFRGS)<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Bom eu gostaria em primeiro lugar de agradecer a oportunidade de estar aqui apresentando este trabalho e tamb\u00e9m ao p\u00fablico que est\u00e1 assistindo esta explana\u00e7\u00e3o. Eu sou arquiteta, trabalho com museografia, hoje a minha produ\u00e7\u00e3o \u00e9 90% na \u00e1rea de museus, seja na \u00e1rea da arquitetura, de projetos para museus, ou na \u00e1rea de museografia, projeto de exposi\u00e7\u00f5es e de museologia. Eu trabalho tamb\u00e9m com alguns museus no interior e nesses museus a gente tem que fazer o trabalho do muse\u00f3grafo tamb\u00e9m, no sentido de orientar a preserva\u00e7\u00e3o dos acervos, a manuten\u00e7\u00e3o, a guarda desses acervos, e o enriquecimento do material documental dessas institui\u00e7\u00f5es.<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">A constru\u00e7\u00e3o narrativa, para n\u00f3s, ela \u00e9 uma estrat\u00e9gia de projeto. Eu vou sempre me referir a n\u00f3s porque o trabalho de museografia \u00e9 um trabalho de equipe, \u00e9 um trabalho de idas e voltas dentro do projeto, em contato com curadores. Quase nunca somos curadores, mas tamb\u00e9m fazemos trabalho de curador. Eu trabalho com o Nico Rocha, tem outras pessoas que trabalham comigo, a Jeniffer j\u00e1 trabalhou tamb\u00e9m, em algumas exposi\u00e7\u00f5es, fora a equipe das institui\u00e7\u00f5es que s\u00e3o preciosas para o nosso trabalho. Dentro das institui\u00e7\u00f5es a coopera\u00e7\u00e3o dos profissionais \u00e9 fundamental para a riqueza do trabalho, para o sucesso do tr<\/span><span class=\"Apple-style-span\">abalho. N\u00e3o s\u00f3 o sucesso no sentido do n\u00famero de visitantes, mas o sucesso no sentido de que todos n\u00f3s a cada trabalho precisamos crescer, eu n\u00e3o vou falar em m\u00e9todo, mas precisamos enriquecer as formas de fazer. Eu sempre digo que em museografia n\u00e3o se tem um m\u00e9todo. A constru\u00e7\u00e3o vai acontecendo, e ela acontece de forma distinta a cada trabalho.<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Bem, o assunto aqui \u00e9 fotografia, ent\u00e3o voc\u00eas imaginam, nessa<\/span><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0diversidade de assuntos e de institui\u00e7\u00f5es que se trabalha, muitas vezes a gente chega num lugar e n\u00e3o tem nem acervo. Tem uma hist\u00f3ria para contar, um museu para criar e n\u00e3o tem acervo. E as pessoas elas n\u00e3o entendem o que \u00e9 um museu, muitas pessoas n\u00e3o sabem o que \u00e9 um museu, elas acham que o museu \u00e9 um lugar para guardar coisas. E elas est\u00e3o ganhando coisas que precisam ser guardadas. E na verdade n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil fazer entender, as pessoas, independente do seu contexto social e cultural, elas entendem com uma certa rapidez o que \u00e9 o trabalho do museu e porque se faz museus.\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">No trabalho de museografia, a fotografia entra de v\u00e1rias maneiras. Ela pode ser simplesmente a fotografia porque \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o de fotografias, ent\u00e3o se est\u00e1 expondo o trabalho de algu\u00e9m ou uma documenta\u00e7\u00e3o sobre alguma coisa n\u00e3o no sentido de contar a hist\u00f3ria dessa coisa, pode ser uma exposi\u00e7\u00e3o da fotografia como objeto. N\u00f3s j\u00e1 fizemos algumas, fizemos a exposi\u00e7\u00e3o do Chamb\u00ed na 4\u00aa Bienal, do Verger, do Leon Ferrari. O trabalho do Leon Ferrari \u00e9 bem interessante porque ele trabalha a fotografia como fotografia, ele faz um trabalho interpretativo da fotografia ao compor o seu trabalho de artista e ele tem um acervo do pai dele. O Leon \u00e9 um senhor idoso, e