George Sand e o direito feminino à escrita

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“A recordação é o perfume da alma. É a parte mais delicada e mais suave do coração, que se desprende para abraçar outro coração e segui-lo por toda a parte.”
(por George Sand)


Você conhece George Sand?

George Sand é o pseudônimo adotado pela escritora Amandine Lucile Aurore Dupin. A parisiense nascida em 01 de julho de 1804 foi a primeira mulher a trabalhar como jornalista no Le Figaró, jornal fundado em Paris em 1826.

É autora de dezenas de livros, peças de teatro, duas autobiografias, textos ensaísticos sobre temas políticos, crítica literária, artigos para jornal, contos e uma infinidade de cartas. 

Obrigada a usar um pseudônimo masculino para ser aceita no meio literário, como “George Sand” Amandine obteve espaço, receptividade e respeito do público leitor.

De personalidade polêmica e ousada, foi pioneira ao adotar um pseudônimo masculino para publicar, ao usar calças compridas (argumentando que as roupas masculinas eram mais baratas e práticas), por fumar em público (inconcebível para uma mulher à sua época) e por frequentar lugares não permitidos às mulheres, como algumas bibliotecas.

Há muito mais que conhecer a respeito da vida, obra e personalidade única de  Amantine… Aqui na BC, você encontra os dez volumes da “Histoire de ma vie”, uma das autobiografias da autora. Grande dica para treinar a leitura em francês!

Pelo conjunto de sua obra, a autora ocupou e ocupa uma posição de destaque entre os romancistas franceses (homens) do século XIX, como Alfred de Musset, Balzac e Victor Hugo. Alguns dos seus romances, como o “La Petite Fadette”, se transformaram em programas de TV e filmes.

A primeira mulher francesa a viver de seus direitos autorais faleceu em Nohant, na França, em 1876 e é considerada a maior escritora da França.

Fontes: Britannica
              “Histoire de ma vie” (Coleção Eichenberg, localização 929 S213)

1 de julho de 2019

Publicado por Zuleika Branco