Livros proibidos: 50 anos do fim do Index Librorum Prohibitorum

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No final do século XVI, a fim de conter o avanço do protestantismo, a igreja Católica decidiu estabelecer uma lista de livros interditados aos fiéis, pelos danos que sua leitura poderia causar para a fé e aos (bons) costumes.

No ano de 1559 o Papa Paulo IV editou o Index librorum prohibitorum, primeiro catálogo dos livros proibidos. Foi a primeira censura imposta diretamente por um papa. Em 1571, o papa Pio V criou a Sagrada Congregação do Índice, encarregada de examinar e censurar livros e atualizar o “Index”.

Os governos católicos da Europa efetivaram as medidas repressivas e garantiram a aplicação da lei imposta pela Igreja. Na Espanha, Portugal e França, mesmo antes da edição do Index algumas leis condenavam à morte quem possuísse, comprasse, vendesse ou copiasse um livro herege.

Ao longo dos 400 anos que durou a proibição, a lista das obras condenadas foi-se tornando cada vez mais longa. Além de uma série de edições da Bíblia, do Novo Testamento e suas traduções, proibia aos católicos o acesso às obras de Martinho Lutero, Calvino, à astrologia e à chamada “literatura lasciva”.

Em 1917, o papa Pio XII passou o controle da censura ao Santo Ofício, que o Concílio Vaticano 2º mudou de nome em 1965 para “Congregação da Doutrina da Fé”. A 38ª e última edição oficial do Index foi publicada em 1948. As crescentes críticas internas, no entanto, levaram à revogação completa do Índex em junho e novembro de 1966. Há 50 anos virava-se uma página triste da História dos livros.

O Departamento de Obras Raras informa que está aberta nova exposição de obras raras, cujo tema são os 50 anos do fim do “Index Librorum Prohibitorum”.

Este foi um decreto papal que por mais de 400 anos (1559-1966) listou os livros que não deviam ser lidos pelos fiéis da Igreja Católica.

Nesta mostra apresentamos livros da Coleção Eichenberg  cujos autores e obras constaram em alguma das 38  edições do Index.

Em breve será divulgada a mesma exposição na versão virtual.

Venha conferir a nanoexposição de obras raras da Biblioteca Central.

 Cartaz Nanoexposição

30 de junho de 2016

Publicado por Priscila Jacobsen

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