tem o trabalho de acervo do seu pai que tamb\u00e9m fotografava e que t\u00eam em seu acervo fotos de um fot\u00f3grafo napolitano, um fot\u00f3grafo do in\u00edcio do s\u00e9cu<\/span><span class=\"Apple-style-span\">lo XX. Ent\u00e3o neste trabalho do Ferrari eram fotos de tr\u00eas fot\u00f3grafos e ainda tinha o trabalho de artista do Ferrari. Foi forte a presen\u00e7a da fotografia como um documento mesmo, tem imagens da cidade, n\u00e3o sei se voc\u00eas viram, tinha uma foto em 360\u00ba, uma imagem de um terremoto em N\u00e1poles. Foi bem interessante, a gente prop\u00f4s colocar em (???) e ele pediu que n\u00e3o fosse em 360\u00ba, ele tinha toda uma explica\u00e7\u00e3o, que era assim realmente a quest\u00e3o do movimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 foto, ele conhecia milimetricamente o que era essa documenta\u00e7\u00e3o. A rela\u00e7\u00e3o da cidade toda demolida em cada grau dessa angula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Mas aqui, neste trabalho foi mostrado como fonte de inspira\u00e7\u00e3o, pode-se dizer, porque a gente faz a constru\u00e7\u00e3o museogr\u00e1fica, tem a constru\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica dentro da constru\u00e7\u00e3o museogr\u00e1fica, a constru\u00e7\u00e3o narrativa neste todo museogr\u00e1fico, ent\u00e3o a foto nesse processo, ela est\u00e1 desde a informa\u00e7\u00e3o inicial ao trabalho at\u00e9 no caso o que se coloca frontalmente ao observador e a constru\u00e7\u00e3o final no espa\u00e7o f\u00edsico.<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">A quest\u00e3o do arquiteto no projeto museogr\u00e1fico, vou falar um pouco sobre isso porque no meu mestrado eu trabalho esse espa\u00e7o entre o tomar contato com a necessidade presente no trabalho, seja ela tem\u00e1tica, \u00e9 quase sempre um tema, mas ela pode n\u00e3o ser um tema, esta extens\u00e3o que vai desse conhecimento do material, at\u00e9 a decis\u00e3o ativa sobre o que se vai configurar fisicamente. Eu considero esse espa\u00e7o um espa\u00e7o de respeito e humildade diante do que se coloca, por qu\u00ea? Tem um arquiteto trabalhando nisso, foi muito bom ter encontrado esse texto do Louis Kahn, um arquiteto americano que fez projetos na \u00cdndia. Para ele era muito importante tamb\u00e9m esta quest\u00e3o do lugar, essa quest\u00e3o do que se coloca, ele dizia \u201centender o que esta coisa quer ser\u201d, e eu acho que esse espa\u00e7o da espera para entender o que aquilo quer ser \u00e9 um espa\u00e7o necess\u00e1rio, e \u00e9 um espa\u00e7o que \u00e0s vezes envolve muito tempo de contato, escuta e observa\u00e7\u00e3<\/span><span class=\"Apple-style-span\">o, contato com a equipe que participa. Em muitas exposi\u00e7\u00f5es se tem antrop\u00f3logos, soci\u00f3logos, historiadores, museologos, fot\u00f3grafos, pesquisadores de outras \u00e1reas, pesquisadores de hist\u00f3ria oral. Tudo isso comp\u00f5e esse substrato que est\u00e1 nesse tempo e depois entra num outro status, todos entramos com outro status no tempo da configura\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Eu vou apresentar alguma coisa e eu vou colocando o que&#8230; voc\u00eas pod<\/span><span class=\"Apple-style-span\">em tamb\u00e9m depois dizer como viram isso, voc\u00eas talvez tenham um entendimento diferente de como isso se coloca. Bem, a\u00ed \u00e9 um pouco isso que eu estava falando, depois eu vou apresentar todos estes itens pontualmente, mas eu montei um gr\u00e1fico que \u00e9: a foto no processo, se ela \u00e9 uma foto mesmo no processo original. Tem ali depois uma coloca\u00e7\u00e3o que \u00e9 em fun\u00e7\u00e3o do tema e de certas especificidades do tema, que contribui tematicamente para a constru\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. A fotografia ent\u00e3o, como eu falei, est\u00e1 como estrat\u00e9gia de interven\u00e7\u00e3o, n\u00e3o estou mostrando exposi\u00e7\u00f5es de fotografia. Ent\u00e3o no que eu chamo de constru\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica como um contexto de informa\u00e7\u00e3o, um contexto de ambi\u00eancia e uma narrativa fotogr\u00e1fica, num seq\u00fcencial de fotos que contam mesmo uma hist\u00f3ria, que depende de uma hist\u00f3ria para ser contada.