{"id":6577,"date":"2022-06-23T15:40:21","date_gmt":"2022-06-23T18:40:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/?p=6577"},"modified":"2022-06-23T15:40:21","modified_gmt":"2022-06-23T18:40:21","slug":"artigo-publicado-pesquisadores-lancam-raio-x-da-ciencia-e-conservacao-de-campos-e-savanas-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/artigo-publicado-pesquisadores-lancam-raio-x-da-ciencia-e-conservacao-de-campos-e-savanas-brasileiros\/","title":{"rendered":"Artigo publicado | Pesquisadores lan\u00e7am raio-x da ci\u00eancia e conserva\u00e7\u00e3o de campos e savanas brasileiros"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-6579\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Mapas_RaioXCamposeSavanasBrasileiros-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1114\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Mapas_RaioXCamposeSavanasBrasileiros-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Mapas_RaioXCamposeSavanasBrasileiros-424x184.jpg 424w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Mapas_RaioXCamposeSavanasBrasileiros-212x92.jpg 212w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Mapas_RaioXCamposeSavanasBrasileiros-768x334.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Mapas_RaioXCamposeSavanasBrasileiros-1536x668.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Mapas_RaioXCamposeSavanasBrasileiros-2048x891.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<p><em>Ecossistemas abertos correspondem a 27% da vegeta\u00e7\u00e3o natural do Brasil mas sua conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 negligenciada<\/em><\/p>\n<p>Campos Sulinos, campos de altitude, Cerrado, dunas e restingas s\u00e3o alguns exemplos da grande diversidade de ecossistemas abertos do Brasil. Apesar de sua grande import\u00e2ncia em termos de biodiversidade e servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, em especial para a manuten\u00e7\u00e3o da \u00e1gua no subsolo do pa\u00eds, esses ecossistemas est\u00e3o se perdendo devido aos baixos \u00edndices de prote\u00e7\u00e3o das \u00e1reas e altos \u00edndices de transforma\u00e7\u00e3o para outros usos, como a agricultura e pecu\u00e1ria sobre pastagens plantadas. Hoje, 22 de junho, pesquisadores brasileiros apresentaram uma s\u00edntese dos conhecimentos existentes a respeito dos ecossistemas abertos brasileiros, evidenciando sua complexidade, as lacunas de conhecimento e a necessidade de ampliar os mecanismos existentes para sua conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa teve a lideran\u00e7a do projeto <em>GrassSyn<\/em>, que integra o Centro de S\u00edntese em Biodiversidade e Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos do CNPq, e se dedica a estudar esses ecossistemas, caracterizados pela presen\u00e7a marcante de gram\u00edneas, por isso, tamb\u00e9m t\u00eam sido chamados pelos pesquisadores de ecossistemas graminosos. \u201cA ideia desse trabalho \u00e9 apresentar, na forma de s\u00edntese, quais s\u00e3o os ecossistemas graminosos brasileiros, procurando uma linguagem em comum, tanto para a pesquisa quanto para a conserva\u00e7\u00e3o desses ambientes\u201d, explica Gerhard Overbeck, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenador da pesquisa.<\/p>\n<p>Apesar de in\u00fameros esfor\u00e7os, a conserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas graminosos continua sendo negligenciada: 46% desses ambientes j\u00e1 foram perdidos para o desmatamento e transformados para outros usos como a agricultura e pastagens cultivadas. Para os autores do artigo, as raz\u00f5es para esta neglig\u00eancia incluem equ\u00edvocos sobre as caracter\u00edsticas e din\u00e2micas desses ecossistemas, bem como a terminologia utilizada para se referir a esses ambientes. Ambientes diferentes sendo denominados da mesma forma ou um mesmo ambiente possuindo diferentes nomes que variam a cada regi\u00e3o impedem, segundo os pesquisadores, uma comunica\u00e7\u00e3o adequada sobre as savanas e campos do Brasil, tanto dentro do pa\u00eds quanto internacionalmente.<\/p>\n<p>O artigo procura definir cada ambiente e suas caracter\u00edsticas mais marcantes, localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, din\u00e2micas ecol\u00f3gicas (como a rela\u00e7\u00e3o com animais herb\u00edvoros e o fogo natural, por exemplo) e trabalhos acad\u00eamicos de refer\u00eancia. Traz, ainda, os termos utilizados no Brasil para a identifica\u00e7\u00e3o de cada um desses ecossistemas e o termo correspondente em ingl\u00eas para o uso internacional. \u201cAcertar toda a terminologia para identificar a diversidade desses ecossistemas foi um primeiro passo para podermos conhecer melhor e, portanto, conservar melhor esses ambientes\u201d, destaca Luciana Menezes, tamb\u00e9m da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e uma das autoras do trabalho.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o trabalho evidenciou o qu\u00e3o pouco se sabe sobre esses ecossistemas: h\u00e1 uma lacuna de mapas com alta qualidade para as \u00e1reas, sendo que algumas \u00e1reas sequer est\u00e3o mapeadas. Segundo Michele Dechoum, da Universidade Federal de Santa Catarina, a aus\u00eancia de\u00a0 m\u00e9todos comuns de pesquisa para esses ambientes dificulta a realiza\u00e7\u00e3o de invent\u00e1rio sobre eles, que \u00e9 o primeiro passo para se tra\u00e7ar estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o. Os autores do estudo ressaltam que essa falta de uma metodologia mais padronizada para o estudo dos ecossistemas graminosos faz com que seja muito dif\u00edcil interligar os poucos dados existentes.