Caso

Participação de aluno em procedimento


José Roberto Goldim


 

No ano de 2000, uma aluna de um programa de treinamento técnico em emergências de uma universidade norte-americana, ao tentar intubar  uma paciente durante um procedimento cirúrgico, provocou uma lesão. Em função disso, a paciente teve que realizar uma cirurgia reparadora e permanecer um mês a mais hospitalizada.

 

A paciente processou a instituiçao, os médicos assistentes e a aluna.

 

Semanas antes da cirurgia, o cirurgião, que era o médico assistente da paciente, obteve o consentimento informado para realizar o procedimento, onde a paciente fez constar especificamente que não queria a presença de alunos na sala cirúrgica. Esta condição não constava no Termo de Consentimento padrão utilizado pelo hospital de ensino.

 

Da mesma forma, ela assinou outro documento para o médico anestesista, onde constava que apenas ele ou outro médico credenciado poderiam realizar os procedimentos necessários ao seu atendimento.

 

Em um primeiro julgamento sumário, o tribunal encerrou o caso. Porém, em 2005 o Tribunal de Apelação reabriu o caso envolvendo a estudante, os médicos e os empregadores.

 

Em abril de 2997 a Suprema Corte decidiu de forma sumária pela retirada da estudante do caso, pois não havia evidência de que ela tinha tido intenção de causar dano à paciente. A Suprema Corte também eximiu a aluna de obter um consentimento direta da paciente.

 

Na defesa dos médicos, os seus advogados têm utilizado um documento do órgão regulador da atividade profissional dos médicos no estado, onde, de forma unânime, é declarado que os médicos não deixaram de realizar os padrões de cuidado estabelecidos.

 

 


Notícia publicada no Journal Gazette 04/05/2007


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