<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Como documento original: esta \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o sobre imigra\u00e7\u00e3o que tem documentos, \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o montada com documentos escolhidos pelas pr\u00f3prias pessoas que s\u00e3o retratadas na exposi\u00e7\u00e3o. E a constru\u00e7\u00e3o museogr\u00e1fica ent\u00e3o \u00e9 a foto criando uma certa ambi\u00eancia, filtrando no caso de pele e membrana, no sentido de fazer uma mudan\u00e7a de espa\u00e7o, uma mudan\u00e7a de status para o observador. E depois como espacializa\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias no tema.<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Bem, aqui nestas imagens, \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o de arqueologia, tamb\u00e9m da 4\u00aa Bienal, a mesma que teve o Chamb\u00ed. N\u00f3s tivemos contato com esse acervo, s\u00e3o tr\u00eas acervos fortemente presentes e a\u00ed tem alguns elementos de acervo da Universidade Federal de Pelotas, tem acervos de Santa Catarina, mas ele \u00e9 basicamente Banco Santos, do ex-Banco Santos, um acervo maravilhoso, o ace<\/span><span class=\"Apple-style-span\">rvo do Oscar Landmann, que \u00e9 um acervo particular, e o acervo do MAI. Foi curada pelo Eduardo Neves, e a gente conheceu estas cole\u00e7\u00f5es nos locais onde elas eram guardadas, onde estavam sendo restauradas. Essa exposi\u00e7\u00e3o tratava de tr\u00eas est\u00e1gios de transcend\u00eancia dentro dessas culturas, que era a cultura Marajoara, Chav\u00edn, Moche e Tapaj\u00f4nica, da cultura andina pr\u00e9-incaica e a nossa Tapaj\u00f4nica e Marajoara. Tratava destes momentos de transcend\u00eancia que foram registrados nestes objetos.\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">O Eduardo identificou nestas culturas, que eles usavam bebidas e elementos alucin\u00f3genos durante rituais sociais, ent\u00e3o essas figuras, n\u00f3s criamos uma classifica\u00e7\u00e3o destes momentos da transcend\u00eancia, e dividimos a exposi\u00e7\u00e3o sequencialmente nestes diferentes momentos. Essa serpente, essa sinuosa, tamb\u00e9m \u00e9 um pouco dos relatos e de quest\u00f5es que identificamos na literatura. Na verdade v\u00e1rios elementos inspiram, porque quando voc\u00ea v\u00ea uma foto e quer saber, ent\u00e3o vai atr\u00e1s da escrita e quando voc\u00ea v\u00ea a escrita voc\u00ea vai atr\u00e1s da foto. Porque a escrita \u00e9 extremamente estimulante iconograficamente, porque a escrita realmente faz com que se crie muita coisa e quando n\u00f3s temos a foto, n\u00f3s precisamos de toda a escrita, porque a foto \u00e9 mais rica quando se tem uma escrita a respeito dela. Essas fotos elas foram utilizadas como ferramentas de projeto, de interpreta\u00e7\u00e3o, porque o nosso trabalho \u00e9 muito interpretativo para a constru\u00e7\u00e3o narrativa e se prop\u00f5e na configura\u00e7\u00e3o espacial, se objetiva, o retorno desta interpreta\u00e7\u00e3o, os espa\u00e7os s\u00e3o configurados com vistas a este retorno.