Caso Hemofilia
hemofi/Goldim&Matte
Uma consulente vem procurar um serviço de aconselhamento genético para diagnóstico pré-natal. O levantamento da genealogia mostrou que seu pai é hemofílico, o que significa que ela é portadora deste gene e, portanto, um feto do sexo masculino terá uma probabilidade de 50% de ser afetado. Entretanto, o estudo de DNA da consulente e de seus pais revela uma situação de falsa paternidade. O suposto pai hemofílico não é o seu pai biológico. Do ponto de vista genético, isto significa que a consulente não é portadora do gene da hemofilia, não existindo risco para esta ou futuras gestações.
É eticamente adequado revelar esta informação ?
A quem deve ser dado este resultado ?
Em não revelando, é adequado submeter a paciente a procedimentos diagnósticos, que envolvem riscos desnecessários ao feto ?
Qual o sentido de realizar o diagnóstico pré-natal de hemofilia ?
Zatz M. Os dilemas éticos do mapeamento genético. Revista USP 1995;24:20-27.
Bioética e Genética (aula)
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