Janelas Filosóficas”: Iyaiás Floriá: Recontar a Filosofia numa perspectiva feminina e decolonial

O Minicurso “Concepções de si, do outro e do mundo, e Ancestralidade” continua!

Dia 25.10, teremos nossa sessão com Maria Isabel Gonçalves, professora de filosofia na Chapada Diamantina – BA, um lugar em que as pessoas estão prenhes de histórias, memórias e esperança! Fiquem atentos e atentas porque dia 27.10 tem mais, com Valter Silvério!

Sobre a sessão:

Iyaiás Floriá: Recontar a Filosofia numa perspectiva feminina e decolonial é o título da comunicação de Maria Isabel Gonçalves para nós. Pelas aulas de filosofia nas comunidades rurais da Chapada Diamantina – BA, Maria nos contará da trilha que começa em uma simples conversa dos estudantes com as suas avós, e que se estende pela investigação dos segredos escondidos nas paisagens por onde passaram nossos ancestrais, pelos saberes e histórias guardados em cada família. Maria nos conduzirá a um rico arsenal de fatos que podem reconstituir um imaginário já em esquecimento, tão necessário de ser recuperado.

A palavra floriá representa o seu (o nosso!) jeito de dizer o verbo “florear”, no sentido de poetizar os saberes, decolonizar o pensamento, ir em busca das mães das narrativas que são suas (as nossas!) iaiás, em suas poéticas que constituem identidade. Floriá é a junção de “flor” (visão popular do feminino) + “iyá” (“mãe”, no yorubá). Iyaiá é mãe da mãe, como eram chamadas as avós em algumas comunidades da Chapada Diamantina; Yayá é a árvore gameleira para os Payayás da Chapada Diamantina.

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