<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Bem, nesse trabalho eu digo que s\u00e3o narrativas fotogr\u00e1ficas originais por qu\u00ea? Todos esses quadros ali que voc\u00eas v\u00eaem, tem onze inst\u00e2ncias, s\u00e3o onze pessoas. Essa exposi\u00e7\u00e3o foi em Minas, no Museu Ab\u00edlio Barreto,\u00a0<\/span><span class=\"Apple-style-span\">sobre imigra\u00e7\u00e3o em Minas Gerais. Belo Horizonte viveu um surto de imigra\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o da cidade como capital de Minas Gerais em alternativa a Vila Rica, que era a capital anteriormente. A primeira reuni\u00e3o sobre esse projeto foi com o conselho do museu, que era um conselho formado por pessoas da Universidade, da Prefeitura e de pesquisadores do pr\u00f3prio museu. Esse museu \u00e9 um museu pequeno, mas tinha l\u00e1 na \u00e9poca uma equipe de 35 pessoas, operantes. Duas conservadoras maravilhosas e equipe de pesquisa hist\u00f3rica. Quando n\u00f3s pegamos o trabalho j\u00e1 estava andando uma pesquisa, nesse sentido de identificar estas pessoas. Porque tem v\u00e1rios lugares, eles t\u00eam essa tradi\u00e7\u00e3o do bar de esquina, ent\u00e3o tem v\u00e1rios bares que s\u00e3o de imigrantes, e muitos deles ainda vivos, filhos desses imigrantes que vieram. At\u00e9 os anos 40 veio muita gente, e depois eles tiveram um surto quando da implanta\u00e7\u00e3o da FIAT. N\u00f3s quer\u00edamos fazer tamb\u00e9m essa parte que era da vinda da FIAT, mas n\u00e3o tinha material, n\u00e3o tinha como fazer, tinha que ter organizado mais para o tempo que se tinha.\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Ent\u00e3o ali, esses documentos s\u00e3o documentos escolhidos, as pessoas escolheram o que elas achavam que contava a sua hist\u00f3ria. E \u00e9 muito interessante, porque \u00e9 t\u00e3o diverso, como \u00e9 diferente a escolha de uma pessoa para outra. Esses nove eu considero que foram muito bem escolhidos porque n\u00e3o tem foto de festa, s\u00e3o fotos e documentos de momentos muito preciosos, momento em que foi preso durante a ditadura, momento em que escreveu uma determinada m\u00fasica, momento que criou o bar, momentos desse tipo. Podem ver que tem u<\/span><span class=\"Apple-style-span\">ma ali que \u00e9 s\u00f3 documento, n\u00e3o tem foto, eu n\u00e3o lembro para dizer quem era, mas eu ajudei a montar essas coisas l\u00e1 tamb\u00e9m&#8230; Depois voltando, essas s\u00e3o quest\u00f5es&#8230; o que se fez? Se colocou frontalmente a essas pessoas que no caso s\u00e3o parte da cidade hoje, quest\u00f5es hist\u00f3ricas da cidade, mapas, fotos de Belo Horizonte, tem todo um mar de fotos da cidade, quest\u00f5es dessa ordem. Depois tem uma vitrine que n\u00f3s chamamos de Nau, essa nau tem objetos destas pessoas.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Eles ficaram muito chocados no conselho porque o Nico fez uma pergunta assim \u201cvoc\u00eas querem uma exposi\u00e7\u00e3o de lencinho, ou uma exposi\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d, de lencinho no sentido de carregar o lencinho porque as pessoas poderiam chorar, no sentido de ser emocionante. E um assim bem intelectual ficou muito chocado, \u201ccomo assim emocionado&#8230;\u201d, ele ficou realmente preocupado, ele fez uma pergunta assim \u201cqual \u00e9 o m\u00e9todo de voc\u00eas\u201d, porque imagina, leva umas pessoas daqui para Minas, para fazer uma exposi\u00e7\u00e3o, ele achou \u201cvai ser uma porcaria isso n\u00e9\u201d, porque, pensar em fazer as pessoas chorarem&#8230; Mas n\u00e3o \u00e9, \u00e9 que se realmente \u00e9 representativo, estas pessoas sa\u00edram de suas terras e vieram, tem que ser uma coisa emocionante, tem que ser algo que toque. Ent\u00e3o esses objetos t\u00eam todos uma hist\u00f3ria que \u00e9 realmente emocionante, essas pessoas escolhem o que \u00e9 forte