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NOTA DE APOIO À MOBILIZAÇÃO CONTRA A ALOCAÇÃO DAS SALAS DE AULA

Em deliberação durante a Reunião Extraordinária do CAAR, que aconteceu ontem, dia 02/03/2015, às 18h30min, aprovou-se a publicação de nota de apoio ao protagonismo estudantil que culminou em mobilização para solucionar as alocações incabidas das salas de aulas. O que ocorreu foi a determinação, sob responsabilidade da UFRGS e especialmente da Direção da nossa Faculdade, de que UNICAMENTE as pessoas que ingressaram no curso através do REUNI ou a partir do segundo semestre letivo estariam destinadas, MAIS UMA VEZ, a assistir aula em salas externas ao dito “Castelinho” e principalmente externas ao Campus Centro. Assim, já estando o corpo discente em tratativas com a Direção da Faculdade, o CAAR assina a seguinte nota de apoio:

“Mais uma vez, pudemos observar o quanto a democracia está longe de ser um dos pilares da nossa administração pública. A Faculdade de Direito, local em que, em tese, deveríamos aprender a defesa dos direitos fundamentais, virou de novo cenário do descaso com a efetivação destes.

A falta de comprometimento da nossa administração tem gerado imensos danos ao corpo discente ao longo dos últimos semestres, desde a complacência que compactua com fraudes nos concursos públicos, até a incapacidade de manutenção de uma infraestrutura de qualidade, capaz de atender as necessidades de nossa categoria.

Nas férias, presenciamos a evacuação do Prédio Novo e os trâmites pela alocação de turmas. Este processo culminou com uma grande parcela de estudantes sem salas de aula e outra grande parte sendo obrigada a se deslocar longas distâncias para atender às cadeiras em locais “arranjados”. A negligência com o espaço físico, com a qualidade de ensino, e com a segurança de servidores e de estudantes é preocupante, mas o que mais assusta é quem foi escolhido para sofrer os efeitos da má administração.

O REUNI representa a democratização do Ensino Público. Entretanto, atualmente, na nossa Faculdade, esse objetivo aparenta ser muito mais da boca para fora do que uma real busca pela igualdade. Desde a implementação do projeto na FD, as turmas de segundo semestre pouco ou nunca tiveram aula dentro do Castelinho, o que dificulta o contato delas com professores, bibliotecas, Centro Acadêmico, grupos de pesquisa e extensão. Estes foram segregadas para espaços externos da Faculdade. O que constrange, contudo, não é única e exclusivamente o deslocamento, mas sim que estes sejam quase que exclusivamente impostos a esses grupos. Para alguns, isso pode parecer um aspecto meramente físico, mas se olharmos pelo aspecto de que as turmas de segundo semestre são compostas majoritariamente de estudantes de cotas sociais e raciais, o problema se agiganta. Quem socialmente já é segregado é recepcionado com mais diferenciação. Por mais que a UFRGS tenha incorporado as ações afirmativas, existe uma clara diferenciação, com consequências opostas ao que se esperava desse projeto. De fato, o que se observa é que estudantes não tem as mesmas oportunidades de se integrar no espaço da faculdade.

Para além da falta de espaço nos prédios vizinhos, para além de todas as propostas feitas pelo Centro Acadêmico no sentido de promover uma rotatividade das pessoas dentro dos espaços: o que se vê é a nítida manutenção do caráter elitista do espaço da Universidade, que deveria ser pública e popular. Naquele douto reduto que é o Castelinho estão destinados a passar as mais brilhantes mentes da nossa egrégia Faculdade, mas – pelo que tudo indica – não as pessoas que ingressam na Faculdade através do REUNI. Tais pessoas, para a direção da Faculdade, não seriam dignas de usar dos mesmos espaços que as demais.

É por isso que o Centro Acadêmico André da Rocha apoia a luta promovida pelos alunos e pelas alunas no sentido de buscar uma rotatividade das salas de aula, no sentido de acabar com a silenciosa segregação dos espaços acadêmicos, fortalecendo assim o movimento estudantil e a constante abertura e ocupação plural desse espaço tão estagnado. Seguimos na luta por uma Universidade realmente pública, popular, democrática e de qualidade!”

Gestão Composição – Centro Acadêmico André da Rocha

Convocatória Reunião Ordinária do CAAR – Quarta-feira, dia 13/08

O CAAR convida para reunião ordinária a realizar-se na próxima quarta-feira.

Reunião ordinária do CAAR – Quarta-feira, dia 13/08, às 10h30min na sede do CAAR.

Pauta:

1. Informes

2. Aprovação das atas

3. CAARTour: planejamento

4. CAARpintaria: definição de data e metodologia

5. Lojinha: próximos passos e definição de responsáveis

6. Comissão de comunicação: reorganização

7. Exposição de fotógrafos ativistas

8. Concursos: atualização do calendário e análise da relação das bancas com pessoas inscritas

9. CGR

9.1. Próximo

9.2. Estágios Probatórios: critérios para inclusão na pauta do CGR

10. Restrição de entrada estudantil na sala dos professores: posicionamento e medidas cabíveis

11. Retornos:

11.1. CAAR em Debate

11.2. Abertura do CAAR

11.3. Bolsistas

12. Semana Acadêmica: retorno da enquete no facebook e definição dos temas

13. Proposta de promoção de debate eleitoral: viabilidade, planejamento e definição de responsáveis

14. Apoio à carta aberta a respeito da necessidade de um/a criminalista no STF

Lembramos que as reuniões são abertas e sua presença é muito importante.

Compareça e Pluralize teu CA!