<\/p>\n<p>Para Gerhard Overbeck, h\u00e1, ainda, uma grande necessidade de investimento em trabalhos de pesquisa de campo para a constru\u00e7\u00e3o de um conhecimento mais amplo e s\u00f3lido sobre esses ecossistemas. \u201cTemos muitas \u00e1reas ainda pouco conhecidas, ainda h\u00e1 muito trabalho a ser feito para garantir esse conhecimento e a possibilidade de avalia\u00e7\u00e3o da conserva\u00e7\u00e3o desses ambientes\u201d, destaca o pesquisador.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-6580  aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Figura_RaioXCamposeSavanasBrasileiros-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"542\" height=\"1053\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Figura_RaioXCamposeSavanasBrasileiros-scaled.jpg 1318w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Figura_RaioXCamposeSavanasBrasileiros-164x318.jpg 164w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Figura_RaioXCamposeSavanasBrasileiros-82x159.jpg 82w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Figura_RaioXCamposeSavanasBrasileiros-768x1492.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Figura_RaioXCamposeSavanasBrasileiros-791x1536.jpg 791w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Figura_RaioXCamposeSavanasBrasileiros-1054x2048.jpg 1054w\" sizes=\"(max-width: 542px) 100vw, 542px\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-6581\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1ae447bf3c9699e68b4aff1e0ff7a892-0.jpg\" alt=\"\" width=\"2339\" height=\"1654\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1ae447bf3c9699e68b4aff1e0ff7a892-0.jpg 2339w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1ae447bf3c9699e68b4aff1e0ff7a892-0-424x300.jpg 424w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1ae447bf3c9699e68b4aff1e0ff7a892-0-212x150.jpg 212w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1ae447bf3c9699e68b4aff1e0ff7a892-0-768x543.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1ae447bf3c9699e68b4aff1e0ff7a892-0-1536x1086.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1ae447bf3c9699e68b4aff1e0ff7a892-0-2048x1448.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2339px) 100vw, 2339px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-6582\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1ae447bf3c9699e68b4aff1e0ff7a892-1.jpg\" alt=\"\" width=\"2339\" height=\"1654\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1ae447bf3c9699e68b4aff1e0ff7a892-1.jpg 2339w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1ae447bf3c9699e68b4aff1e0ff7a892-1-424x300.jpg 424w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1ae447bf3c9699e68b4aff1e0ff7a892-1-212x150.jpg 212w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1ae447bf3c9699e68b4aff1e0ff7a892-1-768x543.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1ae447bf3c9699e68b4aff1e0ff7a892-1-1536x1086.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1ae447bf3c9699e68b4aff1e0ff7a892-1-2048x1448.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2339px) 100vw, 2339px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong>: Overbeck et al. Placing Brazil&#8217;s grasslands and savannas on the map of science and conservation. Perspectives in Plant Ecology, Evolution and Systematics. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ppees.2022.125687\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ppees.2022.125687<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Imagens e tabelas anexas<\/strong>: Luciana Menezes<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Porta vozes<\/strong>:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gerhard Overbeck (Departamento de Bot\u00e2nica\/ UFRGS)<\/p>\n<p>Email: gerhard.overbeck@ufrgs.br<\/p>\n<p>Celular: 51 997406752<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Luciana Menezes (Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Bot\u00e2nica\/UFRGS)<\/p>\n<p>Email: lu.silva.menezes@gmail.com<\/p>\n<p>Celular: 51 935059639<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assessoria SinBiose &#8211; \u00c9rica Speglich<\/p>\n<p>Email: speglich@gmail.com<\/p>\n<p>Celular: 19 991703904<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ecossistemas abertos correspondem a 27% da vegeta\u00e7\u00e3o natural do Brasil mas sua conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 negligenciada Campos Sulinos, campos de altitude, Cerrado, dunas e restingas s\u00e3o alguns exemplos da grande diversidade de ecossistemas abertos do Brasil. Apesar de sua grande import\u00e2ncia em termos de biodiversidade e servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, em especial para a manuten\u00e7\u00e3o da \u00e1gua no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":235,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6577","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":8}},"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6577","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/235"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6577"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6577\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6583,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6577\/revisions\/6583"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/biociencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}