na vida delas. Tinha uma senhora japonesa que foi bab\u00e1 de uma fam\u00edlia no Jap\u00e3o e veio\u00a0com a fam\u00edlia para c\u00e1 e essas hist\u00f3rias eram as mais incr\u00edveis. Essas fotos que est\u00e3o nas paredes tamb\u00e9m s\u00e3o fotos escolhidas por eles, ent\u00e3o praticamente todo o material&#8230; o \u00fanico material que \u00e9 do museu \u00e9 o material onde mostra Belo Horizonte. Ent\u00e3o essas fotos a\u00ed como eu falei foram usadas no original e a\u00ed n\u00f3s usamos, o \u00fanico efeito de uso cenogr\u00e1fico, iconogr\u00e1fico das fotos \u00e9 naquela pele da entrada, que s\u00e3o os tecidos altos em que se colocou v\u00e1rios&#8230; todo o acervo fotogr\u00e1fico que tinha no museu e algumas coisas que eles forneceram, mas basicamente o material fotogr\u00e1fico \u00e9 todo original.<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Bom, isso a\u00ed \u00e9 numa constru\u00e7\u00e3o de fotografia como base para informa\u00e7\u00e3o, isso \u00e9 na exposi\u00e7\u00e3o Vis\u00f5es da Terra, que foi no Museu Universit\u00e1rio. Ent\u00e3o temos uma foto de uma geleira e ali os dados de atmosfera, constitui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e quest\u00f5es desse tipo, por qu\u00ea? Por que essa foto do gelo? Porque se conhece muito pouco do que est\u00e1 abaixo dos\u00a0<\/span><span class=\"Apple-style-span\">nossos p\u00e9s e o\u00a0gelo ainda \u00e9 uma forma de informa\u00e7\u00e3o, sempre novos dados s\u00e3o obtido a partir da perfura\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o da constitui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, ent\u00e3o por isso que tem essa&#8230; isso \u00e9 quase uma estratigrafia, mas n\u00e3o, \u00e9 uma geleira mesmo, uma foto de uma geleira. E aqui \u00e9 uma foto da NASA, tem um astronauta, essa foto est\u00e1 falando sobre o espa\u00e7o, sobre a conforma\u00e7\u00e3o das camadas no espa\u00e7o.<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Essa \u00e9 outra exposi\u00e7\u00e3o no Museu Universit\u00e1rio, a Bere, que est\u00e1 ali, foi respons\u00e1vel pela pesquisa sobre o professor A. Schultz, ent\u00e3o foi o nosso rico ambiente museol\u00f3gico, porque as exposi\u00e7\u00f5es da UFRGS elas s\u00e3o de dissemina\u00e7\u00e3o cultural, nas que eu fiz se teve um pouco de ambiente museol\u00f3gico no sentido convencional de reconstitui\u00e7\u00e3o de determinado espa\u00e7o.\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">O professor Mariath, que era um dos curadores dessa exposi\u00e7\u00e3o ele tinha guardado alguns, e tem no Instituto de Bioci\u00eancias o material que era do professor A. Schultz que foi o fundador do Instituto de Bioci\u00eancias. E uma coisa bonita aqui na UFRGS \u00e9 que os professores, quando eles t\u00eam oportunidade eles homenageiam os seus mestres, botam nomes nas exposi\u00e7\u00f5es, se preocupam em mostrar o material e guardar o material, isso \u00e9 muito interessante, \u00e9 um respeito pelo saber, pela constru\u00e7\u00e3o do saber, acho que \u00e9 uma id\u00e9ia bem bonita de ser levada adiante, de se mostrar para quem ensina tamb\u00e9m. E a Bere fez a pesquisa sobre o professor A. Schultz e constru\u00edmos esse ambiente, mas eu aqui estou falando por causa do uso da fotografia.