 

CAAR Convoca: Reunião Extraordinária

O CAAR vem comunicara realização, que ora se encontra em curso, da assembléia virtual de reforma estatutária, organizada pela Diretoria Executiva do DCE Gestão DCE de Verdade a qual, segundo dados do site da entidade, possui como finalidade específica o exame e aprovação da proposta de Estatuto Social da entidade elaborada pela própria Diretoria Executiva.


Acompanhamos desde o início as tentativas de alteração de estatuto encampadas pela atual gestão do DCE, trazendo o debate estatutário para nossas reuniões ordinárias e participando ativamente dos espaços disponibilizados, embora se tenha dado pouca importância aos mesmos. Apesar da alegada invalidade absoluta do estatuto vigente, ressaltamos diversas vezes o necessário respeito ao mesmo, principalmente no ponto em que determina a realização de um Congresso Estatuinte de Estudantes para mudanças estatutárias, tais como a pretendida.


Em desacordo com a forma de condução dos trabalhos, representada pela não realização do Congresso e pelo aprazamento de pouquíssimas assembleias, quase sempre esvaziadas ou canceladas pela própria Diretoria Executiva do DCE, acreditamos não haver o necessário amadurecimento das ideias articuladas e a participação efetiva dos estudantes da UFRGS na construção desse novo projeto, com alterações substantivas em comparação com o atual e vigente Estatuto.


É por isso, e a fim de garantir que os estudantes da nossa Faculdade efetivamente ocupem os espaços do Centro Acadêmico, que o CAAR convida a todos para Reunião Extraordinária, com pauta única, para discutirmos posicionamentos e providências quanto à assembleia virtual de alteração estatutária do DCE, a ser realizada no dia 7 de julho, às 19h, na sede do CAAR.

Contamos com a tua presença!

Nota de reflexão à comunidade acadêmica sobre a violência policial na UFSC

O ocorrido no dia de ontem, 25/03, no Campus da UFSC, no qual centenas de professores e alunos foram vítimas de (mais) um episódio de violência policial traz uma importante reflexão.

Independentemente das questões morais e legais envolvidas na sua atuação, o fato é um marco e nos obriga a refletir a respeito.

Para alem da ideia de que o que aconteceu no Campus da UFSC é uma ínfima amostra do cotidiano nas periferias (mas que deste dia a dia não saem notas ou reações indignadas), precisamos entender o que isso significa.

O fato da violência policial se estender para dentro dos campi universitários – lugar tradicionalmente livre de repressão policial – é um claro sinal de que o aparelho repressivo do Estado está se expandindo, e se sentindo cada vez mais legitimado para se aventurar por caminhos onde antes não atuava. Legitimado, por quê(m)?

O ocorrido se torna ainda mais preocupante (e alarmante!) quando vemos, dentro de nossa Universidade, entidades estudantis com representatividade institucional que defendem o policiamento ostensivo e a presença constante dessas instituições nos Campi. O que aconteceu ontem não é um fato isolado, mas sim mais um sintoma da natureza institucional de nossa polícia.

A poucos dias do 1º de abril, “aniversário” do golpe que nos trouxe os anos de chumbo, essa é apenas mais uma lembrança de que acabamos com a ditadura, mas nao aposentamos nossos ditadores.

E que venha a Copa…

Centro Acadêmico André da Rocha – Direito UFRGS

 

Para mais informações, acesse:

http://noticias.ufsc.br/2014/03/nota-de-repudio/

 

Nota do CAAR sobre os protestos em Porto Alegre e demais cidades brasileiras

Não é sobre corrupção. Não é sobre aversão a partidos políticos. E muito menos sobre a PEC 37. O movimento que vem acontecendo em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília e outras cidades do país ganhou seu ápice desde a semana passada e, com isso, milhares se somaram em gritos antes ouvidos de longe. Atarantada, a imprensa, que vinha em sua maioria apostando cegamente na “versão-depredação”, agora hesita, pede desculpas, mas continua entendendo quase nada ou fingindo não entender. Afinal, por que protestamos?

Essa manifestação é pelo transporte público. É contra o aumento das tarifas de ônibus, que parece rir da nossa cara, e pela total transparência das variáveis incluídas no cálculo do valor das passagens. E, acima disso, pelo espaço público. O que nos une é a vontade de defender nosso direito à cidade. Queremos fazer parte dela, construí-la, e não da forma higienizada e distante que nos oferecem hoje. Queremos ocupar as ruas e mostrar nossas bandeiras, sejam elas de partidos ou não. E queremos fazer isso sem o risco de sermos vítimas de balas de borracha, gás lacrimogêneo e camburões de uma “brigada” que só abriga coisas e estabelecimentos, nunca pessoas. Ainda que se possa discutir a respeito, ônibus incendiados e lixeiras derrubadas não são, nesse contexto, violência, mas um ato político. Violência é o esgotamento de cada pessoa que espera horas para entrar em um ônibus lotado e voltar para casa, e paga caro por isso. Violência é o que a polícia faz com pobres e negros/as todos os dias, e, em situações como essas, também com manifestantes. Violência é o homem dormindo na rua ao lado da vitrine quebrada; não a vitrine quebrada. Violência é a dificuldade que advogados/as enfrentam para contatar pessoas detidas em delegacias. Cuidado com os nossos parâmetros. ISSO é o que é inaceitável.

Para compartilhar essa indignação, convocamos: pega o teu cartaz e vem junto! As consequências na redução da tarifa já estão sendo sentidas em várias cidades, incluindo Porto Alegre, mas não é hora de parar. Pelo transporte e pela cidade, vem ocupar a tua rua!

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