A Obra libertária de Albertina Bertha e o Sarau da BC

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“- Talvez… eu mesma não sei o que seja. Vario muito, sou como o ar das montanhas: hoje glacial; amanhã, cheio de luz, de sol…”

“-Infelizmente, somos dois contrastes: mamãe representa o ideal da mulher, que faz a felicidade do homem. Quanto a mim, só tenho defeitos…”

Trechos de “Exaltação”.

 

Você já ouviu falar de Albertina Bertha?

A polêmica romancista e ensaísta, nascida no Rio de Janeiro em 07 de outubro de 1880,  teve uma contribuição ímpar para o avanço do papel feminino na sociedade brasileira.

Intelectual ativa na publicação de contos literários, palestras, conferências, entrevistas e artigos para a imprensa, emitiu opiniões e análises bem fundamentadas, resultado de anos dedicados a muita leitura, com uma educação refinada e de qualidade.

Abordou assuntos sobre filosofia, religião, política, psicologia, história e alguns temas pontualmente controversos para a época, como o divórcio, o direito da mulher ao voto e a reformulação da atuação da mulher.  

Por expressar em suas publicações inconformidade sobre a sociedade, principalmente ao se opor ao discurso preconceituoso e moralista e vigente na época, foi duramente criticada. Ousou ao incluir em suas obras certo teor erótico e libertário e por isso, também, foi vítima da crítica conservadora.

A obra de Albertina Bertha é composta por cinco volumes: Exaltação (romance, 1916), Estudos 1ª série (ensaio, 1920), Voleta (romance, 1926), E ela brincou com a vida (romance, 1938) e Estudos 2ª série (ensaio, 1948). 

Segundo a estudiosa sobre a autora Anna Faedrich, “nos seus escritos para a imprensa, destaca-se a sua visão feminista.”

Como outras autoras do século XIX, por muito tempo foi esquecida sem receber o devido reconhecimento. Com o passar dos anos, injustamente deixou de figurar nos cânones literários.

O acervo de obras raras da Biblioteca Central conta com um exemplar de “Exaltação” de 1916. Em 2015, foi publicada uma edição crítica desta obra, como forma facilitar o acesso ao romance e às ideias da autora.

Quer conhecer um pouco mais sobre esta autora tão importante e tão silenciada na história da  literatura brasileira e feminista?

Venha ao nosso sarau “Escreva e leia como uma garota: a obra libertária de Albertina Bertha”, que vai acontecer durante o UFRGS Portas Abertas 2019, em 18 de maio.

Por hora, sem mais revelações. Estão TODOS convidados a partilhar desta maravilha que foi e é Albertina Bertha!

A programação geral do UFRGS Portas Abertas 2019 você encontra aqui. Não perca as atividades especialíssimas que vão acontecer na Biblioteca Central

 

Fonte: Anna Faedrich em Templo Cultural Delfos

9 de maio de 2019

Publicado por Zuleika Branco