\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">O professor A. Schultz fazia estas viagens de campo, como muitos professores ainda fazem hoje, mas tem uma documenta\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica muito interessante sobre isso. Ent\u00e3o l\u00e1 est\u00e1 ele nessa balsa, essa foto \u00e9 muito interessante porque parece que a gente vai entrar junto na balsa, n\u00f3s usamos esse ambiente, e usamos\u00a0<\/span><span class=\"Apple-style-span\">na lateral. A nossa id\u00e9ia era usar essa foto da balsa aqui, que era no corredor. Mas ela ficava t\u00e3o forte que praticamente ela travava ali. Na verdade o corredor ele tinha os dois sentidos, um sentido que levava a observa\u00e7\u00e3o desse ambiente da reconstitui\u00e7\u00e3o do gabinete do professor Schultz, e do outro lado tinha uma linha de tempo da evolu\u00e7\u00e3o do conhecimento da Bioci\u00eancia, tinha a hist\u00f3ria inclusive dos viajantes, porque essa exposi\u00e7\u00e3o tratava de herb\u00e1rios, ent\u00e3o tem os herb\u00e1rios, eles tratam at\u00e9 hoje com acervo que viaja e com documenta\u00e7\u00e3o de desenhos e de fotos. Ent\u00e3o o que se construiu? Usamos essa foto do \u00f4nibus para construir isso que era o A. Schultz. Tem os livrinhos dele de anota\u00e7\u00f5es, \u00e9 precioso, a gente consegue ler esse material. E ele com o \u00f4nibus, esse \u00f4nibus era da UFRGS.<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Bem, aqui ent\u00e3o a gente tem uma constru\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica que foi para o Espa\u00e7o Mercosul, em Montevid\u00e9u, que era de uma exposi\u00e7\u00e3o sobre os cem anos do \u00c9rico Ver\u00edssimo. E \u00e9 muito interessante porque o \u00c9rico ele tinha uma rela\u00e7\u00e3o extremamente amig\u00e1vel com a fotografia, ele \u00e9 muito fotografado, eu acho que ele gostava de ser fotografado, tem fotos feitas por ele, tem desen<\/span><span class=\"Apple-style-span\">hos feitos por ele. Tem um desenho ali que \u00e9 uma ilustra\u00e7\u00e3o de uma carta dele, de quando ele morava nos Estados Unidos. Ent\u00e3o tem um seq\u00fcencial narrativo, por ele pr\u00f3prio, porque todo o texto \u00e9 texto do \u00c9rico. A curadora foi a Elizabeth Torresini e eu acho que ela v\u00ea no \u00c9rico um deus, acho que ela n\u00e3o teria coragem de escrever, \u00e9 uma quest\u00e3o assim de&#8230; \u00c9 impressionante como ela pescou todos estes textos que \u00e9 ele mesmo contando, voc\u00ea l\u00ea toda a vida dele atrav\u00e9s da palavra dele pr\u00f3prio, e n\u00e3o poderia deixar de ser, eu acho que ela tem raz\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Essa \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o&#8230; fizemos uma expos<\/span><span class=\"Apple-style-span\">i\u00e7\u00e3o para o IPHAN, l\u00e1 no s\u00edtio, em S\u00e3o Miguel, e eles pediram que se constru\u00edsse uma imagem que fosse uma imagem de mem\u00f3ria, uma imagem de devaneios da mem\u00f3ria. Ent\u00e3o nos forneceram um acervo grande, fotografias de v\u00e1rios per\u00edodos, tem um fragmento l\u00e1 da ru\u00edna, eu acho que \u00e9 um topo de coluna, \u00e9 um topo de coluna.<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Bem, esse trabalho eu acho que \u00e9 talvez a coisa mais impressionante que tem para mostrar tendo em vista o tipo de trabalho que voc\u00eas fazem. H\u00e1 bastante tempo atr\u00e1s eu fiz um trabalho para o SEBRAE (???) e eles nos mandaram em v\u00e1rios lugares, eu e outra consultora da \u00e1rea de hist\u00f3ria e uma consultora da \u00e1rea de museologia, para identificar trabalhos que deveriam ser feitos em v\u00e1rios lugares da regi\u00e3o. Ent\u00e3o tinha museus, igrejas, escolas, coisas assim. Esse foi o \u00fanico lugar que eu visitei na \u00e9poca, isso eu vou ter que contar porque isso s\u00e3o aqueles tapas na cara que a gente leva, enfim&#8230; tem que avan\u00e7ar. Eu fiz um relat\u00f3rio dizendo que n\u00e3o va<\/span><span class=\"Apple-style-span\">lia a pena investir e fazer nada nesse lugar, eu tenho esse relat\u00f3rio escrito por mim e assinado. A\u00ed um dia nos chamaram para ir exatamente neste lugar e eu