Mês: junho 2008 (Página 1 de 6)

Salão de Iniciação Científica abre inscrições

A Pró-reitoria de Pesquisa da UFRGS está recebendo, até o dia 20 de julho, as inscrições para o XX Salão de Iniciação Científica. Podem participar alunos de graduação da UFRGS e de outras instituições, estar envolvido em atividades de pesquisa sob orientação de um pesquisador e inscrever um único trabalho, no Salão ou na Feira, do qual será o primeiro autor. Os interessados podem se inscrever como apresentador no Salão e como participante ouvinte ou visitante. O evento ocorrerá no período de 20 a 25 de outubro, no Campus Central da Universidade. As inscrições deverão ser efetuadas através de formulário eletrônico no site da PROPESQ (www.ufrgs.br/propesq).

Atividades Complementares – Processos homologados parcialmente.

Em reunião no dia 10 de junho de 2008, o plenário da COMGRAD decidiu que os processos de atividades complementares que foram parcialmente deferidos de acordo com a antiga resolução serão convertidos em créditos proporcionais de acordo com as novas regras.

A representação discente ressalta que o novo sistema de homologação de atividades complementares é regulado pela Resolução 24/2006 do CEPE e pela 05/2007 da COMGRAD/DIR.

Nota pública do DO DCE/UFRGS sobre discriminação sofrida por estudantes cotistas na Faculdade de Direito

O Diretório Central dos Estudantes da UFRGS torna público seu repúdio e indignação frente às declarações preconceituosas do professor Ben-Hur Rava, da Faculdade de Direito. As recentes denúncias recebidas de estudantes aprovados no vestibular através das ações afirmativas dão conta de discriminação explícita por parte do referido professor, exigindo que, mais uma vez, o movimento estudantil organizado se manifeste com força.

Estivemos na linha de frente na luta pela aprovação das ações afirmativas na UFRGS, medida responsável pela inclusão daqueles historicamente excluídos da Universidade. Da mesma forma, sempre respeitamos e estivemos abertos ao debate ante as legítimas posições contrárias às cotas, deixando claro que estaríamos vigilantes no sentido de coibir quaisquer tipos de discriminações contra estudantes cotistas, intransigentes na luta contra a intolerância no âmbito da UFRGS e da sociedade gaúcha.

Assim, não podemos admitir uma postura vergonhosa como essa. É assustador assistir a um professor, que deveria ser um profissional preparado para lidar com estudantes em sala de aula, ser responsável por declarações como “desqualificados”, “semi-alfabetizados” e “comedores de grama”, adjetivos usados para se referir aos estudantes aprovados pelo sistema de ações afirmativas.

Condenamos, igualmente, a forma como veiculado o caso no periódico Zero Hora, do grupo RBS, que, distorcendo fatos e declarações, sugere a inocência do contestado professor. Não podemos nos calar frente à qualificação atribuída ao DCE, supostamente intolerante, uma vez que, desde 2007, a entidade tem como uma de suas prioridades a campanha contra a intolerância. Dar seguimento a esta luta é, aliás, a razão que nos move a lutar contra posturas discriminatórias e preconceituosas como essa. Repudiamos a conclusão da reportagem, segundo a qual a culpa pelo conflito seria da própria política de ações afirmativas, reafirmando posição já conhecida deste veículo jornalístico e confundindo os leitores ao tangenciar o real problema por trás disso: a discriminação sofrida pelos estudantes cotistas.

Assim, o Diretório Central dos Estudantes da UFRGS, no uso de suas prerrogativas e atribuições legais e estatutárias, cumprindo com o dever de representar os estudantes desta Universidade, exige a imediata apuração do incidente protagonizado pelo professor Ben-Hur Rava, que, com essa vergonhosa atitude, macula a imagem e história de nossa Universidade. A UFRGS precisa se pronunciar fortemente no sentido de condenar posturas como essa, combatendo a intolerância e punindo severamente o responsável. Somente assim daremos o exemplo aos demais, evitando que este tipo de preconceito volte a repetir-se em qualquer lugar desta Universidade. Exigimos, ainda, seja dado tratamento adequado ao caso pela imprensa, de forma imparcial e responsável, diferente de como feito até o presente momento. Informamos que estamos tomando as providências jurídicas e legais cabíveis e que estaremos vigilantes no sentido de impedir quaisquer espécies de retaliações aos estudantes. Deixamos claro que, desde já, estamos empenhados na mobilização do movimento estudantil e não descansaremos enquanto não for feita justiça.

Diretório Central dos Estudantes da UFRGS

Gestão 2008 – Todos Iguais, Braços Dados ou Não

Diretor afirma: “discriminação não será admitida na Faculdade de Direito da UFRGS”

Na noite desta última quinta-feira, 26/06, o CAAR e o DCE foram recebidos pelo Diretor da Faculdade de Direito da UFRGS, Prof. Sérgio Porto, e pela Chefe do Departamento de Direito Econômico e do Trabalho, Profª Carmen Camino.

Na ocasião, foram apresentadas as Notas Públicas emitidas por ambas as entidades representativas a respeito do episódio de discriminação acontecido na turma do primeiro ano (manhã).

