Caso Holmes


US X Holmes -1841/Goldim

O barco William Brown, em 1841, afundou ao chocar-se contra um iceberg. Um dos botes salva-vidas estava cheio e vazando. Com o objetivo de reduzir a carga, jogaram 14 homens ao mar. Duas irmãs, de homens que foram jogados, também se atiraram. Os critérios utilizados foram que casais não seriam separados e todas as mulheres seriam preservadas. Todos os que ficaram no barco se salvaram. Holmes, que era marinheiro, foi o único membro da tripulação processado por homicídio. O juiz disse que deveriam ter sorteado as pessoas que deveriam ser salvas.

Sentença do juíz: "Em nenhuma forma, além desta (sorteio) ou outra similar, eles teriam direitos iguais em bases iguais, e em nenhuma outra forma é possível resguardar contra a parcialidade e opressão, violência e conflito".

Edmond Cahn criticou a sentença do juíz do caso Holmes, pois esta situação de crise envolve uma aposta muito alta para ser simplesmente resolvida com uma jogada e as responsabilidades são muito grandes para serem deixadas a cargo do destino.

Childress JF. Who shall live when not all can live ? In:Edwards RB, Graber GC. Bioethics. Chicago: Harcourt, 1988:747.


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