mandei por e-mail o relat\u00f3rio, de novo. Eles chamaram assim, n\u00f3s Tangram n\u00e9, a empresa, nada a ver com o SEBRAE. Porque eles tinham recebido, o prefeito ganhou uma verba parlamentar para usar nesse lugar, do Minist\u00e9rio da Cultura, e o grande problema era que tinha que usar com cultura. E a\u00ed imagina, essa cidadezinha, como eles mesmo dizem, nem par\u00f3quia mais \u00e9. Tem uma igreja linda e vai um padre uma vez por semana, ent\u00e3o eles tem uma m\u00e1goa enorme que o padre vai s\u00f3 uma vez por semana, rapidamente para rezar uma missa l\u00e1 nessa igreja.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Essa edifica\u00e7\u00e3o que tem<\/span><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0l\u00e1 era o col\u00e9gio das freiras. E quando eu fui n\u00e3o tinha telhado, tudo ca\u00eddo, o acervo na chuva, tudo rachado, assim uma coisa impressionante. O que dava para fazer era \u201cprotege esse acervo\u201d, era s\u00f3 o que dava para dizer e bem complicado porque coisas boas e bem comprometidas. Ent\u00e3o quando nos chamaram de novo, fomos l\u00e1 e eles tinham recuperado essa casa. Eu digo recuperado porque n\u00e3o d\u00e1 para dizer que \u00e9 restaura\u00e7\u00e3o, foi uma coisa assim feita&#8230; as janelas n\u00e3o est\u00e3o bem vedadas, as portas n\u00e3o s\u00e3o bem vedadas, mas digamos foi feito uma higieniza\u00e7\u00e3o, pintura, solidifica\u00e7\u00e3o de coisas que estavam caindo, esse tipo de interven\u00e7\u00e3o. E a\u00ed n\u00f3s fomos, eu e o Nico, e como se diz, est\u00e1vamos num beco sem sa\u00edda. O acervo, enquanto fizeram a recupera\u00e7\u00e3o esse acervo ficou jogado, tinha at\u00e9 sujeira de porcos, n\u00f3s temos fotos disso. Viemos de l\u00e1 apavorados \u201ce agora o que vamos fazer\u201d, porque ningu\u00e9m quer se ver associado a uma a\u00e7\u00e3o de abandono, a gente foge de situa\u00e7\u00f5es assim.\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">E a\u00ed se come\u00e7ou o trabalho e um dia o prefeito disse \u201cCeres eu preciso que tu venhas \u00e0 noite porque agora j\u00e1 \u00e9 \u00e9poca e eles est\u00e3o plantando e eu preciso que algu\u00e9m conven\u00e7a essa comunidade que esse dinheiro tem que ser usado nisso\u201d. Porque realmente eles n\u00e3o podem usar em outra coisa, e as pessoas, vereadores, as pessoas acham que tem que fazer estrada, comprar\u00a0<\/span><span class=\"Apple-style-span\">m\u00e1quina, porque realmente eles precisam de estrada, precisam de m\u00e1quinas, e o dinheiro do Minist\u00e9rio da Cultura tem que ser usado naquilo ali. Ent\u00e3o eu fui uma noite e expliquei, apresentei o projeto, disse o que iria fazer e\u00a0surpreendentemente essas pessoas da comunidade, essa comunidade s\u00e3o&#8230; que moram l\u00e1 eu acho que oito casas espalhadas talvez em 10, 15 Km, e eles mesmos j\u00e1 come\u00e7aram tamb\u00e9m a projetar. Falei que queria usar uma casa, a foto de uma casa, coloquei mais ou menos qual era a inten\u00e7\u00e3o, e a\u00ed eles prontamente j\u00e1 foram escolhendo, ajudando a escolher a paisagem, escolher a casa, tudo n\u00e9, isso foi bem interessante. E a montagem depois foi mais interessante ainda porque eles entravam e diziam, \u201cisso n\u00e3o pode estar assim, isso tem que estar assado\u201d. Cinco dias, todo mundo participou, iam depois do hor\u00e1rio do plantio, porque j\u00e1 era primavera, as ro\u00e7as estavam andando ent\u00e3o vinham, hor\u00e1rio de ver\u00e3o, vinham tarde para participar.