O Prof. Sérgio Porto afirmou que estava no aguardo da manifestação dos estudantes a respeito do assunto e que, tendo agora recebido tal documento, remeterá o assunto à deliberação do Departamento. Nesse quadro, a Profª. Carmen Camino reconheceu a gravidade dos fatos relatados, visto que, confirmados, configuram ilícito e, negados, também, pois geram responsabilidades para quem os afirmou. A Profª. garantiu a convocação de uma reunião do Departamento para que o Prof. Ben-Hur possa se manifestar e que só não o fez antes por estar aguardando os resultados da reunião desta noite.

O CAAR e o DCE foram enfáticos em afirmar a gravidade dos fatos protagonizados pelo Prof. Ben-Hur, relatados consensual e contundentemente pelos alunos presentes na oportunidade, apesar das afirmações do professor no sentido de que não teria discriminado os alunos. Quanto a isso, a representação discente foi enfática ao afirmar que a discriminação está na externalização, independentemente das intenções que, eventualmente, pudesse ter o professor.

Todos foram unânimes em afirmar que a Faculdade de Direito não admite episódios de intolerância contra ninguém, independentemente de quem os pratique. Afirmaram também que, na oportunidade do oferecimento de representação contra o Prof. Ben-Hur, ser-lhe-ão garantidos o devido processo legal e a ampla defesa.

Ainda, a Direção e as entidades representativas foram unânimes ao lamentar que a Faculdade de Direito esteja protagonizando um episódio desta natureza na Universidade, pois, ao invés de se noticiar as realizações concretizadas internamente, é necessário passar por esta situação embaraçosa. No entanto, constatou-se, também, que o caso extrapola a sala de aula onde tiveram lugar os acontecimentos, bem como os muros da Faculdade de Direito, devido à sua gravidade.

Por fim, os presentes fizeram questão de fixar que as ações afirmativas não estão em discussão neste episódio. Isto porque essa questão foi superada com a aprovação do Programa de Ações Afirmativas pelo Conselho Universitário, só retornando no devido período de avaliação. O que se nos apresenta, agora, é um caso concreto de discriminação.

E, como dito, a discriminação não será admitida, nem na Faculdade de Direito, nem na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Aguardemos, pois, os resultados da representação que será feita pelo DCE e pelo CAAR às instâncias competentes.

Leia, no link a seguir, a Nota Pública do CAAR sobre a conduta do Prof. Ben-Hur Rava: http://www6.ufrgs.br/caar/?p=265

Nota Pública do CAAR sobre a conduta do Prof. Ben-Hur Rava

O Centro Acadêmico André da Rocha, entidade representativa dos estudantes da Faculdade de Direito da UFRGS, vem a público comunicar as denúncias que chegaram à esta entidade representativa a respeito de postura inadequada em sala de aula do Professor Ben-Hur Rava, na turma de primeiro ano manhã desta faculdade, na qual teria ofendido alunos que teriam lhe questionado sobre o conteúdo de uma avaliação.

Segundo os fatos, os quais o CAAR comprovou mediante o relato consensual de estudantes que presenciaram o ocorrido, o professor Rava, ao ser indagado sobre a prova, reagiu de forma truculenta, questionando se os alunos que a ele se dirigiram não obtiveram uma espécie de “ajuda” para entrar na UFRGS, em alusão ao recém implantado sistema de ações afirmativas em nossa Universidade. Ainda, se dirigindo aos estudantes que lhe foram pedir explicações sobre a avaliação, afirmou que “com o sistema de cotas, estão entrando na UFRGS muitas pessoas desqualificadas“, continuando a sua manifestação em termos como “semi-alfabetizados” e que se teria que “comer grama” para se formar na Faculdade.

Diante da comprovação dos fatos, e da constatação de evidente postura repreensível do professor em sala de aula, o CAAR considera que este ato de conduta grave se constitui em uma atitude preconceituosa e discriminatória, a qual presta veemente repúdio. Não discutindo o mérito do sistema aludido pelo professor, o CAAR desde o início de sua implantação promove e estimula a harmonia com o igual tratamento entre todos os estudantes desta casa, independente de quaisquer fatores e condições. Entretanto, pela ofensa ter partido de um professor, com todas as responsabilidades que incidem sobre o cargo, e por ter sido este caso o primeiro em toda a Universidade, espera-se que a Direção da Faculdade de Direito, tendo conhecimento dos fatos, tome uma postura firme e posicione-se formal e efetivamente frente ao lamentável caso que envergonha a comunidade acadêmica da UFRGS.

Em conseguinte, o CAAR manifesta-se no sentido de apoiar toda forma de combate ao preconceito, à discriminação e à intolerância, como o apoio à postura do DCE, no que tange a esses termos. Apóia também, o CAAR, a legitimidade das entidades representativas dos estudantes em nossa Universidade, garantindo suas atuações em defesa dos interesses dos estudantes. Defende ainda a abertura, a transparência e o diálogo, e que estes estejam presentes no âmbito de toda a universidade e sociedade, manifestando desprezo por posições unilaterais e ofensivas como a recente reportagem de domingo (22.06.2008) veiculada por periódico de grande circulação em nossa cidade.

Por fim, diante do exposto, o CAAR, defendendo os interesses dos estudantes da Faculdade de Direito da UFRGS, zelando pela boa convivência e pelo exemplo que a Universidade presta à sociedade, considera que ocorreu fato grave, de comportamento condenável e discriminatório, exigindo que a Direção da Faculdade de Direito e a Chefia do Departamento de Direito Econômico e do Trabalho promovam o imediato afastamento do referido professor, e sua conseqüente exoneração do cargo.

Porto Alegre, 25 de junho de 2008.

Centro Acadêmico André da Rocha

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