O Poeta da Literatura de Cordel

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Dia 01 de agosto é comemorado o Dia do Poeta da Literatura de Cordel.

Originado na Idade Média com o trovadorismo, no Brasil os cordéis adquiriram características próprias e singulares. Klintowizt (1987) situa a literatura de cordel no que chama de cultura espontânea brasileira.

A literatura de cordel é um gênero literário popular com narrativas oriundas da história oral, transcrito em rimas e impresso em folhetos. Alguns cordéis são lindamente ilustrados com xilogravuras rústicas.

Os cordéis divertem, informam e tem muita força como manifestação popular especialmente no nordeste do país. Os cordelistas recitam ou declamam os versos de forma melodiosa para conquistar os possíveis compradores dos pequenos livretos, que não costumam ser maiores do que a palma da mão.

Trecho de “A carta do pistoleiro Mainha à sociedade”, de Guaipan Vieira


Em 1988 foi fundada a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, no Rio de Janeiro e em 2018 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional reconheceu a literatura de cordel como patrimônio cultural imaterial brasileiro.

Deu vontade de ter um contatinho com essas preciosidades?

No livro Mitos brasileiros, de Jacob Klintowitz (1987), além de colocações poéticas e encantadas do autor sobre as diferentes manifestações de arte, há a reprodução de xilogravuras com seus títulos, uma breve explicação sobre o que simbolizam e os cordéis em que são usadas como ilustração. É um livro lindo da Coleção Século XX, aqui da Biblioteca Central!

No Scielo Livros, está disponível para livre acesso o e-book O encantamento de sua santidade: canção de fogo, de Ordep José Trindade-Serra, apresentado como “Livro de cordel que repõe em circulação a figura legendária de Cancão de Fogo, um herói popular brasileiro, personagem um tanto esquecido de contos, versos e anedotas picarescas nordestinas.” 

O cordel “A carta do pistoleiro Mainha à sociedade”, de Guaipan Vieira, assim como mais dezenas de cordéis, está disponível no portal Domínio Público.

Encante-se!

 

Fontes consultadas: ABLC e Cordelteca 

 

1 de agosto de 2019

Publicado por Zuleika Branco