\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Bem, ent\u00e3o o que a gente tinha l\u00e1? Tinha algum relato deles, que era da \u00e9poca do SEBRAE, entrevistas que a Naida Menezes fez, v\u00e1rias entrevistas. Tem l\u00e1 na regi\u00e3o um centro de genealogia, n\u00f3s fomos para o centro de ge<\/span><span class=\"Apple-style-span\">nealogia, que esse padre, ele fez caixas das fam\u00edlias, ele tem aquelas caixas de camisa com fotos das fam\u00edlias, mas ele fez de muitas fam\u00edlias. Ele fazia isso sozinho, ent\u00e3o ele batia a hist\u00f3ria&#8230; acho que porque n\u00e3o tinha papel, ele batia atr\u00e1s de embalagens com aquela letrinha que \u00e9 a letrinha da m\u00e1quina quando a gente dava aquele tipo de (???) que era a letrinha que ficava por primeiro, segundo, que nem o azinho, ele fazia tudo na letrinha pequenininha e tudo junto os relatos, tem isso tudo escrito, sendo digitalizado.\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\">Na exposi\u00e7\u00e3o se usou uma casa, um ambiente tem essa casa, que \u00e9 uma casa que existe, e eles moram naquela casa que aparece no cantinho e essa casa est\u00e1 do lado, usam de celeiro, \u00e9 uma casa linda, olha s\u00f3. Ent\u00e3o depois se colocou essas figuras para compor e depois em uma outra sala n\u00f3s decidimos trabalhar com a imagem que mostra as pessoas hoje<\/span><span class=\"Apple-style-span\">, porque achamos que era mais representativo. O acervo foi em grande parte recuperado para colocarmos na exposi\u00e7\u00e3o, tem uma foto de um senhor trabalhado nuns bancos, tem bancos para fazer tamanco, tem bancos para fazer v\u00e1rias coisas, material de carpintaria, praticamente tem todo o material de constru\u00e7\u00e3o de casas e de lavoura, e outro material que \u00e9 da hist\u00f3ria das fam\u00edlias, ent\u00e3o se deixou s\u00f3 essas fotos como elas s\u00e3o, essas fotos\u00a0em \u00e1lbuns. O painel estava vazio, porque acho que essa hist\u00f3ria tem que ser melhor pesquisada, n\u00e3o nos sentimos no direito de eleger fam\u00edlias para o painel, ent\u00e3o montamos \u00e1lbuns com essas fotos e eles\u00a0se v\u00eaem nestas fotos.<\/span><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Simp\u00f3sio \u201cO documento fotogr\u00e1fico pesquisado: projetos museogr\u00e1ficos e montagem de exposi\u00e7\u00f5es\u201d 14 de novembro de 2008 &#8211; 14h Coordena\u00e7\u00e3o:\u00a0 Profa. Dra. Liliane Guterres (NAVISUAL UFRGS, UCS e UNILASALLE) Palestrantes:\u00a0 Ivo Canabarro\u00a0(Uniju\u00ed) \u2013 \u201cA utiliza\u00e7\u00e3o da fotografia para a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico\u201d Rafael Devos\u00a0(BIEV e NAVISUAL, UFRGS) &#8211; \u201cAnimando documentos: cole\u00e7\u00f5es de cr\u00f4nicas etnogr\u00e1ficas em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3128,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[661],"tags":[662],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biev\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3125"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biev\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biev\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biev\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biev\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3125"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biev\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3125\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3129,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biev\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3125\/revisions\/3129"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biev\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3128"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biev\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biev\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biev\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}