“Buraco científico”: o nocivo preço da formatação

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Recente estudo publicado no periódico PLOs One tem como objetivo a realização de uma análise de custo-tempo da formatação na publicação científica. A análise se baseou em duas variáveis: tempo (horas) e custo (salário por hora x tempo), associados à formatação de um trabalho de pesquisa para publicação em uma revista acadêmica revisada por pares.

Foram participantes da pesquisa 372 pessoas de 41 países (sendo que do total 60% dos entrevistados eram do Canadá). Foram incluídos como participantes “qualquer pessoa que trabalhe com pesquisa, ciência ou academia e que submeteu pelo menos um manuscrito revisado por pares para consideração para publicação em 2017.”

Os resultados da pesquisa foram:

  • média de renda anual dos participantes:  valores entre US $ 61.000 a 80.999;
  • média das publicações formatadas por ano: quatro;
  • média de tentativas de manuscritos antes de serem aceitos para publicação: duas;
  • tempo médio de formatação: 14 horas ou 52 horas por pessoa, por ano;
  • custo médio calculado: US $ 477 por manuscrito ou US $ 1.908 por pessoa, por ano.

E as conclusões, deste estudo que aparenta ser o primeiro que analisou o custo da formatação de manuscritos em publicações científicas, são de que os resultados mostram o preço oculto e nocivo associado à publicação científica e “fornecem evidências para defender a eliminação de diretrizes rígidas de formatação, pelo menos antes da aceitação”.

Clique aqui para ver conteúdo completo do artigo (em inglês)

Autores do artigo: Allana G. LeBlanc, Joel D. Barnes,Travis J. Saunders, Mark S. Tremblay e Jean-Philippe Chaput.

Fonte: Tradução de trechos do artigo publicado na PLOS ONE

16 de outubro de 2019

Publicado por Priscila Jacobsen