Caso
Gestação e Morte Encefálica Materna

Uma senhora espanhola de 30 anos, que já havia preenchido o critério encefálico de morte a algum tempo, deu à luz um bebê de 1290 g. Esta senhora quando já estava gravemente doente, antes de ficar inconsciente, assegurou na Justiça Espanhola o direito de ser mantida viva, através de equipamentos de suporte vital, com a finalidade de prosseguir a gestação - recebia nutrição paraenteral e monitoramento assistido 24 horas por dia. Os meios de comunicação se referiam a ela como uma "espécie de incubadora natural". A criança nasceu, de parto cesáreo, com sete meses e uma semana, pois havia o risco iminente de ocorrer parto espontâneo. O estado de saúde do bebê pode ser considerado bom, ainda que tenha apresentado certa dificuldade respiratória. Os equipamentos de suporte vital da mãe foram desligados logo após o nascimento.

No Brasil,  uma gestante após um grave ataque de asma, teve também constatado o critério encefálico de morte. Como o bebe ainda não era viável, o esposo e os avós solicitaram à equipe médica que mantivesse esta senhora com equipamentos de suporte vital. Esta solicitação foi atendida. Após o nascimento do bebe a família solicitou que a paciente contiuasse a ser mantida por aparelhos, pois achavam que desligar os mesmo era matá-la deliberadamente. A equipe médica novamente atendeu à solicitação.



Revista Isto É. 12/01/2000;(1580).

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Página de Abertura - Bioética

Incluído em 21/07/2000
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